O AZAR DE SHOKO E O FIM DO MUNDO


Desde que vim ao mundo que eu ouço dizer que o mundo vai se acabar, e eu me acabando.

Um dos profetas do fim do mundo chama-se Shoko Asahara, um cidadão condenado à Pena de Morte, no Japão, mais parecido com um truculento assassino do que um profeta divino. Azar de Shoko, que o mundo não acaba no mal desejado, e ele termina assassinado.

Shoko diz que o mundo irá se acabar numa Terceira Guerra Mundial. Ou seja, Asahara vive azarando o mundo. Esquece-se de que já estamos em guerra desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Porém, apressado para comprovar seu desejo, espalhou um gás tóxico num metrô, em Tóquio, em março de 1995, que matou 13 pessoas, deixando outras centenas marcadas para o resto dos dias.

Meio doido, Shoko chocou o mundo ao revelar-se a mistura de Jesus e Buda, simultaneamente, numa salada em que envolve um representante de uma religião teológica e um ícone de uma religião sapiencial.

No mundo, ninguém aceita a seita de Shoko, a Aum Shinrikyo, chamada Verdade Suprema, por causa de sua maldade extrema.

Apesar de pensarem que a seita de Shoko havia murchado no Japão, ela infla-se agora na Rússia e em Montenegro, aterrorizando novamente o mundo.

No mundo, há muitos “shokos” desejando o fim do mundo. Mas, só não acabam com o mundo porque o mundo não deixa.

Desde que vim ao mundo que eu ouço dizer que o mundo vai se acabar, e eu me acabando.

Escatológico abraço!

Sosígenes Bittencourt

Internauta Antonio Maximino comenta em coluna O Tempo Voa

Comentário postado na coluna”O Tempo Voa: Mercado Público

“Ainda lembro bem como era este mercado na verdade este prédio sempre foi um marco na cidade de Vitória,quem ver ele hoje nunca viu ele no passado em sua gloria,eu ia com meu pai a este mercado comprar farinha quentinha todos sábados abraço amigo admin do blog”

Antonio Maximino Pedroso

Internauta J.S.Machado comenta no blog

Comentário postado na matéria ““Liras e Querálvares”: DATA DE VALIDADE VENCIDA.“.

Todas as manhãs o “desinformado”(prá não dizer mal intencionado) locutor Paulo Roberto em seu programa matinal solicita à CELPE providências quanto à precária iluminação pública na cidade. Sendo que essa responsabilidade está nas mãos da prefeitura desde o início deste ano, e a taxa de iluminação pública que pagamos na fatura da energia vão para os cofres da prefeitura.

J. S. Machado

Momento PITÚ

Seguinte, esse é o segredo pra afastar as agonias: caipifruta de caju.

Num tem erro. É só fazer um suquinho de caju e adicionar Pitú, depois coloca uma rodela de caju no copo pra ficar mais chique e pronto! Receita do nosso queridíssimo Gustavo Henrique e seus parceiros, Sergio Rickardo e Bianca Cedola. Essa turminha sabe apreciar a vida, vú?

Momento Cultural: A Alvorada – POR GUSTAVO FERRER CARNEIRO

Gustavo Ferrer Carneiro

O sol se descortinava na praia
Brilhando em meus olhos
Caminho só
Ar imóvel, quente
Vento assobiando ardente
Com o som da minha respiração
Um monte de pensamentos
Um toque agudo sibilante
Suspirando com prazer
O nascer de um novo dia
Uma alvorada arredia
De momentos de introspecção

Um aroma gostoso de terra molhada
Ou maresia,
Um delicada lua ornamentando o amanhecer
Em uma fantasmagórica poesia,
Plenitude
O vento zunindo
Um sentimento de dignidade
Uma visão do encanto
Insondável graça no rosto
No perplexo momento
Da percepção da vida.

O que ele diz
estará dentro do seu peito
Todo tempo
Para sempre…

Seja longe, seja perto
Não sabemos o exato, o correto
Para tudo tem um tempo

Mas quando será esse tempo certo?

(MOSAICO DE REFLEXÕES – GUSTAVO FERRER CARNEIRO – pág. 14).

A TAL DA CHIKUNGUNYA OU CA-TOLO-TOLO


Quem contraiu a tal da Chikungunya sabe o que é bom pra tosse. Outro dia, o meu irmão me contou que, se quiser chorar, pode chorar, porque motivo tem de sobra.
O arbovírus viaja na barriga do aedes aegypti e é inoculado no sangue dos humanos através da picadura da fêmea, a Odiosa do Egito. É mole? Não se sabe como danado esse maléfico veio bater aqui, instalando-se desde 2010, imigrando da África e da Ásia, enguiçando o mundaréu d’água dos Oceanos.

Diz que o período de incubação é de 4 a 7 dias, mas os sintomas podem durar 1 ano. Ela ataca as articulações e é inimiga da escrita, deixando a vítima sem poder assinar o nome. Dói até a fisionomia retratada na parede. 
O primeiro surto da infeliz deu-se em 1953, lá na Tanzânia. O significado de Chikungunya é semelhante ao que faz a indesejada com o indivíduo que a contrai: “ficar envergado ou contorcido”. E pode ser chamada, também, de ca-tolo-tolo, como se fizesse o ser humano de idiota. Catolotolo quer dizer “todo alquebrado”. 

Esse vetor de doenças perigosas é mesmo uma espécie de “praga do Egito”. Outro dia, eu vi um infectologista, com a cara na televisão, dizendo que lá no norte do Brasil, há mais duas doenças que ele pode transmitir e espalhar centro-oeste abaixo: Mayaro e Oropouche. Tem jeito? É mais aprendizado e sofrimento. Valha-nos, Deus!

Desinfectado abraço!

Sosígenes Bittencourt

APAC –ASSOCIAÇÃO DE PROTEÇÃO E ASSISTÊNCIA AO CONDENADO – Vitória-PE.

apac
Através de assembleia realizada na sala de audiências da 1ª. Vara Criminal da Comarca de Vitória de Santo Antão, gentilmente cedida pelo juiz Dr. Uraquitan José dos Santos, em15 de março de 2016 na presença de advogados e de pessoas interessadas e comprometidas com a ressocialização dos apenados, ocorreu a 1ª. Reunião formal, onde ficou juridicamente constituída a APAC – Unidade Vitória-PE.

Sua diretoria eleita por aclamação ficou assim constituída:

Diretoria

Presidente – Maria do Carmo Oliveira (Fone: 81 98842-8286)

Vice-Presidente – Veridiana Martins de Moura (Fone: 81 99964-4446)

Primeiro Secretário; Rose

Segundo Secretário; Sandro Batista Dos Santos

Primeiro Tesoureiro – Paulo Alves da Silva

Diretor do Patrimônio – Marquiran Alves da Cruz

Consultor Jurídico – José Widson Soares Alexandre

Conselho Deliberativo

Presidente –  Maria José Da Silva

Vice-presidente – José Valdemiro da Cruz

Secretário – Graciela Soares Alexandre

Conselheiro – Emmanuel Anderson dos Santos

Conselheiro  – JOSÉ BENTO VERAS NETO

Conselheiro   – Antonio Almeida Santos

Justifica-se a criação da APAC, pois, em nosso Ordenamento Jurídico vigente a pena possui finalidade dupla: punitiva e recuperativa. Dispõe o artigo 1º da Lei nº 7.210/84 (lei de execução penal), que “a execução penal tem por objetivo efetivar as disposições de sentença ou decisão criminal e proporcionar condição para a harmônica integração social do condenado e do internado.” Esta lei trata, de modo amplo, da execução das penas e das medidas de segurança privadoras de liberdade.

É bom conhecer um pouco desse trabalho de ressocialização que foi inicialmente implantadopor Mário Ottoboniem Minas Gerais desde 1972 e que tem se espalhado pelo Brasil e outros países, Alemanha, Argentina, Bolívia, Bulgária, Chile, Cingapura, Costa Rica, El Salvador, Equador, Eslováquia, Estados Unidos, Inglaterra e País de Gales, Latvia, México, Moldovia, Nova Zelândia e Noruega  com enorme sucesso e apoio de toda sociedade consciente.

O método funciona em conformidade com a Lei 7210/84 (Lei de Execução Penal). Possui regulamentos próprios baseados na experiência de mais de 40 anos administrando prisões. Está alicerçado em 12 elementos fundamentais. Tem como objetivo recuperar o preso, proteger a sociedade, socorrer a vítima e promover a Justiça.

 Não tem a participação de agentes penitenciários, policiais civis e militares. A disciplina e a segurança são feitas em parceria com os recuperandos que participam do Conselho de Sinceridade e Solidariedade – CSS. Existe uma equipe administrativa (alguns funcionários e dezenas de voluntários).

A Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC) é uma entidade civil, sem fins lucrativos, que se dedica à recuperação e reintegração social dos condenados a penas privativas de liberdade, bem como socorrer a vítima e proteger a sociedade. Opera, assim, como uma entidade auxiliar do Poder Judiciário e Executivo, respectivamente na execução penal e na administração do cumprimento das penas privativas de liberdade. Sua filosofia é ‘Matar o criminoso e Salvar o homem’, a partir de uma disciplina rígida, caracterizada por respeito, ordem, trabalho e o envolvimento da família do sentenciado.

Uma apresentação detalhada e muito esclarecedora de todo esse trabalho está contida no link abaixo que deve ser acessado para visualizar uma realidade surpreendente:

http://www.tjmt.jus.br/INTRANET.ARQ/CMS/GrupoPaginas/97/801/file/Conteudos/Forum_de_Modenizacao_e_Humanizacao_do_Sistema_Prisional/Apresentacao_APAC.pdf

Assim, confiantes no sucesso desse projeto humanitário e vitorioso, convidamos a todos que queiram conhecer e colaborar com a equipe responsável e fazer valer a cidadania e a fraternidade cristã: “Estive preso, e foste me visitar.”

Valdemiro Cruz

Momento Cultural: Vitória, princesa matuta! – por Henrique de Holanda

Henrique de Holanda Cavalcanti (3)

VITÓRIA,
minha terra!…
Princesa original
da família real
de Pernambuco!
Toda essa burguesia que se encerra
dentro de ti, dentro de tua gente,
vem do Brasil caduco,
deste velhinho doente,
burguês e visionário.
No seu progresso cívico e moral,
a burguesia é um mal hereditário
Não há preservativo p’ra esse mal.

VITÓRIA,
minha princesa matuta,
garotinha “mignon”, vaidosa e linda,
repetindo, contente,
a grande história de Tabocas;
gloriosa na luta,
p’ra aquele que não a conhece ainda.
Olho o teu céu…
este teu céu bonito,
a boina azul, presente do Infinito;
para a tua cabeça de criatura,
dona da formosura,
amena e singular;
dos dias de sol quente
e da noite dolente
de luar…

Cidadezinha elegante, bem nutrida,
sagaz, insinuante, bem vestida…
tuas florestas de árvores viçosas
nos mostram bem que a natureza quis
aos vestidinhos verdes,
muito lindos,
especialmente vindos
do atelier mais “chic” de Paris…

Vitória linda,
extremamente minha!
De ti, me veio a vida
e, mais ainda,
uma infância de risos e inocência.
– O b-a bá, cantado…
as resingas constantes do recreio,
o Catecismo onde encontrei a essência
mais preciosa desse meu passado!
O meu passado…
….dos cavalos de pau pela Rua do Meio
do gamelo no ar, do peão de ponteira,
do fandango, do anzol, das cavalgadas,
do desafio ao sol, apostando carreira,
dos barcos de papel nas enxurradas!…

Terra sentimental!
Eu ainda te escuto
na voz emocional de Siá Tomásia!…
Siá Tomásia…
a mãe preta que Deus mandou p’ra mim,
as histórias mais lindas me contava
e me embalava, assim:

“Bichinhos do mato, tinô,
anda de gibão, tinô,
pezinho calçado, tinô,
outro no chão, tinô.”

Vitória dos meus dias,
onde bendigo as minhas incertezas,
onde minh’alma se compraz com a dor!
tu me embalas nas tuas alegrias,
para divinizar minhas tritezas,
terra do meu amor!

Vitória,
calçadinha de lírios e verbenas,
é a choupana rústica da glória
onde reside a grei dessas morenas
que lá do céu mandada
quis, p’ra Vitória,
o poético esplendor
de inspirar muito amor
e de ser sempre amada!

Vitória!
Um cofre de guardar ventura.
A menina gentil, boa e inocente,
inteligente e pura,
virgemzinha “da silva”…
e essa gente
essa gente ruim só abre a boca
para falar do “flirt”
Ah! que ideia louca!
Que história!
Mas que povo patife!
Da princesa Vitória
Com o príncipe Recife.

(Muitas rosas sobre o chão – Henrique de Holanda – pág. 17 a 20).

DESABAFO


Às vezes, é preciso dar uma de doido para perceberem que você é normal. É a única forma de manter o equilíbrio, ser você mesmo, ser original, deixar de se sentir um quadrúpede numa manada que só faz o que determinam, só diz o que querem ouvir. 
Às vezes, ser sinceramente louco é a única forma de preservar a saúde mental em meio a uma sociedade padronizadamente doente.

Falar a verdade sempre foi minha salvação e minha danação.
Sincero abraço!