Momento Cultural: Governo do mundo – por Célio Meira

Dr.-Célio-Meira-Escritor

– Aonde vais, companheiro,

neste barco, pelo mar?

– Vou ao Reino da Ilusão,

para o mundo governar.

 

– Lastimo, deploro, amigo,

esta arrojada ambição:

o governo deste mundo,

nunca esteve em nossa mão.

 

* * *

 

Guarda, Amada, esta lição,

ensinada por Jesus:

– Ajuda teu companheiro,

no carrego de uma cruz.

 

* * *

 

Amada, quando rezares,

sê prudente na oração:

– ajuda teus inimigos,

com palavras de perdão.

 

(migalhas de poesia – Célio Meira – pág. 26).

Momento Cultural: Exaltação – por ALBERTINA MACIEL DE LAGOS

Profª Albertina Maciel de Lagos

À grandeza simples de um Soldado Imortal. Dedicado, ainda, aos meus ex-alunos convocados para as fileiras do nosso glorioso Exército Nacional através do seu estágio no Tiro de Guerra local.

Ante o mundo triste, ameaçado
pela guerra – terrível apreensão!
O Brasil, olhando o seu Passado
Ressalta de Caxias, a ação,

o valor, que em São Paulo é provado,
Minas, Uruguai e Maranhão,
Rio Grande do Sul, e, confirmado,
no Paraguai em dura repressão!

Ó Glória do Exército Brasileiro!
– Caxias, és o intrépido guerreiro
de Itororó, Valentinas, Avaí…

Deste exemplo, ó mocidade escuta
a voz a te dizer: – “Trabalha e luta
pela Pátria que tanto enalteci!”

(SILENTE QUIETUDE – ALBERTINA MACIEL DE LAGOS – pág. 33).

Momento Cultural: LEVE COMO O VENTO – por ADJANE COSTA DUTRA

Adjane Costa Dutra

Leve como o vento é o meu pensamento…

Feliz como um pássaro é a estrela guia.

Estrela que brilha no universo perdida,

deixa eu viver minha vida sem me preocupar

com o anseio da partida,

És um elo ou és um sonho,

eu te anseio estrela amiga.

Entre as estrelas que olhei,

nenhuma quis ser minha amiga,

só tu estrela perdida.

 

(TAPETE CÓSMICO – ADJANE COSTA DUTRA – 1995 – Pág. 27).

Momento Cultural: Assunção da Virgem – por Corina de Holanda

Corina de Holanda

Deve ter sido pela madrugada:
– Em torno da modesta sepultura,
Daquela dentre as puras a mais pura,
Anjos, em graciosa revoada,

Como a medir, de céu, a imensa altura,
Vão de estrelas formando a linda escada
Por onde subiria a Imaculada…
– Jamais se viu tão régia iluminada.

(Se Deus é o Autor de tão custosa tela…).
Rasga a morte seus véus! Eis que esplendente,
Surge Maria, a quem Gabriel conduz.

Astros se apagam diante da mais bela…
E todo o Céu saúda alegremente,
A que trouxe em seu seio a própria Luz.

1969

(Entre o céu e a Terra – 1972 – Corina de Holanda – pág. 33).

Momento Cultural: COR – LUZ – SOM – por Melchisedec

Melchisedec

COR – Os corpos celestes do nosso sistema solar irradiam cor, luz e som, que são percebidos por nós, os humanos, filhos do universo e irmãos das estrelas. Através de cada uma das faixas de um espectro de luz, captamos as cores.

As cores estão presentes na moda e no ambiente. Elas são estudadas e aplicadas na indústria de acordo com o rendimento que se pretenda dar.

As cores tem importante papel a desempenhar na nossa vida, porém devem ser usadas adequadamente, visto que elas tem o poder de transmitir grandes benefícios e isso é tão importante que os antigos egípcios, gregos e chineses deixaram para posteridade, como herança a cromoterapia.

O pensamento é forma e imagem. Quando pensamos em determinada cor, criamos uma corrente cuja frequência atinge um determinado objetivo.

De acordo com alguns infectologistas, alguma cores possuem as seguintes propriedades:

  • Vermelho – é revigorante, indicado nos estados de apatia, pressão baixa, depressão, anemia, paralisia, reumatismo, artrite e circulação.
  • Laranja – recomendado nos casos de depressão, batimento cardíacos, asma e bronquite.
  • Azul – tem propriedade relaxante, tumores, membros inchados e vermelhos, tensões nervosas, laringite, faringite, distúrbios da hipófise e da tireoide.
  • Rosa – vitaliza o sistema nervoso e facilita o controle da mente.
  • Anil – é indicado para os problemas nos olhos, ouvido, nariz e garganta.
  • Verde – equilíbrio, metabolismo hepático, restaura o aparelho digestivo, pressão arterial, coração.
  • Amarelo – estimula as células nervosas do cérebro, problemas circulatórios, prisão de ventre, fígado e baço.
  • Violeta – possui propriedades anticépticas, sistema nervoso, diminui as cáries, aumenta o QI das crianças e o magnetismo das pessoas.
  • Branco – reúne todas as cores e o organismo absorverá o que precisa.

Alguns infectologistas já admitem o uso da cromoterapia na cura de certas doenças.

O poder curativo das cores pode se manifestar de forma mais intensa, atuando diretamente sobre os órgãos que se quer curar.

O sucesso está na convicção de que se aplicarmos as cores estamos transferindo para o doente o tipo de onda eletromagnética emitida por cada tonalidade.

Quando a ciência comprovar que o trabalho da cromoterapia pode acarretar alterações profundas na saúde do paciente, então ficará mais fácil
às curas nos hospitais e os pacientes se sentirão mais seguros e mais confortáveis no ambiente hospitalar.

LUZ – é a claridade emitida por certos corpos, que determinam o fenômeno da visão que se manifesta pelas cores. Ela emite 562 trilhões de vibrações por minuto.

A luz solar é formada por uma mistura de radiação, podendo ser decomposta por meio de primas, de acordo com o seu comprimento de onda, decrescendo de maneira imperceptível, do vermelho para o violeta.

Momento Cultural: Quando – por Stephem Beltrão

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Quando você pensa que estou triste

Estou alegre

Quando você pensa que estou mal

Estou bem

Quando você pensa que estou perdido

Estou no rumo

Quando você pensa que estou dormindo

Estou acordado

Quando você pensa que estou só

Estou acompanhado

Quando você pensa que estou embriagado

Estou sóbrio

Quando você pensa que estou caído

Estou erguido.

 

Enquanto você achar que estou quebrado

Prosseguirei inteiro

Enquanto você achar que sou apagado

Serei acesso

Enquanto você achar que vivo doente

Estarei sadio

Enquanto você achar que fico preso

Serei libertado

Enquanto você achar que ando sofrendo

Permanecerei feliz

Enquanto você achar que ando chorando

Seguirei sorrindo

Enquanto você achar que já morri

Continuarei vivo.

Momento Cultural: Preto e Branco – por Henrique de Holanda

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Cabelo preto, eu sei porque nasceste escuro.

e por saber quem és, recuso o teu frescor.

– Ventania que vem trazendo um aroma puro,

P’ra se tornar, mais tarde, em tempestade e horror.

 

Cabelo, eu sei… e por saber eu juro:

este sorriso, em ti, é um prenúncio de dor.

O teu canto de agora é a mágua do futuro,

e a mentira nasceu, quando nasceu tua cor.

 

És bem a tela negra, ó retinta cabeça,

onde o tempo, a cismar, com tinta branca e espessa,

um poema de dor e de saudade escreve…

 

…uma noite que passou. Amanhecendo, agora,

a cabeleira branca é o orvalho da aurora,

alvorada sem sol… carregada de neve…

 

(Muitas rosas sobre o chão – Henrique de Holanda – pág. 8).

Momento Cultural: Hino do Oratoriano por Corina de Holanda.

Corina de Holanda

(Aos pobrezinhos de Dom Bosco)

 

I

Nós, os oratorianos

Somos a flor mais singela,

Talvez por isso, a mais bela

Dos jardins salesiano.

 

Como pequenina gema

Fulgurante, encantadora,

Enfeitando o diadema

Da Madona Auxiliadora.

 

Côro

Toda a terra entoe conosco

Um hino à eterna Bondade

Que tornou em realidade

Belos sonhos de Bom Bosco.

 

II

Parecendo verso tosco,

Somos a estrofe, mais linda,

Do poema que Dom Bosco

Escreveu, na terra, ainda.

 

E onde está toda a poesia,

Toda força, toda a luz,

Que há no pranto de Maria

Sobre as chagas de Jesus…

 

III

Dando combate ao pecado,

Exaltemos a grandeza

Que se espalha na realeza

Do ideal concretizado.

 

Dos anais Salesianos

Somos traço de ouro vivo

Marchemos, pois, sempre ufanos

Nós do Oratório Festivo.

1958

 

(Entre o céu e a Terra – Corina de Holanda – 1972 – pág. 31).

Momento Cultural: Perto do mar, anoitecia… por Célio Meira.

Dr.-Célio-Meira-Escritor

Perto do mar, anoitecia…

 

Corria o mês de novembro,

– Era Dia da Bandeira,

fomos ver a lua cheia,

ao lado da ribanceira.

 

Depois, descemos. Na praia,

ficamos a reparar:

– Havia esteira de prata,

nas águas mansas do mar.

 

Ali, olhando o mar, a lua,

recebemos a lição:

– Jesus Cristo está presente,

na glória da criação.

 

(migalhas de poesia – Célio Meira – pág. 25).

Momento Cultural: Símbolo do Amor por Albertina Maciel de Lagos.

Profª Albertina Maciel de Lagos

(Para o primo, João Carlos e sua esposa Madalena)

 

Na oficina da Mater Natureza,

mais uma rosa foi, então, plasmada

para, um dia, a mim, ser ofertada

num gesto de fidalga gentileza.

 

Uma “Paul Neron”: – púrpura beleza!

tão grácil, majestosa e delicada

que, logo, ao ser da haste arrancada,

mais perfume espalhou, com sutileza!

 

Beijada de sol, de orvalho irisada…

das flores, Rainha, ei-la proclamada

pela graça exuberante e esplendor!

 

E Parnaso, numa festa radiosa

Faz que a Inspiração decante a rosa

Em versos magistrais: símbolo do Amor!

 

(SILENTE QUIETUDE – ALBERTINA MACIEL DE LAGOS – pág. 32)

Momento Cultural: FORÇAS E ELEMENTOS DA NATUREZA

MelchisedecToda manifestação da vida, vibra num mesmo diapasão, tão harmonicamente afinado que faz soar em cada “eon” (período de tempo), uma verdadeira sinfonia das esferas. A maior ou menor quantidade de vibração é a manifestação das Energias Primárias.

A raiz de todas essas Energias Cósmicas que se polarizam no mundo de maneira dupla, chama-se Oceano Universal de Energia Vida. Essas Energias emanam do sol e se manifestam em três formas: Luz Primordial, Poder Ígneo e Base Energética Vital do mundo físico.

Cada uma dessas forças se manifesta em todos os planos do Sistema Solar. Elas permanecem distintas e nenhuma delas, em nosso plano, pode ser transformada na outra.

 

ELEMENTOS DA NATUREZA – São os princípios básicos de todas as substâncias que constituem os veículos da vida no Reino da Natureza.

Água – Constituída do elemento químico H²O.

Ar – Constituído do elemento químico .

Fogo – Constituído do elemento químico CO².

Terra – Constituído do elemento químico CL e CA.

Todos esses elementos são regidos por forças sutis.

(VERDADES FUNDAMENTAIS – MELCHISEDEC – Pág. 51)

Momento Cultural: Hino a Virgem do Rosário – por Corina de Holanda

corina-de-holanda-cavalcante

É dos céus o real lampadário;
Mãe de amor, o teu nome querido
Tantas vezes por nós repetido
Pelas contas do santo rosário

Solo
I
És o marco sacrossanto,
A estrela de maior brilho
A flor de mais puro encanto
Nos caminhos de teu Filho.

II
O teu nome acalma o tédio,
Ninguém o repete em vão.
– Doce e salutar remédio
Dele brota a salvação.

III
Dos céus, imortal poema,
Teu doce nome, Maria,
Transforma, na hora estrema,
Nossa dor em alegria.

1958
(Entre o céu e a Terra – Corina de Holanda – pág. 30).

Momento Cultural: Avarento – por Célio Meira

Dr. Célio Meira (Escritor)

O avarento, sem bondade,
vive pobre na riqueza,
e quando chega o seu fim,
morre rico na pobreza.

Se a morte lhe ronda a casa,
não tem mais consolação,
porque não pode levar
o dinheiro no caixão…

* * *

Os que passam pelo mundo,
sem amor, sem alegria,
são fugitivos da Fé,
numa triste romaria.

* * *

Esta simples confidência,
revelo a ti, sem rodeio:
– o perfume que me deste,
é das rosas de teu seio.

(migalhas de poesia – Célio Meira – pág. 28).

Momento Cultural: LEVE COMO O VENTO – por ADJANE COSTA DUTRA

Adjane Costa Dutra

Leve como o vento é o meu pensamento…
Feliz como um pássaro é a estrela guia.
Estrela que brilha no universo perdida,
deixa eu viver minha vida sem me preocupar
com o anseio da partida,
És um elo ou és um sonho,
eu te anseio estrela amiga.
Entre as estrelas que olhei,
nenhuma quis ser minha amiga,
só tu estrela perdida.

(TAPETE CÓSMICO – ADJANE COSTA DUTRA – 1995 – Pág. 27).