Ouça a música Frevo na Rua do Cajá, composta por José Marques de Sena, com a orquestra do Maestro Correa de Castro.
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Gostou da música? – Baixe a MP3
Aldenisio Tavares
Ouça a música Frevo na Rua do Cajá, composta por José Marques de Sena, com a orquestra do Maestro Correa de Castro.
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Aldenisio Tavares
Comentário postado na Coluna O Tempo Voa Carnavais.

Primeiramente quero agradecer pelo sentimento de saber que nossa história permanece registrada. Se não me engane foi no ano de 1995 no carro de alegoria do Clube “O Camelo”. Recebi os comentários através no celular de pessoas conhecidas que acompanham as notícias.
Cybelli Valentim
(Comentário):
– Véspera de São João! Uma fogueira a crepitar
e, num coração de jovem, algo algo a vibrar:
– O Balão da Esperança!… ele quer subir
para ao Santo, um recado transmitir
– E a moça, a Zefinha, saíra mui faceira,
os oratórios a visitar da vila inteira,
e, na casa de “sea Rita”, perto do altar
alguém lhe dirige um expressivo olhar
– Quem?… (indagam):
– O Maneco, fio do Antão Frimino
que dela gosta derna de minino.
(Enquanto, lá fora, em torno da fogueira, o povo canta):
– “Capelinha de melão
é de São João;
é de cravo, é de rosa,
e de magiricão!
(Zefinha deixando o falatório,
bem pertinho, chega do oratório,
e, na singeleza de um pedido
diz, assim, do Santo, no ouvido:
– Iscuta, meu Sanjão, do teu artá
eu levo, bem contente, essa fulô,
pru mode, amenhã, la fora, eu jogá,
e o nome sabê do meu amo!
– Eu ispero prô ano qui vem (se Deus quizé)
istá nôrva ou (mió ainda), casadinha.
Qui não demore não, meu Santo, tenho fé
mai… eu ti peço, pru tudo, uma precinha! Amém.
(E o Maneco que tudo observara,
uma resolução então tomara.
Não querendo parte fazer da brincadeira,
sai, pensando na “surpresa” que pretende causar a eleita
do seu coração)
(Zefinha, por sua vez, deixa também, o ambiente festivo
e, lá, no seu quarto, entre duvidosa e confiante, aguarda
o desfecho da sua advinhação:
– Pensando na “fulo” Zefinha não dormira!
e, quando, do Batista, o dia então surgira,
eis que, “um moço bunito” então passou
e, vendo a rosa, logo a apanhou.
De Zefinha se aproxima acanhado…
tosse, pigarra e, reanimado,
diz a moça que, feliz, enrubeceu:
– Dia!… um presente, Sanjão mandou prá eu!…
essa rosa vremeia, arrepara… a mais lindra fulo
pru mode te ofertá, Zefinha, meu amo!
(SILENTE QUIETUDE – ALBERTINA MACIEL DE LAGOS – pág. 43 e 44).
Como vai senhor Pilako? Venho através do seu blog manifestar a nossa indignação com a derrubada do restaurante PANELA DE BARRO (em frente ao verdão na antiga 232), o que falaram é que fica na faixa de domínio da estrada. Tá tu bem, mas e UPA do Bairro Cajueiro? E todos os bares em cima da barreira do Cajueiro? E todo comércio entre a Compesa e Zé Carteirinha? E a casa de eventos em frente a entrada de Pirituba? Gostaríamos que o senhor procurasse estas respostas para esclarecer o que todos sabemos, QUEM NÃO TEM PODER DE VOTO TEM QUE SER DESPEJADO.
Zeca magal

O poema é a poesia contada.
O poema é a linguagem da poesia.
A música é a poesia tocada.
A música é o som da poesia.
A pintura é a poesia pintada.
A pintura é a cor da poesia.
O teatro é a poesia encenada.
O teatro é o movimento da poesia.
A escultura é a poesia esculpida.
A escultura é o contorno da poesia.
E o artista é a revelação da poesia.
Sosígenes Bittencourt
Ouça a música “Meu Coelho”, composta por Guilherme Pajé e Ricardo Cardoso, na voz de Erika Borges. A música é integrante do CD MEU COELHO 30 ANOS –produzido por Geazi da Cunha, Guilherme Pajé e Aldenisio Tavares, para o carnaval de 2005, um grande encontro de compositores: Guilherme Pajé, Ricardo Cardoso, Carlos Almeida, Gilmar de Moura Ferraz, Bené de Cachoeirinha, Guga Ferrer, Sérgio Campêlo, Mário Monteiro, Toni Amorim, Antônio Santos, Josias do Violão, Climério Paulo, Maestro Nunes, Ricardinho, João Caverna, Aldenisio Tavares e Samuka Voice e interpretes como: Erika Borges, Carlos Almeida, Alexa, Cássio Campos, Bubuska Valença, Ricardinho e Banda Sossairê, Ery Fã Farra, João Caverna e Ricardo Chan, todos homenageando o Bloco Carnavalesco O COELHO nos seus 30anos.
[wpaudio url=”http://www.blogdopilako.com.br/wp/wp-content/uploads/meu-coelho.mp3″ text=”Meu Coelho – Erika Borges” dl=”http://www.blogdopilako.com.br/wp/wp-content/uploads/meu-coelho.mp3″]
Aldenisio Tavares
Uma batalha????
De um lado homens da palha
Rosa na boca
Óculos escuros
Fardão ricamente bordado
Entorpecido de cachaça
Caminhando sob sol escaldante
Repique de chocalhos
Desfilando sua majestada em lanças
Na batida de um baque virado
Do outro lado
Um exército de séquitos
Roupa de mescla
Lanço vermelho no pescoço
Sandália de couro
Bacamartes em punho
8 polegadas na cintura
Armados até os dentes
Ao som de oito baixos
Zabumba e triângulo
Repicando ao pé de uma serra
Descendo o morro,
Um grupo de caboclinhos
Com seus penachos coloridos
Pés descalços
Estalos de arcos
Num batuque ensurdecedor
Negros cantam
As som dos tambores silenciosos (???)
Evocando ancestrais africanos
Afoxés mágicos
Entidades desconhecidas
A cavalaria avança
Cavalos marinhos, caluas e ursos
Papangus gritando
Repique de Castanholas?
A La ursa quer dinheiro
Quem não der é pirangueiro
Um galo gigante canta a beira do rio
Acordando menestréis e boêmios
Rebuscando amores perdidos
O som dos clarins
Inunda essa magia
Buscando uma energia
Não se sabe de onde
Exaltando toda a paixão e “frevor”
Esse “Frevor”
Espora afiada sobre a tristeza
Batuque incansável
Sob um corpo cansado
Entretanto incontrolável
Sem conseguir segurar
Arrastando multidões
Cegas levadas por um instinto
É a Síntese da alma
De um povo que acredita
Que a cultura supera barreiras
Vencendo toda e qualquer batalha
É Pernambuco no coração
Um Brasil inundado de emoção
Nessa batalha cultural
Oh quarta-feira ingrata,
É carnaval…
(MOSAICO DE REFLEXÕES – GUSTAVO FERRER CARNEIRO – pág. 22 e 23).