Internauta Cybelli Valentim comenta no blog

Comentário postado na Coluna O Tempo Voa Carnavais.

ale-Acervo IHG

Primeiramente quero agradecer pelo sentimento de saber que nossa história permanece registrada. Se não me engane foi no ano de 1995 no carro de alegoria do Clube “O Camelo”. Recebi os comentários através no celular de pessoas conhecidas que acompanham as notícias.

Cybelli Valentim

Momento Cultural: A Adivinhação – por ALBERTINA MACIEL DE LAGOS

Profª Albertina Maciel de Lagos

(Comentário):

 

– Véspera de São João! Uma fogueira a crepitar

e, num coração de jovem, algo algo a vibrar:

– O Balão da Esperança!… ele quer subir

para ao Santo, um recado transmitir

 

– E a moça, a Zefinha, saíra mui faceira,

os oratórios a visitar da vila inteira,

e, na casa de “sea Rita”, perto do altar

alguém lhe dirige um expressivo olhar

 

– Quem?… (indagam):

– O Maneco, fio do Antão Frimino

que dela gosta derna de minino.

 

(Enquanto, lá fora, em torno da fogueira, o povo canta):

 

– “Capelinha de melão

é de São João;

é de cravo, é de rosa,

e de magiricão!

 

(Zefinha deixando o falatório,

bem pertinho, chega do oratório,

e, na singeleza de um pedido

diz, assim, do Santo, no ouvido:

 

– Iscuta, meu Sanjão, do teu artá

eu levo, bem contente, essa fulô,

pru mode, amenhã, la fora, eu jogá,

e o nome sabê do meu amo!

 

– Eu ispero prô ano qui vem (se Deus quizé)

istá nôrva ou (mió ainda), casadinha.

Qui não demore não, meu Santo, tenho fé

mai… eu ti peço, pru tudo, uma precinha! Amém.

 

(E o Maneco que tudo observara,

uma resolução então tomara.

 

Não querendo parte fazer da brincadeira,

sai, pensando na “surpresa” que pretende causar a eleita

do seu coração)

 

(Zefinha, por sua vez, deixa também, o ambiente festivo

e, lá, no seu quarto, entre duvidosa e confiante, aguarda

o desfecho da sua advinhação:

– Pensando na “fulo” Zefinha não dormira!

e, quando, do Batista, o dia então surgira,

eis que, “um moço bunito” então passou

e, vendo a rosa, logo a apanhou.

 

De Zefinha se aproxima acanhado…

tosse, pigarra e, reanimado,

diz a moça que, feliz, enrubeceu:

 

– Dia!… um presente, Sanjão mandou prá eu!…

essa rosa vremeia, arrepara… a mais lindra fulo

pru mode te ofertá, Zefinha, meu amo!

 

(SILENTE QUIETUDE – ALBERTINA MACIEL DE LAGOS – pág. 43 e 44).

Internauta Zeca Magal manifesta indignação

Como vai senhor Pilako? Venho através do seu blog manifestar a nossa indignação com a derrubada do restaurante PANELA DE BARRO (em frente ao verdão na antiga 232), o que falaram é que fica na faixa de domínio da estrada. Tá tu bem, mas e UPA do Bairro Cajueiro? E todos os bares em cima da barreira do Cajueiro? E todo comércio entre a Compesa e Zé Carteirinha? E a casa de eventos em frente a entrada de Pirituba? Gostaríamos que o senhor procurasse estas respostas para esclarecer o que todos sabemos, QUEM NÃO TEM PODER DE VOTO TEM QUE SER DESPEJADO.

Zeca magal

ONDE ESTÁ A POESIA?

O poema é a poesia contada.

O poema é a linguagem da poesia.

A música é a poesia tocada.

A música é o som da poesia.

A pintura é a poesia pintada.

A pintura é a cor da poesia.

O teatro é a poesia encenada.

O teatro é o movimento da poesia.

A escultura é a poesia esculpida.

A escultura é o contorno da poesia.

E o artista é a revelação da poesia.

Sosígenes Bittencourt

Meu Coelho

Ouça a música “Meu Coelho”, composta por Guilherme Pajé e Ricardo Cardoso, na voz de Erika Borges. A música é integrante do CD MEU COELHO 30 ANOS  –produzido por Geazi da Cunha, Guilherme Pajé e Aldenisio Tavares, para o carnaval de 2005, um grande encontro de compositores: Guilherme Pajé, Ricardo Cardoso, Carlos Almeida, Gilmar de Moura Ferraz, Bené de Cachoeirinha, Guga Ferrer, Sérgio Campêlo, Mário Monteiro, Toni Amorim, Antônio Santos, Josias do Violão, Climério Paulo, Maestro Nunes, Ricardinho, João Caverna, Aldenisio Tavares e Samuka Voice e interpretes como: Erika Borges, Carlos Almeida, Alexa, Cássio Campos, Bubuska Valença, Ricardinho e Banda Sossairê, Ery Fã Farra, João Caverna e Ricardo Chan, todos  homenageando o Bloco Carnavalesco O COELHO nos seus 30anos.

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Aldenisio Tavares

Momento Cultural: Ao som dos Clarins – por GUSTAVO FERRER CARNEIRO

Gustavo Ferrer Carneiro

Uma batalha????

De um lado homens da palha

Rosa na boca

Óculos escuros

Fardão ricamente bordado

Entorpecido de cachaça

Caminhando sob sol escaldante

Repique de chocalhos

Desfilando sua majestada em lanças

Na batida de um baque virado

 

Do outro lado

Um exército de séquitos

Roupa de mescla

Lanço vermelho no pescoço

Sandália de couro

Bacamartes em punho

8 polegadas na cintura

Armados até os dentes

Ao som de oito baixos

Zabumba e triângulo

Repicando ao pé de uma serra

 

Descendo o morro,

Um grupo de caboclinhos

Com seus penachos coloridos

Pés descalços

Estalos de arcos

Num batuque ensurdecedor

 

Negros cantam

As som dos tambores silenciosos (???)

Evocando ancestrais africanos

Afoxés mágicos

Entidades desconhecidas

 

A cavalaria avança

Cavalos marinhos, caluas e ursos

Papangus gritando

Repique de Castanholas?

A La ursa quer dinheiro

Quem não der é pirangueiro

Um galo gigante canta a beira do rio

Acordando menestréis e boêmios

Rebuscando amores perdidos

 

O som dos clarins

Inunda essa magia

Buscando uma energia

Não se sabe de onde

Exaltando toda a paixão e “frevor”

 

Esse “Frevor”

Espora afiada sobre a tristeza

Batuque incansável

Sob um corpo cansado

Entretanto incontrolável

Sem conseguir segurar

Arrastando multidões

Cegas levadas por um instinto

 

É a Síntese da alma

De um povo que acredita

Que a cultura supera barreiras

Vencendo toda e qualquer batalha

 

É Pernambuco no coração

Um Brasil inundado de emoção

Nessa batalha cultural

Oh quarta-feira ingrata,

É carnaval…

 

(MOSAICO DE REFLEXÕES – GUSTAVO FERRER CARNEIRO – pág. 22 e 23).