MOMENTO CULTURAL: CORDEL DO CONTRADITÓRIO NÚMERO DEZ – Por Egidio Temótio Correia

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Esse filme eu já vi
Não precisa me contar
Vem governo e vai governo
E a forma de governar
Também mudam os protestos
E forma de protestar.

Nasci em quarenta e três
E nesses anos que vivi
Assisti a muitas coisas
Sobre outras eu já li
Mas todo mundo contente
É coisa eu nunca vi.

Governos que agradam pobres
Deixam ricos descontentes.
Ricos querem ser mais ricos
A custa de toda gente
E pobres querem ser ricos
Mesmo sem ser competente.

“Nem Jesus agradou todos”
Já diz o velho ditado.
Tem homem que até consigo
Estar sempre inconformado
Querem que governos mudem
Mas não querem ser mudados.

O governante é um homem
Que sai da sociedade.
As virtudes e defeitos
Benevolência ou maldade
Ele aprende quando vive
Na sua comunidade.

Se povo não percebe
Ou se deixa enganar.
Troca o voto por favores
Na hora que vai votar.
Só ensina ao governante
Esse modo de governar.

As reclamações são sempre
O roubo a corrupção,
O desvio de dinheiro,
Má administração.
Vai um governo e vem outro
E a mesma reclamação.

Se não tem eleitor perfeito
Não tem governo também.
Se um povo é mal-educado
Governo educado não tem
Se o povo for desonesto
A honestidade não vem.

Li muito sobre Getúlio
E o famoso JK.
Jânio quadros e a vassourinha
Que tudo ia limpar.
O roubo, a corrupção,
Tudo ia se acabar.

João Goulart assumiu.
E logo foi acusado.
De ser quase um comunista.
Fraco e desequilibrado.
Passeatas, greves e protestos.
Surgiram por todo lado.

Veio golpe militar,
Que comandou a nação.
Foram quase vinte anos
De censuras e cassação.
Muita gente foi exilada
Outros foram pra prisão.

Eu vi nos anos sessenta
Estudantes revoltados
Lutando por liberdade
Confusão pra todo lado
E políticos sendo preso
Ou tendo cargos cassados.

No próximo cordel eu volto
Fazendo a comparação.
Do que hoje acontece
Com aquela época de então
Pra não perder o embalo
No no mesmo cordel eu falo
Da presente situação.

 Egidio Temótio Correia

Internauta Juliana Dutra comenta no blog

Comentário postado na matéria “Vitória não é “assim mesmo”, nossos políticos é que não querem trabalhar pela cidade.“.

A entrada de Vitória me incomoda – e muito! Muitos pensam que a instalação do Shopping mudou a cara da cidade – puro engano. Um centro comercial não deve e nem pode caracterizar a “primeira impressão” de uma cidade. O que se vê é muita sucata, muita sujeira e, ao se “distrair” vendo isso você cai em um dos vários buracos das vias. Mas não acaba por aí; os poucos prédios históricos que ainda estão erguidos são descuidados ou estão em desuso. As pessoas são mal-educadas (como são em boa parte do nosso país), jogam lixo no chão. Diversas ruas são mal iluminadas. Calçadas irregulares e sem acessibilidade. Esgotamento sanitário nem se fala… Falta amor à cidade em que se vive, dos governantes e de boa parte da população.

Juliana Dutra

Momento Grau Técnico Vitória

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A equipe de coordenação e pedagógica do Grau Técnico está sempre de portas abertas para atender aos nossos alunos. Acreditamos que, qualquer problema que possa vir, deve ser solucionado através de diálogo e do bom senso. Conte com a gente! ‪#‎GrauTécnico‬ ‪#‎TransformeSuaVida‬

SERVIÇO
Grau Técnico Vitória
Rua Henrique de Holanda, 1210 – Centro
Vitória de Santo Antão (Antiga BR232).
TEL: (81) 3526.4099

PALESTRA NO PRESÍDIO DE VITÓRIA DE SANTO ANTÃO

Módulo: O Nada que é Tudo

Houve pontos importantes que fiz questão de frisar, em minha palestra, para detentos no presídio de Vitória de Santo Antão. Dentre outros, discursei sobre a IRA e sobre a LIBERDADE.

A Ira é um sentimento que deve ser resignificado, ou seja, você deve trabalhar sua ira. Porque a ira tem função. Até Jesus, para disciplinar os mercadores, na orla do templo, baixou-lhes o chicote. Naquele instante, defendia a virtude, condenava o vício e preservava a casa de Deus.

Portanto, ensinava-lhes que a Ira tem de ser pensada. O importante não é a ira que se sente, mas aquilo que fazemos com a ira que sentimos. E a pergunta era a seguinte: O que vocês fizeram com a ira que sentiram?

Em outro momento, discursei sobre a Liberdade, o segundo maior bem da vida. Porque o primeiro maior bem da vida é a própria vida. E provei que os seus corpos estavam presos, mas ninguém jamais poderia aprisionar suas ideias. As ideias não são concretas, não têm substância. As ideias são abstratas. Você pode estar preso, mas suas ideias, fora do presídio. Baseado nesses argumentos, provei-lhes que a ideia de liberdade deve seguir as regras para obtê-la, e o melhor caminho seria seguir as múltiplas alternativas para conquistá-la. Que repensar a Ira e conviver harmoniosamente seriam as melhores opções para amenizar a dor da prisão e ganhar a liberdade.

Ao final, citei o exemplo de Nelson Mandela, que morou 30 anos na prisão e saiu com a ideia de acabar com a discriminação racial na África do Sul, obtendo um êxito sonhado a vida inteira.

Sosígenes Bittencourt

Instituto Histórico realiza Convênio Internacional

O Instituto Histórico e Geográfico da Vitória de Santo Antão comunica, que se encontra em avançado estágio um projeto que busca firmar convênio de irmanação entre a cidade Ribeira Grande, do arquipélago do Cabo Verde, e a Cidade da Vitória de Santo Antão. Importante que o prezado leitor esteja consciente da importância deste projeto, idealizado e desenvolvido pelo Instituto. O mesmo é da mais alta relevância. Nossa cidade tornar-se á a primeira do interior do estado de Pernambuco a firmar esse tipo de convênio. Vale salientar, que todo processo teve início por ocasião da vinda do médico e escritor Cabo Verdiano, Samuel Gonçalves e sua esposa, também médica, dra. Antonina Gonçalves. O casal atendendo convite do Instituto realizou uma série de atividades em prol da promoção da Igualdade Racial. Ficaram encantados com a descoberta das relações históricas que nos envolvia. Talvez por força do destino, ou até mesmo por um golpe de sorte, dra. Antonina é oriunda da Ilha de Santo Antão, a mesma ilha de onde veio nosso fundador Diogo de Braga. Através dessa feliz coincidência, ao retornar para seu país, o nobre casal tratou de estabelecer contatos com a ilha de Santo Antão. Os contatos progrediram e as autoridades da Ribeira Grande demonstraram grande interesse em concretizar o convênio de intercâmbio. O prezado leitor poderá observar o acima afirmado na correspondência que segue:

Internauta após ler matéria do blog, contribui com comentários

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SERRITA – POPULAÇÃO DE 18.900 MIL HABITANTES

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ITACURUBA – POPULAÇÃO DE 4.700 MIL HABITANTES

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CAMUTANGA – POPULAÇÃO DE 8.428 MIL HABITANTES

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QUIXADÁ – POPULAÇÃO DE 6.835 MIL HABITANTES

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MIRANDIBA – POPULAÇÃO DE 15 MIL HABITANTES

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TRIUNFO – POPULAÇÃO DE 15.200 MIL HABITANTES

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JATOBÁ – POPULAÇÃO DE 14.526 MIL HABITANTES

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JOAQUIM NABUCO – POPULAÇÃO DE 16.038 MIL HABITANTES

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SOLIDÃO – POPULAÇÃO DE 5.934 MIL HABITANTES

Pilako o nosso portal de entrada da Cidade é uma obra de arte e dispensa comentários, ao vê sua matéria sobre a terra da laranja me deixou com uma vergonha danada, e ai, tomei a liberdade de pesquisar na mesma hora outras cidades do nosso Estado, e veja o que eu encontrei, as imagens falam por si.

Se o prefeito tivesse um pouco de vergonha já teria tomado uma providência a tempo, é que além de lhes faltar vergonha falta também vontade e conhecimento.

LEITOR DO BLOG

 

 

 

MOMENTO CULTURAL: Jaqueira do caminho – por Célio Meira

Dr. Célio Meira (Escritor)

Olha, Amada, esta jaqueira,
na beira dêste caminho:
– na ponta daquele ramo,
as aves fizeram ninho.

Lembras-te? Certa manhã,
cheia de sol, perfumada,
à sombra da ramaria,
fizemos longa pousada.

Esta jaqueira bem velha,
tem vigor e tem beleza:
– É graça de Deus na terra,
– É benção da Natureza.

(migalhas de poesia – Célio Meira – pág. 21).