Entre diversas migalhas,
umas são feitas de pão:
– Estas, porém, Bem-Amada
são vozes do coração.
(Migalhas de Poesia – Célio Meira – pág. 18).
Ponto de semelhança entre coisas diferentes. É a preponderância de uma forma sobre outra, habitualmente associada ou aproximada. Parte do princípio de que havendo identidade de razão, deve haver a mesma disposição.
Esta Lei manifesta-se numa certa correspondência ou analogia entre as manifestações de vários planos de atividade cósmica. É fato realmente verdadeiro, de que o que está em baixo, é como o que está em cima e o que está em cima é como o que está em baixo, para fazer o milagre de uma só coisa.
Como todas as coisas procedem do Uno por intermédio da unidade, assim todas as coisas nasceram dessa coisa única por adaptação. Podemos verificar a veracidade dessa Lei pela analogia existente entre um sistema atômico e um Sistema Solar ou a analogia entre os ciclos da vida da Natureza. As mesmas Leis que governam a ameba, são as mesmas que governam a Natureza, a atividade do homem e dos outros seres superiores. A essência da matéria é a mesma da energia e da mente. Baseado no aforismo hermético: “Assim como é em cima, é em baixo” e, pelo axioma arcano: “Por um se conhece o Todo”, concluímos que assim como o Sistema Solar pode ser conhecido pelo estudo cuidadoso dos átomos e moléculas, assim os planos mais altos do Ser podem ser estudados através de um exame dos mais baixos planos que se manifestam entre nós. Depois de descobrir a operação de certos princípios numa coisa, podemos com segurança, raciocinar, que esses princípios existem noutras coisas sobre um plano maior e assim conhecemos a natureza do desconhecido. Pelo estudo da monera (organismo primitivo do ser vivo) se chega a conhecer os Arcanjos, baseado tão somente no princípio cósmico de que se deve encontrar em cada coisa, substância ou corpo, movimento, energia ou consciência. Assim os antigos ocultistas supunham haver em cada coisa, sobre um plano desconhecido, três grandes formas de manifestação.
(VERDADES FUNDAMENTAIS – MELCHISEDEC – pág. 11 e 12).
Excentricamenteporânea na minha cosmovisão.
Na linhas retilíneas da minha cosmovisão, amplidão…
Volver, revolver, parar sempre no mesmo caminho…
Excentricamenteporânea…
Não sei, se meu universo é um verso, ou e o verso é
o próprio universo…
Hoje estou assim perdida, mergulhando num universo sem
verso, na minha cosmovisão, execntricamenteporânea…
(TAPETE CÓSMICO – ADJANE COSTA DUTRA – 1995 – pág. 20)
Terra:
Parcela das Maravilhas
Que a Deus aprouve criar,
Mais que os outros astros brilhas,
Como eucarístico altar.
Cruz:
Quando em meus dias sombrios,
Enche a taça de amargor,
Corro a teus braços vazios,
Mesmo assim, flor de bonança –
À Dor lanço desafios
E digo com todo amor:
“Ave, única esperança!”
Eucaristia:
…Fora de Vós tudo é tristeza e treva
Por vossa graça, o pecador se eleva
E com os Anjos se põe em harmonia…
Tudo quanto fizeste me enternece,
Mas, ó Jesus, aos olhos me aparece,
Mais sublime que tudo, a Eucaristia!
1970
(Entre o céu e a Terra – Corina de Holanda – 1972 – pág. 26)
É a torre branca a doce moradia
dos dois mimosos sinos da capela;
desse casal, que em dúlcida harmonia,
canta, numa só vez, a Maristela!…
dentro dessa ilusão, que é toda bela,
dos sinos, em mimosa sinfonia,
choram, também, no dobre, que revela
que a tristeza anda ao lado da alegria.
Nessa união, é bem onde nós vemos
o retrato fiel do que seremos
quando nos amarrarem nós divinos:
quando eu sorrir, contente, sorrirás,
e se eu chorar, também tu chorarás…
Os nossos corações são como os sinos.
(Muitas rosas sobre o chão – Henrique de Holanda – pág. 9).
Verdes infindáveis das auroras boreais…
E de meu estro poético meus versos,
Pórtico de imensuráveis imagens.
Meus versos, verdes infindáveis, das auroras boreais.
Sinto-me em lampejos, versos soltos, soltos versos,
nos lampejos das doces paragens, das auroras boreais.
(TAPETE CÓSMICO – ADJANE COSTA DUTRA – 1995 – pág. 19)
É a Lei que regula a sucessão periódica na manifestação cósmica e os grandes ciclos da vida, da morte dos átomos, dos astros e dos seres. É ela que faz o movimento de pulsação da Natureza e a respiração universal. Foi através da observação dos períodos onde determinados acontecimentos sempre se repetem, que começaram partindo de uma rotação infinitamente grande, efetuando assim sua revolução em torno de se mesmo e dentro de outra.
Os ciclos perpétuos de tempo recomeçam constantemente de modo periódico e inteligente no espaço e na eternidade. Há ciclos de matéria e há ciclos de evolução espiritual, e há também ciclos de raças, de nações e de indivíduos. Há um objetivo em cada ato importante da Natureza e todos os seus atos são cíclicos e periódicos. Assim é que observamos na história uma alteração regular de fluxo e refluxo na maré do progresso humano. Os grandes reinos e impérios deste mundo, depois de atingirem o ponto culminante do seu desenvolvimento, passam a descer, de acordo com a mesma Lei que os fez subir, até que, tendo chegado ao ponto inferior, a humanidade novamente se afirma e sobe outra vez, para alcançar, graças a essa Lei de progresso ascendente, uma altura maior que aquela, cujo ponto onde havia anteriormente descido. Mas, esses ciclos-rodas que se engrenam em outras rodas não incluem de uma só vez e ao mesmo tempo toda a humanidade.
O grande ciclo abrange o progresso da humanidade desde o aparecimento do homem primordial de forma etérea até a libertação do homem da matéria que o envolve, prosseguindo no seu curso ascendente, para recolher-se ao atingir o ponto culminante da Ronda.
Os grandes ciclos de raças, que incluem por igual todas as nações e tribos pertencentes àquela raça especial, mas, dentro deles há ciclos menores de nação e povo, que seguem seu próprio curso sem dependerem uns dos outros.
(VERDADES FUNDAMENTAIS – MELCHISEDEC – pág. 10 e 11).

Poesia
É o olhar da criança
Quando pergunta.
É a pintura de rara alegria
Com que todo dia o palhaço pinta o rosto.
É a noite de lua de namorados, em beijos.
Stephem Beltrao
“Na casa do meu Pai, há muitas moradas”
(JO 14.2)
Quantas estrelas no céu:
As Três Marias: Escutai:
– Os planetas são moradas,
na Casa de Nosso Pai.
* * *
Vê, Querida, esta semente:
– A vida nela se encerra,
será, planta, flor e fruto,
depois da benção da terra.
* * *
Examina, Bem-Amada,
Esta suprema verdade:
– A vida só tem riqueza,
quando se faz caridade.
* * *
Amanda, de nosso amor,
saudades deves guardar,
como o búzio que, na terra,
conserva vozes do mar.
* * *
Coração, centro da vida,
fonte de paz, de amor:
– Quem não tiver esta fonte,
não conhece o Redentor.
* * *
Eis, na terra, teu destino:
– Ajuda, perdoa, consola,
se não tiveres dinheiro,
dá teu sorriso de esmola.
* * *
De palavras venenosas,
não vivas de boa cheia,
nem mesmo na brincadeira,
não fales da vida alheia.
* * *
Ouve, agora, este conselho,
nestes versos sem lirismo:
– Quebra, nos planos da vida,
as algemas do egoísmo.
* * *
Acredita, nesta sentença,
muito clara como o dia,
dos outros enfeita a vida,
com as rosas da alegria.
* * *
Não prendas o teu dinheiro,
com tamanho desvario:
– Dinheiro só tem grandeza,
quando corre como o rio.
* * *
Toma cuidado: Prudência:
Cautela nos passos teus:
– Espalhados pelo mundo,
há milhões de fariseus.
* * *
Darás conta, noutra vida,
da vida que aqui levaste,
e do bem que não fizeste,
e do mal que patricaste.
(migalhas de poesia – Célio Meira – pág. 22 a 24).

A esperança nunca morre
É rosa branca na estrada
Esperando por um bem-te-vi
De cabeça prateada.
Basta uma pequena lágrima
Por trás de uma porta entreaberta
Em uma pequena residência
E a esperança entra em hora certa.
Chega, entra e faz a morada
Esperança é amor, é fé
É a crença no último suspiro
É o um presente de Deus.
Com vontade de brincar,
essas travessas meninas,
que trelam no teu olhar,
correram. (Vê, que traquinas!)
ao encontro dos meus olhos….
Nenhuma pensou em ter
escolhidos dois abrolhos
p’ra brincar de se esconder.
E além das tais “buliçosas,”
que nasceram pra brincar,
deixaram mais duas rosas
de tuas faces saltar…
E de amor pela escalada,
fugidas, muito em segredo,
ei-las com a rapazeada,
para animar o brinquedo.
– Do teu semblante, o viver;
teu sorriso, teu carinho,
tua voz, bem doce e calma,
…p’ra brincar de se esconder…
E deixei tudo, tudinho,
esconder-ser na minh’alma.
P’ra torná-los mais seguros,
fechei-os com a chave de ouro
da mais dourada ilusão,
nos recôncavos escuros
que transformaste em tesouro,
bem aqui, no coração.
Fugir do meu peito, agora,
deseja o bando inocente…
A chave, tenho-a perdida!
Minha ilusão foi-se embora!
E ficaste eternamente
fechada na minha vida.
(Muitas rosas sobre o chão – Henrique de Holanda – pág. 6 e 7).
(Adaptação)
Ó São João Bosco, “que da juventude
Sóis Pai e Mestre” e tanto trabalhastes,
Para levá-la à trilha da Virtude…
E que com tanto zelo batalhastes
Na luta pelo bem das almas, rude
Foi o labor a que vos entregastes,
Possuído dessa fé que não ilude,
E pela qual, montanhas derrubestes
Erguidos pelo mal… vinde ajudar-nos
A vencer as paixões, a respeitar-nos
Com o desassombro próprio de um cristão.
Ensinai-nos a amar a Eucaristia,
A merecer o auxílio de Maria
E a respeitar do papa a orientação.
1972
(Entre o céu e a Terra – Corina de Holanda – 1972 – pág. 27)

Ao amigo compositor e poeta Severino José Correia
Correia correu ao correio
Conduzindo carro com correia cortada
Calmo convocou caríssimo carteiro
Conseguindo colocar carta carimbada
Carrancudo colou cartão colorido
Cabeça caída catou cada centavo
Convicto continuou conversando
Comprando correia consertada
Consertou carro caro calado
Contente continuou caminhada.
Saudação ao nosso “Colégio Nossa Senhora da Graça”, pela passagem gloriosa do seu cinquentenário de fundação em prol do engrandecimento cívico-moral-religioso da nossa tradicional Terra das Tabocas:
– “Hoje… (declara o Calendário):
um fato aconteceu, em tempo ido…
que, registrado foi, nos Anais da História
cívica – moral – artística, da Vitória”.
Remontemo-nos ao ano de 1929…
A terra de Santo Antão
se ressentia, então
de ALGO, que, a sua juventude erguesse
e o casulo rompesse
do marasmo inerte que o envolvia
e livre, pudesse alar-se
na ânsia de ascender
até elevar-se
ao pináculo da Glória,
nas asas da Virtude e do Saber!
Como se fora um Presente
emanado dos Céus
e doado por Deus
eis que se concretiza,
Após muito lutar
o sublime Ideal
de um Apóstolo dedicado
– Cônego Américo Pita,
nosso amado Pastor,
– alma vitoriense
tansbordante de Amor!
Braços erguidos!
e Vitória a bradar:
– “Para o Alto os corações”!
que nos surgiu, egrégio
o nosso Colégio
“Nossa Senhora da Graça”
a brilhar sem jaça
num arroubamento juvenil
plasmando gerações
num lapidar constante,
confiante,
para Deus e o Brasil!
Avante! Colégio bem amado
Através do valor das tuas Mestras
– as “Religiosas da Instrução Cristã”
que, transbordando Amor,
espargindo vão, em toda parte,
a Doutrina sã,
imperecível,
do Divino Redentor!
(SILENTE QUIETUDE – ALBERTINA MACIEL DE LAGOS – pág. 19 e 20)
É a lei fundamental da vida, sobre a qual repousam todas as outras Leis. Ela manifesta-se no princípio da Ordem, na presença de uma sequência regular e seguimentos de coisas no Universo. A unidade da Lei de Harmonia Universal é fundamental na vida do Universo. A unidade de Lei de Harmonia Universal é fundamental na vida do Universo. Ela se manifesta e se afirma na veracidade dos graus de constância, na multiplicidade das energias-vidas na sequência de formas da substância, como imperativo para que haja equilíbrio dinâmico emanante em toda evolução cósmica.
Os períodos da vida cósmica em toda sua manifestação, isto é, em todo movimento vibratório, ondulatório, etc, tem sua origem na Lei de Harmonia Universal, quando a existência está na Essência Indiferenciada, no Absoluto Repouso, e na existência do movimento de atividade.
(VERDADES FUNDAMENTAIS – MELCHISEDEC – pág. 10).
No bailado das letras aos sons, Sonata Maior…
Sob a orquestra de Frank Pourcel, um hino,
ou um Véu descortina-se sobre o Lago em lampejos
de Luzes multicores.
Sob o Véu que encobre mistérios, além do lago,
além da SONATA MAIOR…
A orquestra continua no Bailado das Letras aos sons,
Na SONATA, MAIOR ºººººººººººº§§§£££££$$$$$…
(TAPETE CÓSMICO – ADJANE COSTA DUTRA – 1995 – pág. 16)
Olha, Amada, esta jaqueira,
na beira dêste caminho:
– na ponta daquele ramo,
as aves fizeram ninho.
Lembras-te? Certa manhã,
cheia de sol, perfumada,
à sombra da ramaria,
fizemos longa pousada.
Esta jaqueira bem velha,
tem vigor e tem beleza:
– É graça de Deus na terra,
– É benção da Natureza.
(migalhas de poesia – Célio Meira – pág. 21).