Banda Fascina canta “Te quero amor”.

“TE QUERO AMOR” samba de Guga, Junior e Paulo no Cd vol. 02, É pra sambar, swingar e se apaixonar, da Banda Fascina.

[wpaudio url=”http://www.blogdopilako.com.br/wp/wp-content/uploads/TE-QUERO-AMOR-Fascina.mp3″ text=”Te quero amor – Banda Fascina” dl=”http://www.blogdopilako.com.br/wp/wp-content/uploads/TE-QUERO-AMOR-Fascina.mp3″]

Aldenisio Tavares

Pitú lança lata personalizada do Abril Pro Rock

PITÚ Abril Pro Rock 2016 (2)Pelo sexto ano consecutivo, a Pitú ganha roupagem rock’n’roll e lança edição limitada de sua latinha de 350 mililitros em homenagem a 24ª edição do festival Abril Pro Rock. Três milhões de unidades do produto personalizado estarão disponíveis no mercado de todo o Nordeste, com maior foco no Recife, a partir da segunda-feira (04/04).

A embalagem tem layout assinado pela agência Extra Comunicação e possui a mesma identidade visual criada pela organização do evento. Com vibração e personalidade fortes, valorizando principalmente as cores vermelha e amarela, a ilustração retrata um jovem “roqueiro” que revela no corpo tatuagens de diversos símbolos, como caveira, barco à vela, labaredas, guitarra e notas musicais.

O Abril Pro Rock é um dos mais relevantes festivais de música do País e, este ano, está em clima de comemoração, já antecipando a celebração dos seus 25 anos, em 2017. Sempre apoiando e fomentando todos os estilos da cena cultural pernambucana, a marca de cachaça genuinamente pernambucana é patrocinadora do evento, que acontece nos dias 29/04 (Baile Perfumado) e 30/04 (Classic Hall). Onde tem festa, tem Pitú! Confira a programação completa do Abril Pro Rock 2016: http://www.abrilprorock.com.br/programacao.

RECORDAR É VIVER – NO TEMPO DE EU MENINO

(A Cascatinha da Matriz e Manoelzinho de Horácio)

Papai me contava e mamãe assevera que quem construiu essa praça, chamada Dom Luis de Brito, foi Horácio de Barros, pai de Manoelzinho Rangel. Depois, diz que Horácio de Barros não foi à inauguração da obra, porque estava acometido de Tifo. Assistiu ao evento, debruçado na janela de sua casa, na Rua Imperial, popularmente conhecida como Rua do Meio.
Era nessa Cascatinha que Manoelzinho de Horácio tomava cachaça com caramelo de menta, contava piada, soltava lorota e empulhava o mundo.

Manoelzinho de Horácio partiu para a Eternidade aos 73 anos, já faz algum tempo. Ele contava que o médico que lhe tirou o baço e garantiu-lhe um ano de existência morreu primeiro.

Certa vez, Manoelzinho de Horácio me contou que fez um frio tão grande em Vitória de Santo Antão que o Leão Coroado, na frente da Estação Ferroviária, saiu do monumento e foi se esconder dentro de uma barbearia do outro lado da Praça.

Manoelzinho de Horácio era jogador de futebol. Diz que, um dia, ele foi bater um pênalti, quando o adversário Tenente Índio o ameaçou: – Se fizer o gol, me apanha!

Manoelzinho não teve dúvida, furou o gol e saiu correndo do estádio José da Costa, solto na buraqueira, pelo Dique afora.

Sosígenes Bittencourt

Momento Cultural: NOTURNO DA PRAIA DOS MILAGRES – por José Tavares de Miranda

José Tavares de Miranda

Esses navios, que passam na noite,
são navios perdidos no além
são navios de piratas, marinheiro,
doudas fragatas que vão e que vêm.

São navios a vela
Bergantins, Brigues, Caravelas,
velozes, breves, fugazes,
perdidos para sempre sem roteiro.

Todos passam na amplidão do mar,
nessa noite escura de pressentimentos,
francamente alumiada por velhos candeeiros.

Lá vão os piratas heróicos,
os que mancharam de sangue as águas com seus alfanjes,
os loucos comandantes abandonados, sem remissão,
alucinados no meio das águas,
nessa noite de incrível escuridão,
a procura de marujos naufragados
noutras noites de abandono, sem perdão,
pedindo à Mãe dos Navegantes
o encontro de saudosos irmãos.
Esses navios que passam, marinheiro,
são navios perdidos na além;
são navios de esquecidos guerreiros
que procuram, que buscam alguém.

(em TAMPA DE CANASTRA)

José Tavares de Miranda, vitoriense nascido a 16 de novembro de 1919, filho do Prof. André Tavares de Miranda. Fez os primeiros estudos na Vitória, sob os cuidados do seu genitor, e transferiu-se para o Recife, onde teve grande atuação na imprensa. Mudando-se para São Paulo, ali concluiu o seu curso de Direito (iniciado na Faculdade de Direito do Recife) na Faculdade de Direito do Largo S. Francisco, em 1939. Escritor, jornalista e poeta. Teve vários livros publicados inclusive de poesias, sendo estes últimos reunidos em um só volume: TAMPA DE CANASTRA. Faleceu em São Paulo (Capital) a 20 de agosto de 1992.

TORCIDAS ORGANIZADAS LAMBUZAM O DOMINGO

Torcidas organizadas para brigar lambuzaram de sangue o domingo em São Paulo. Eram os obscuros da Mancha Verde e as rapinas da Gaviões da Fiel. São vândalos que destilam ódio desorganizadamente. O ódio desorganizado não tem direção e termina atingindo sem o crivo da razão. A quem odeiam, os corintianos e palmeirenses? Afinal, os seus clubes são abstrações, não existem fisicamente, existindo, na realidade, pessoas humanas que nada mais são do que semelhantes. Quando um palmeirense atira um rojão num corintiano, ou vice-versa, não são aos clubes que ferem, mas a eles mesmos. A bandeirado clube não tem vida, não jorra sangue, não morre. Enfim, quem perdeu a vida foi um cidadão que não tinha nada a ver com a confusão.

Portanto, briga encarniçada entre torcedores de futebol chama-se vandalismo d’alma, ódio desorganizado. Porque sentem ódio e não sabem lidar com esse sentimento inevitável, convertendo-o em prática criminosa.

É o animal humano que, com raiva da esposa, chuta a cabeça do cãozinho; o usuário do coletivo que, com raiva do aumento das passagens de ônibus, queima a barraca de jornal. E quando o fazem, coletivamente, é porque temem fazê-lo sozinho, escondendo-se noanonimato da multidão ensandecida. São impiedosamente covardes!

Ensanguentado abraço!

Sosígenes Bittencourt

MOMENTO CULTURAL: Estou Quase me Entregando – STEPHEM BELTRÃO‏

1013677_10200249617738296_1867956990_n

Estou quase me entregando
Saindo do banheiro de toalha
Caminhando de cueca pela casa
Tomando café em copo
Fazendo barba com navalha.

Achando que ciúme é amor
Trocando cega por surda
Levando tapa e achando graça
Achando que pasto é pastor
Andando descalço na praça.

Dormindo com chupeta
Usando meias listradas
Tomando banho com paletó
Confiando no fim do mundo
Bebendo cerveja na calçada.

Invejando os defeitos dos outros
Jogando no Pernambuco dá Sorte
Trocando a noite pelo dia
Roubando doce da boca de criança
Achando que está chovendo pra cima
Acreditando que tristeza é alegria.