Momento Cultural: Faceirice Precoce – por ALBERTINA MACIEL DE LAGOS

Profª Albertina Maciel de Lagos

– Escutem: (mostrando cinco dedos)

Hoje completo cinco aninhos!…

E o meu nome?… todos o conhecem.

Vou pronunciá-lo: – Daciana!…

Lindo!… que melodia dimana!

E quanto a minha pequena – grande personalidade,

Vou (modéstia à parte), descrevê-la:

– Tenho a beleza da flor

e já, de imponente sultana

é o meu todo encantador!

Tenho uma boa mãezinha,

um painho carinhoso,

manos, avós, tiazinhas…

quanto o meu lar é ditoso!

– Duas estrelas, os meus olhos,

dois mundos, dois paraísos…

Da vida, entre os abrolhos,

fulguram os meus sorrisos (olhando o próprio tamanho):

Reparem como estou crescendo!…

No colégio vou entrar

para ir logo aprendendo

a ler, escrever e contar!

Passem bem

Tchau!

(SILENTE QUIETUDE – ALBERTINA MACIEL DE LAGOS – pág. 52).

Prof. Pedro Ferrer comenta no blog

Comentário postado na matéria “Internauta Rogério Albuquerque comenta no blog“.

Rogério. Fui cruzado dessa causa. O desânimo gerado pelos nossos gestores levaram-me a um certo mutismo. Resolvi concentrar minha energia no Instituto Histórico e Geográfico. Não morri e pode contar comigo nessa luta insana. Não seremos Sísifo condenado pelos deuses do Olímpio a empurrar a pedra ladeira acima eternamente. Vamos quebrar essa pedra, tirá-la do meio do caminho. Havia uma pedra no caminho dizia o poeta… Amanhã poderemos dizer: havia uma pedra e nós a removemos. Permita-me não seria mais fácil remover os gestores?????????????? Para o ano temos eleição.

Pedro Ferrer

SÃO JOÃO – NO TEMPO DE EU MENINO

Das três maiores festas anuais, o São João é a mais singela e tradicional. O Ano Novo nos trespassa de tristeza, porque sugere a contagem do tempo e amontoa os mortos. Abrimos álbum de retrato e botamos pra choramingar. O Carnaval é uma festa perigosa, de extravasar frustrações. O pessoal só falta correr nu pela rua. 

O São João é uma festa mais pacata, que relembra nossas tradições mais atávicas, nossas raízes culturais. Lembro-me do São João das ruas sem calçamento. O mundo parecia um terreiro só. As mulheres cruzavam as pernas, enfiavam as saias entre as coxas, para ralar omilho e o coco, enquanto os homens plantavam o machado nos toros de madeira para fazer as fogueiras. À tardinha, a panela virava uma lagoa de caldo amarelo onde fervia o maná das comezainas juninas. A meninada ensaiava o jeito de ser homem e mulher. De chapéu de palha, bigode a carvão e camisa quadriculada, era quando podíamos chegar mais perto das meninas sem levar carão nem experimentar a sensação de pecado. O coração se alegrava quando sonhávamos com a liberdade de adultos que teríamos um dia. Batia uma gostosíssima impressão de que estávamos bem próximos de fazer o que não podíamos fazer. Os ensaios de quadrilha relembravam a tristeza do último dia. Pois um ano durava uma eternidade, as horas eram calmas, podíamos acompanhar a réstia do sol e contar estrelas. Pamonha, canjica e pé de moleque eram tarefas de dona de casa prendada, de quem o marido se gabava. Tudo era simples e barato, ninguém enricava com a festa. A novidade era a radiola portátil, e os conjuntos eram pobres de tecnologia, mas os instrumentos ricos de som e harmonia, manuseados com habilidade e gosto, na execução do repertório da festa do milho. Quando São Pedro se ia, ficava um aroma de saudade na fumaça das derradeiras fogueiras e no espocar dos últimos fogos.

Sosígenes Bittencourt

“Forró da Juliana” de Recreio do Rojão.

FORRÓ DA JULIANA, composição e interpretação do nosso incansável RECREIO DO ROJÃO.

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Aldenisio Tavares

Momento Cultural: O PODER DA PALAVRA – por MELCHISEDEC

Melchisedec
A palavra no estado pleno de sinceridade e pureza atua com uma força vibratória capaz de mudar o comportamento do homem diante das Leis Cósmicas, removendo toda e qualquer dificuldade, operando uma verdadeira transformação no pensamento humano.

É de bom grado evitar-se pronunciar palavras desagradáveis e ofensivas, mesmo quando se é obrigado afirmar fatos verídicos, visto que, as afirmações devem ser sinceras, sem disfarce, sem sofisma, falando francamente a verdade, procurando não ofender as pessoas. Deve-se proceder de maneira positiva e franca, para que se processe a ajuda da Onipresente Força Cósmica Vibratória desfazendo qualquer dúvida.

Com a Onipresente Força Cósmica Vibratória sobre a terra, a semente da palavra bem pronunciada e repleta de afirmações corretas terá o poder de destruir toda mentira, toda calúnia e todo mal, porque a Verdade prevalecerá sempre como luz diáfana que ninguém poderá ofuscá-la.

É o poder superior da palavra que mudará o mundo.

 

(VERDADES FUNDAMENTAIS – MELCHISEDEC – pág. 79).

Inveja e Sucesso

Não há sentimento bom nem ruim, mas o resultado daquilo que você faz com o sentimento. Por exemplo, INVEJA é um sentimento positivo quando invejamos o BELO e buscamos reproduzir. Muita gente fez sucesso na vida imitando. O ser humano é um animal que imita desde o nascimento até a morte. Agora, SUCESSO é um detalhe. Tem traficante que é um SUCESSO. Dribla a Justiça, faz fortuna, costurando boas amizades, sem dar um tiro. Quem quer imitar?

A AGRESSIVIDADE, por exemplo, é o combustível da AÇÃO. Se você tem gasolina nas mãos e incendeia seu semelhante, poderá matá-lo. Mas, se você põe numa ambulância e socorre um acidentado, poderá salvá-lo. Quer dizer, nós não estamos preocupados com aAGRESSIVIDADE, mas com o que os meliantes estão fazendo com aAGRESSIVIDADE nas grandes cidades. Agora, SUCESSO é um detalhe. Quem quer ser um SUCESSO, trocando soco em campeonato de luta de box?

Sosígenes Bittencourt

Blogueiro Ed Soares se recupera bem após atentado em Barreiros

Visita HR Ablogpe(1)
Segue internado no Hospital da Restauração (HR), na área central do Recife, o blogueiro Edmilson Soares de Oliveira, de 37 anos. O paciente passou por uma cirurgia vascular e, no início da noite da quinta-feira (18), se encontrava na sala de recuperação, já respirando sem a ajuda de aparelhos. Ele se encontra estável, mas não tem previsão de alta.

Ele foi baleado na perna, na noite da última quarta (17), quando estava na frente de sua casa, em Barreiros, na Mata Sul pernambucana. Os responsáveis pelo crime seriam dois homens, que chegaram ao local em uma moto e efetuaram os disparos.

No intuito de combinar ações conjuntas para cobrar das autoridades públicas a elucidação imediata do atentado contra Ed Soares, representantes da Associação dos Blogueiros do Estado de Pernambuco – AblogPE conversaram na tarde desta sexta-feira (19), com a esposa do Blogueiro, Emília Oliveira, para prestar a solidariedade da blogosfera pernambucana, bem como informar à família como se encontra o andamento das investigações, conforme contato feito pela entidade junto a Secretaria de Defesa Social do Governo de Pernambuco.

Até o momento, ninguém foi preso. A Polícia Civil já iniciou as diligências do ocorrido através do Delegado de Barreiros, Flávio Sorolla, pelo qual aguarda os depoimentos da vítima e de sua esposa, para avançar o inquérito policial. A AblogPE disponibilizou seu aparato jurídico e pretende manter contato com o Delegado nesta segunda (22), para acompanhar o andamento das investigações. “Não devemos tolerar qualquer atitude revanchista, perseguidora, arbitrária e atentatória à vida sob aqueles que exercem suas atividades em pleno gozo dos direitos civis e faz da mídia digital uma paixão à vida”, reforçou Lissandro Nascimento, presidente da entidade, acompanhado pelos diretores Lúcio Cabral e Cristiano Pilako.

O blogueiro, que escreve sobre política, detém forte atuação na cidade através de seu veículo de comunicação, denunciando mazelas sociais, abusos políticos e econômicos presentes na região. Durante visita ao Hospital, Ed Soares fez questão de gravar um vídeo para levar ao conhecimento dos blogs do Estado e adverte que de fato foi vítima de perseguição política.

Assista:

Blogueiro Sãnnchyllys Oliveira comenta matéria do nosso blog

Comentário postado na matéria ““Os ditadores da mídia da minha cidade: Elias Lira, Aglailson e Henrique Queiroz”“.

Pilako me senti representado por sua fala, você é uma das pessoas mais inteligentes da blogosfera pernambucana! Muito boa sua fala! Jairo também está de parabéns!

x
Sãnnchyllys Oliveira
Blogueiro de Escada
http://www.escadanews.com.br/

Internauta Rogério Albuquerque comenta no blog

Comentário postado em matéria “O triste é que a solução depende de políticos.“.

Em relação ao bloqueio de vias urbanas provocado pela feira livre, existe sim um grupo de moradores prejudicados com essa situação que reivindica há vários anos, junto às autoridades públicas, a solução desse problema. Pelo menos os que residem na Rua Estevão Cruz, os da atual Rua Professora Lenira Santos (antiga Rua Dias Cardoso) e também da Rua André Vidal de Negreiros.

Após vários apelos ao Poder Público Municipal, inclusive abaixo-assinados sequer respondidos pela Prefeitura de Vitória, ingressamos em março/2011 com uma Representação no Ministério Público para que interferisse nessa questão. Houve vários encontros entre representantes da prefeitura, moradores e feirantes, culminando com uma Audiência Pública em 04.06.13. Foram discutidos todos os problemas que a feira provoca: ilegalidade do bloqueio de residências, condições precárias de higiene, insegurança, local sem infraestrutura para tal fim, etc. O próprio Corpo de Bombeiros condenou a área da feira e afirmou que todos estão em risco em caso de emergências.

Após várias demandas da Promotoria ignoradas, diante da indiferença da Prefeitura com o caso, inclusive não apresentou nenhum projeto viável e não se comprometeu com prazo algum para resolver esse grave problema, o Ministério Público ingressou em 05/2014 com uma Ação Civil Pública contra o Município (Processo 2387-35.2014.8.17.1590). Qualquer pessoa pode acompanhar o andamento do mesmo no site do TJPE (www.tjpe.jus.br). Infelizmente o rito da justiça é lento, mas é o que temos.

Rogério Albuquerque

Medo Social – por Valdenice Raimundo

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Depois de alguns dias sem escrever, estou eu de volta. Reconheço que os dias têm passado tão depressa condicionados pela quantidade de atividades diárias, que muitas vezes, somos compulsoriamente afastados daquilo que gostamos de fazer. Mas, fico feliz em driblar essa dinâmica e estar aqui mais uma vez.

Hoje quero que reflitamos sobre alguns aspectos do medo social. Ele tem ganhado centralidade nos diálogos, nos noticiários, nos debates, em vários espaços; infelizmente tem se tornado comum encontrarmos pessoas assustadas. E por que escrever sobre isto? Recentemente uma aluna foi assaltada e conversávamos a respeito, quando outros alunos e alunas se aproximaram trazendo outros exemplos, alguns vividos por eles mesmos, outros por amigos, família e parentes e uma palavra que apareceu todo tempo nas falas era: Medo.

A mídia, principalmente a televisiva tem mostrado abundantemente notícias com narrativas repetitivas acerca das diversas formas de violência que tem impactado as pessoas das mais diversas classes sociais. E em meio a tudo isto o medo aparece e aumenta o terror.

O medo social resulta da violência que na nossa realidade tem tomado grandes proporções e como temos visto tem interferido no cotidiano das comunidades e, consequentemente, das pessoas. Entendemos que a violência é um tema que merece ser tratado de maneira cuidadosa já que ela se expressa de diversas formas. Temos a violência urbana (homicídios, assaltos, trânsito), social (aprofundamento da pobreza), política (corrupção), cultural (intolerância religiosa, invisibilidade das expressões culturais populares), contra a mulher (doméstica), crianças (pedofilia, abuso sexual), idosos (cerceamento da liberdade) e etc..

O que sabemos é que a violência tem afetado o nosso cotidiano alterando as relações entre as pessoas e introduzindo o medo, o que tem levado as pessoas a uma segregação, em muitos casos, involuntária.

Conversando sobre isto com algumas pessoas lhes perguntei – e do que vocês têm medo? Elas responderam que tinham medo de pessoas estranhas, de pessoas em motos, de sair à noite, de precisar do transporte coletivo, de andar na rua com relógio, dentre outras coisas.

E aí algo me inquietou e pensei: nem toda pessoa estranha que encontramos estará imbuída de desejo de praticar o mal, nem toda pessoa que tem como transporte moto faz uso dela para assaltar ou matar. Então, o que fazer?

Não podemos negar que a violência é uma realidade, porém algumas questões precisam ser analisadas e enfrentadas, e embora não poderei esgotar tais questões aqui,  vamos a algumas:

  • A espetacularização da violência pelos meios de comunicação – Todos os dias os jornais em horários matinais, de almoço e repouso, expõem casos de violência. Há uma imposição dessas reportagens nos canais abertos. Até parece que só existem esses fatos acontecendo. Por que também não investem diariamente em noticiários mostrando os jovens que batalham todos os dias para trabalhar, estudar, cuidar da família? Eu conheço vários cuja vida é um exemplo.
  • As respostas do Estado brasileiro à violência– Como já disse, a violência, infelizmente, é um fato, mas não podemos deixar de considerar que ela em grande parte é resultado da desigualdade social. A não socialização da riqueza socialmente produzida, o não acesso aos direitos humanos (sociais, civis, políticos, econômicos e culturais), a situação de empobrecimento de muitas famílias, são algumas das razões apresentadas pelos sociólogos como geradoras ou potencializadoras da violência. E como o Estado tem enfrentado isto? Investindo na repressão em detrimento da educação, do lazer, do esporte, da moradia segura, do investimento na cultura. E qual a nossa postura frente a isto?  Precisamos sair da nossa zona de conforto e reivindicar vida digna para todos/as.
  • A criminalização da pobreza – é um fenômeno que tem que ser combatido. Os pobres não podem ser vistos e tratados como criminosos, só por sua condição social. Até porque está evidente na nossa realidade que as “vantagens” da vida do crime têm corrompido empresários, políticos, clérigos.

Não podemos aceitar uma convivência pacífica com o medo em nenhuma de suas expressões; não podemos aceitar só esse tipo de noticiário. Nossas conversas não podem ser reduzidas ao fatalismo. Precisamos dar vazão aos sonhos, a esperança, a novos projetos. Identificar que existem muitas pessoas contribuindo para que o mundo seja melhor. Precisamos nos surpreender com a beleza das flores, o sorriso das crianças, o calor do sol. Não perder de vista o tempo de convívio com nossos amigos e familiares. Necessitamos de novos diálogos, sem perder de vista a realidade e como ela se apresenta, mas não esquecer que ela é dinâmica e nos propõe momentos e diante deles, precisamos ser críticos, propositivos, criativos e, sobretudo, humildes para pedir sabedoria a Deus.

val

Valdenice José Raimundo
Doutora em Serviço Social
Docente na Universidade Católica de Pernambuco
Líder do Grupo de Estudos  em Raça, Gênero e Políticas Públicas – UNICAP
Coordenadora do Projeto Vidas Inteligentes sem Drogas e Álcool – VIDA.
Endereço para acessar este CV:

Momento Cultural: Vitória de Santo Antão – Da Geografia – por Darlan Delage

Ondulada, um Caos de formas, deformada…
Grama de esverdeada secura, porém bela
Terra potente de belas gramíneas aéreas.
Fertilizada por passagens de águas juninas.

Nessa terra onde o massapê é mais extenso,
Nasceu d’um parto genérico outras especies
que hoje dispersa-se de sua mãe, desapropriadas
aqui, a terra é farta, em vegetações bem aproveitada.

(inacabado)

Darlan Delage – Poeta vitoriense.

 

Palinha do Léo dos Monges – A MORTE DO VAQUEIRO

A MORTE DO VAQUEIRO (NORDESTINOS DO FORRÓ)
AUTOR: LUIZ GONZAGA – NELSON BARBALHO

Numa tarde bem tristonha
Gado muge sem parar
Lamentando seu vaqueiro
Que não vem mais aboiar
Não vem mais aboiar
Tão dolente a cantar
Tengo, lengo, tengo, lengo,
Tengo, lengo, tengo
Ei, gado, oi
Bom vaqueiro nordestino
Morre sem deixar tostão
O seu nome é esquecido
Nas quebradas do sertão
Nunca mais ouvirão
Seu cantar, meu irmão
Tengo, lengo, tengo, lengo,
Tengo, lengo, tengo
Ei, gado, oi
Sacudido numa cova
Desprezado do senhor
Só lembrado do cachorro
Que inda chora
Sua dor
É demais tanta dor
A chorar com amor
Tengo, lengo, tengo, lengo,
Tengo, lengo, tengo
Tengo, lengo, tengo, lengo,
Tengo, lengo, tengo
Ei, gado, oi
E… ei…

leo

Leo dos Monges

Botão RSB