Fim de Semana Cultural:
Quase (poesia) – Por Marcelo De Marco

Um pouco mais de mim
e você se mostrava por completa,
quem você é,
o que pensa,
o que quer.

Mais um detalhe
e você estaria na minha expansão
assombrando o meu descanso
de humano falível
que depois de tantas noites
almeja descansar em seus carinhos.

Mas fazer o quê
se a minha alma retira de mim
esta indiscutível capacidade de amar?

Marcelo de Marco é escritor, poeta e professor.
Poesia extraída de seu blog.


Fim de Semana Cultural:
Submissão (poesia) – Por Elmo Freitas

Por que não poder ser o que se quer ser?
Por que submeter-se as vontades alheias?
Por que acreditar em fantasias?
Por que e para que sonhar?

O que é a loucura?
O que é a razão?
O que é o medo?
O que é a vida?
O que é a cura?

A quem serve a verdade?
Para que serve a verdade?
Onde está a verdade?
O que é a verdade?

Pra que existir?
Como existir?
Aonde existir?
Até quando existir?

Pra que morrer?
Por que morrer?
Como morrer?
Aonde morrer?

Aonde cavar a cova?
Aonde sepultar a sanidade?
De onde soltar o último grito?
Onde abrir a alcova da piedade?

Elmo Freitas – Poeta do “Os Confundidos”

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Fim de Semana Cultural:
Isso é um barato (poesia) – por Egidio T. Correia

Por aí estes momentos,
Que se encontram e se enrolam no tempo
Por si só, são julgamentos.
Pelas esquinas partidas
Pelas vidas vividas
Pelos grandes e pequenos momentos.
Pelos atos, pelos fatos, pelos destratos, pelos contratos.
Pelos passos, dos nossos passos.
Porque temos ou não, embaraços.
Pelo forte, pelo fraco, pelo pobre, pelo ricaço.
Pelo frigir dos ovos, pelos lavar dos pratos.
Pelo vaidoso, o orgulhoso, o humilde, o arrogante.
Pelo sábio ou o ignorante
Pela troca constante.
Por que todos nós somos guias ou cegos errantes.
Porque este universo não é obra minha
Nem é criação sua
Porque eu e você somos passageiros
Se somos ou não mensageiros
Estamos nós, no mesmo barco.
Por esse mistério todo
Por todo esse aparato,
É que essa vida toda
É um tremendo barato…

Egidio T. Correia é poeta,
membro da Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência

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Fim de Semana Cultural:
Poética – Por Marcelo De Marco

Passeio por dentro do sono
provo dos pomos
negaceio sonhos
ando por fora da ala-
meda
e de vez em quando erro
invertendo os elos
das lexias tônicas
dizendo: ala-meta!
Aparo arestas e recomponho
a letra
pulo
e ponho palavras sem
alcance
deliro ao lance
perfume extenso da orquídea.

Oh, por favor me digam
qual foi o anjo-esperma suicida
que agradou tanto um óvulo-olfato
e foi para um mesmo alvéolo
potássio, fosfato, curva e linha;
sobrevoou tipo… abelha-rainha
polinizando lua-de-mel no deserto
e em pleno sol fotossintético
fez vôos léxicos no prosaico ar.

Marcelo de Marco é escritor, poeta e professor.
Poesia extraída de seu blog.

 

Fim de Semana Cultural:
O Pó e a Insignificância (poesia) – Por Elmo Freitas

Houve um tempo
Em que reinou
O silêncio, a ânsia e a morbidez.
Também fez-se presente
A fragilidade, o medo e o sofrimento.
Esse tempo passou, surgiu
A aparência, o sonho e a sabedoria.
Apresentaram-se também
A Força, a coragem e a utopia.
Hoje, então, formou-se um
Entrelaçamento de carapuças,
Erros e tentativas.
Egoísmo e poder.
Amanhã não restará
Nem a dor, nem a esperança.
Ficará apenas o pó
E a insignificância
Do que é sobreviver
Em um vazio de sombras.

Elmo Freitas – Poeta do “Os Confundidos”

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Fim de Semana Cultural:
A Infância (poesia) – Por Darlan Delarge

Em meu peito trágico, põe-se a bater
o instinto tranquilo de um infante.
Ah! esse pálido encéfalo a acender
com a alegria de passados instantes.

Tranquilo, numa paz oculta sem saber.
Lembro, era assim que o mundo deveria ser:
puro, inocente, virginal e pandega.
Há fome independente do que se coma.

Na nostalgia do meu incurável ser, aparecia,
Precoce conclusão. No reumático estalo de ossos
A velhice como castigo de um cardíaco coração.

É espantoso como no fim somos todos, assim,
Pele e osso, compondo uma infeliz totalidade:
Doença e Alegria corroendo, e isso, chamamos: saudade.

Darlan Delage – Poeta “Os Confundidos”.

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Fim de Semana Cultural:
“Eu e o Tempo” (poema) – Por Egidio T. Correia

Na mão de obra do tempo
Que o meu pensamento trabalha
Quando a memória não falha
Eu lembro vários momentos.
Sacrifício, sofrimento,
Tristeza, constrangimentos
Muitas doses de alegrias.
A juventude traquina
Namoricos com muitas meninas
Que a mocidade me deu.
Nada perdido ou em vão.
Nada pra me arrepender.
A vida me fez aprender
Pediu um preço eu paguei.
Agora amadurecido
Continuo destemido
Em busca de mais saber.
Se precisar pagar mais – Eu pago.
O que precisar de novo – Eu faço.
Quero sucesso e fracassos
Porque viver é assim.
Não quero pena de mim,
Nem minha nem de ninguém.
Vivo sem nada temer.
Para mim tudo, limpo tudo bem.
Sem mágoa ou rancor de ninguém
Irei batalhando assim
só paro quando morrer.

Egidio T. Correia é poeta,
membro da Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência

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Fim de Semana Cultural:
Do sim e do não. (poesia) – Por Darlan Delarge

Diria não mil vezes.
Mas negar caleja o coração
A frieza que exala a cada não
Congela a pace dos meus Deuses.

Por que o sim é tão divino?
Queima a garganta e os instintos
Faz viver até os Platelmintos
E ressoa até o mais insigne sino.

O Sim é o que me sustenta
E me dita aos ouvidos o que escrevo.
É este que em noite faminta me alimenta.

Mas o Não, palavra por vezes nojenta.
Que tange o mundo e faz um nevo
Tece em mim uma vontade, ainda mais, sedenta.

Darlan Delage – Poeta “Os Confundidos”.

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Fim de Semana Cultural:
Passa o dia de finados (poesia) – Por Sosigenes Bittencourt

Passa o Dia de Finados. Finda o Dia de Finados.
E ninguém vê finados. Porque finados findaram,
não têm hora, dia, tempo, mais nada…

Passa o Dia de Finadostão rápido quanto fora a vida dos finados.

Ninguém desejaria que os finados voltassem
ao mundo para findar outra vez.
Já nos basta morrer uma vez.
Porque só os finados estão livres da morte.
Sobretudo, do medo da morte.

Seria suprema malvadeza do destino nos impor
mais de um fim, embora morra nossa infância,
nossa adolescência, nossa mocidade
e sigamos vivos, vivos até o fim derradeiro.

Passa o Dia de Finados.
E perpassam os finados que conhecemos.
Parece até que os vemos.
De preferência, sorrindo. O mesmo jeito,
a mesma voz, os trejeitos, o figurino.
Nós é que ficamos tão diferentes. Talvez,
nem soubéssemos conversar com os finados,
como antigamente.

Sosigenes Bittencourt é cronista e blogueiro.

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Fim de Semana Cultural:
Ao Sr. M. Lobato (poesia) – por Rildo de Deus

Se pro céu eu assubisse
e quando quisesse descesse
Se no moinho de vento
Dom Quixote enlouquecesse

Se o pirlimpimpim funcionasse
e Narizinho não crescesse.
Emília tagarela
Fala tanto que aborrece…

Boneca muda na caixa
não vare a poeira
Coração nela não há
Mas saudade no peito faz teia

Rildo de Deus é Escritor e Estudante de Filosofia da UFPE

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Fim de Semana Cultural:
Sem Fronteiras (música) – Por Aldenisio Tavares

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De re re re re re re re

O nosso amor é sem fronteiras
E haja tempo pra se amar
E há chamego com desejo
Seja aqui ou acolá
O nosso amor que toca o vento
E o momento é de ficar
E o ficar é o remédio
O coração quer namorar

Eu bem te disse nosso amor é sem limite
É algo assim sem separação
É amor que não tem fim
É brilho de estrelas na constelação

Forasteiro, forasteiro
Ele vai, mas vai voltar
Deixa na poeira da saudade
Um coração a esperar

Aldenisio Tavares é compositor,
membro da Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência

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Fim de Semana Cultural:
Ano Velho – Ano Novo – Por Albertina Lagos

Do Ano Velho parou, enfim, o coração
para, no Ocaso cair da Eternidade!
Enquanto o Novo, numa afirmação
diz-se Emissário da Felicidade!

Ah! nem sempre!… talvez uma ilusão!
mas… de acerbo sofrer a ansiedade…
a muitos alegrando o coração
ferindo a outros com impiedade!

Velho ou Novo, ó Ano, és sempre o mesmo
nesta carreira louca, infinita, a esmo,
neste vai e vem, a prometer, sorrindo

à triste Humanidade belos dias
num misto de tristezas e alegrias,
morrendo Velho e Novo ressurgindo!

Albertina Lagos é poetisa, autora do livro Silente Quietude.

Fim de Semana Cultural:
Só… (poesia) – Por Júlio Siqueira

Sou, apenas, UM no meio da multidão.
UM.
Apenas um
ser que se perde no borborinho da cidade,
em meio às pessoas que passam em velocidade
no vaivém de um mundo louco
e que se estiola pouco a pouco!…
Ó!…
Como é triste ser, apenas, um!
UM!…
Um ser que vive, tão só a sua vida,
sem participação,
sem outro coração
que divida sua dor ou alegria
nesse mundo tão cheio de magia!…
Como é triste ser só!
Ó Cristo
Dá-me força para saber ser só,
e ter consciência que existo.
Que sou, apenas, UM
em meio a multidão!
Todos passam indiferentes…

Júlio Siqueira foi escritor e poeta vitoriense.

Fim de Semana Cultural:
Jesus Nordestino (música) – Por Aldenisio Tavares

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Sou amante do nordeste
Sou amado vem
Ver um pouco deste povo
Do que ele agora tem

Um amante deste Chico
Que molha seus pés
Tem fartura e esperança
Pra estes olhos fies

O nordeste mudou ou,ou
O nordeste é seu
Quem aqui ficou
Chorou e agradeceu

Jesus nordestino
Jesus nordestino
Traçou o novo destino
Para os seus meninos…

Aldenisio Tavares é compositor,
membro da Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência

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Fim de Semana Cultural:
Soneto Sem Essência (poesia) – Por Ubirajara Carneiro da Cunha

Ao ser que se oculta atrás da porta,
Jamais aberta a venda de passagem,
Da linguagem em que a verdade aborta,
Não busques se não estás na outra margem.

Do rio em cada curva detém o seu curso
Para embarcar os incautos candidatos ao ideal,
Que, não disponho nem de bússula e um recurso,
Desesperam com as absurdas respostas do real.

Pois o dia cruel e inclemente te espera
Com a luz bastarda e órfã da essência
Para fazer dos teus sonhos uma quimera.

Daí recolher-me a tudo que acena
Apenas com as rudes mãos da existência,
Pois, sem ser, o ser não vale a pena.

Ubirajara Carneiro da Cunha é Advogado, poeta e escritor vitoriense.

Fim de Semana Cultural: Vitória (poesia) – Por Nestor de Holanda

Vitória!
Você está tão longe de parecer o que é!
Vitória!
você que foi tudo para mim,
que já foi minha
que já foi o meu mundo,
o meu mundo onde fui rei,
rei do bodoque,
sujo,
descalçado,
em correrias pelas ruas calçadas estreitas e tortuosas
em carros de caixão!
Vitória!
você está bem longe de parecer o que é!

Aquela que eu deixei,
deixei para rever nas páginas da História-Pátria.
Para rever,
sim,
para rever
mas outra Vitória que não era a minha.
(a minha que eu deixei sempre atraz daquela montanha!)
Era uma Vitória sem apitos de trem,
sem moleques de ruas,
sem estalos de relhos
sem o gemido dos carros de bois
sem o grito dos matutos

Uma Vitória evocada por um professor carrancudo,
com personalidade de saliência no cenário da História
onde estava sendo representado aquele drama fantástico.

E era Vitória.
Era a Vitória da História.
Da História que m’a mostrou sem tudo quanto nela eu via.

Uma Vitória sem nada,
Uma Vitória sem mim.

Vitória!
Você está bem longe de parecer o que é,
Vitória,
porque lhe tenha na memória!

Nestor de Holanda é poeta e escritor vitoriense.

Fim de Semana Cultural:
UM VULTO DE MULHER (poesia) – Por Dilson Lira

Se tens n’alma recôndita amargura,
que te acorrenta aos grilhões da dor,
incontinente foges do torpor
da tua vida tão vaga e escura.

Se tens do peito amargo sentimento,
de um desejo não realizado,
busca o futuro, esquece o teu passado,
que ameniza mais teu sofrimento.

Mas, se tens n’alma bem viva contigo
uma paixão, um vulto de mulher,
é bem difícil esquecê-la, amigo…

Alguém procura achar a solução,
e enquanto esquecê-la a alma quer,
mais amá-la procura o coração…

Dilson Lira é poeta vitoriense

Fim de Semana Cultural:
ESPASMO (poesia) – Por Martha de Holanda

Espasmo… Vertigem do sétimo sentido do sol,
nos braços da terra…
Espasmo… O silêncio desvirginizando o tempo
no leito das horas…
Espasmo… A orgia da vida, na bacanal da
morte…

Meu amor! Espasmo…
O meu beijo na tua boca…
Meu amor! Espasmo…
O teu beijo na minha boca…

Espasmo… A noite estava, com as estrelas,
arrumando o céu, para receber o dia.
O luar veraneava, longe, levando a sua bagagem de luz
E as ventanias passavam, correndo, para assistir ao
parto prematuro da primeira aurora.
E eu me desfiz dentro de mim…

Espasmo… A natureza parecia enxugar no seu vestido
cor de ouro debruado de azul, hemoptise do poente.
As nuvens voltavam, cansadas do trabalho das trajectórias,
a tomavam a rua das trevas.
Os pássaros acabavam de dar seu último concerto do dia
na ribalta dos espaços, e recolhiam-se felizes nos bastidores
das folhas.
E eu me procurei em ti…
Espasmo… As raízes entregavam-se à terra,
para a eterna renovação dela mesma.
Os elementos tocavam-se na confusão das origens,
O éter, na elasticidade, dobrava-se
volatizando-se por todo o universo.
E, eu, te senti em mim.

Martha de Holanda é escritora e poetisa vitoriense.

Fim de Semana Cultural:
Rodopio (poesia) – Por Valdinete Moura

Na roda da vida
eu danço gigante
querendo encontrar.

Quem dera ser ave
com ossos e asas
podendo voar.

Quem sabe sereia
pele e escamas
pra te namorar?

Ou então pensamento
de luz ou saudade
e muito sonhar.

Melhor ser eu mesma
com nervos e alma
tentando acertar.

Valdinete Moura é escritora,
membro da Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência

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Fim de Semana Cultural:
Xote do Caminhoneiro (música) por Aldenisio Tavares

[powerpress url=../mp3/xotecami.mp3]
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Baby vamos pro forró / Baby linda minha neném
Baby meu cheirinho de flor / Love, Love, Love amor
Baby meu cheirinho de flor / Love, Love, Love amor

Vamos pro Crato e Juazeiro / Fortaleza também está por lá
Feira, Salvador e Juazeiro / Da Bahia ao Ceará
De Maceió a Campina Grande / De Arapiraca a João Pessoa
Nosso amor como é grande / Da Paraíba a Alagoas

É trabalhando é viajando / Baby nas noites tem forró
Nos quatro cantos do nordeste / Eu só quero é teu xodó
Eu só quero é teu xodó / Eu só quero é teu xodó
Nos quatro cantos do nordeste / De Natal a Mossoró

Passando lá por Pernambuco / De Vitória a Caruaru
De Sergipe a Petrolina / Recife, Olinda a Aracaju
Cada lugar com o seu gosto / Que não dá pra esquecer
De Teresina a São Luiz / Como é gostoso percorrer
Com minha baby na boleia / E um cd do Gonzagão
Outros cds na espera / Pra dá sabor da região

É trabalhando é viajando / Baby nas noites tem forró
Nos quatro cantos do nordeste / Eu só quero é teu xodó
Eu só quero é teu xodó / Eu só quero é teu xodó
Nos quatro cantos do nordeste / A vida assim fica melhor

Aldenisio Tavares é compositor,
membro da Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência

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