Momento Cultural: IMAGENS EFLÚVICAS – por ADJANE COSTA DUTRA

Adjane Costa Dutra

O vento balouça sã nas imagens espectrais…

E de um ponto magistral, afliguram-se as imagens:

eflúvicas e labirintais.

Projeto-me nas figuras obtusas das linhas espectrais.

Avultam-se na sinonímia: os espectros balouçadamente sãos…

Magistralmente reflexiono-me nas imagens…

Cosmologicamente projeto-me nas imagens espectrais

cosmométricas.

Balouçadamente o vento sopra nas imagens figuradas de um

ponto espectral, do espelho, do tempo.

(TAPETE CÓSMICO – ADJANE COSTA DUTRA – 1995 – pág. 26).

Momento Cultural: Onipotência suplicante – por Corina de Holanda

corina-de-holanda-cavalcante

Tu és a onipotência suplicante,
À cuja voz o próprio céu se inclina.
Mais do que a humana, só não és divina.
Dos céus de Deus a estrela mais brilhante,

Dos jardins imortais, a flor mais fina.
Nas bodas de Caná, foi bem frisante
Teu valor junto aos filho que declina
De esperar mais sua Hora Triunfante.

Tu desde a Conceição, imaculada,
Tens sido a nossa doce advogada
Na luta contra os “Filhos da Serpente”…

Os rogos meus, ó mãe de Deus, escuta:
Continua a assistir-nos nessa luta,
Converte o ímpio, o herético, o descrente!

1938

(Entre o céu e a Terra – Corina de Holanda – 1972 – pág. 29).

Momento Cultural: Renda do Ceará por Henrique de Holanda

Henrique-de-Holanda-Cavalcanti-3

Dizem que, no Ceará, uma almofada
é quase um evangelho de oferenda.
– Sobre o “picado”, a linha bem trocada
compõe, sobre o futuro, tal legenda…

Os bilros, numa doce gargalhada,
contam, dos sonhos, venturosas lendas,
de palmo a palma, uma ilusão doirada,
constrói brancos castelos sobre rendas.

Mesminho assim é o coração da gente:
almofada, onde o amor, pacientemente,
tece o “picado” que o Destino dá.

Se estala o bilro, com o beijo estala,
que lá, dentro em nós, o amor se embala
numa rede de rendas no Ceará.

(Muitas rosas sobre o chão – Henrique de Holanda – pág. 5)

Momento Cultural: Saudação a Recife – por ALBERTINA MACIEL DE LAGOS

Profª Albertina Maciel de Lagos

Composta, especialmente, num preito de homenagem a nossa querida e decantada “Veneza Brasileira” na passagem dos seus 350 anos de fundação.

Século XVI…

Ano de 1630

Na ilha do Mosteiro de Santo Antonio!

Qual rico é precioso patrimônio

invadida foste, Recife, por Nassau,

quando, havias surgido para a luz da vida,

te escravizaram, nova “Terra Prometida”,

enquanto o nome teu – suave melopeia

trocou, o holandês, pelo o de “Mauricéia”!

Salve, Recife, “Veneza Brasileira”

Nesga do Brasil, Norte Oriental!

em ti, eis que, Duarte Coelho Pereira

concretizou, feliz, o seu Ideal!

            Eu te saúdo, Recife,

no murmurar sonoro dos teus rios:

– O Capibaribe e o Beberibe a cantar,

ou revoltos, em forte assobios,

até que se vão, no Oceano, desaguar!

            Amo e venero, Recife:

de teus filhos, o Valor e o Heroísmo

em lições eloquentes de Civismo

que, ciosos, os Museus sabem arquivar

e à posteridade ser dado consultar!

            Amo-te, Recife, porque

a tua História bonita me fascina

e empolgar, afaz, a minhalma de menina!

            Licença, Recife!…

Transporto-me, agora, a “Marim dos Caetés”,

onde a vaga espumante, vem beijar-lhe os pés!…

dela, enamorado, e, distante, ainda,

Duarte Coelho exclamou: – “Ó linda”!…

antes, fora capital, rica, potentada,

pelos holandeses, depois, incendiada!…

– Que ouço, Recife? – A repercussão de um eco…

Ah! Já sei, muito bem, do que se trata,

– um feito que me enleva e arrebata:

– Bernardo Vieira, dando, no Velho Senado,

da Liberdade, na América, o primeiro brado!

Logo, o teu gênio indomável se reflete

na brava “Revolução de Dezessete”,

surgindo a “Confederação do Equador”

contra a Constituição e o Imperador,

entre outros, com Frei Caneca fuzilado

que, da Pátria, torna o amor mais acendrado!

E, na tela do meu cérebro sonhador,

de Nunes Machado, a figura altaneira,

veio tombar na “Revolução Praeira”!

Em Maria de Souza, Recife, eu te saúdo,

a mãe, que, a Pátria os filhos dando, deu-lhe tudo!

            Amo-te Recife:

na “Insurreição Pernambucana”

que provocar fez, a luta insana

que extinguiu, no Brasil, do ousado invasor,

de vinte e quatro anos, o jugo opressor!

Amo-te, no “Clube do Cupim”, organizado,

para, na escravidão, dar o golpe planejado!

Amo-te, Recife, na Figura imortal

do teu grande Bispo – o heroico, D. Vital!

            Sim, amo-te:

– Filha primogênita do “Leão do Norte”

que, rompante, a rugir, saber enfrentar a morte

se, as suas fronteiras vem transpor

o perigoso e ousado invasor!

            Es bela, Recife,

no areial das tuas praias, contrastando

com os esguios coqueiros farfalhando!

            E, ainda,

co’as velas brancas, ao vento, enfunadas,

dos pescadores, rústicas jangadas!

És bela, quando, em noite de luar,

num abraço, a Lua, se envolve ao mar!

– Amo-te, Recife, na voz altiloquente

dos teus monumentos que, ao coração da gente

desvenda todo um Passado, cuja Glória

foi registrada nos Anais da História!

E agora?… Ouço, um chiar de rodetas…

Ah! já sei!…

Vem do teu primeiro engenho aparelhado,

Pela “Senhora da Ajuda” patrocinado!

Em cada recanto teu, deparo, orgulhosa,

ora com um “marco” ou “fortaleza” gloriosa!

            Eis que, Recife,

de “Massangana”, engenho de Pernambuco,

para a vida, surgiu, Joaquim Nabuco,

que, um dia, do imperial palácio, no gradil,

declarou: – “não há mais escravos no Brasil”!

– Outrora, Recife, (quanto romantismo)!…

dos jovens estudantes, à doce amada,

as “serenatas” ao luar da madrugada!…

– Ouço, Recife, que melodia!

das torres dos teus Tempos, a apontar os Céus

os sinos convidando a bendizer a Deus!

            Admiro, Recife:

os teus palácios suntuosos,

teus edifícios na vertigem das alturas

contrastando com a miséria e as agruras

            dos mocambos infecciosos!

– Admiro as tuas moças tão bonitas,

nos passeios, se expondo tão “catitas”!

– De joelhos, admiro os teus artistas,

sejam poetas, músicos ou pintores

que, da Glória, te levam aos esplendores

em tão sublimes e imortais conquistas!

            Amo, Recife:

As tuas Forças Militares que mourejam

em terra firme ou singrando os mares

ou, mais ainda, devassando as ares

que, para nos defender, bravas pelejam!

            Recife, querido:

És um rubi mimoso

fulgente, esplendoroso

sangue irisado

– sublime Legado

a uma forte raça,

a brilhar sem jaça,

assim, engastado

entre valores mil,

na coroa real

cintilante, imortal

deste caro, Brasil!

Recife, decantada,

            admirada

na estrutura mágica das tuas pontes…

– Recife, toda enfática, a dançar o “charchado”

típico, sertanejo,

Recife, do folclore mais insinuante do Nordeste

Brasileiro e, porque não dizer? do mundo inteiro!

            Recife, de brisas cariciantes,

            de coqueiros farfalhantes

            a enfeitar as praias brancas

                        arenosas,

                           deliciosas!

– Recife exaltada, civicamente, através do ritmo

cadenciado dos passos dos nossos Soldados e colegiais na

Data Magna da Pátria Brasileira.

– Recife, Relicário sagrado de mártires e de heróis, escuta:

            – Aqui, no peito, cessou o meu épico cantar

            porque agora, deve a Lira silenciar!

(SILENTE QUIETUDE – ALBERTINA MACIEL DE LAGOS – pág. 28 a 31)

Momento Cultural: Minha Casa (Ao filho Márcio) – por Stephem Beltrão

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Minha casa é minha vida
Tem entrada e tem saída
Todas estrelas do céu
Estão dentro de minha casa

Minha casa é minha cara
De amor e de saudade
Todas as dores do mundo
Moram dentro da minha casa

Minha casa é minha rua
Tem varanda e tem fachada
Todas as pedras do mundo
Estão nas paredes da minha casa

Minha casa é meu sonho
De uma noite bem sonhada
Toda terra da montanha
Está no chão da minha casa

Minha casa é o meu rio
Lava o rosto e lava a alma
A água que corre no rio
Passa perto de minha casa

Momento Cultural: INERTIA – por ADJANE COSTA DUTRA

Adjane Costa Dutra

Nas imagens dos sons inertes…

Inertia, inactivity, sloth.

Inércia dos sonhos coloridos…

Nas folhas brancas ao léu…

Momentos perdidos,

inércia desse vento nas paragens do tempo

de INTERROGAÇÕES ???????

Pára-tempo, tempo-pára.

Para, pára, o que não paro.

Inércia nos sons, nos sonhos coloridos,

Nas paragens desse tempo inertemente perdido…

(TAPETE CÓSMICO – ADJANE COSTA DUTRA – 1995 – pág. 25).

Momento Cultural: LEI DE VIBRAÇÃO – por MELCHISEDEC

Melchisedec

Esta Lei se manifesta em todas as coisas criadas. Tudo que existe no Universo, manifesta um estado de vibração. O axioma hermético já dizia: “Todo o Universo está em constante vibração, não somente cada partícula da matéria, mas toda sua massa vibra constantemente”. Assim acontece com a luz que emite 562 trilhões de vibrações por minuto; com o calor, e o som, que emite 72.762 vibrações por segundo; o magnetismo, a eletricidade e outras formas, são forças naturais resultantes desse estado de vibração.

A ciência espiritualista vai mais além, quando diz que mesmo nos planos mental e espiritual há condições de vibração. A distinção entre vários planos da existência é devido a diferença do grau de tais vibrações. Todas as formas de energia se compõem de graus distintos de vibrações. As condições das substâncias materiais são criadas por graus respectivos das vibrações. Exemplo: um cilindro em rotação emite primeiramente o som, depois o calor, em seguida a cor nas seguintes tonalidades: vermelho escuro, a medida que aumenta a rotação, o vermelho torna-se mais brilhante; se aumentar mais a rotação o vermelho torna-se alaranjado, para depois transformar-se em várias tonalidades de verde, para em seguida mudar para azul, quando a rotação está muito alta, o azul transforma-se em violeta. Quando a cor violeta e as demais cores desaparecem, é sinal que o olho humano já não as pode distinguir. Entretanto, há raios que emanam do cilindro em giro, raios fora do alcance de nossa visão, mas que não escapam à fotografia. É ai que começa a manifestação do Raio X. Caso o cilindro chegue a uma certa ordem de vibração mais aguda, suas moléculas de desintegram, transformando-se nos seus elementos originais, chamados átomos, passando ao seu estado etérico e se essa vibração conseguisse aumentar mais, atingiria os planos mais altos da consciência.

Toda gama vibratória baixa retarda a velocidade dos elétrons.

As criaturas humanas estão quase sempre em sintonia com as criações mentais desarmônicas, que entram na vida do ser, tornando-o um centro de irradiações destrutivas que influem sobre o ambiente, as pessoas e a na própria atmosfera da terra. Quando isso acontece, aparecem as doenças, as dificuldades financeiras, a falta de paz no lar e quando essa vibração maléfica toma conta dos povos, sobrevêm as guerras, os maremotos, os tremores de terra, os vulcões, as destruições, a fome e a peste, como resultado da má vibração espalhada pelos homens.

Nenhum ser humano pode se queixar de que não possui forças necessárias para entrar numa faixa de vibração superior. Quem se esforça rumo ao mais alto, recebe forças mais altas e com isso, desloca os limites para dentro do infinito, transformando o impossível no possível. Sabemos que essa transformação é vasta e complexa demais para vir imediatamente, entretanto, sabemos também, que ela vem paulatinamente, na medida que nos dirigimos para as coisas superiores da vida, procurando manter uma gama vibratória em alto nível.

Nos planos inferiores, as vibrações pertencem à matéria desses planos e não podem ser registradas no Corpo Causal, consequentemente, sua energia se atualiza por completo em seu próprio nível e está relacionada com a vida astral e física do Ser Humano. Esses fatos estão ligados a todas as existências.

(VERDADES FUNDAMENTAIS – MELCHISEDEC – pág. 13 e 14).

Momento Cultural: Do Mesmo Jeito – por Stephem Beltrão

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Do jeito que eu compro, eu vendo
Do jeito que eu vejo, eu cego
Do jeito que eu ganho, eu perco
Do jeito que eu afirmo, eu nego.

Do jeito que eu devo, eu pago
Do jeito que eu entro, eu saio
Do jeito que eu dou, eu peço
Do jeito que levanto, eu caio.

Do jeito que eu sigo, eu paro
Do jeito que eu adoeço, eu saro
Do jeito que eu subo, eu desço
Do jeito que eu grito, eu calo.

Do jeito que eu como, eu bebo
Do jeito que eu bebo, eu fumo
Do jeito que eu canto, eu danço
Do jeito que acordo, eu durmo.

Do jeito que eu vou, eu volto
Do jeito que eu ando, eu corro
Do jeito eu chego, eu parto
Do jeito que eu vivo, eu morro.

Momento Cultural: Vibração – por HENRIQUE DE HOLANDA

Henrique de Holanda Cavalcanti (3)

Espera!…
Em minh’alma anoitece,
não me perturbes, não!
Já me enfada o calor da Primavera.
O sol quente dos sonhos esmaece.
Caminha só… Despreza-me, Ilusão!…
De vibrações meu peito já transborda…
Vai-te de mim… deixa que a sombra venha!
Tu és sonho, ilusão; desperta, acorda!
A tristeza do outono em mim se embrenha.
Deixa que eu desfaleça nos caminhos,
suavemente,
transparentemente…
Leva as flores que houver, deixa os espinhos.
Tua luz me encandeia, aterra, assombra!…
Deixa que eu fique à realidade entregue.
Meu destino é sombrio, eu quero a sombra!
Segue, sozinha, o teu fadário, segue!…

(Muitas rosas sobre o chão – HENRIQUE DE HOLANDA – pág. 4)

Momento Cultural: Elegia – por Albertina Maciel de Lagos

Profª Albertina Maciel de Lagos

À memória do inesquecível, Manuel de Holanda Cavalcanti, dedicado a sua esposa, filhos e netos:

– Ah!… a sua verve,
o seu estilho primoroso
tão jocoso!…
Ele sabia, com alegria,
como se fora um presente,
transmitir a gente!

Enfim… a lira silenciou
Porque o grande Vate expirou!
E agora?…
Qual estrela a cintilar nos Céus
ele cantará, eternamente, a Deus!
Sobre a sua sepultura
com uma Prece,
de sua Vitória, a gratidão:
– as flores da Saudade
de lágrimas orvalhadas,
desfolhadas
em grande profusão!

(SILENTE QUIETUDE – Albertina Maciel de Lagos – pág. 27).

Momento Cultural: ESPECTROS – por ADJANE COSTA DUTRA

Adjane Costa Dutra

Como um eco ao longe…
Reflexos dos porto nas ilusões.
Ilusões no barco da vida,
Nos porto, no cais,
Nas esperas, nas esquinas da vida…
Como um eco no mar, diluindo os mistérios,
Plasmando ilusões, chagas, dores, no orvalho da manhã.
Cronômetros, metros, medidas do meu ser.
Como um eco no mar, no porto das ilusões…

(TAPETE CÓSMICO – ADJANE COSTA DUTRA – 1995 – Pág. 22).

Momento Cultural: Fantasia Santa – por Corina de Holanda

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(À preciosa memória de João XXIII)

O papa não morreu… trocou apenas,
As vestes pontifícias, pelas vestes
Que as almas puras, nas mansões serenas,
Costumam receber – ritos celestes –

No quadro não há sombras de ciprestes,
Nem tristezas de goivos: açucenas,
Lírios, jasmins, angélicas verbenas,
Sobre o seu corpo inerte, estendem, prestes,

A bandeira que em vida, com profundo
Amor à Humanidade, sobre o mundo,
O Papa desfraldou piedosamente…

E na eloquência muda dos brancores,
Gravam, cheias de unção – ditosas flores
O hino da Paz que ele compõe silente.

Junho de 1963

(Entre o céu e a Terra – Corina de Holanda – 1972 – pág. 32).

Momento Cultural: Menino Triste – por Stephem Beltrão

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Para onde correres sempre serás
aquele menino!
Sempre acharás o vazio.
Verás, nas inquietudes tuas,
disformes ações, aceleradas, cruas.
Tens morrido e nascido todas as noites,
menino triste!
Como a dor cresceste nas passagens das coisas Algo flutua na crença que te torna magia.
Atirado nos congestionamentos do ser,
ganhaste a ti.
Tudo mais sobrou,
para contar as mágoas, que incomodaram
a tua agonia íntima dos sentimentos.
Curado das lágrimas do rosto, de sofrimentos
escondidos, quase rudes,
hoje sempre sorri, mas não choras mais.
O menino, que sempre se esconde
das coisas do mundo, se podou.

Momento Cultural: SORRISO DE CRIANÇA – por ADJANE COSTA DUTRA

Adjane Costa Dutra

Tão pequenino Netinho…
Teu sorriso terno de criança…
Alegremente acalentas doces travessuras,
de lá pra cá,
de cá pra lá.
Netinho tão pequenininho…
E de lá pra cá,
de cá pra lá.
A correr alegremente,
bateu cá na mesa.
Tão pequenininho Netinho,
com teu sorriso de criança.

(Sorriso de Criança, para o meu sobrinho Netinho de 2 aninhos)

(TAPETE CÓSMICO – ADJANE COSTA DUTRA – 1995 – pág. 21).

Momento Cultural: Áureo Jubileu – por ALBERTINA MACIEL DE LAGOS

Profª Albertina Maciel de Lagos

Saudação ao nosso “Colégio Nossa Senhora da Graça”, pela passagem gloriosa do seu cinquentenário de fundação em prol do engrandecimento cívico-moral-religioso da nossa tradicional Terra das Tabocas:

– “Hoje… (declara o Calendário):
um fato aconteceu, em tempo ido…
que, registrado foi, nos Anais da História
cívica – moral – artística, da Vitória”.

Remontemo-nos ao ano de 1929…
A terra de Santo Antão
se ressentia, então
de ALGO, que, a sua juventude erguesse
e o casulo rompesse
do marasmo inerte que o envolvia
e livre, pudesse alar-se
na ânsia de ascender
até elevar-se
ao pináculo da Glória,
nas asas da Virtude e do Saber!

Como se fora um Presente
emanado dos Céus
e doado por Deus
eis que se concretiza,
Após muito lutar
o sublime Ideal
de um Apóstolo dedicado
– Cônego Américo Pita,
nosso amado Pastor,
– alma vitoriense
tansbordante de Amor!

Braços erguidos!
e Vitória a bradar:
– “Para o Alto os corações”!
que nos surgiu, egrégio
o nosso Colégio
“Nossa Senhora da Graça”
a brilhar sem jaça
num arroubamento juvenil
plasmando gerações
num lapidar constante,
confiante,
para Deus e o Brasil!

Avante! Colégio bem amado
Através do valor das tuas Mestras
– as “Religiosas da Instrução Cristã”
que, transbordando Amor,
espargindo vão, em toda parte,
a Doutrina sã,
imperecível,
do Divino Redentor!

(SILENTE QUIETUDE – ALBERTINA MACIEL DE LAGOS – pág. 19 e 20)