Corrida Com História – 73 anos da oficialização do nosso aeroclube.

Outrora uma localidade  “distante” do centro da cidade, os bairros do Cajá e  Água Branca foram os escolhidos para sediar, por assim dizer, um dos sonhos mais ousados dos antonenses, isto é: no inicio da década de 1940 – quando o automóvel ainda era uma realidade para  pouquíssimos  moradores – efetivar um aeroclube na cidade.

Em livro produzido pelo eminente presidente do nosso Instituto Histórico  – que em breve será lançado -, professor Pedro Ferrer, o leitor, através de fotografias e um roteiro bem planejado,  cronologicamente falando, terá a oportunidade de entender um dos momentos mais ricos da nossa história, sob o ponto de vista da chegada do progresso em nossa cidade. Entusiasmos e união das classes produtivas e políticas, vale salientar.

Pois bem, foi a partir do jornalista José Miranda, através das páginas de um dos mais consagrados jornais do interior do Nordeste – O Lidador – que, em 1941,  jogou a semente em “terreno fértil”.  Logo, o aeroclube passou a ser sonhado por todos.

Depois de tantas ações e conquistas –  algumas com tragédias, inclusive –  finalmente, em 18 de abril de 1949, o Ministério da Aeronáutica autorizava, de maneira regular, o funcionamento do Aeroclube da Vitória de Santo Antão – Doutor Theodomiro Valois Côrreia. Hoje, 18 de abril de 2022, há exatos 73 anos, o fato foi  destaque do  nosso projeto  cultural/esportivo Corrida Com História.Veja o vídeo. 

https://youtube.com/shorts/mJtPxa8CHw4?feature=share

 

Egídio Ferreira Lima e Jarbas Vasconcelos – por @historia_em_retalhos.

Pernambuco perdeu, na madrugada desde sábado (16), o ex-deputado e constituinte Egídio Ferreira Lima.

Natural de Timbaúba, Egídio Ferreira Lima foi um dos mais destacados políticos brasileiros na luta pela redemocratização do país, tornando-se uma referência na política nacional, também, por sua luta em favor dos direitos dos trabalhadores.

Ex-juiz de direito e ex-professor da FDR/UFPE, foi eleito deputado estadual, em 1966, pelo MDB, partido de oposição ao regime militar.

O mandato foi assumido em 1967 e Egídio permaneceu no cargo até 1969, quando teve os direitos políticos cassados pelo Ato Institucional n.º 5.

Em 1970, participou da criação do grupo dos “autênticos” do MDB, considerado a ala mais à esquerda da agremiação e no qual estavam presentes Marcos Freire, Fernando Lyra e Jarbas Vasconcelos (foto 1).

No pleito de 1986, elegeu-se deputado federal constituinte por Pernambuco, novamente pelo PMDB.

Foi relator da Comissão da Organização dos Poderes e Sistema de Governo, titular da Comissão de Sistematização e suplente da Subcomissão de Defesa do Estado, da Sociedade e de sua Segurança, da Comissão da Organização Eleitoral Partidária e Garantia das Instituições.

Nas principais votações da Constituinte, manifestou-se a favor do rompimento de relações diplomáticas com países que adotavam política de discriminação racial, do mandado de segurança coletivo, da proibição do comércio de sangue, da limitação dos encargos da dívida externa, da criação de um fundo de apoio à reforma agrária, da anistia aos micro e pequenos empresários e do aborto.

Votou contra a pena de morte, a legalização do jogo do bicho e o limite de 12% ao ano para os juros reais.

Nas questões de interesse dos trabalhadores, votou a favor da proteção ao emprego contra a despedida sem justa causa, do turno ininterrupto de seis horas, do aviso prévio proporcional e da unicidade sindical.

No ano de 2008, em sua homenagem, foi criado o Instituto Egídio Ferreira Lima, com o objetivo de realizar debates, cursos e pesquisas.

Perde Pernambuco. Perde o Brasil.
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Procissão do Senhor Morto…

Na noite do feriado da “Sexta-Feira da Paixão” – 15 de abril – nossas lentes registraram a passagem da “Procissão do Senhor Morto”, pelo Pátio da Matriz. A celebração católica é um chamamento à reflexão dos últimos momentos de vida e também da morte do Senhor Jesus Cristo. Veja os vídeos.

Blog do Pilako – registrando a história da nossa “aldeia” – Vitória de Santo Antão.

Do meu isolamento pessoal, por conta das restrições sanitárias e na medida do possível,  dentro de uma margem de segurança,  procuramos registrar momentos marcantes ocorridos na nossa “aldeia” – Vitória de Santo Antão – no  contexto pandêmico ao qual fomos submetidos – e ainda estamos…..

Há exatos dois anos (13/04/2020), por exemplo, vivenciamos  uma Páscoa  bem diferente do momento presente (14/04/2022).  Assim sendo, dentro daquilo que nos propomos, naquela ocasião,   segue, abaixo, postagem do nosso blog que bem exala o odor da angústia e da incerteza a que fomos todos submetidos. Boa Páscoa a todos os internautas. Páscoa é passagem….e a pandemia tá passando….

 

COVID-19: uma Páscoa diferente……

(Vitória de Santo Antão, 13 de abril de 2020 – 21:50h) Dos quatro cantos do mundo saltam notícias dos impactos da pandemia do coronavírus. Da China,  realçam que a vida começou voltar ao curso normal. Dos EUA, novo epicentro do vírus, a mortandade dá sinais de “estabilidade”. Na Europa –  Itália e Espanha –  seguem mergulhados no caos. No nosso País continental chamado Brasil afirmam as autoridades sanitárias que o pior ainda vai chegar.

Nas mais diferentes plataformas de comunicação,  notícias desse feriado de Páscoa foram sublinhadas pela seguinte expressão: “pela primeira vez na história….” Nesse contexto, contudo, nossa aldeia – Vitória de Santo Antão – também celebrou o Domingo da Ressurreição de Jesus Cristo de maneira atípica.

Com as igrejas fechadas a peregrinação do Santíssimo Sacramento percorreu de carro  aos bairros que congregam as cinco paróquias do nosso município – Matriz de Santo Antão, Nossa Senhora do Livramento, São Vicente de Paulo, Nossa Senhora Aparecida e Nossa Senhora de Fátima (Vicariato Vitória). Das calçadas e das janelas os católicos festejaram o encontro e renovaram a fé – “Uma páscoa diferente”.

Reinaldo de Oliveira – por @historia_em_retalhos.

Registro de Reinaldo de Oliveira ao lado de seu pai, o teatrólogo Valdemar de Oliveira, fundador do Teatro de Amadores de Pernambuco (TAP), um dos grupos teatrais mais antigos em atividade no Brasil.

Reinaldo faleceu no último sábado, dia 09.04.2022, deixando uma vasta e importante contribuição artística.

Médico por formação, tinha como paixões o teatro e a medicina.

Fez parte da Sociedade dos Médicos Escritores de Pernambuco, além de ter ocupado a cadeira de número 24 da Academia Pernambucana de Letras (APL).

Entusiasta da cultura pernambucana, escreveu vários livros, compôs frevos, maracatus e ganhou diversos prêmios em festivais.

Perde a nossa cultura. 🙏🏼
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Na qualidade de “novo comunista”, Joaquim Lira prefere André de Paula ou Luciana Santos?

Política não é coisa para amadores...Em função das novas regras eleitorais/partidárias alguns partidos estão se “juntando” a outros – pelos próximos 4 anos –  para poder continuar no carrossel do sistema, após o próximo pleito. Estão se abraçando nas chamadas “federações partidárias”.

Por motivos que desconhecemos o PSD pernambucano, comandado pelo deputado federal André de Paula e até então pelo o deputado estadual antonense Joaquim Lira, esqueceu  em organizar o partido  para o pleito de 2022. Não montaram chapa para federal, nem para estadual.Com efeito, os deputados estaduais vinculados à sigla foram, aos poucos, pulando fora do barco para salvar seus mandatos, respectivamente.

O jovem deputado de segundo mandato, Joaquim Lira,  acabou sendo acolhido pelo Partido Verde que compõe, junto com o PT (Partido dos Trabalhadores)  e o PCdoB (Partido Comunista do Brasil) uma federação.

Isto é: pelo menos pelos  próximos 4 anos, caso eleito, Joaquim Lira deverá levantar  a bandeira das causas do campo político das esquerdas. Em outras palavras: Joaquim, agora é companheiro de Lula.

Pois bem, filiada histórica do PCdoB a vice-governadora Luciana Santos já marcou data para  lança-se  candidata a senadora pela Frente Popular, ou seja: o mesmo espaço politico que vem sendo pleiteado  pelo deputado federal André de Paula. Eis a pergunta:

Joaquim, agora,  fará força pelo seu antigo companheiro de partido e  “discípulo de Marco Maciel”,  André de Paula, ou pela nova companheira comunista, Luciana Santos?

Como falei, inicialmente: Política não é coisa para amadores…….

Vitoriense Nelson Silva: bem na fita!!!

Contando com a participação de um time de primeira linha e apresentação do Klebão, hoje, 13 de abril, às 20h, o  “Fórum Corrida”, em live, receberá o vitoriense maratonista/ultramaratonista Nelson Silva – o Stevie Wonder das Corridas de Pernambuco.

Na ocasião, o amigo Nelson irá contar um pouco da sua vida. Atualmente,  com quase 70 anos (69) ele se configura, sobretudo aos praticantes da corrida de rua,  numa verdadeira referência viva de Pernambuco e um exemplo para o Brasil.

Recentemente, Nelson recebeu um expressivo testemunho na sua terra natal – Vitória de Santo Antão -, ao ser escolhido o atleta homenageado na Primeira edição da Corrida e Caminhada da Vitória.

Aos que desejarem acompanhar a live, segue o link:

https://www.youtube.com/watch?v=4ItLUtRrwdg

O Grande Hotel – por Marcus Prado.

Não sei por onde anda o precioso livro de registro de hóspedes do mais tradicional e histórico hotel recifense, o Grande Hotel, hoje repartição pública. Foram seus hóspedes, intelectuais famosos como Jean Paul Sartre e a mulher dele Simone de Beauvoir, Aldous Huxley, Jorge e Zélia Amado, Albert Camus, Camilo José Serra, Eduardo Galeano, entre outros.

Ali, houve troca de amores do casal Sartre , filósofo existencialista, com uma namorada recifense, e Simone, por correspondência, com o seu amante americano. Tudo numa boa, viviam, os ilustres visitantes, um casamento aberto. Tema de uma crônica que estou escrevendo para o DP, A foto é de minha autoria.

Marcus Prado – jornalista. 

Maria da Graça Xuxa Meneghel – por @historia_em_retalhos.

Em 11 de julho de 1988, Maria da Graça Xuxa Meneghel lançava o álbum “Xou da Xuxa 3”, o disco infantil mais vendido da história.

Com mais de três milhões e duzentas mil cópias vendidas, o álbum consagrou hits como “Ilariê”, “Arco-Íris”, “Abecedário da Xuxa”, “Brincar de índio” e “Dança da Xuxa”, sendo, também, o disco mais vendido da história do Brasil por uma artista feminina.

A canção “Ilariê” (Cid Guerreiro) permaneceu em primeiro lugar nas paradas durante 20 semanas, como a mais executada em rádios, ao lado de “Faz Parte do Meu Show”, de Cazuza.

Incompreendida por muitos e constantemente atacada por setores conservadores, como se a ela não fosse concedido o direito de errar, a Rainha dos Baixinhos é, até hoje, indiscutivelmente, um fenômeno de sucesso infantojuvenil jamais alcançado no Brasil.

No início da década de 1990, chegou a apresentar programas de televisão no Brasil, Argentina, Espanha e EUA, simultaneamente, alcançando 100 milhões de telespectadores.

Aos 59 anos, a gaúcha de Santa Rosa segue ativista e militante de causas nobres, como a violência contra as crianças e o direito dos animais.

Xuxa, eterna rainha.
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Ao que tudo indica o próximo pleito eleitoral, em Vitória, será mais animado!!!

Faltando menos de seis meses para as eleições gerais o quadro sucessório nacional segue sem muita visibilidade à chamada terceira via, algo que, infelizmente, devemos lamentar. Discutir o futuro do País de forma binária, com toda certeza,  não produzirá bons frutos. Os dois projetos que até o momento  lideram as pesquisas de opinião pública já demonstraram, na prática, ser “barco furado”.

Já para o Governo de Pernambuco   o processo será mais  “animado”, por assim dizer.  Pelo menos cinco pré-postulações,   com visibilidade,  já estão na rua. O candidato da máquina estadual, Danilo Cabral, certamente é figura garantida no segundo turno, mesmo sem pontuar nas cabeças das pesquisas –  por enquanto.

O fato novo do processo eleitoral é algo que pertence à postulação da deputada federal  Marília Arraes. O Anderson Ferreira, ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes, fez uma opção arriscada, ou seja: se abraçou com o discurso de Bolsonaro justamente num estado que o ex-capitão amarga altos índices de rejeição.

A ex-prefeita de Caruaru, Raquel Lyra, começou com uma boa partida, mas já vem demonstrando  que não tem estatura para liderar um projeto estadual. Tendo como vitrine os altos índices de aprovação na sua principal base eleitoral (Sertão), o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, que  tem no seu pai, senador FBC,  como um dos principais ativos na disputa, pelo fato de ser um profundo conhecedor da geografia política estadual,  certamente chegará ao final da certame bastante fortalecido.

Na nossa Vitória de Santo Antão o processo ainda está nebuloso, ou seja: as principais lideranças políticas permanecem  nas suas respectivas “tocas”.

Assim como fez  Elias Lira,  na qualidade de prefeito nas suas duas últimas gestões,  em relação ao pleito estadual, o atual mandatário, Paulo Roberto,  nesse inicio de movimentação política eleitoral, vem tentando  se equilibrar em dois palanques estaduais, isto é:  colocando uma perna na estrutura do atual governador, Paulo Câmara, e a outra no palanque da ex-prefeita da Capital do Agreste,  Raquel Lyra,  que, ao que parece, é o seu desejo e sua aposta pessoal.

Pelo lado dos “Querálvares”, sem sobressaltos: deverão marchar  com o campo que historicamente sempre foram ligados – frente popular (PSB). A novidade, talvez, seja o não apoio (localmente) ao  nome de uma “postulação federal” com o DNA da família  Arraes.

Abrigados no guarda-chuva dos PP  (Partido Progressista),  que nacionalmente apoia Bolsonaro e no estado levanta a bandeira do Lula,  os “Queiroz” seguem desenhando seus passos dentro da chamada “conveniência política”: ou seja, eles jogam no time de todos mundo, mas  de olho na garantia dos seus próprio resultados….

Ainda dentro do campo local, duas pré-postulações, mais adiante,  deverão alinhar-se  no contexto estadual. Socorrinho da APAMI, outrora a “Pantera Cor de Rosa”, nessa eleição  visando   uma cadeira em Brasília,  certamente  dará palanque em Vitória ao projeto liderado pelos Coelhos de Petrolina.

Já o vereador do PDT mais votado do estado, na última eleição municipal, André Carvalho, tende a ser cortejado por mais de um postulante ao governo estadual, dada a sua inquestionável liderança  espontânea dos eleitores na nossa cidade.

Portanto, ao que parece, teremos uma eleição animada em Pernambuco e em nosso colégio eleitoral  de mais de 100 mil eleitores, pela primeira vez sem as coligações proporcionais,  teremos uma disputa “sem muito arrumadinho”.  Como já estamos carecas de saber, política é algo bastante  dinâmico e tudo poderá acontecer, inclusive nada!  Doravante, estaremos acompanhando e comentando por aqui.  Vamosimbora…

Crossfit na praça…..

Criado nos EUA há cerca de duas décadas, o Crossfit vem ganhando visibilidade no mundo inteiro. O mesmo tem a intenção de desenvolver altos níveis de condicionamento físico, contendo exercícios variados com uma dinâmica própria. Na nossa “aldeia” – Vitória de Santo Antão – o Crossfit já é bem praticado.

Na manhã do domingo (10), no Pátio da Matriz, promovido pelo “BOX VITÓRIA”, aconteceu uma movimentação que teve, entre outros objetivos, incentivar e difundir o movimento na cidade. Comandado pelo amigo Zé Luis o referido evento esportivo proporcionou um bonito espetáculo esportivo a todos antonenses.

Dallari, o Papa e a ditadura – por @historia_em_retalhos.

O dia era 02 de julho de 1980. O Papa João Paulo II estava em visita ao Brasil.

Dalmo Dallari, então presidente da Comissão Justiça e Paz de SP, foi convidado a proclamar uma das leituras da missa que o Pontífice iria presidir no Campo de Marte, no dia seguinte.

No dia 2, foi ao local para saber detalhes de sua participação na celebração, quando, ao retornar para casa, foi capturado e agredido.

Em 2011, declarou ao jornal O SÃO PAULO o seguinte:

“Ao chegar à porta de casa, havia um grupo a minha espera. Era perto das 7 da noite. Assim que sai do carro, fui cercado e agredido violentamente, inclusive com coronhadas. Fui atirado dentro de um carro. Eles, então, me levaram para um terreno baldio, ao lado da Avenida JK, que estava ainda sendo aberta, não tinha iluminação, mas já estava aberta ao tráfego. Neste terreno baldio, fui agredido violentamente, com coronhadas, socos, pontapés, até que eu cai. Depois disso, eles foram embora e eu fiquei naquele lugar completamente escuro e abandonado. Deus me ajudou, e, com grande esforço, me levantei e fui caminhando até a avenida. Eu estava todo ensanguentado. Demorou até que um carro parasse. O motorista perguntou o que tinha acontecido e eu disse. (…). Quando eu cheguei, minha mulher me viu todo arrebentado. Eu pedi a ela: ‘me leve ao pronto-socorro, pois eu tenho que comparecer a essa missa amanhã, nem que seja a última coisa que eu faça na minha vida'”.

Sem conseguir andar, mesmo assim, Dallari foi ao Campo de Marte, no dia seguinte, lá chegando em uma ambulância.

De cadeira de rodas, foi impedido de subir ao palco, pelo acesso normal, por um militar.

Amigos ergueram a cadeira de rodas nos braços e ele conseguiu chegar à tribuna.

O Papa, então, indagou a Dom Paulo Evaristo Arns (foto) o que teria acontecido, tendo este último respondido o seguinte:

“Fizeram isso com ele que é o presidente da Comissão Justiça e Paz porque não tiveram coragem de fazer comigo, mas é um recado para mim”.

A presença de Dalmo Dallari, naquele ato, foi decisiva para estimular a luta pela liberdade no Brasil.

#ditaduranuncamais
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“Corrida Com História” recebeu “Voto de Aplausos” do Poder Legislativo local.

Registro o recebimento do “Voto de Aplauso” do Poder Legislativo local, proposto pelo vereador José Marcos da Rocha (Marcos da Prestação), com a unanimidade dos pares presentes, em Sessão Ordinária realizada no dia 24 de março do corrente.

Justificou o parlamente em seu requerimento:

“seja formulado um Voto de Aplauso ao Blogueiro Cristiano de Pilako, pelo quadro Corrida com História”,  que conjuga atividade física e História na prática, onde ele apresenta pontos turísticos, patrimônios históricos e monumentos históricos, realçando à rica história do nosso município e estimulando a atividade física”.

Concluiu o parlamentar: “Este projeto vem se destacando nas ruas e redes sociais, recebendo elogios dos cidadãos Vitorienses”.

Ao vereador José Antônio da Rocha – Marcos da Prestação – e aos demais membros da Casa,  pelo reconhecimento ao nosso projeto – Corrida Com História –,  emitimos o nosso retumbante “muito obrigado”.

Lembranças de Lygia Fagundes Telles e a sua vontade de rever o Recife – por Marcus Prado.

O primeiro domingo de abril foi coberto de tristeza nos meios literários do país com a notícia da morte da escritora e acadêmica paulistana Lygia Fagundes Telles, da Academia Brasileira de Letras, aos 98 anos. Era conhecida como “a dama da literatura brasileira”. A única escritora do seu tempo, em nossa língua, a ser indicada para o Prêmio Nobel de Literatura.  Essa perda, lamentada por seus amigos e leitores, faz com que a literatura de expressão portuguesa cumpra a devoção de inclui-la no panteão não só das nossas letras como escritora e como mulher solidária, desafiadora, quando foi preciso na luta contra a ditadura implantada no Brasil em 64. Em 1976, integrou a comissão de escritores que foi a Brasília entregar ao ministro da Justiça o famoso “Manifesto dos Mil” contra a censura e que foi assinado pelos mais representativos intelectuais do Brasil. Foi Lygia quem primeiro falou, num tom de corajosa veemência, sem perder a elegância, o timbre encantador de sua voz.

Quem escreve sobre Lygia Fagundes Telles sente-se impelido à vontade de dizer sempre mais. Sente logo uma empatia por sua narrativa e pela autora. É o caso da nossa melhor crítica literária, dos que vêm se debruçando analiticamente nos meios acadêmicos sobre a produção dessa autora, na qualidade de romancista e contista. Poderia ser uma grande autora de roteiros cinematográficos ou escrever sobre a Sétima Arte, na trilha de seu marido, o famoso crítico de cinema Paulo Emilio Sales Gomes. Mas teve livros seus adaptados para a TV e para o Cinema.  Como os filmes de Antonioni os romances e contos de Lygia são refinados. Muito se dirá sobre a altura da beleza de sua obra e, ao mesmo tempo, da pessoa humana de fascinante e luminosa presença, dos seus gestos, da mulher que atraia por sua aura de simpatia no convívio entre as pessoas, não só entre os amigos. Será dito também que a obra de Lygia não se separa de sua biografia interior. Ela está nos seus livros de corpo inteiro. Era muito mais do que podemos supor, sem falar da subjetividade das suas narrativas. A obra de Lygia não é contemplativa, e sim movida por grande esforço de humanidade. Se Hamlet é “sobre” alguma coisa, é sobre Hamlet, em sua situação particular, e não sobre a condição humana, já disse Wiliam Earle. Mas isso não se dá na obra ficcional de Lygia Fagundes Telles, tudo nela é de uma comovente solidariedade humana, uma humanidade que transcende nossos juízos triviais. A primeira experiência da arte foi e será sempre a de encantamento, terá uma profundidade de sentido na sua singular transversalidade. A obra de Lygia situa-se nesse páthos de maneira singular. Lygia pensando em prospectiva e Lygia pensando em retrospectiva. Talvez com estas palavras possamos resumir o dizer ficcional dessa autora na integridade de sua obra.  “A obra de arte para mim – adianta Lygia – é um imprevisto. Um grande imprevisto de loucura. ”  (…) “A obra de arte é uma criação de liberdade, de liberdade e de amor” – acrescenta a autora, como quem retoca os termos de uma poética descontraída e aberta.

Tive a sorte de conhecê-la e dela me tornar amigo, desde 1978, quando da realização de uma Festa Literária na cidade sergipana de Laranjeiras, na condição de convidado. Comigo: Lygia, Nélida Piñon, Ignácio de Loyola Brandão, Ganymedes José. Numa das conversas que tivemos, nos intervalos da programação literária, ela fez sentir a vontade há muito sonhada de voltar ao Recife de Gilberto Freyre, de João Cabral de Melo Neto, Clarice Lispector (a  ucraniana que se dizia pernambucana),  de Mário Shenberg, de Mauro e Marly Mota, de Ariano Suassuna, de Osman Lins, de Carlos Pena Filho e Tânia, de João Condé, que a levou a Caruaru, seus grandes amigos pernambucanos. Ao Recife, lembrado por ela, das igrejas, das praias, do azul dessas praias (lembrando o que sobre esse azul, único, dizia Cícero Dias), dos seus teatros, dos seus museus, da sua culinária, das suas festas populares, do seu carnaval, dos seus folguedos e folclore, do seu povo.

Alguns de seus livros mais importantes, que recomendo, são Antes do Baile Verde (1970), cujo conto que dá título ao livro recebeu o Primeiro Prêmio no Concurso Internacional de Escritoras, na França. As Meninas (1973), romance que recebeu os Prêmios Jabuti, Coelho Neto, da Academia Brasileira de Letras, e Ficção da Associação Paulista de Críticos de Arte.  A Disciplina do Amor (1980) recebeu o Prêmio Jabuti e o Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte. O romance  As Horas Nuas (1989) recebeu o Prêmio Pedro Nava de Melhor Livro do Ano. A consagração definitiva veio com o Prêmio Camões, distinção maior em língua portuguesa pelo conjunto de obra, em 2005.

Marcus Prado – jornalista