Fim de Semana Cultural:
Soneto Sem Essência (Soneto) – Por Ubirajara Carneiro da Cunha

Ao ser que se oculta atrás da porta,
Jamais aberta a venda de passagem,
Da linguagem em que a verdade aborta,
Não busques se não estás na outra margem.

Do rio em cada curva detém o seu curso
Para embarcar os incautos candidatos ao ideal,
Que, não disponho nem de bússula e um recurso,
Desesperam com as absurdas respostas do real.

Pois o dia cruel e inclemente te espera
Com a luz bastarda e órfã da essência
Para fazer dos teus sonhos uma quimera.

Daí recolher-me a tudo que acena
Apenas com as rudes mãos da existência,
Pois, sem ser, o ser não vale a pena.

Ubirajara Carneiro da Cunha é Advogado, poeta e escritor vitoriense.

Fim de Semana Cultural:
Conflitos de padrão comportamental (poesia) – Por Egidio T. Correia

O homem é tudo que pensa,

O homem é tudo que cria,

O que ver hoje é formando

NAS COISAS QUE ELE VIA.

Imagens assim – viram coisas,

Coisas que não existiam.

Você cria o que você é.

Você crê no que você cria.

O mundo real passa a ser

Coisas que você fantasia.

A cultura de uma nação,

Sentimentos de uma canção,

O time de futebol – o Deus da religião.

A doutrina de um partido,

A beleza de um ente querido,

Existem nos olhos que ver.

Diferenças que passa a ser,

Verdades naquele que crer,

Do gosto que passa a ter,

Porque aprendeu a gostar.

No final – tudo é igual

A diferença existe – no modo de se entender.


Egidio T. Correia
 é poeta,
membro da Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência

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Fim de Semana Cultural:
Bem-te-vi morre! Vi-viu-tetéu? (poesia) – por Rildo de Deus

Era uma vez um pássaro que nasceu nos tempos vindouros da humanidade
Quando ainda existia bicho desconfiado.

O pássaro cresceu e mostrou-se transformista
Teve cores de canário do império, galo de campina, patativa, craúna, azulão…
ROUXINOU, CABOCULINHO
Sabiá, joão-de-barro, periquita
Chegou a hora

Quis virar papagaio e capitão.

Levou uma pancada no juízo e desandou da evolução.
Bebeu veneno como elixir
O pássaro mítico girou no sol sem razão
Encontrou o mar Pânico
E não se tornou canCÃO

Agora é Bem-te-vi que maravilhas!
Tem a chave de onde mora
Também medo de arpão
Não sabe o caminho ao continente

Abre a janela pra luz entrar;
Fecha de noite
Assim tia coruja jamais chegará

Finalmente estufa o peito
jazigo perfeito
Pra morte murchar

Rildo de Deus é Escritor e Estudante de Filosofia da UFPE

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Fim de Semana Cultural:
Sonhos? (poesia) – Por Elmo Freitas

São
Realidades difusas
Medos atraentes
Ideias confusas
Alegrias aparentes.

Caminhos inebriantes
Noites ensolaradas
Dias agonizantes
Pessoas entranhadas.

Um frio escaldante
Uma caldeira congelante
Um inferno que purifica
E um céu que mortifica.

Caos e paz, ódio e amor
Dualidades insignificantes
São forças “incontrolantes”
Que a cura se alimenta da dor.

Elmo Freitas – Poeta do “Os Confundidos”

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Fim de Semana Cultural:
Hoje eu tive medo (poesia) – Por Elmo Freitas

Hoje tive medo…

Medo de viver.
Medo de ver as coisas como realmente são.
Medo de prosseguir
E medo de falar.
Medo de ouvir
E medo de calar.

Hoje tive medo…

Medo de amar
E medo de ser amado.
Medo de olhar nos olhos de outra pessoa.
Medo do bem
E medo do mau.

Hoje tive medo…

Medo do sim
E medo do não.
Medo da felicidade
E medo da solidão.
Medo da liberdade.
Medo de mim
E medo de todos.

Hoje tive medo…

Medo de vencer
E medo de perder.
Medo de sorrir
E medo de chorar.
Medo de agir
E medo de falhar.

Hoje tive medo…

Medo da luz
E medo da sombra.
Medo de ter medo
E medo de não ter medo.

Hoje tive medo…

Elmo Freitas – Poeta do “Os Confundidos”

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Fim de Semana Cultural:
Bom Tempo (poesia) – Por Darlan Delarge

Temporalmente não chovo,
nem meus dias são claros,
sigo sempre assim, nublado,
parcialmente nublado.

Minha tarde não é calorosa
nem tem de usar agasalho
ela é assim, um leve mormaço
um claro e sombrio mormaço.

Minha noite não é estrelada…
possui muitas nuvens,
alta carga positiva e negativa,
geradora de relampejantes idéias.

Sou assim: Dia nublado,
com um caloroso mormaço
com noites escuras, coriscos…
à intensidade de um tempo perturbado.

Darlan Delage – Poeta “Os Confundidos”.

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Fim de Semana Cultural:
Crença (poesia) – Por Egidio T. Correia

É preciso crer
Que o trabalho dignifica,
Que o amor constrói.
É preciso crer
Que cada obstáculo é apenas um teste
Para sua capacidade.
É preciso crer
Na sua força, na sua raça.
É preciso crer Que ser justo é justo.
É preciso crer
No que você crer
E siga em frente!

Egidio T. Correia é poeta,
membro da Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência

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Fim de Semana Cultural:
Os Medos da Paixão (conto) – Por Valdinete Moura

Classificação: texto de ficção não indicado para menores de 16 anos.

Não era assim que queria. Não assim: estômago embrulhado, boca amargando, cabeça rodando. Não assim. Bêbada. Difícil acreditar. Sempre tão certinha, comportada e agora, bêbada. Bêbada como uma qualquer. Qualquer Fulana dos becos e ruas da lama que existem por aí. Sou bêbada chique, conseqüência do uísque escocês do mais puro, moro em um apartamento luxuoso em Copacabana. Nem por isso menos bêbada, menos enjoada… Enjoada de mim, da vida, do mundo… Esse mundo é uma porra! Pronto, disse. Uma bêbada é o que você é e, além de bêbada, pornográfica. Não se envergonha? Jamais pensei que um dia, minha filha… Meu Deus, só falta me chamar de puta. Não, mamãe, não diga assim… Se soubesse, chamaria, talvez até não quisesse mais me ver. Não fale assim, mamãe, eu estou sofrendo. A verdade é que estou bêbada. Nunca fiquei assim antes… só uma pequena dose, socialmente. Pro diabo com o social, estou bêbada e sozinha, ninguém viu quando roubei a garrafa. Quando meu irmão descobrir… na sua festa. Ora, que se fodam todos: meu irmão, minha mãe, todo mundo, o mundo também. E eu de quebra. Que está acontecendo comigo? Nunca usei essas palavras. Mentirosa! Usar, usou, só não falou. Se peca por pensamentos, palavras e ações. Se pensou, pecou. Porra para vocês também. Todos os que enfiaram essas coisas na minha cabeça. Não quero chorar; não, meu Deus, que papel ridículo estou fazendo: bêbada e toda desalinhada. A roupa nova que custou os olhos da cara naquela butique nova, como é mesmo que se chama? A tal butique? Sei lá, qualquer uma chique da Zona Sul. Que se dana a tal butique junto com todo o bairro. O Rio de Janeiro todo. A maquiagem deve estar toda borrada. Não quero… não quero chorar, ficar horrível: bêbada… chorona… bobona… meu Deus, que coisa feia. Feia, coisa nenhuma, feio é o que fiz. Como fui fazer aquilo? Deve-se fugir da ocasião de pecado. Como, se o pecado é tão atraente. O diabo toma formas atraentes para tentar. Para o inferno com o demônio… não acredito em demônio, nem em inferno… inferno é agora… o meu. Merda, estou chorando, estou horrível, não quero, felizmente ninguém me vê. Como pode ver, se fugi, enganei todo mundo, queria ficar só, roubei o uísque. Mentira, não quero ficar só, quero colo, alguém para me consolar, quero meu irmão, ele pode. Quero esquecer, foi tão bom e durou pouco, tão pouco… parecia tanto, tão bom, divino. Por que digo assim? Não devia. É sacrilégio usar o nome de Deus em vão. Ainda mais se tratando de coisa assim. Foi divino, sim. Divino ser puta?  Assim que me chamava, sua putinha. Que vergonha, meu Deus. Era tão bom, tão bonito, ficava tão feliz! Menos quando me chamava de putinha, mesmo assim, com carinho, fiquei não sei como, humilhada, ofendida, não sei. Não disse nada, sentia vergonha. Igual às mulheres da rua da Lama  que passavam em frente à casa de vovó, lá no interior. Mamãe não falava com elas, nem vovó, nem as senhoras de respeito, se falavam, usavam um tom de superioridade para mostrar o lugar de cada uma. E agora eu me sinto tão mal, tonta. Tonta e chorando, não consigo parar de chorar. Deus, queria gritar, preciso. Queria morrer. Aí, acabava tudo. Mamãe não ia saber de nada e o povo ia dizer coitadinha! Morreu tão nova! Bebeu demais, não tinha costume. Ninguém, ia ficar sabendo de nada. Ninguém sabe; só eu e ele. Ela, será que sabe? Sabe nada! Ele não ia dizer a mulher que ele… que nós… ai, que vergonha! Vergonha, você nesse estado. Não conhece seu lugar? Uma moça de família, mamãe, não mudou nada… quer dizer, quase nada. Ai, meu Deus, não quero pensar, não quero lembrar; ele com ela como se não me conhecesse, tão seguro, como se nós não… Não posso esquecer os dois daquele jeito. Tão apaixonados e eu… pensei que ia morrer, cair ali mesmo e ele tão seguro. Não quero lembrar, não quero. Se ao menos eu dormisse antes que alguém chegasse aqui, era como se morresse. Mamãe ia ficar assustada. Que me importa, só me importa eu agora, o resto que se dane, se foda, se qualquer-coisa-de-horroroso, qualquer coisa. Eu quero dormir, esquecer, passar a ressaca. Não quero morrer, ninguém morre disso, tão bom… apesar… sua putinha. Ninguém ficou sabendo, isso passa. E se souber? Merda pra todo mundo, merda pra elite carioca. Bom falar assim. Pensar. Livre. Vou dormir… respiro fundo, isso passa, amanhã é outro dia, respiro fundo, durmo, não estou mais chorando, só com a cabeça doendo… respiro fundo, passa, durmo, respiro… durmo… passa… merda pra…  ZZZZZZZZzzzzzzzzzz…………….

* Conto integrante do livro “Mulheres na Chuva” pela Ilumine Editorial.

** Ilustração de Jack SoulFly, artista vitoriense.


Valdinete Moura
 é escritora e poetisa,
membro da Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência.

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Fim de Semana Cultural:
Ele e o Vento (poesia) – Por Elmo Freitas

Ele levantou, olhou ao longe e perguntou: O que é aquilo?
E o vento que passava por ali respondeu: É O HORIZONTE.

E ele perguntou: E o que tem lá?

E o vento respondeu: O IMAGINÁVEL…

Ele continuou olhando, pegou sua sacola, caminhou e disse:

Eu vou até lá… NÃO ME ESPERE… NÃO SEI SE VOLTO.

Elmo Freitas – Poeta do “Os Confundidos”

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Fim de Semana Cultural:
Camisa de força (poesia) – Por Marcelo De Marco

Eu aqui
             e você
                          ali.
E nenhum olhar fixo.

Nem mesmo um abraço,
ainda que superficial!
Qualquer gesto fraterno
                                     de despertar conjeturas?

– Nem pensar!
Que dirá um beijar recíproco!
                                                    Você lá, na sua

eu cá, na minha
nós dois
juntos
numa desumana indiferença.

Marcelo de Marco é escritor, poeta e professor.
Poesia extraída de seu blog.

Fim de Semana Cultural:
O Início (poesia) – Por Darlan Delarge

Como ja disse: Aqui jaz qualquer idéia vã.
E não importa quando e como foi,
e como será dito, final, tudo será Postumo.

Darlan Delage – Poeta “Os Confundidos”.

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Fim de Semana Cultural:
Momento (conto) – por Arquiles Petrus

Pequenas e sinuosas nuvens passavam sem alvoroço. Sentia o vento suave entre meus dedos, enquanto tentavam alcançar as graciosas formas que deslizavam lá no céu.

As crianças continuavam se divertindo com os cães que latiam, sem que eu pudesse ouvi-los.

Quis ser como elas.

Pareciam viver.

Arquiles Petrus – Escritor vitoriense, membro da
Academia Vitoriense de Letras.

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Fim de Semana Cultural:
Os Gestos (poema) – Por Osman Lins

“Do silêncio que se fizera em seu espírito, ele sentiu,
à maneira de reflexo que abandonasse um espelho,
destacar-se um outro ser, ligado aos seus sentidos,
mas alheio às paredes. Modelou toda a copa da árvore semi-invisível,
o tronco, a inchação das raízes; as pedras úmidas,
além; outras folhagens, um telhado escuro,
a erva rala junto ao muro rachado _ coisas fugidias,
a fasciná-lo com sua consistência de sonho. Fechou os olhos,
isto não alterou a contemplação. Com aterrorizada alegria,
sentiu-se disperso, livre na vastidão da manhã.”

(Fragmento da obra “Os Gestos” ) de Osman Lins.

Osman Lins (In Memoriam) – Escritor, Poeta e Dramaturgo vitoriense.

 

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Fim de Semana Cultural:
Anoiteceres – (crônica) – Por Sosigenes Bittencourt

Anoitece em Vitória. Anoiteço em Vitória. Sou figura noturnal, viajante do ocaso, sonhador como o crepúsculo vespertino, morto de saudade como o final. De olhos vendados, conheço o cheiro dos bairros, dos becos, do meio do mato de minha cidade natal. O cheiro de fumaça, de migau, de chuva. Sou todo olfato e lembrança. Conheço os trejeitos do meu lugar, os cabelos perfumados, os enxerimentos, o flerte e o gozo. Minha cidade é todinha uma mulher. Chamar-se-ia Vitória das Marias, Maria das Vitórias, tal como é.

Anoitece em Vitória. Anoiteço em Vitória. Saio para passear, impregnado dos prazeres noturnos, das eras do meu tempo, que me viciam e me saciam. Minha cidade muda todo dia, mas não muda o meu sentimento, o fascínio elaborado pela memória, como quem ama o que odeia e odeia o que ama, num jogo de perde e ganha.

Anoitece em Vitória. Sobretudo, anoiteço em Vitória. Enlouqueço em Vitória. Porque ninguém entende o que em nós nem conseguimos explicar. Vitória, meu berço e minha tumba. Minha alma noctívaga vai enredando sua história. O acaso me espreita, a surpresa me seduz, sua bruma, sua luz. Alucinações e desejos, rimas em ‘ina’, adrenalina, serotonina, dopamina. Ah! Vitória, dos meus idos e vindas de menino, minha menina!

Sosigenes Bittencourt – Escritor vitoriense.

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Fim de Semana Cultural:
É como se vivêssemos II (poesia) – Por Elmo Freitas

É como se vivêssemos embriagados com os soluços da nossa sombra.

É como se vivêssemos respirando a eloquência dos santos.

É como se vivêssemos proferindo

uma única palavra:

EU

Elmo Freitas – Poeta do “Os Confundidos”

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Fim de Semana Cultural:
Talvez (poesia) – Por Elmo Freitas

Autor desconhecido

Talvez eu apareça
Talvez não.
Talvez eu adoeça
Talvez não.
Talvez eu apodreça
Talvez não.

Talvez eu mereça
Talvez não.
Talvez eu esqueça
Talvez não.
Talvez eu esclareça
Talvez não.

Talvez eu entristeça
Talvez não.
Talvez eu escureça
Talvez não.
Talvez eu enlouqueça
Talvez não.

Talvez eu te obedeça
E Talvez não.
Talvez sozinho eu esteja
E Talvez não.
Talvez… não.
Talvez…

Elmo Freitas – Poeta do “Os Confundidos”

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Fim de Semana Cultural:
A Minha insatisfação e sorte (poesia) – Por Darlan Delarge

Autor desconhecido

A incompletidão dos desterros
É o vácuo na imensidão dos meus erros.
Tenho a parideira injustiça no peito
Completada por um destino mal feito.

É a sorte que me invade a alma
Sorte, e que incompleta sorte!
Tenho vida e o outro Eu tem morte,
Tenho amor e o outro Eu quer amar.

Faço do meu destino brando, claustro,
Uma figura máxima do desagrado
Por querer um Sol inalcançante.

Insatisfeito sou, por que sigo um rastro,
D’um ser luminoso e acetinado,
Detrás de um astro chamejante.

Darlan Delage – Poeta “Os Confundidos”.

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