Visando o encontro dançante mais esperado da nossa cidade – Festa da Saudade – amanhã, terça-feira (13), iniciaremos as reservas de mesas e camarotes para o evento. Em mais uma edição, contaremos com a internacional Orquestra Super OARA.
O Dia dos Namorados também é uma ótima oportunidade de aprender, para impressionar a pessoal amada afinal, nem só de presentes se constrói uma relação duradoura. Essa comemoração, é bom que se diga, não ocorre em todos os países na mesma data. Em tempos de mundo globalizado, mensagens instantâneas e conferências “on-line” cuidado para a namorada virtual não ficar sabendo que você não sabe disso.
Pois bem, no Brasil a data comemorativa – Dia dos Namorados – não é tão antiga quanto se pensa. Foi o publicitário João Dória – pai do ex-governador de São Paulo – que, em 1949 (há 74 anos), apresentou uma campanha comercial para empresários varejistas paulistas com a intenção de aquecer as vendas. O dia 12 de junho foi escolhido justamente por ser a véspera do dia de Santo Antônio – santo português com fama de casamenteiro. Daí para frente o movimento cresceu e ganhou o país. Slogan da referida campanha: “não é só com beijos que se prova o amor”.
Assim sendo, no dia de hoje – DIA DOS NAMORADOS – acrescente essa informação e marque – de uma vez por todas – esse dia dos namorados. Tenho a impressão que a esmagadora maioria dos casais não sabem à origem desse dia tão interessante para o comércio e também, evidentemente, para os casais apaixonados.
Gente, por que o Brasil nunca recebeu um Prêmio Nobel, a maior honraria científica, cultural, literária e tecnológica do planeta?
A Argentina tem cinco prêmios.
O Chile tem dois, assim como a Colômbia.
O México tem três. A Guatemala dois.
A Venezuela, um.
Finalmente, o que há com o Brasil?
A nossa lista de injustiçados é extensa:
– Carlos Chagas
– Alberto Santos Dumont
– Dom Hélder Câmara
– Josué de Castro
– Vital Brazil
– Oswaldo Cruz
– Adolfo Lutz
– César Lattes
– Irmãos Villas-Bôas
– Guimarães Rosa
– Carlos Drummond de Andrade
– Jorge Amado
– Chico Xavier
– Herbert de Souza (Betinho)
– Irmã Dulce
– Dom Paulo Evaristo Arns
– Zilda Arns
– Maria da Penha etc.
A resposta, talvez, esteja mais próxima de nós do que imaginemos.
Em 2018, o ex-presidente da Embraer Ozires Silva jantou com três membros do comitê responsável pela indicação dos Prêmios Nobel e lhes indagou o porquê de o Brasil jamais ter ganho a honraria.
No programa Roda Viva daquele ano, Ozires revelou a resposta que lhe foi dada naquela noite, por um dos integrantes, após umas doses de vodca.
O membro do comitê disse o seguinte:
“Vocês brasileiros são destruidores de heróis. Todos os candidatos brasileiros que apareceram, contrariamente aos dos outros países, todo mundo joga pedra do Brasil. Não tem apoio da população. Parece que o brasileiro desconfia do outro ou tem ciúmes do outro, sei lá o que acontece.”
Neste momento três sentimentos me vêm ao coração: dúvida, certeza e gratidão.
Dúvida. Será se sou digno desta honra que me é conferida? Se o for, mais honrada é a instituição que me honra: A Câmara de Vereadores, Casa Diogo de Braga, que a pedido do ilustre vereador Dr. Saulo Barros de Albuquerque que me concede o título de Cidadão Vitoriense. São Tomás de Aquino, na Suma Teológica afirma que a honra se encontra mais no sujeito que confere a honra do que no honrado, pois o que presta a honra é quem é o virtuoso. O honrado participa desta virtude e recebe do que presta a honra um sinal nesta participação.
Certeza. Tenho amigos nesta cidade. Segundo o grande filósofo, Aristóteles, uma tal amizade tem que se basear em uma certa semelhança, que exige um conhecimento mútuo, que não pode ocorrer senão quando tiverem “provado o sal juntos”. E este provar juntos é uma reciprocidade de parceria: Porque a amizade é uma parceria, e tal é um homem para si mesmo, tal é para seu amigo. As ações que aqui foram elencadas, quando estive nesta querida cidade, são frutos de um esforço conjunto para servir o povo vitoriense, principalmente, nas pessoas mais vulneráveis, que o digam os moradores das comunidades de Dr. Alvinho e Primitivo de Miranda. A cidadania exige participação na sociedade e a dimensão mais bela da cidadania é a caridade. Cidadania é participação livre e solidária e ninguém é cidadão sozinho ou apenas para si. Todo cidadão é responsável, pela justiça, liberdade e verdade. Por isso uma Paróquia não vive isolada na sua liturgia, mas dialoga, interage e colabora com todas instâncias da vida socio-cultural do entorno.
Gratidão. O grande orador romano, Cícero, diz “ nenhum dever é mais importante que a gratidão. Na maior parte das outras línguas neo-latinas se agradece no nível intermediário. Ao falar “merci” em francês, “gracias” em espanhol ou “grazie” em italiano, estamos dando uma graça por aquilo que recebemos e, neste sentido, estamos sendo gratos.
Já a formulação portuguesa “obrigado” é a única que expressa o nível mais profundo de gratidão. Quando agradecemos, queremos dizer “fico obrigado perante vós”, então estamos nos vinculando, nos comprometendo a retribuir um favor. Percebemos aqui a singularidade e a beleza do agradecimento de nossa língua. Recordo-me de que o próprio Jesus Cristo, quando um dos dez leprosos curados veio até ele para agradecer-lhe o dom recebido, reclamou: “Apenas este estrangeiro voltou! E os outros nove, onde estão ? ” . E é neste espírito de gratidão, que repito o hino de Nossa Senhora no Magnificat: “A minha alma engrandece ao Senhor, E o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador”.
Portanto, obrigado ao querido Povo Vitoriense, obrigado a todos vocês que se fizeram presentes a esta solenidade honorífica, obrigado à Câmara Municipal, obrigado ao ilustre vereador e amigo, Dr. Saulo Barros de Albuquerque e aos demais vereadores, obrigado ao Executivo e ao Judiciário, aos poderes militares e civis, à Paróquia de Santo Antão ao Vicariato Vitória e ao Instituto Histórico de Vitória-PE. Esta cidade é acolhedora, fraterna e hospitaleira, que Deus a conserve sempre assim. Fiquemos com a graça divina, a proteção de Nossa Senhora da Vitória e a intercessão de Santo Antão Abade para continuarmos a missão de Jesus, que é anunciar o Reino de Deus e promover seu amor no mundo.
Orientados pela professora de geografia do Colégio Militar do Recife, dois alunos (Marcus e Rento) desenvolveram um projeto totalmente sustentável que visa, inicialmente, despoluir as águas dos córregos do grande Recife. Com mais de 10 premiações o projeto, agora, será fruto de apreciação na maior feira do gênero do Mundo, que acontecerá na cidade de Nova York, EUA.
O melhor dessa notícia, por assim dizer, é que um dos alunos envolvidos nesse projeto sustentável, promissor e já bastante premiado é um vitoriense. O jovem Marcus Matheus é nosso conterrâneo e merece todos os aplausos da comunidade antonense. Nesse contexto, desejamos o BOA SORTE para o Marcus, lá, na Terra do Tio Sam.
Após uma marcha de 8km, iniciada hoje, a partir das 5h, os atiradores do nosso Tiro de Guerra foram recebidos na sede do TG por familiares. O evento marcou a conclusão da primeira fase do ano de instrução.
Após concurso interno para escolha dos auxiliares de instrução da turma 2023, vinte atiradores foram promovidos à função de monitor. Na ocasião, todos os atiradores receberam a Boina Verde-Oliva do Exército Brasileiro.
A Solenidade foi comandada pelo Chefe da Instrução do TG 07-004, S.Ten Wagner Pereira Barbosa.
Estando em Paraty, gosto de fotografar à noite, atento ao mais ínfimo do cotidiano da cidade quando dorme, quando a flama do sol está longe de aquecer o céu nublado. Fiz essa Foto numa madrugada de Junho, a estação mais fria do local. Nessa rua morava a divina atriz de Teatro, Maria Della Costa, fui hóspede mais de uma vez de sua famosa pousada. Recordo-me do que ela dizia. Suas palavras davam frescor à alma.
Em recente acontecimento, ocorrido no palco do Parque do Povo, na cidade paraibana de Campina Grande, em que o renomado cantor nordestino, Flávio José, confirmou o encurtamento do tempo do seu show em detrimento ao alongamento da apresentação da atração musical seguinte – um artista estranho à gênesis do forró – apenas ratifica o que vem acontecendo há várias décadas, ou seja: o desmonte silencioso em curso da nossa principal e mais popular manifestação cultural.
Os festejos juninos, evento religioso e profano num só tempo, é uma espécie de perpetuação da satisfação do povo nordestino em comemoração à chegada das chuvas invernosas, no sentido da perspectiva da boa colheita e de um alento à seca que sempre castigou a região. Fé aos santos do mês de junho e o apego inegociável às suas raízes foram, por assim dizer, os principais ingredientes da construção, ao longo de tempo, dessa mais pura manifestação popular chamada São João do Nordeste.
Diz o ditado: “ não se deve fazer cama para os outros deitar”. As nossas festas juninas viraram um grande negócio. Desfigura-las no contexto musical, dando espaço avantajado e sequenciado aos grupos de pagode, ao axé, às voláteis duplas sertanejas e até ao alienígena som eletrônico é simplesmente sepultar os artistas regionais. É deixá-los, apenas, como moldura de uma obra em que os mesmos já foram protagonistas em todos os seus quadrantes.
E o pior dessa verdadeira inversão de valores, vale sublinhar, é que os artistas do lado rico do País (Sudeste e Centro-Oeste) que estão se apresentando no São João do Nordeste, além de muito dinheiro, estão ampliando exponencialmente seus horizontes artísticos justamente no lado empobrecido do País financiados, ironicamente, pelos pacos recursos públicos que deveriam alavancar a cultura nordestina. Ou seja: além de “roubar” a cena musical e subtrair o quinhão financeiro dedicados à cultura nordestina estancam, de maneira impiedosa, o processo de renovação dos novos talentos que estão brotando na região do Rei do Baião.
No meu modesto entendimento, certamente há de haver um grande movimento sincronizado por trás de toda essa megaestrutura, possivelmente “lubrificado” pelo lamaçal da sempre vantajosa corrupção, perpetrado pelos senhores políticos, diga-se: boa parte dos governadores e dos prefeitos da Região do Nordeste.
Basta observar, por exemplo, a grade de apresentação para “suas majestades de fora”, isto é: são milimetricamente pensadas para o encaixe nos programas de televisão, produzindo assim vantagens de toda ordem financeira. Racional seria se toda essa “ginástica logística” fosse para produzir e projetar, ao grande público nacional, os festejos locais (regionais) e, em ato contínuo, os verdadeiros artistas e “donos” da programação junina. Diga-se: as atrações musicais nordestinas!
Pois bem, na música composta por João Silva e J.B. Aquino, gravada, entre outros, pelo Trio Nordestino, Luiz Gonzaga e Elba Ramalho, intitulada de “Pic Plic Plá”, a mesma, ao seu tempo, vislumbrava um futuro privilegiado para o forró, dizendo: “ele veio do fundo dos quintais, hoje é maioral dos palhações, tá valendo milhões….Tá valendo milhões…..O forró tá valendo milhões…..”
O tempo passou…. E como a vida é dinâmica e muita vezes o sistema é perverso, os milhões que deveriam ser investidos no forró para alimentar, no bom sentido da palavra, os artistas que fizeram de suas respectivas vidas um verdadeiro sacerdócio à música genuína da sua região, infelizmente, são “cancelados” no seu próprio terreiro (São João). Portanto, ao mesmo tempo, no sentido figurado e real, lembremos do poeta Flávio Leandro: “Eu não quero enchentes de caridades. Só quero chuvas de honestidade…………..” Viva o São João do Nordeste!!!
Com sua sequência interrompida pelos impedimentos sanitários provenientes da COVID-19, aconteceu, na noite do último sábado (03) a 2ª Edição do Forró do ETSÃO. O evento dançante contou com três atrações musicais: Trio Pé de Serra, Jorge Neto e Aninha e a Banda Brucelose.
Assim como na primeira edição, a versão forrozeira promovida pela Agremiação Carnavalesca ETSÃO ocorreu na Casa de Eventos “Espaço de Ouro”. Juntamente com a sua diretoria, na qualidade de presidente da agremiação, o sempre animado Elminho comandou a festa. O próximo encontro do ETSÃO com os seus fãs, agora, será nas ruas da Vitória, no sábado do Carnaval 2024…
Em evento realizado nas dependências do Instituto Histórico e Geográfico da Vitória, ocorrido na noite da sexta (02), o Monsenhor Maurício Diniz foi condecorado com duas honrarias: Título de Sócio Benemérito do IHGVSA e Título de Cidadão Vitoriense.
Bem prestigiado pela comunidade católica local, políticos de várias cidades e também diversas representações culturais, o evento apenas ratificou que a passagem do padre Maurício pela nossa cidade (2015/2021), em particular pela Paróquia Matriz de Santo Antão, foi frutífera e agradou a “gregos e troianos”.
Visivelmente satisfeito, o Monsenhor Maurício foi bastante solicitado para fotos e abraços. Desde a sua chegada ao Teatro Silogeu até à saída dos últimos convidados seu semblante era de alegria e a certeza do dever cumprido, em terras antonenses.
A proposta da condecoração pela Câmara de Vereadores foi uma indicação do parlamentar Saulo Albuquerque, popularmente conhecido por Doutor Saulo. Doravante, brindemos! O paraibano Maurício Diniz também é pernambucano de Santo Antão….
Aos 71 anos de idade, tocando em seu estado natal, Flávio José, um dos maiores forrozeiros do país, passou por um constrangimento diante do público presente no Parque do Povo, em Campina Grande/PB, no último dia 02.06.2023.
Durante o evento, o sanfoneiro afirmou que a culpa não era sua por ter que diminuir o seu repertório e reclamou da desvalorização dos artistas nordestinos.
Isso mesmo.
O show do caboclo sonhador foi encurtado em meia hora, para que o sertanejo Gusttavo Lima tivesse a sua apresentação adiantada e começasse antes da previsão inicial, suprimindo tempo do show de Flávio.
É difícil não dar razão ao desabafo do sanfoneiro de Monteiro.
O sol nasce para todos e não se trata, aqui, de restrição a qualquer tipo de estilo musical.
Porém, algumas perguntas ficam no ar:
– não fossem Flávio José e a sua geração, bem como todos aqueles que os precederam, haveria São João de Campina Grande?
– é justo e respeitoso cercear-se o microfone de um artista de 71 anos cuja carreira é marcada por sucessos que difundiram a Paraíba para o Brasil e para o mundo?
– o que irão pensar as novas gerações de sanfoneiros ao verem o grande Flávio José, inspiração de muitos, ser preterido, em sua terra natal, por Gusttavo Lima?
Para a nossa reflexão.
Um bom final de domingo a todos.
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Para quem saiu de casa hoje, 02 de junho, debaixo de sol forte, céu azul e tempo firme, certamente não se recordou da tragédia ocorrida justamente no dia 02 de junho 2005 em nossa cidade, exatamente há 18 anos. A enchente de junho de 2005 ficou catalogada na história do nosso município como um dos piores acontecimentos coletivo já registrado.
Apenas para termos uma ideia do caos, por assim dizer, outro fato similar, antes anotado como o pior das últimas décadas, conhecido como “a cheia de 75”, na qual Vitória foi terrivelmente atingida, registrou-se no mês de julho daquele ano (1975) precipitações pluviométricas de 436mm. Em junho de 2005 o índice foi de 621,7mm. Apenas nos dias 02 e 03 de junho a nossa cidade foi “castigada” com 250mm, segundo dados oficiais.
Devido ao grande volume d’água alguns bairros da cidade ficaram inundados de maneira rápida. Parte da periferia, sobretudo às áreas ribeirinhas, tiveram casas destruída, causando o maior número de desalojados e desabrigados da sua história.
O setor produtivo também foi duramente atingido. O comércio do centro da cidade ficou totalmente paralisado com a fúria das águas. Lavouras destruídas e as agências bancárias com muitos equipamentos submersos. Serviço de fornecimentos de água potável também foi danificado e etc, além de pontes destruídas, tal qual à cabeceira da Ponte do Galucho.
Além da ocupação de vários espaços públicos (escolas) pelos desabrigados, uma rede de solidariedade foi criada em vários segmentos da sociedade – Igrejas, clubes de serviço, órgãos governamentais, entidades classistas e etc, na tentativa de atenuar os efeitos da tragédia. Registremos, porém, que a cidade demorou para entrar “nos trilhos” e voltar à “vida normal”.
Essas escassas linhas, evidentemente, não tem a pretensão de narrar fielmente o cotidiano da tragédia. Tem, sim, o sentido pedagógico de “disparar o gatilho” da memória, fazendo com que as pessoas que vivenciaram os fatos citados relembrem os acontecimentos assim como informar, mesmo que superficialmente, aos mais jovens.
Para concluir deixo algumas perguntas no ar: o que aprendemos com os relembrados acontecimentos? Quais medidas que foram tomadas, no sentido da prevenção de novas tragédias? Será que estamos trabalhando para evitar ou atenuar danos por chuvas fortes em nossa cidade?
O veterinário paulista Diogo Garnica é categórico: “O líquido vermelho que encontramos na carne mal passada não é sangue. Ele é uma proteína de coloração avermelhada, chamada mioglobina”. Talvez, por associação, é que os leigos devam avacalhar a menstruação, chamando-a de boi.