SUICÍDIO DE DR. EDMAR MIRANDA

Dr. Edmar Miranda, obstetra, formado em retirar o ser humano da bolsa uterina para o mundo escampo, suicidou-se em Recife. Atirou-se do 5º andar para os braços da morte, depois de mais de meio século de vida e de haver se dedicado à vida.

O suicídio é um crime sem réu, é um direito natural, não pode ser julgado pelos homens. O suicida opta pela morte para sair da vida, é uma saída. Porém, o suicídio é um crime que transgride a Religião. Rui Barbosa dizia: As leis são um freio para os crimes públicos – a Religião, para os crimes secretos. 

Requiescat in pace.

Sosígenes Bittencourt

Edu Luppa

Disponibilizamos a música “Porta à Fora” do compositor vitoriense Edu Luppa. A música integra o álbum “Edu Luppa e Banda Tcha Run Dun – O Ritmo dos Apaixonados.

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Aldenisio Tavares

Neste dia das mulheres, vamos deixar as homenagens vazias de lado e falar de luta…

mulher
Se os bombons e as flores que nos são dados hoje fossem dados às operárias russas do início do século XX, possivelmente, elas se sentiram ofendidas. Afinal de contas, o dia 8 de março surge de uma luta pelo fim de jornadas de trabalho de 14 horas seguidas e de salários até três vezes menores que os dos homens e, que eu saiba, isso nada tem a ver com flores e muito menos com bombons.

O Dia Internacional da Mulher não é pra ser uma homenagem singela e cheia de doçura para as lindas mulheres sorridentes e meigas que os homens amam e admiram. Não mesmo! É um dia pra colocar todas as questões que precisam ser discutidas em pauta, é dia de falar sobre a luta dos direitos da mulher e um ótimo dia pra se discutir política. E, definitivamente, não é pra ter um tom leve.

Nós, mulheres, somos ensinadas desde cedo que a política não é lugar para a gente. Isso é nítido na falta de representatividade entre os políticos (homens, brancos, heterossexuais) que assistimos na mídia, os debates de domingo após os almoços de família, quando os homens debatem a situação lamentável da política do nosso país e as mulheres lavam a louça, e até mesmo, nas escolas e universidades, nossa referência intelectual é, quase sempre, masculina.

Toda essa conjuntura faz com que muitas mulheres se questionem sobre serem boas o bastante, sobre estarem prontas, sobre saberem mesmo do que estão falando – ao ponto de muitas desistirem ou passarem a vida inteira silenciadas. Falo por mim, que levei muito tempo para me entender como alguém que tem voz e que pode usá-la sempre que julgar necessário, e pelo que vejo diariamente: mulheres INCRÍVEIS, dessas que a gente admira profundamente e que possuem ideias e posicionamentos brilhantes, duvidando de suas capacidades políticas.

Sei bem que nossa participação na vida pública tem se ampliado ao longo do tempo, se pensamos nas mulheres de classe média, nas mulheres profissionalizadas, brancas, etc., mas permanecemos subrepresentadas na política institucional. Isso pode ter relação direta com fatores ligados ao machismo: acesso desigual à renda, tempo livre (afinal de contas, de acordo com o imaginário machista precisamos ser mães, donas de casa, profissionais, etc. e etc.), a dificuldade de inserção em grupos políticos, pois o acesso é mais fácil para quem já faz parte do jogo e inúmeros outros fatores. Vitória de Santo Antão é um excelente mal exemplo da representação feminina na política institucional.

Viver em uma cidade, em que homens comandam o cenário político (somos governados por um prefeito, 11 vereadores e NENHUMA mulher) e mulheres servem cafezinho para os mesmos, é algo que me faz desejar, profundamente, que vozes femininas conscientes de seu papel se levantem e que nossa cidade e o mundo passem a entender que nós existimos e temos o direito de ocupar espaços que até então nos foram negados.

Temos um longo caminho pela frente. Enorme. Mas, tenho orgulho de não estar sozinha nessa construção. Somos muitas Alines, Claudias, Karlas, Émilles, Tainás,Jamiles,Evas, Marias e Anas. Vitória de Santo Antão também experimentará, num futuro próximo, a primavera feminista. E o grito que ficou preso por anos ecoará por essa cidade. Neste 8 de março, evitem as felicitações vazias, as flores e os bombons. Isso é muito pouco diante do que nós merecemos e desejamos!

Yarla Alvares – Mulher, feminista e professora.

aposente

Momento Cultural: O Morrer do Sol – por ALBERTINA MACIEL DE LAGOS

Profª Albertina Maciel de Lagos

– Chega a Tarde!… e o Sol?…

parece um Rei que fora destronado

e, humilhado se exila

da pátria sua… e longe, desprezado,

de Dor se aniquila!

– vem o Arrebol…

No seu rubor, o que se faz?!!!

– De Tebo anuncia o instante final

Enquanto, nuvens amarguradas,

afoguedadas,

recitam, silentes, o “descanse em paz”

numa Prece Vesperal!

Ouve-se um soluço gemente,

bem triste, lento, plangente…

– E o Sino a dobrar a Ave Maria

anunciando o expirar do Dia!

A Lua que é do Sol esposa amada,

Pálida aparece,

da Noite, no véu negro enlutada,

de Dor se esmaece!

Assistam-na, as Estrelas, suas Damas

que lhe fazem companhia…

do seu Amor, nas prateadas chamas,

a Terra erma alumia!

Quanto Mistério no Crepúsculo,

no instante épico do Sol por!

O homem sente-se um ser minúsculo,

ante a grandeza do Senhor!

E, do Poeta, a alma sonhadora,

feliz, crente, extasiada…

de Luz sentindo a Sede abrasadora,

para o Além é transportada!

(SILENTE QUIETUDE – ALBERTINA MACIEL DE LAGOS – pág. 54).

A MOSQUITA “DE” DILMA OU A MOSQUITA “DA” DILMA?


Cuidado ao se expressar. O sulista tem mania de usar o artigo, ao pronunciar nomes próprios, como: o Carlos, a Fernanda, o Lula, a Dilma. Eu vi a Dilma. Eu vi o Lula. A casa da Dilma. A casa do Lula.

Observe. Dilma deve ter aprendido, depois do seu discurso hilário sobre o “aedes aegypti”, que o feminino de “mosquito” não é “mosquita”, pois trata-se de um substantivo EPICENO, ou seja, ele não sofre alteração morfológica na designação de gênero: masculino e feminino. Quer dizer, para você se referir à mulher do “mosquito”, você terá que acrescentar a palavra “fêmea”. O mosquito macho e o mosquito fêmea.

Agora, imagine se você usa o artigo A, antes do nome próprio da “presidenta”, no exemplo que vou citar. Ao invés de você dizer “a mosquita de Dilma”, que seria referir-se ao seu erro de Português, você diz “a mosquita da Dilma”, passando a chamar a “presidenta” de “mosquita”, o que não condiz com o seu aspecto físico nem sua letalidade de ordem política.

Docente abraço!

Sosígenes Bittencourt

LAVANDO A JATO O DINHEIRO PÚBLICO: LAVANDO A JATO A SUJEITA DOS CLEPTOCRATAS DO PODER

marianaO estado democrático de direito tem um lado nobre, puro, que é o ensinado nas faculdades. Mas, tem seu lado podre, que é o de servir de instrumento para as roubalheiras dos aloprados donos do poder. Esse lado podre ao que nos parece, vem sendo higienizado, dando a sensação de ter-se um futuro mais digno. Afinal, as montanhas de dinheiros públicos que foram surrupiados, pelas mais torpes manobras exercidas pelos cleptocratas, estão sendo descobertas e o erário nacional surrupiado, mostra-se com reais possibilidades de retornar aos seus verdadeiros donos, o povo!

O ambiente de impunidades aos que se apropriavam do dinheiro público mostrava-se tão agressivo, que por analogia, era possível associar tais atos a celebre frase de um dos maiores gangster dos Estados Unidos, o famigerado Al Capote. Dizia o histórico meliante: “ Não sei como alguém escolhe o caminho do crime, quando existem tantas maneiras legais de ser desonesto. “

Eis que das cinzas surge um jovem magistrado, de semblante humilde, gestos simples e proceder comum. Homem do Povo! No entanto, dotado de um espírito nobre, possuidor de caráter forte, honesto, magnânimo, verdadeiro zelador, protetor, autêntico paladino dos interesses nacionais.

Sérgio Moro, esse é o nome da fera que vem fazendo tremer os maiores cleptocratas do Poder. Um jovem juiz federal que vem impondo a velha, poderosa e quase invencível tropa cleptocrata nacional lições que jamais poderiam imaginar. A cleptocracia é o que se pode chamar de governo dos corruptos poderosos, dos donos do poder, dos que se associam ao erário para dele se apoderarem, em detrimento dos seus verdadeiros donos, o Povo Brasileiro!

Sérgio Moro. Esse nome Sérgio, em latim, pode ser traduzido para Sergius, que significa “ guardião, aquele que protege”. O nome Moro é palavra que pode significar pessoa de origem árabe, do norte da África, que viveu na Espanha e lá deixou forte legado cultural e um conjunto de obras ricas em tradições.

Portanto, pode-se dizer que o nome Sérgio Moro, para nós brasileiros, significa o “Guardião das nossas mais puras tradições: a riqueza material e cultural.” Riquezas essas que se tornaram símbolos de beleza e grandeza. De destaque em todos os rincões da Terra.

Portanto, a triste sensação existente no coração do Povo Brasileiro de que a democracia nacional havia se transformado num extraordinário escritório de despachantes de financiadores de campanhas eleitorais dos cleptocratas, encontrou pelo caminho, paladino capaz de trazer de volta a esperança que havia fugido pela porta dos fundos do coração nacional.

Vamos Lavar a Jato toda sujeira que tantas tormentas e vergonhas nos impuseram. O brasileiro merece desfrutar de um futuro digno de ser vivido e de ser deixado para as gerações futuras. Não se pode alterar o passado, é verdade, mas pode-se modificar o presente e fazer um futuro diferente.

Oswaldo Gouveia 
Advogado e Professor