ARQUIVO E MEMÓRIA: professora Severina Moura.

Sempre inquieta a professora Severina Andrade de Moura atuava coletivamente na melhor direção. Na nossa coluna “ARQUIVO E MEMÓRIA” que, entre outros objetivos, tem por finalidade relembrar momentos marcantes registrados pelas nossas lentes, hoje, realçamos dois arquivos distintos, em tempos e ocasiões  diferentes.

No primeiro plano, por assim dizer, destacamos a foto da visita em nossa redação,  em dezembro de 2012. Estava a professora Severina solidária à causa da amiga, no sentido de um gesto de pura humanidade. Na ocasião tentava emplacar o projeto de “Mãos Dadas”.

Noutra ocasião, essa realizada na cidade do Recife, em 2013, encontramos a professora Severina visivelmente emocionada,  por relembrar seus encontros com a também antonense e renomada internacionalmente professora Maria do Carmo Tavares de Miranda. Nesses poucos mais de 10 anos do Blog do Pilako, registramos de tudo um pouco sobre a nossa “aldeia” – Vitória de Santo Antão. Fatos e pessoas.

Boa parte  desse acervo, de nossa propriedade, segue disponível para qualquer internauta que tenha interesse em navegar nas mais de 26 mil postagens do nosso jornal eletrônico. Aliás,  é bom que se diga, também guardamos um bom conjunto de “momentos” que nunca foram postados. Assim sendo, hoje, exibimos um pouco  do nosso acervo, protagonizado pela sempre bem humorada e animada contadora de anedotas, professora Severina Moura.

 

Francisco Brennand e a Academia dos Emparedados da Várzea – por Macus Prado.

Após a sua mudança para Versalles em 1661, Luís XIV abria uma vez por semana parte dos seus salões para receber a nobreza intelectual e os artistas, tendo como motivo a troca de ideias e almoço. No Rio de Janeiro tivemos, durante décadas, duas famosas reuniões semanais de amigos voltados para as artes e os mais diversos saberes, com a mesma finalidade, os encontros que marcaram época, nas casas de Roberto Burle Marx e Plínio Doyle. Havia, também, no Recife, a casa-refúgio semanal da intelectualidade pernambucana, do poeta e acadêmico Waldemar Lopes, com a mesma finalidade gastronômica e cultural.

Ainda no Recife, na década de 70, quando grande parte dos meios acadêmicos e intelectuais vivia um doloroso exílio interno, um curto-circuito longo e insuportável da democracia e dos Direitos Humanos do País, o pintor e ceramista Francisco Brennand abria as portas da secular Casa-Grande do engenho São Francisco, na Várzea do Recife, sempre aos domingos, para almoço e troca de ideias com um seleto grupo de amigos, intelectuais, poetas, pintores, humanistas, professores universitários, arquitetos, cineastas, jornalistas, todos interessados no livre pensar e nos mistérios da criação estética, no triunfo irrevogável da arte. Estive nesses encontros, levado pelos anfitriões Francisco e Deborah. Na primeira vez, tive a sorte de sentar-me perto do padre, filósofo e poeta Daniel Lima, meu caro amigo. Foi memorável, ouvindo Daniel Lima a falar de filósofos católicos de nossa grande admiração, Jacques e Raissa Maritain, Georges Bernanos, Blaise Pascal, Alceu Amoroso Lima, Guillermo de Ockham. Tive como avaliar o fio inspirador de que se nutria esses encontros de celebrações culturais, tão informais e tão diversificados. Até hoje não entendi porque foram excluídos das Memórias de Francisco, nos quatro belos volumes biográficos da sua prodigiosa existência, Para que se tenha uma ideia dos escolhidos para esse banquete intelectual, cito de memória os nomes mais frequentes, semanalmente, os mais esperados pelos donos da Casa-Grande da Várzea: escritor e dramaturgo Ariano Suassuna, poeta e ensaísta César Leal, Renato Carneiro Campos, pintora Tânia Carneiro Leão, os engenheiros e intelectuais Marcelo e André Carneiro Leão, pintora Maria Carmen, poeta Thomás Seixas, médico Luiz Tavares, jornalista Paulo Fernando Craveiro, poeta Orley Mesquita. Quando estavam no Recife: o pintor Cícero Dias, poeta e diplomata João Cabral de Mello Neto e Aloisio Magalhães, considerado pioneiro na introdução do design moderno no Brasil. Com eles, estava lançada a base da irreverente e informal, embora sem nada de anárquico, Academia dos Emparedados da Várzea.

Não tinham esses encontros semanais nenhuma intensão de manifesto ou contestação, pautados para discutir a ditadura que se instalara no Brasil daquela época, por mais desprezível e imperativo que fosse. Era puro espírito de confraternização intelectual, uma troca de ideias sem nada de previamente combinado. Fazia inveja a outras academias lá de fora. É claro que não eram alheios ao que se passava no Recife e no resto da Nação ultrajada pelo golpe militar de 64, mas o que predominava era impressões de leituras, as novidades estéticas surgidas dentro e fora do Brasil, seus aspectos éticos e criativos. Leitores privilegiados, isto sim, exigentes nas escolhas do que levavam para casa a partir dos clássicos, mas com o olhar voltado para as novas correntes da criação e do fazer literário. Ouvia-se Deborah a dizer seus belos poemas, Francisco Brennand a falar de sua arte de pintor e ceramista, sobre seus escritos diarísticos publicados depois em quatro belos volumes. E o que era a Várzea recifense do Capibaribe na voz do genial artista: “Eu escolhi a Várzea como o centro do mundo, minha pátria e meu território sagrados. ”

Se ao menos um terço de tudo o que se discutia naquela Academia, durante duas décadas, fosse gravado, teríamos hoje um dos mais belos legados intelectuais de Pernambuco. Haveria um acréscimo de novos volumes no projeto editorial comandado com muita competência por Marianna Brennand Fortes.

Marcus Prado – Jornalista

 

VISITA DE AFONSO PENA À VITÓRIA, que ainda não era do SANTO – por Pedro Ferrer.

Com a devida vênia solicito ao professor e escritor Ronaldo Sotero, permissão para completar alguns dados da visita do dr. Afonso Pena à Vitória de Santo Antão. O intuito é colaborar e dirimir algumas dúvidas. Na ocasião da visita do dr. Afonso Pena a nossa urbe, ele era o vice-presidente de Rodrigues Alves. As eleições para presidente tinham ocorrido em março de 1906; ele tomou posse em 15 de novembro de 1906. O presidente do Brasil em exercício era Rodrigues Alves (1902-1906). Repetidas vezes a reportagem reporta-se ao dr. Afonso Pena como vice-presidente.

Transcrevo a seguir a interessante reportagem do Diário de Pernambuco sobre a parada do dr. Afonso Pena na Vitória, em passagem para Caruaru, publicada no dia 7 de junho de 1906.

Diário de Pernambuco: … o trem partiu de Jaboatão às 8:30 h. com destino à Vitória.

“Às 8:30 h., foi dado o sinal de partida, sendo novamente queimadas muitas girandolas e erguidos vivas. O dr. Afonso Pena mostrava-se satisfeito, conservando-se sempre na plataforma do carro. Momentos depois, passávamos expressos, em Tapera, cuja estação continha grande aglomeração de populares. Ao enfrentar a gare, foram queimados muitos fogos e erguidos vivas calorosos. Sua Excelência, do carro cumprimentou, agradecendo aquelas expansões simpáticas do povo de Tapera.

Às 9:20 h. chegamos à cidade da Vitória.

Estrondosa recepção, oficial e popular, nos esperava. Todas as autoridades locais e o comércio em peso aguardavam ansiosos a passagem do vice-presidente da República. A banda Charanga Comercial executou o hino nacional à chegada do trem. Uma salva foi queimada e em seguida uma girandola.

Usou da palavra o senhor Henrique Lins, saudando sua excelência e fazendo votos para que feliz até o termo seja sua viagem.

Respondendo às provas de apreço de que era alvo, disse o dr. Afondo Pena:

Agradeço a saudação do povo da Vitória e esforçar-me-ei para corresponder à confiança que os meus patrícios acabem de depositar em mim, elegendo-me chefe supremo do governo brasileiro. O Brasil dispõe de recursos inesgotáveis e os seus   filhos são trabalhadores. Regiões agrícolas atravesso atualmente e com satisfação reconheço que muito se trabalha e não se desanima nunca. Aos poderes públicos não pose ser indiferente à sorte das classes laboriosas. Cumpre trabalhar e confiar no futuro. Em um país como o Brasil, cuja força é latente, tudo há de se esperar. Crises mais perigosa e em circunstâncias piores temos vencido. Trabalhemos e confiemos. Deus abençoará os nossos esforços”.

Às últimas palavras do vice presidente, ouviu-se uma salva estrepitosa de palmas e vivas entusiásticos foram ouvidos.

A música executou novamente o hino nacional, sempre aclamando o dr. Pena. Terminadas essas expansões de alegria, o dr. Galvão, juiz de direito da comarca, em nome da Vitória saudou sua excelência.

Em seguida, o Sindicato Agrícola da Vitória, representado pelo dr. Baltazar Cavalcanti de Albuquerque, saudou sua excelência em expressivas e delicadas frases, fazendo-lhe oferta de um memorial.

Mais uma vez agradeceu S.Excia., desejando a prosperidade dos vitorienses.

O prefeito convidou o dr. Afonso Pena a visitar a municipalidade.

S.Excia. não pode aceitar devido ao adiantado da hora.

Ali, o Paço estava ornado a capricho e um lauto almoço preparado para ser a S.Excia. oferecido.

Todo o comércio da Vitória fechou, em regozijo à passagem do ilustre brasileiro. O representante do “O Lidador”, jornal que se publica naquela cidade, incorporou-se à comitiva.

Às 9 e 35 minutos, com as maiores demonstrações de alegria, partiu S. Excia. Da Vitória, guardando a grata recordação da pitoresca cidade do nosso Estado.

Na estação da Russinha passou o expresso às 10 horas…”

Pedro Ferrer – presidente do IHGVSA. 

Eleições 2022: a frente popular em Vitória poderá se dividir em favor de Miguel Coelho.


“Muito prazer, Pernambuco! Sou Miguel Coelho, prefeito de Petrolina”

O fato político público mais relevante de Pernambuco dos últimos meses, visando a corrida ao Palácio do Campo das Princesas,  em 2022, além da negativa do ex-prefeito Geraldo Júlio de concorrer ao cargo de governador,  foi a  concretização  da filiação do prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, ao partido Democratas. O evento ocorreu no sábado ( 25),   na Capital pernambucana e demonstrou  que sua pré-postulação não se configura num ato de  principiante, não obstante envergar apenas 30 anos de idade.

Bem articulado em Brasília, centro do poder, seu pai, senador Fernando Bezerra Coelho, é cobra criada e sabe “mexer” no macro tabuleiro político/eleitoral. Com a “faca nos dentes”,  FBC, sabe o caminho das pedras  para  – “por cima” – buscar outros partidos  para engrossa o projeto do seu grupo, em Pernambuco.

No já conhecido dinamismo da política, possivelmente, em função das “novas arrumações”,  a partir de Brasília, não se descarta a possibilidade de mudanças de posicionamento de algumas siglas em Pernambuco.

Nesse contexto, sem aliado de expressão na Vitória de Santo Antão, já que os três grupos locais, com assento na ALEPE,  estão, por enquanto, no pacote da Frente Popular, liderado pelo PSB, não seria nenhum absurdo imaginar que há possibilidade dos partidos em que disputarão os  “Queiroz” e os “Lira”, em função de outras variáveis, migrarem para o palanque estadual liderado pelo jovem prefeito de Petrolina, o entusiasmado Miguel Coelho.

Já no conjunto da pré-candidatura “tucana” ao governo do estado, liderada pela atual prefeita de Caruaru, Raquel Lira, não será estranho que  o atual vice-prefeito da Vitória, Edmo Neves, abra uma “fissura” no grupo do prefeito Paulo Roberto, para dar-lhe palanque na terra de João Cleofas.

Aliás, foi para a própria Raque Lira, então candidata a deputada estadual, em 2010, que o então secretário municipal,  Paulo Roberto, à revelia do chefe político, Elias Lira, abriu dissidência no grupo, em desfavor da candidatura do deputado Henrique Queiroz – candidato apoiado pela máquina municipal de então.

O quadro sucessória estadual não estar com  cara de “já ganhou”  para o  time do PSB, como antes –   mesmo que continue  empinando o estandarte do favoritismo. Assim sendo, os políticos da Vitória de Santo Antão, que são extramente profissionais e pragmáticos, doravante, estarão atentos aos “barcos” em movimentos, pois não estão acostumados “engolir água” para salva quem quer que seja…..O jogo tá  apenas começando  a esquentar……..

Patrimônio Vivo: professora Inês Bandeira…

Ao lado dos familiares, na sexta (24), celebrou os seus bem vividos e produtivos 90 anos de vida a professora Inês Bandeira. Outro dia, em deslocamento pela Rua 15 de Novembro, aqui no centro da cidade, encontrei com ela. Sentada dentro do carro, ao me aproximar, ela foi logo dizendo: “menino, tais a cara do teu pai”. Professora Inês, sem sombra de dúvida, se configura num dos Patrimônios Vivo da  terra de Osman Lins.

Cantinho do Bar – por Jones Pinheiro.

Olá Pilako!!

Sexta-feira (24), foi mais uma noite agradável da edição da nossa Revista Eletrônica Chá da Vida Brasil In Live, quero te agradecer Pilako, pela apresentação dos seus livros – Apelidos Vitorienses volumes I, II e III bem como, o seu vídeo com sua dedicatória a minha pessoa. Você está de parabéns, foi gratificante os elogios recebidos durante a live de algumas cidades brasileiras e de Portugal pela sua participação em nossa Revista Eletrônica. Gratidão.

Jones Pinheiro

MEMÓRIAS VITORIENSES – por Ronaldo Sotero.

O primeiro presidente da República que visitou Vitória de Santo Antão foi o mineiro de Santa Bárbara, Afonso Augusto Moreira Pena, conhecido por Afonso Pena. Advogado, nascido em 30.11.1847. Assumiu aos 59 anos em eleição direta. A visita ao município pernambucano ocorreu em 5 de junho de 1906, segundo o jornalista João Álvares em publicação.

A imprevisibilidade do destino fez com que, acometido por pneumonia, viesse a falecer no dia 14 de junho de 1909, antes do término do mandato, no Rio de Janeiro. Cumpriu apenas dois anos e sete meses. Faleceu aos 62 anos.

Foi substituído pelo vice, outro advogado, natural de Campos, RJ Nilo Peçanha, que concluiu o mandato restante de um ano, cinco meses e um dia. Assumiu aos 42 anos.
Formado em Direito pela Faculdade de Direito do Recife. Faleceu aos 57 anos.

Ronaldo Sotero. 

A bancada de Pernambuco na constituinte de 46, um legado – por Marcus Prado.

Em artigo recente nesta página lembrei uma geração de grandes vultos pernambucanos nas duas primeiras décadas do século passado que se destacaram dentro e fora do Brasil como cientistas.  Agora, quero lembrar outra geração, dessa vez de políticos que fizeram, juntos, a bancada pernambucana que ficou nos Anais da mesa da Assembleia Constituinte, elaborada por Eurico Gaspar Dutra, então Presidente de República (1946-1951), quando foi promulgada a Constituição dos Estados Unidos do Brasil e o Ato das Disposições Constitucionais Transitórias no dia 18 de setembro de 1946, consagrando as liberdades expressas na Constituição de 1934. A Constituinte de 1946 foi convocada após o término do Estado Novo e o fim da guerra contra a Alemanha nazista. (Os intelectuais tiveram uma atuação decisiva na derrubada do Estado Novo, atuação esta cujo ponto culminante foi a realização do I Congresso Brasileiro de Escritores, em janeiro de 1945). Refiro-me a um grupo de políticos de nosso estado como dos mais representativos e atuantes da história republicana brasileira, reunidos num momento de afirmação do Legislativo Nacional. Nas horas de decisão a bancada de Pernambuco falava no mesmo tom dos Ulysses Guimarães, Tancredo Neves, Juscelino Kubitschek,  Pedro Simon, Jorge Amado, Leonel Brizola, Afonso Arinos, Flores de Cunha, Negrão de Lima, Ranieri Mazzilli, Juracy Magalhães, João Goulart, Nereu Ramos, Horácio Lafer, Moura Andrade, Dante Pelacani, Petrônio Portella, Israel Pinheiro, José Augusto, Café Filho, Ivete Vargas, Magalhães Pinto, Jânio Quadros, Abelardo Jurema, Carlos Lacerda, Almino Afonso, Parsifal Barroso, Antônio Brito, Amaral Peixoto, Franco Montoro, Olavo Setúbal. Dela, a nossa bancada participava não só numericamente. Quando eram anunciados seus nomes, o parlamento na sua maioria, até os divergentes, opositores, radicais não, faziam silêncio para ouvi-los. Tinham representatividade. Não radicalizo: nas legislaturas seguintes a opinião pública testemunhou e vem conhecendo no contemporâneo honrosas e brilhantes exceções, não só de Pernambuco, novas vocações, novos valores éticos, novas grandes esperanças. A nossa bancada, em 46, era composta de acadêmicos, professores, médicos, escritores, advogados, políticos, ministros, governadores, senadores, jornalistas, empresários. Podiam ter divergências ideológicas e partidárias, nunca na hora das convergências para o nosso estado, era uma só bancada, uma só bandeira cívica, sem acirramentos ideológicos. Não só pelo brilho na tribuna, não só pelos projetos apresentados, não só pelos debates, mas pelo que os de Pernambuco lutavam em defesa dos interesses da Nação e de nosso estado

É necessário nominá-los: ETELVINO LINS (Senador/PSD), NOVAIS FILHO (Senador/PSD. Deputados: AGAMENON MAGALHÃES (PSD); BARBOSA LIMA SOBRINHO (PSD); COSTA PORTO (PSD); FERREIRA LIMA (PSD) GERCINO PONTES (PSD); JARBAS MARANHÃO (PSD); OSCAR CARNEIRO (PSD); OSVALDO LIMA (PSD); PAULO GUERRA (PSD); ULISSES LINS (PSD); ALDE SAMPAIO (UDN); GILBERTO FREYRE (UDN); JOÃO CLEOFAS (UDN); LIMA CAVALCANTI (UDN); AGOSTINHO DE OLIVEIRA (PCB); GREGÓRIO BEZERRA (PCB); SOUZA LEÃO (PR); ARRUDA CÂMARA (PDC).

As eleições, em 1945, dos Deputados e Senadores que comporiam a Assembleia Constituinte de 1946 inauguraram um ciclo da história eleitoral e partidária brasileira.  Tornou-se um marco na história política porque evidenciou o início da primeira experiência democrática de nosso país.  Pena que tenha durado pouco. A bancada de Pernambuco foi das mais representadas em qualidade participativa no tocante à dinâmica de funcionamento dos trabalhos constituintes. Todos participaram de comissões especiais. Ao todo foram realizadas 180 sessões durante os trabalhos constituintes. Trata-se de um patrimônio político a ser estudado em suas continuidades e descontinuidades nos anos seguintes.

Marcus Prado – Jornalista.

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Espaço Parlamentar: “resgatar o passado é a melhor forma de construir e valorizar o futuro” – por André Carvalho.

Aprovamos 9 projetos de Comendas na Casa Diogo de Braga. Comenda é um prêmio, uma homenagem dada pela Câmara Municipal à personalidades e figuras que se destacaram em determinada área e são importantes para a história de uma cidade.

Nossa cidade é repleta de história e faltava na Câmara projetos que valorizassem personalidades e grupos que fizeram e fazem parte da nossa cultura. Acredito que resgatar o passado é a melhor forma de construir e valorizar o futuro.

O mérito principal dessa conquista é de Hérika Araujo, produtora cultural e assessora de mobilização do nosso mandato. Ela foi responsável pela pesquisa e esforço para que as comendas fossem aprovadas na Casa.

André Carvalho – vereador da Vitória de Santo Antão 

CONHEÇA AS COMENDAS:

Martha Holanda (Lei n° 073/2021) – Dedicada à mulheres com protagonismo na política, militância, gestão pública e empreendedorismo

José Marques de Sena (Lei n° 071/2021) – Homenageia pessoas, grupos, profissionais, entidades, orquestras e agremiações que contribuem na cultura carnavalesca

Dilson Lira (Lei n° 074/ 2021) – Destina-se aos profissionais da comunicação, publicidade, audiovisual e da poesia

Abraão Meireles (Lei n° 078/2021) – Premia personalidades do segmento da fotografia

Antão Borges (Lei n° 076/2021) – Destinado a profissionais que fortalece a imprensa

Antão Bibiano (Lei n° 075/2021) – Dedicada à profissionais das artes visuais em geral

Maestro Aderaldo (Lei n° 072/2021) – Premia maestros e maestrinas, orquestras e bandas marciais no município

Apolo Natureza (Lei n° 070/2021) – Homenageia pessoas, grupos ou entidades que contribuem à música vitoriense

José Ednaldo (Lei n° 077/2021) – Destina-se profissionais das artes cênicas, que desenvolvam seus trabalhos em grupos, coletivos ou individualmente.

Live encerrada e livros entregues: agora, começaremos o 4º volume.

Foi justamente na última sexta-feira, dia 17, às 17h, que acionamos  o play para a primeira “Live de Autógrafos” da nossa Vitória de Santo Antão. Ou seja, experimentamos o primeiro lançamento de livro na nossa cidade de maneira remota.

Como já falei anteriormente, livro é sempre um desafio. O projeto Apelidos Vitorienses é algo sus generis, peculiar e com digitais  própria. Com o lançamento do terceiro volume, catalogamos  75 pessoas “apelibiografadas” na nossa “Aldeia”. Aquelas que são mais conhecidas pelo apelido do que pelo próprio nome.

O sistema foi aprovado. Recebi muitas mensagens e telefonemas parabenizando-nos pela originalidade, formatação e condução nos oferecimentos. Com efeito, produzimos um recorte em cada momento e, dentro de 24 horas,  enviamos a todos que participaram do lançamento.

Desde a última segunda-feira, dia 20, operamos no envio dos opúsculos para cada endereço indicado pelo respectivo adquirente, ao passo que hoje, sexta-feira, dia 24, todos já foram devidamente entregues ou ainda transitam nas dependências dos Correios.

Assim sendo, com o último ato do referido evento (Live de Autógrafo) encerrado (entrega), aproveito para agradecer mais uma vez a todos aqueles que participaram desse momento histórico, reafirmando meu retumbante muito obrigado! Na próxima semana, já iremos começar a confecção do 4º volume. Valeu mesmo!!

Serviço:

Os livros continuam disponíveis à venda:

3º volume – $50,00 – Os 3 volumes juntos  – $120

Whatsapp – 081 – 9.9192.5094 – Instagram – @pilakooficial.

Aldo Rebelo: um político que vale a pena ouvir….

Na atual conjuntura  da política nacional o debate apequenou-se. Com raras exceções, os que se propõem, aparentemente, estão intoxicado pela certeza absoluta,  algo que,   convenhamos, não sugere uma boa prosa.  Nesse deserto de bom senso, resta-nos evitar o confronto, no sentido da manutenção das amizades.

Na medida do possível, no campo político, para uma melhor digestão das ideias, todos os campos políticos merecem respeito. No meu modesto entendimento  o ex-ministro Aldo Rebelo é dessas  “peças raras” na atual conjuntura. Fala com propriedade, com a experiência de quem não “joga para plateia”. Tem conteúdo para todos os assuntos nacionais.

Não o conheço pessoalmente. Pelo Instagram, na sua conta pessoal, vez por outra, emito algum tipo de opinião fazendo referência as suas entrevistas que tenho oportunidade de acompanhar. Na última oportunidade,  terminamos o bate papo com ele  me pedindo o endereço para enviar  o seu livro: “O QUINTO MOVIMENTO” –  promessa cumprida. Oportunamente, irei aprecia-lo.

“Aulão Setembro Amarelo” aconteceu na sala do cinema.

Setembro Amarelo é uma campanha nacional que tem por objetivo a prevenção do suicídio. A campanha iniciou-se em 2015 e foi criada pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

Aproveitando a temática, escolas da nossa terra –  Escola Estadual Professora Amélia , Escola Olivia Carneiro de Carvalho –,  em  parceria,   saindo do ambiente comum escolar,  promoveram  o  “Aulão Setembro Amarelo”. Nesse contexto,  levaram a sala de aula para a sala do cinema.

O evento pedagógico, por assim dizer,  ocorreu  na manhã de ontem,  quinta-feira (23), na nossa Vitória de Santo Antão.  Ao final, os cerca de 110 alunos presentes ainda puderam curtir a exibição do filme “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”

 

ESTUDANDO PORTUGUÊS – Estrato e Extrato – por Sosígenes Bittencourt.

Não confunda Estrato com Extrato. O estrato com “s” quer dizer camada, e o extrato com “x” tem a ver com extraído. Por exemplo, quando o caminhão de extrato de tomate capotou na pista, a camada de pobres da periferia correu para saquear. Ou seja, o caminhão carregava caldo extraído de tomate, e o estrato social foi aproveitá-lo para temperar macarrão. Portanto, extrato de tomate pode referir-se a comida de rico, e estrato social pode referir-se a desespero de pobre, tão incompatíveis, como o extrato bancário de um endinheirado de Classe Alta e o extrato bancário de um endividado de Classe Baixa.

Sosígenes Bittencourt

Corrida Com História: o primeiro cinema – “Cinema Vitória”.

Na nossa pacata e bucólica cidade do início do século XX, no final da primeira década, exatamente em 22 de setembro de 1910, há exatos 111 anos,  a inauguração de um empreendimento comercial “jogava luz” na estrada para um conjunto de transformações, sobretudo no campo das relações sociais. Imagem ilustrativa do cinema. 

No prédio em que atualmente funciona a Loja Cattan e que durante muito tempo também funcionou o emblemático Restaurante “Pitú Lanche ”,ponto de encontro da fina-flor boêmia do nosso lugar,  abrigou o primeiro cinema da nossa “aldeia” – Cinema Vitória. O empreendimento foi uma iniciativa cidadão João Costa. Imagem real da Pitú Lanche, em pleno carnaval. 

Com um vasto salão que acomodava até 400 pessoas, o mesmo foi bem arquitetado. Através das  quatro portas da frente, a pessoa tinha acesso à sala de recepção e também a  bilheteria. Lá dentro, alem da tela bem de frente,  um palco ao fundo dava lugar ao piano e demais instrumentos. Lembremos:  vivíamos, ainda, a era do cinema mudo. O público era dividido   “em duas classes”: a primeira em cadeiras e a segunda se dividia em bancos de madeira. Tudo era magia…

No transitar do tempo, sempre em marcha constante sem direito ou opção  à  marcha ré,  outros empreendimentos do gênero surgiram na nossa cidade. Hoje, apesar das muitas opções no mundo dos canais televisivos com séries e programas pagos, possuímos bem arranjadas e modernas salas de cinema, localizadas no Vitória Park Shopping. Essa é a Vitória de Santo que continua em movimento….

 

FAMAM – Faculdade Macêdo de Amorim – meus agradecimentos!!

Foi com alegria e sentimento de gratidão que recebi  a publicação  estampada na página oficial da FAMAM – Faculdade Macêdo de Amorim -, realçando o nosso projeto “Apelidos Vitorienses” e também destacando-nos no sentido do  protagonismo na primeira “Live de Autógrafos” da nossa terra. Registro, então, meu retumbante obrigado! Abaixo, segue postagem na íntegra. 

FAMAM – Faculdade Macêdo de Amorim parabeniza Cristiano de Melo Vasconcelos Barros, mais conhecido por Pilako, pelo lançamento do 3º volume do livro Apelidos Vitorienses, mediante a 1ª live de autógrafos da história da nossa cidade. Referido projeto cultural esclarece a origem dos apelidos e o porquê de terem assumido protagonismo sobre o nome civil. Pilako é exemplo de apelido que acabou incorporado à pessoa do escritor. Conforme diria o saudoso jornalista e desportista Ovidio de Melo Verçosa Filho, Pilako entra, com brilhantismo e originalidade, na História da Nossa Terra, Nossa Vida, Nossa Gente.

FAMAM no Instagram: “A FAMAM – Faculdade Macêdo de Amorim parabeniza Cristiano de Melo Vasconcelos Barros, mais conhecido por Pilako, pelo lançamento do 3º…”