MOMENTO CULTURAL: CONTRADIÇÃO – por Aluísio José de Vasconcelos Xavier

Aluízio José

Na cidade, a iluminação frenética
do Salvador, a chegada anunciava
e contrastando com tal paisagem estética
na calçada um pobre negro agonizava.

Era a figura doente de uma criança
filha de um erro, fruto de um pecado
e nos olhos tristes de seu corpo nu, gelado
não se via nenhum fio de esperança.

Aproxima-se dele um maltrapilho.
Toma-o nos braços como a um filho
retirando-o daquele leito de cimento.

Meia-noite, então, anuncia o sino.
E nesta hora exata do Nascimento
morreu, à míngua, mais um Jesus-Menino.

Aluísio José de Vasconcelos Xavier, filho de Aloísio de Melo Xavier e de Eunice de Vasconcelos Xavier, nasceu no dia 7 de agosto de 1948. Formado em Direito, exerce sua profissão no Foro do Recife onde reside. Foi Secretário para Assuntos Jurídicos da Prefeitura do Recife. Professor universitário. Poeta de grandes méritos

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Martins – O Apaixonado do Brega


Hoje disponibilizamos a música “Minhas Qualidades”, de autoria de Martins. A música é integrande do álbum “Martins – O Apaixonado do Brega”.

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Aldenisio Tavares

Palinha do Léo dos Monges: Tarde em Itapoã

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Tarde em Itapoã contada por toquinho “tínhamos feito quase três musicas quando Vinicius fez a letra “tarde em itapoã”, e ia dar para o caymmi musicar, porque não tinha ainda confiança em mim. Isso eu imagino, ele nunca me falou. mais eu queria de todo jeito musicar aquela letra. Na época, não havia ainda computador, tudo era datilografado. Eu via Vinicius escrevendo aqueles versos há dias. para conseguir meu intento, sem falar com Vinicius, peguei a folha da máquina de escrever e vim para São Paulo resolver uns negócios. Sabia a responsabilidade que tinha em mãos e demorei muito tempo para concluir a melodia sem mexer numa sílaba sequer do texto original. Deu no que deu: um dos maiores sucessos da música brasileira registrado na alma de todo brasileiro. Parece que Vinicius letrou a música. voltei para Bahia depois de três dias, com o poema e a música pronta. Vinicius ficou ouvindo um tempão a música, e não falava nada. Ficava ouvindo no gravado, quieto, fumando, meio indeciso, tentando não se convencer. E o pessoal já começava a contar na casa. Aí, ele me chamou e me disse que não ia dar mais para o Caymmi. foi nessa que ganhei o poeta!

É um poema todo lido, tanto que eu não mexi uma virgula dessa letra, não mudamos uma palavra. é difícil conservar uma letra inteira, perfeita como essa. ela tem uma beleza grandiosa na riqueza dos detalhes. É uma música completa. do meu repertório com Vinicius, é uma das que mais gosto. Nunca deixei de cantá-la em nenhum show. as pessoas gostam, contam, fica uma harmonia religiosa no show. Quanto mais o tempo passa, quando contato essa música, as pessoas aplaudem na introdução, depois que eu fiz essa melodia, o Vinicius me deu um voto de confiança”.

Tarde em Itapoã
Vinicius de Moraes/Toquinho

Um velho calção de banho
O dia pra vadiar
Um mar que não tem tamanho
E um arco-íris no ar
Depois na praça Caymmi
Sentir preguiça no corpo
E numa esteira de vime
Beber uma água de coco

É bom
Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Falar de amor em Itapuã

Enquanto o mar inaugura
Um verde novinho em folha
Argumentar com doçura
Com uma cachaça de rolha
E com o olhar esquecido
No encontro de céu e mar
Bem devagar ir sentindo
A terra toda a rodar

É bom
Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Falar de amor em Itapuã

Depois sentir o arrepio
Do vento que a noite traz
E o diz-que-diz-que macio
Que brota dos coqueirais
E nos espaços serenos
Sem ontem nem amanhã
Dormir nos braços morenos
Da lua de Itapuã

É bom
Passar uma tarde em Itapuã
Ao sol que arde em Itapuã
Ouvindo o mar de Itapuã
Falar de amor em Itapuã

leo

 

 

Leo dos Monges

A NECESSIDADE DE CONSTRUÇÃO COLETIVA

Do macro ao micro, não é difícil constatar o entrelaçamento e a dependência no que concerne às estruturas e conjunturas políticas, econômicas e sociais. Em tempos de crise, ainda mais fácil é a percepção de que uma má ou boa gestão no plano da União trás consequências, quase que imediatas, no cotidiano de uma cidade. Vejamos: em períodos de alta arrecadação tributária e superávit fiscal, os crescentes investimentos sociais são notados em diversos segmentos, como o incentivo à construção civil e oportunidade de acesso ao ensino superior. Em contrapartida, em época de “vacas magras”, o esfriamento econômico, somado ao temor de agravamento e do aumento da dívida pública, leva a reações, até justificáveis, conservadoras no que tange aos gastos, sejam no aspecto privado ou na esfera pública. Na prática, podemos observar a divulgação, pelo governo federal, de um corte nas contas públicas no valor R$26 bi.

Ainda mais notório o entrelaçamento se dá em políticas públicas concorrentes, nas esferas municipal, estadual e federal, ou quando um programa é acessório ao principal. Especificando, exemplo claro é a relação diretamente proporcional entre a política imprescindível do governo federal de expandir o número de vagas no ensino superior e uma política municipal que tenha por finalidade assessorar e dar máxima eficácia àquela. Em 2013, ano correspondente à última divulgação oficial de dados, 32,3% de jovens entre 18 e 24 anos estavam matriculados na Educação Superior. Em Pernambuco, a taxa é de 27,7%. O plano é que, até 2024, os indicadores de matrículas estejam em 50%, porcentagem próxima à de países desenvolvidos.

Acontece que, enquanto há uma nítida evolução no acesso ao ensino superior por meio de políticas inclusivas, como o PROUNI e FIES, no plano federal, não é de mais questionar até que ponto uma política acessória municipal terá condições, pari passu, de acompanhar o nível de crescimento de uma política guiada a nível federal, bem mais privilegiada no que tange à arrecadação de impostos, haja vista o descompasso existente de rendimentos entre os entes da federação.

Desconsiderando contextos, por ora, também importantes e reais, no que tange à incompetência de gestão de verbas públicas a nível municipal, o fato é que a viabilidade de políticas acessórias, como a oferta de transporte público gratuito a universitários, não depende apenas de esforços de políticos locais. Encontrar alternativas afim de viabilizar permanentemente políticas sociais, no intuito de amenizar a dependência de fatores externos, é tarefa, também, de interessados diretos. Aos estudantes, não só o poder da crítica, mas também o de soluções.

aposente

Momento Cultural: POR UMA CIDADE MELHOR/3 – por Egídio Timóteo Correia

egidio-poeta
Eu sou Vitória de Santo Antão,
Mãe de todo cidadão
Chamado vitoriense.
E como mãe,
Amo a todo filho meu,
Que, por sinal,
É irmão seu.
Também meu filho.
Mas, eu fico triste
Quando vejo a violência,
Quando vejo a desavença
Entre os filhos meus.
Fico chateada, desanimada,
E às vezes, enlutada,
Com a morte, com o adeus.
Lamento quando um filho se vai,
Quando, em brigas banais,
Alguém mata alguém morre.

Nada se ensina
A quem está morto.
Ninguém aprende quando morre,
Ninguém é forte se desacata.
E muito menos quando mata.
Forte, superior
É quem ajuda quem socorre,
Quem empresta a mão amiga.
Não quem insulta não quem briga,
Não quem mata seu irmão.
Bote isso no coração.
Faça isso por mim, que sou sua mãe,
Vitória de Santo Antão.

Egídio Timóteo Correia

Momento Grau Técnico Vitória

11357239_860824127298810_4114447261961116197_oDesenhar também é coisa de adulto. E, além disso, estimula as partes do cérebro relacionadas ao processo criativo. Um profissional criativo sempre terá vaga no mercado de trabalho. ‪#‎GrauTécnico‬ ‪#‎Criatividade‬

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PITACO ESPORTIVO

Huracán 3 x 0 Sport

Eu continuo a perguntar: Qual é o campeonato que o Sport Club do Recife quer disputar? No meu entender, eu acharia muito melhor ter perdido de um time brasileiro na Copa do Brasil do que ter levado uma goleada na Sul-Americana de um time argentino. Os argentinos vaiam brasileiro até em campeonato de porrinha.

O Sport não queria mais jogar com o técnico Eduardo Baptista, por isso estava enjoado, lento e desinteressado. Tudo bem. Agora, está ficando afobado sob o comando de Paulo Roberto Falcão. Enfim, com quem o elenco rubro-negro quer jogar?

Mas, vamos à partida. Se o árbitro paraguaio Julio Quintana Rodrígues quis irritar o time do Sport, conseguiu o seu objetivo. Mas, se por um lado, eu não confio em nenhum juiz sul-americano apitando jogo entre brasileiros e argentinos, também não confio em jogador que engole corda e faz zoada para ser expulso.

Inicialmente, o Sport precisa contratar um goleiro que não arrote bola com tanta facilidade e saia do meio da rua. Depois, perguntar a Diego Souza se ele quer, ou não quer jogar futebol no Clube da Ilha. Saber se está com algum problema ou o que está sentindo.

O Sport começou a perder para o Huracán dentro de casa e terminou a partir dos 20 minutos do 1º tempo na Argentina. Ora, se o time não conseguia disputar a bola no meio do campo, por que não atirava a bola em cima da fraca defesa do adversário? E por que não apertou na marcação? Por que não seguiu de perto as jogadas, passando a ceder espaço para o contendor?

Sinceramente, não dá para encarar semelhante desarrumação técnica e tática.

Agora, eliminados de mais uma disputa, lá vamos nós para o Rio Grande do Sul, enfrentar a irregular equipe gaúcha, de quem temos o dever moral de ganhar.

Desconfiado abraço!

Sosígenes Bittencourt

EDUCAÇÃO MUSICAL – Um caminho paralelo a alfabetização infanto-juvenil. (PARTE 1)

O artigo está focado principalmente, na pedagogia acadêmica musical, no entanto, passo a passo vamos perceber e entender o significado e a presença do paralelismo que contribui na formação educacional infanto-juvenil. A criança ao nascer, não sabe cantar, não sabe conversar fluentemente igual ao adulto, então, com o passar do tempo na fase do crescimento, aprenderá pronunciar diversas vogais. Na Educação Escolar regular a criança aprenderá as vogais: a, e, i, o, u, e depois o alfabeto: a, b, c, d, e, f, g, h, i, j, k, l, m, n, o, p, q, r, s, t, u, v, w, x, y, z, e também a contar: 0,1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10.

 Na Educação Musical, vamos encontrar um alfabeto musical, uma gramática musical, uma matemática musical, onde envolve o paralelo na formação oral de cada ser humano. O alfabeto musical contém apenas sete (07) notas musicais. O interessante no que diz respeito a linguagem gramatical falada pela criança, são geradas pelo aparelho fonador utilizando as cordas vocais ou pregas vocais. Então, crianças e jovens, utilizam o aparelho fonador para trabalhar a voz e, se comunicarem socialmente na qualidade de seres humanos que são.

João Bosco do Carmo

http://lattes.cnpq.br/8222363703321930
e-mail: bcarmo45.bcm@gmail.com