Com palavras simples
Eu quero chegar
Até você
E me fazer entender
Que só a ti
Pertence o meu Amor,
Este nobre sentimento:
Em qualquer momento.
José Bezerra de Oliveira

Sobre a folha branca
A caneta voa de leve e escreve
Apenas o seu adorado nome.
Deito-me, desligo o abajur
Durmo e sonho com você.
A carta que não escrevi
Chegou ao seu destino
Lançou-se nas autopistas dos sonhos
Do meu amor ingênuo e divino.
Por que fiz essa loucura?
Será que ela desvendou meu segredo?
Anseio que ao acordar
Ela me olhe com desejo.
Meus pensamentos vagam soltos na imensidão…
Ouço uma simples canção: From Russia With Love.
Pareço vagar pelas ruas sem encontrar: em ecoººººººº
ou uma luz, que ilumine meus caminhos &&&&&&&&&&&&&&&&
=====================
Pareço sombra…
A vagar…
pelas sombras de muitas indiferenças…
(TAPETE CÓSMICO – ADJANE COSTA DUTRA – 1995 – pág. 15)
Na cidade, a iluminação frenética
do Salvador, a chegada anunciava
e contrastando com tal paisagem estética
na calçada um pobre negro agonizava.
Era a figura doente de uma criança
filha de um erro, fruto de um pecado
e nos olhos tristes de seu corpo nu, gelado
não se via nenhum fio de esperança.
Aproxima-se dele um maltrapilho.
Toma-o nos braços como a um filho
retirando-o daquele leito de cimento.
Meia-noite, então, anuncia o sino.
E nesta hora exata do Nascimento
morreu, à míngua, mais um Jesus-Menino.
Aluísio José de Vasconcelos Xavier, filho de Aloísio de Melo Xavier e de Eunice de Vasconcelos Xavier, nasceu no dia 7 de agosto de 1948. Formado em Direito, exerce sua profissão no Foro do Recife onde reside. Foi Secretário para Assuntos Jurídicos da Prefeitura do Recife. Professor universitário. Poeta de grandes méritos
Na pessoa Sagrada do Pontífice Reinante, João Paulo II
Salve de Pedro, denodado Sucessor!
que desbravando vais, mares tenebrosos,
furiosos!
bem seguro, a pilotar,
sereno, a nortear,
por entre as lufadas da mais rude peleja
a nau intangível
imperecível.
da Santa Igreja!
Desta Igreja, cuja épica História
possue o mais precioso Troféu de Glória
– A Redentora Cruz,
conferido por Jesus!
enquanto o Espírito Consolador de Deus
paira-se repousa, generosamente
eternamente,
sobre os dias seus!
Eis o motivo da sua Infantilidade,
da sua luzante Verdade:
– Ser Ela, Caminho e Vida,
Paz e Amor
– Legado Precioso
do seu Divino Fundador!
– Sim, muito amado João Paulo II:
Em Ti, a Igreja, eternamente viva,
continua mais forte, varonil,
mormente, quando afirmam,
(pobres coitados
obsecados),
que – “Ele está a cair,
a ruir”!
Outrora…
Apesar das perseguições movidas pelo Império Romano
despótico, tirano…
e seladas que foram
dos Mártires com o sangue derramado
em profusão,
e, transformando em “semente de cristãos”
eis que, das Catacumbas, triunfalmente,
gloriosamente,
ergue-se, de Cristo, a Igreja Nascente!
Ei-la!… Singrando vai, de Pedro, a Barquinha!
Parece tão sozinha!…
a lutar e relutar, ferida,
contra, do Inferno, a dura investida!
Hoje…
São perseguições de caráter externo,
com que a Igreja pretendem oprimir
os heróis e Julianos hodiernos,
– os que, seguindo a Cristo, mais de perto,
de apóstolos, em traidores se tornaram
ou através da tibieza desertaram!…
a fundo, lanceando o coração maternal
da Esposa de Cristo, mística, divinal!
Mas…
contra a infernal procela,
Jesus afirmou
e se expressou
assim:
– “As portas do Inferno não prevalecerão contra Ela até
dos séculos, o fim”
acontece que, em meio do silêncio,
no auge da Dor,
alma angustiada,
traumatizada
sob o fustigar do ódio e o fremir do rancor,
de Cristo, sente, a impoluta Esposa,
(mormente com a indiferença dos amigos),
que, sobre a Náu do “Pescador de homens”,
um eco repercute!… – Alguém a gritar:
– “Eia!… Sus!… Avante!… – É a Voz do Timoneiro!…
E, Ela, confiante, veleja mais ligeiro
arrumada pela Fé
que a mantém de pé,
fortalecida
e jamais vencida!
Sempre presente… ei-la, desassombrada,
a combater, em toda a parte,
de Deus, a negação!
E, do lar cristão,
no recesso abençoado
onde os filhos, se multiplicando em gerações
asseguram o Progresso das Nações,
Ela, ai, está, reinando absoluta!
Inda mais grave, Ela repelindo vai
os que, a Juventude,
procuram afastar de Deus e da Virtude!
Sim, vencerás, Pontífice Soberano,
o canceroso Mal
que invade com morbidez e acelerado dano,
num requinte de prepotência e de maldade,
de orgulho cego e de ambição
o frágil e humano coração,
nele apagando a luz da Caridade!
A Igreja que há vinte séculos, tem vencido,
hoje e sempre vencerá!
porque, cada Pontífice Romano
continuará o combate luminoso
de Paulo – o antigo perseguidor
dos primitivos cristãos!
Eis porque, João Paulo II,
anima-te o mesmo Ideal,
a mesma abrasadora Sede
que alentava a Apóstolo dos gentios
em prol da humana Salvação!
Com os olhos da Fé,
vemos o convertido de Damasco
a pregar, a estranha gente,
a Boa Nova, o Evangelho
– semente benfazeja
que, na alma frutifica e viceja!
Que vós, dos Apóstolos, Príncipes gloriosos
– Pedro e Paulo,
continueis a zelar, ternos, bondosos,
sempre mais!
pela Igreja de Deus, dando-lhe a Paz!
A Paz que constrói e que perdoa,
Baseada na Justiça e Caridade!
a Paz!…
– Suprema Guardiã da Liberdade,
a Paz, por toda a parte, à mancheia,
a Paz que o mundo tanto anseia!
E agora, Santo Padre?…
– O Brasil
– este nosso “Colosso Varonil”
coração para o Alto!
ao Senhor agradece, num gesto perenal
de imorredoura Gratidão,
brotado do coração,
a tua Visita Pastoral
que, difundir veio, o Reino da Luz
nesta Terra de Santa Cruz
que Cabral descobriu e, nela hasteou,
o Lábaro da humana Redenção!
nesta Terra que Anchieta desbravou,
e cuja alma selvagem
para Deus plasmou!
(SILENTE QUIETUDE – ALBERTINA MACIEL DE LAGOS – pág. 22 a 26)
É o conjunto de preceitos emanados da Vontade do Criador, para o funcionamento, equilíbrio e harmonia do Universo.
O sistema ordenado dessas Leis sabiamente dispostas constitui o suporte de toda essa harmonia universal.
Essas Leis são:
Princípio de Lei e Ordem
Lei de Harmonia
Lei de Periodicidade ou Ciclos
Lei de Analogia
Lei de Vibração
Lei de Justiça
Lei de Evolução
Lei de Causa e Efeito
Lei de Misericórdia ou Remissão
Lei do Sexo
Lei de Transformação
Lei do Renascimento
PRINCÍPIO DE LEI E ORDEM
Observando a intimidade de nosso Universo manifestado, veremos toda ordem e precisão, desde o infinitamente pequeno ao imensurável.
Um sistema ordenado com Leis e Princípios sabiamente dispostos constitui o suporte ou a base de toda essa harmonia universal.
O Princípio de Lei e Ordem se manifesta no Universo por uma sequência de causas. Toda essa engrenagem cósmica está governada por Leis, daí o termo grego “Kosmos” que quer dizer: Universo ordenado e disciplinado. Não há lugar no Universo para acontecimentos desordenados. Cada coisa, cada acontecimento tem sua causa. Nada acontece sem uma causa definida dentro das Leis Universais. Nada foge à Lei. Partindo do princípio que tudo surgiu da vontade absoluta do Criador, surgem então, por força inerente da vontade de vir e ser, todas as Leis que regem o mundo manifestado. Isso é o Princípio de Lei de Ordem no Universo.
Para que o Universo Criado não ficasse apenas conservado, mas, fosse transformado, o Criador estabeleceu regras que dessem condições às transformações da vida universal. Chamamos essas regras de progresso.
Progresso é o desenvolvimento que a vida e as coisas criadas sofrem através do tempo. Todo progresso implica em transformações.
(VERDADES FUNDAMENTAIS – MELCHISEDEC – pág. 09 e 10)
Ao insigne, dr. Valdemar de Oliveira, pela honrosa oferta de seu livro: “Valdemar Setentão” (18/04/1972)
Num gesto meigo de inata fidalguia
alguém, a mim, um sábio apresentou;
assaz, intensa foi, então, minha alegria
por esse encontro que tanto me honrou.Valdemar de Oliveira! Certo que seria
esse nobre a quem o Eterno cumulou
de inteligência que fulge e se irradia
pelo Brasil que muito glorificou!Médico, teatrólogo, escritor,
Jornalista, “Emérito Professor”…
Há um biênio, setenta festejou!…E, espargindo o Bem, na plenitude
de uma sadia e eterna juventude,
o grande homem se imortalizou!(SILENTE QUIETUDE –
ALBERTINA MACIEL DE LAGOS – pág. 21)
Entre o céu cor de anil
Que de estrelas se enfeita
E a Terra, de que tu, meu Brasil,
És a porção eleita…
O Céu que oculta Deus na Sua Realeza,
E a terra onde palpita, inteira, a Natureza
Nas suas deslumbrantes
Maravilhas
O Céu a que aspiro
Nos meus sonhos gigantes;
E a Terra que admiro
Nos seus mares, montanhas,
Rios, ilhas…
(nestas então, com me encontro e bem!).
Florestas majestosas, tamanhas!
E nas grandiosas flores,
Cujos esplendores
Vão do esplendor além…
Eu me ajoelho,
E o amor
Me ajuda a repetir:
– Obrigada, Senhor!
Num sentir,
Num cantar
Que só eu sei usar,
Que acorda o Riso e impõe silêncio à Dor.
1960
(Entre o céu e a Terra – Corina de Holanda – 1972 – pág. 25)

Eu e você somos iguais
Você não gosta de mim
E eu não gosto de você
Você finge gostar de mim
Eu finjo gostar de você
……………………………………..
Se assim eu estivesse feliz
E se você também estivesse bem
………………………………………
……………………………………..
Se nós nascemos um para o outro
Por que essas coisas acontecem?
Por que você não liga para mim?
…………………………………………..?
Por que você não me procura?
E eu não procuro você?
Por que vivemos separados?
Será que a morte nos unirá?
…………………………………….
Isso eu gostaria de saber.
Você tem alguma explicação?
……………………………………………
……………………………………………
Stephem Beltrão
À querida Vitória de Santo Antão, na sua data, duplamente memorável – 3 de agosto:
– Vem, ó viajor, abatido e cansado
de tão longe e rude caminhar,
e… da relva, no tapete aveludado,
senta-te e ouve o que te vou narrar.
Antes, porém,
escuta bem,
em surdina, o hino marcial…
que a Vitória exaltou,
que a Vitória legou,
o Poeta – teu filho imortal!
(Ouve-se a 1ª estrofe do “Hino da Vitória” de autoria de José Teixeira de Albuquerque)
Sentemo-nos, agora, e, prosseguindo na minha narrativa, escuta, viajor amigo:
– Sou vitoriense. Na minha terra amada,
também, como o Orebe, da História Sagrada,
há um monte tradicional
que Deus o tornou, um dia, imortal
– Tabocas!…
Lá evocas,
toda uma arrancada épica de Glória
que nos mereceu, sim, muito bem paga,
a honra de, o nome permutar de “Braga”
pelo o bem merecido de “Vitória”!
(Levanta-se e, caminhando em direção ao mais alto do monte, diz):
– Comigo, viajor ou turista ávido, curioso…
vem escalar a montana santa
e, bem gemente, ouvirás, de lá,
o murmúrio do Tapacurá
– relicário sagrado
de heróico Passado!
(subindo mais um pouco):
– Vamos turista ao cume
aonde, real ou espiritualmente,
dos nossos escutando a oração fremente,
a Virgem Mãe desceu!…
e, bondosa, os socorrendo, enfim,
de um três de agosto, já no fim,
a Vitória magistral,
segura triunfal,
a eles, os bravos,
depressa concedeu!
(pondo a mão no ombro do turista):
– Viajor!
Por que ficaste, assim, tão abstrato
ante a real grandeza desse fato?!…
– É que… fiquei empolgado e… vou deduzir:
Vitoriense é conhecer
o seu Passado glorioso…
os seus heróis enaltecer,
do seu Feito ser cioso!
– Obrigada viajor! e, logo:
desçamos, enfim, a escarpada montanha
aonde sentiste emoção tamanha…
assim decidido
bem convencido
do valor dos nossos heróis
que fulgirão, como outros sóis
na coroa varonil
deste amado Brasil!
(pondo a mão no ombro do visitante):
– E agora?
lá fora,
tu saberás, de certo, exaltar, então
a querida Vitória de Santo Antão
que, dos seus filhos, escreveu com altivez
a derrocada contra o jugo holandês!
(SILENTE QUIETUDE – ALBERTINA MACIEL DE LAGOS – pág. 15 a 17)
Eu, que me quis bem contigo,
Tu, que te quiseste bem comigo…
Tu…
Eu…
Esses dois seres que se foram
vida a dentro,
passo a passo,
ânsia a ânsia,
hora a hora,
onde é que estão?
onde nos encontramos?!
em qual espaço?
em que distância
agora?!
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Passaram as folhas,
passaram as réstias,
as sombras passaram…
…e passamos, também!
Mas, como as hastes que se renovaram,
também nos renovamos…
à miragem mais calma,
às mais encantadoras florações.
Somos um sangue só; uma só alma;
fundimos, num, os nossos corações;
estamos UM!…
Um todo em tudo,
neste terceiro ser, que contemplamos!…
Nele nos encontramos, mais que dois,
mais que vivos,
mais que nós…
Nele nos ajustamos.
Nele, as glórias possíveis são sentidas
e é onde embaralhamos,
indivisivelmente,
eternamente,
quase divinamente,
as nossas vidas.
(Muitas rosas sobre o chão – Henrique de Holanda – pág. 2 e 3)
“Eu quero possuir os teus olhos, embora
essa posse me custe um tormento sem fim;
não se assemelhará à dor que me devora,
ao tormento cruel que me aniquila assim.
Tem a minha ambição a pureza dos lírios
Eu quero teu olhar! Careço duma aurora.
Oh, dá-me os olhos teus! Careço de dois círios
Que me dispensem luz à derradeira hora.
Com o mesmo ardor que um cego implora a luz do dia,
Do teu olhar implora a fúnebre ardentia,
O céu da minha vida é tão escura flor.
(Entre o céu e a Terra – 1972 – Corina de Holanda, pág. 21)
Existe um objetivo em cada ato importante da Natureza, que se move em ciclos.
O fluxo das marés, o progresso humano, os grandes reinos, os impérios, depois de atingirem o ponto culminante do seu desenvolvimento entram em decadência, de acordo com a mesma lei que os fez subir, até que tendo chegado ao ponto inferior, a humanidade novamente se afirma, para alcançar um novo estágio de evolução, alcançando uma altura superior a anterior.
Esses clicos-rodas, que se engrenam em outras rodas, não incluem de uma só vez e ao mesmo tempo toda a humanidade.
O grande ciclo abrange o progresso humano, desde o aparecimento do homem até a sua auto-realização, prosseguindo o seu curso ascendente para recolher-se ao ponto culminante da roda, quando tenham decorrido os ciclos menores.
Os grandes ciclos evolutivos das raças incluem igualmente todas as nações pertencentes a raça e tem dentro deles, ciclos menores que seguem seu próprio curso sem dependerem uns dos outros.
(VERDADES FUNDAMENTAIS – FUNDAMENTOS DA VIDA E DA AÇÃO – MELCHISEDEC – pág. 49)
Não viva de aparências
Não esconda a realidade
Não se mostre sempre perfeito
Não seja duro como estátua
Não seja apenas verniz
Sem cor e sem raiz.
Fale de seus sentimentos
Não se reprima
Aproveite as oportunidades
Converse desabafe
Confidencie
Abra suas intimidades.
Fale de seus planos
Conte seus sonhos
Seus pecados
Partilhe seus segredos
Seus temores
Seus medos.
Tome decisões
Saia de cima do muro
Afaste-se da ansiedade
Não acumule problemas
Se preocupe menos com a vida
Aprenda a ceder a renunciar
Saiba ganhar e saiba perder
Busque soluções
Não seja uma pessoa negativa
Afaste-se do pessimismo
Pare de murmurar lamentar-se.
Acenda um fósforo na escuridão
Somos sempre o que pensamos
Esteja pronto para aceitar-se
Não sinta rejeição por si mesmo
Esteja sempre de autoestima
Ter pena de você mesmo é autotraição
Aceite calmamente as críticas
Não seja o algoz de você mesmo
Tenha confiança
Não seja invejoso
Não seja ciumento
Não seja imitador
Não seja destruidor
Se abra sempre
Se comunique sempre
Se relacione sempre
Faça amizades
Confie nas pessoas
Sem confiança não há relacionamento
Desconfiança é falta de fé em si
Nos outros e em Deus
Não viva sempre triste, sorria
O sorriso o leva à vida longa
Bom humor é inteligência
Quem é alegre
Não precisa mais de nada
Stephem Beltrão
Meus pensamentos vagam soltos na imensidão…
Ouço uma simples canção: From Russia With Love.
Pareço vagar pelas ruas sem encontrar: em ecoººººººº
ou uma luz, que ilumine meus caminhos &&&&&&&&&&&&&&&&
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Pareço sombra…
A vagar…
pelas sombras de muitas indiferenças…
(TAPETE CÓSMICO – ADJANE COSTA DUTRA – 1995 – pág. 15)
Henrique de Holanda
De pétalas de rosas
o roseiral todinho se enfeitou,
para a festa doirada
dos românticos dias de verão!…
Porém, as rosas,
descrentes desse sol, que as afagou,
precipitam-se da haste iluminada,
buscando a paz nas sombras que há no chão.
…Nem redolência, nem frescor, nem graça;
– rosas caídas, – luz que se apagou!…
calçadas pelos pés de alguém que passa,
são proscritas do olhar que as cobiçou!…
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
No roseiral da Vida,
por sobre os galhos hirtos da Ilusão,
nem uma rosa sequer…
Em derredor: estradas tortuosas,
pesar, receio, dor, mágua incontida…
…Muitas rosas caídas sobre o chão!
Rosas que ninguém quer,
mas que são: Rosas!…
(Muitas rosas sobre o chão – Henrique de Holanda – VITÓRIA DE SANTO ANTÃO–PE – pág. 1)
Ei-la aqui derrubada! Esta árvore que outrora
era o ponto melhor dos ninhos da floresta,
vivendo a proclamar a beleza da flora
altaneira, copuda e ramalhuda e erecta.
Farfalhando – acordava os pássaros na aurora
protetora – abrigava os pássaros na sesta…
Então eles cantavam uma canção sonora
uma canção de amor, de gratidão, de festa!
Mas um verme a roer-lhe as fibrosas entranhas
deu-lhe dores cruéis, estúpidas, tamanhas
fazendo-a vacilar… esmorecer e cair…
de pássaros deixando a procissão chorosa!
– José de Barros foi como esta árvore frondosa
deixou Vitória toda enlutada a carpir.
“O LIDADOR” 24.VI.1926
José Teixeira de Albuquerque, nasceu na fazenda Porteiras, Vitória de Santo Antão aos 23 de agosto de 1892. Seus pais: Luiz Antonio de Albuquerque e Dontila Teixeira de Albuquerque. Estudou medicina na Faculdade da Bahia, porém desistiu do estudo no 3º ano. Casou em segundas núpcias com a conterrânea Marta de Holanda, também poetisa e escritora. Publicou o livro de versos MINHA CASTÁLIA e colaborou em várias revistas e jornais; tanto da Vitória como do Recife. Foi funcionário do Arquivo da Diretoria das Obras Públicas do Estado,com competência e zelo. Faleceu no Recife, no dia 2 de outubro de 1948. Não deixou filhos. Sua morte foi muito sentida entre os intelectuais, que não se cansaram de elogiar sua prosa e seus versos.
Na cidade, a iluminação frenética
do Salvador, a chegada anunciava
e contrastando com tal paisagem estética
na calçada um pobre negro agonizava.
Era a figura doente de uma criança
filha de um erro, fruto de um pecado
e nos olhos tristes de seu corpo nu, gelado
não se via nenhum fio de esperança.
Aproxima-se dele um maltrapilho.
Toma-o nos braços como a um filho
retirando-o daquele leito de cimento.
Meia-noite, então, anuncia o sino.
E nesta hora exata do Nascimento
morreu, à míngua, mais um Jesus-Menino.
Aluísio José de Vasconcelos Xavier, filho de Aloísio de Melo Xavier e de Eunice de Vasconcelos Xavier, nasceu no dia 7 de agosto de 1948. Formado em Direito, exerce sua profissão no Foro do Recife onde reside. Foi Secretário para Assuntos Jurídicos da Prefeitura do Recife. Professor universitário. Poeta de grandes méritos
Aos pedreiros construtores do progresso
Que debaixo de sol e chuvas vão
Ao trabalho da obra do universo
Para ganhar cada dia o seu pão
Pão dos filhos, da esposa, da família
Que alegres o recebem em união.
Suas mãos calejadas pela pá
Construindo ângulos e paralelas
Dos esquadros as perpendiculares
Retas, curvas e inclinadas.
Dos transferidores sem mazelas.
Calculando volumes matemáticos
Das portas, áreas e janelas.
Esses homens que nem sabem quanto valem
Seus serviços, se bem feitos valem ouro
Se uma aresta não for bem construída
É um desastre, no final um desadoro
E o dono da obra sai perdendo,
Dinheiro, sossego e decoro.
Parabéns a vocês, caros pedreiros,
Que para o dono fazem essa construção
Se orgulhem de tudo o que fazem
Com dosagem certa, e com paixão
Quem ama o que faz, não se arrepende
Porque Deus lhe dá sempre proteção.
Profª Severina Andrade de Moura, nasceu em Vitória de Santo Antão. Foram seus pais: José Elias dos Santos e Doralice Andrade dos Santos. Viúva de Severino Gonçalves de Moura, com quem se casou em 1962. Fez o curso Pedagógico no Colégio N. S. da Graça. Lecionou em Glória do Goitá e Carpina. Concluiu Licenciatura Plena em Letras em Caruaru (1976). Pós-graduação em Língua Portuguesa na Univ. Católica (1982). Ensinou em várias escolas estaduais e municipais na Vitória e ensina atualmente na Escola Agrotécnica e na Faculdade de Formação da Vitória de Santo Antão. Poetisa por vocação. Colabora na imprensa local.
“Eu nasci para ser feliz/eu nasci para ser feliz/levo a mão no peito/
e meu coração diz/que eu nasci para ser feliz” Do livro Retratos do Tempo e do coração de:
BELTRÃO. Stephen.
“Não é nenhuma vergonha ser feliz, vergonhoso é ser feliz sozinho.”
ALBERT CAMUS
Um abraços no coração de todos!
Stephem Beltrão