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“Dias Cardoso, nós estamos aqui”. Disse Célio Meira, ao final do seu discurso…..

Em ocasião recente, contou-me a professora Adeilda Dias uma história interessante, sobre a leitura do feriado municipal do dia 3 de agosto, sob a analise do seu neto (7 anos), quando o mesmo foi questionado o motivo do feriado municipal. De maneira resumida disse ele: “foi uma briga com galera da Holanda. Teve vida, teve morte e a gente ganhou”.
Pois bem, sem tanta simplicidade, na noite do dia dois de agosto, o professor George Cabral, presidente do Instituto Arqueológico Pernambucano, proferiu palestra na solenidade promovida pelo nosso Instituto Histórico. No bojo das suas explanações realçou a figura do Sargento-mor Dias Cardoso, no contexto da chamada Restauração Pernambucana. Mais adiante, no mesmo evento, na intervenção oral o professor Pedro Ferrer, o mesmo reforçou a imprescindível participação do experiente guerrilheiro – Dias Cardoso – na épica Batalha das Tabocas, cravando que o valente herói vem sendo injustiçado pela macro-história.
Confirmando o sentimento do professor Pedro, recortamos um trecho da publicação do Diário de Pernambuco, ocorrida no último final de semana, na coluna “Diário na História”.
Naquela ocasião, há 75 anos, autoridades civis, militares e eclesiásticas renderam merecidas homenagens aos heróis, Vital de Negreiro e Fernandes Vieira, “esquecendo” do Sargento-mor Duas Cardoso. Ressaltemos, porém, que na nossa cidade, Vitória de Santo Antão, seu nome está grafado em rua, colégio e até um busto, erigido na Praça da Restauração.
A título de curiosidade, porém, o mesmo (busto) foi inaugurado por ocasião tricentenário da Restauração Pernambucana, ocorrido em 24 de janeiro de 1954. Na placa comemorativa, entre outras coisas, tem grafado: “Sargento-Mor Dias Cardoso, o construtor da Vitória nas Tabocas”.
Convidado pelo prefeito da época, Manoel de Holanda, o orador oficial desse marcante evento comemorativo/inaugural, foi o meu avô, Célio Meira (foto). Suas palavras escritas, “ipsis litteris, fazem parte do meu arquivo. “Dias Cardoso, nós estamos aqui”. Disse ele, ao final do seu discurso……
Livro Apelidos Vitorienses II: Branca.
COMPESA: prêmio para inglês ver…

Em ano pré-eleitoral as coisas começam “ganhar forma”. Dias atrás o presidente da COMPESA, Roberto Tavares, que está se organizando para disputar um mandato de deputado federal, em 2018, participou, em São Paulo, da edição 2017 do Anuário Época Negócio 360º.
Pois bem, a COMPESA, empresa que ele dirige, foi agraciada, em todo Brasil, com a primeira colocação no setor de saneamento. Certamente essa pesquisa e todo esse “brilhante” trabalho da COMPESA não passou na nossa cidade, Vitória de Santo Antão.

Em Vitória, aliás, como todos são testemunhas oculares, a referida empresa é a representação máxima da ineficiência, do descaso e do desrespeito aos consumidores. Além, claro, de ser um péssimo exemplo de gestão, sobretudo no que diz repeito à interferência danosa e nebulosa, promovida pelos três principais grupos políticos locais. O referido prêmio, aos vitorienses, constitui-se numa verdadeira PIADA.
Livro Apelidos Vitorienses II: Junior Facada.
Pedido de Desculpas: do atual secretário na direção do ex-diretor.

Caro Pilako. Sobre a recente declaração do Secretário Municipal Dr. Paulo, alegando divida da AGTRAN no contrato de locação de veículos referente 2016, a empresa nos forneceu declaração afirmando não haver nenhuma dívida da AGTRAN com a empresa, e que passamos ao secretario que já nos mandou pedido de desculpas pessoal. Resta o Blog divulgar justificativa para que o público que viu a matéria conheça a realidade. Aguardamos. Caso queira, lhe enviaremos cópia do documento.
Hildebrando Antonio de Lima.
MOMENTO CULTURAL: CORDEL DO CONTRADITÓRIO/09 – POR Egídio Timóteo Correia
Coração não se escraviza
Não se prende sentimentos.
Ideias precisam de asas
Pra voar no firmamento
Ninguém deve controlar
A força do pensamento.
Um poeta social
Preso à sociedade,
Proibido por etiquetas,
Esconde as suas verdades.
Poetas precisam ser livres
De ódio, mágoas e vaidades.
Um poeta religioso
Tem seus versos algemados,
Tem medo de se expandir,
Cometer alguns pecados.
Poemas querem ser livres
E nunca ser censurados.
Por isso é que a poesia
Deve ser independente.
Falar do fundo da alma
Como ela pensa e sente
Ser uma interprete da vida
E das coisas de sua gente.
Egídio Timóteo Correia
Outro movimento grevista: quem enganou quem? Prefeitura ou Sindicato?

No início da tarde de hoje (09), ao passar pela Praça 3 de Agosto – mais conhecida como “Praça do Anjo” – observei um movimento promovido pelos funcionários da prefeitura. Como todos sabem, dias atrás, uma grave foi convocada pela categoria. Vários movimentos públicos ocorreram na cidade, inclusive com uma a “ocupação” da sede do governo municipal.
Pois bem, ao que parece um novo conflito foi aberto entre a categoria e a gestão municipal, comandada pelo prefeito Aglailson Junior. O impasse, agora, segundo informações preliminares, gira em torno da alíquota do desconto no salário do funcionalismos, para a contribuição do VitoriaPrev (fundo previdenciário do servidor municipal).
Aos olhos dos observadores atentos, dentre os quais me incluo, acredito que essa agenda já deveria ter sido tratada e resolvida, no ato das últimas negociações. Ora! Não é nada lógico, muito menos produtivo, se fatiar discussões salariais! Nesse caso, fatalmente, quem sairá prejudicado é a população, com mais um movimentos grevista.
Seria de imperiosa necessidade explicações de ambas as partes – prefeitura e sindicato – para sabermos o que realmente está acontecendo. Será que é a prefeitura que não está cumprindo com o acordado? Ou será que é o sindicato que está radicalizando nas negociações?
O munícipe, pagador dos impostos e usuário dos serviços públicos, não pode ser penalizado por possíveis amadorismos ou até, quem sabe, má fé de alguém, nessas negociações. De resto, entre tantas, fica apenas duas perguntas: Quem provocou o rombo no VitoriaPrev? Por que tem professor ganhando mais de R$ 20.000,00, enquanto outros servidores municipais ganham pouco mais de R$ 1.000,00?
Com a palavra os diretores dos sindicatos locais e os atuais gestores municipais.
Livro Apelidos Vitorienses II – Cocota.
Na mesa de bar, nem tudo é bebida…
“A praça é do povo, como o céu é do condor”. Certa vez, bradou Castro Alves. À mesa dos bares, nem sempre apenas se bebe. Outro dia, conversando com um escritor independente, disse-me ele: “Pilako, certa vez, numa sexta feira, fiz o lançamento de um dos meus livros numa academia. Só tinha intelectual. Ao final, vendi cinco exemplares. No outro dia – sábado – promovi um segundo lançamento, num bar. Vendi trinta e seis livros”.
XVII BLIZZARD OF ROCK – 12 DE AGOSTO.
Livro Apelidos Vitorienses II – Brother.
“CORONELISMO E CANGAÇO NO IMAGINÁRIO POPULAR: um presente do amigo escritor vitoriense Erivam Felix Vieira.
Recentemente recebi na nossa redação o amigo e escritor vitoriense, Erivam Felix Vieira. Com formação na sociologia, parapsicologia e antropologia ele é desses camaradas que “dá gosto se conversar”. Calmo, sereno e bom ouvinte, Erivam enriquece o mundo, cada vez mais capitalista, sem precisar usar medidas financeiras – ouro, dólar ou qualquer commodity. Ele é rico, justamente nas coisas que não se pode comprar ou vender.
Com vários livros publicados na área da natureza humana, trouxe-me, obsequiosamente, um dos seus títulos. “CORONELISMO E CANGAÇO NO IMAGINÁRIO SOCIAL”. Nessa obra ele procurou esmiuçar os elementos que compõe o imaginário popular na construção das figuras míticas, no caso em tela, dos coronéis do Nordeste Brasileiro e do LAMPIÃO. (Virgulino Ferreira).
Com ilustrações, fotos e recortes dos jornais da época, ele nos faz uma leitura que vai além do policialesco, tão comum nas abordagens sobre o tema. Na literatura de cordel, uma das representações mais emblemáticas da nossa região, entre outras coisas, ele foi buscar a construção do imaginário popular para o tema, ainda permeado de muito mistério e controvérsia.
Em momento oportuno estaremos publicando recortes da sua obra:
Resumo:
“Neste artigo analiso a dimensão construtivo-interpretativa do fenômeno social denominado cangaço, partindo de uma perspectiva baseada na Sociologia do imaginário. Proponho a busca para a compreensão do imaginário e o cotidiano do Sertão nordestino, sugerindo não apenas relacionar o contexto histórico em que tais manifestações se inserem e situá-lo à nossa realidade, como gerar um ponto de análise sobre as diferentes percepções dos atores em relação a si mesmos e de uns em relação aos outros, onde o paradoxo e o excêntrico se fizeram presentes em importante acontecimento sociológico nacional”. Escreveu o Erivam.
Livro Apelidos Vitorienses II – Novo da Banca.
O atual presidente da Câmara de Vereadores da Vitória de Santo Antão, Edmilson Zacarias da Silva, teve seu apelido ( atual ) colocado em duas etapas da vida. Ao nascer, sua mãe, Dona Inês, achou que ele seria o último filho. Em 1985, em função da sua atividade comercial, recebeu uma espécie de “sobrenome”.
Pitú expõe na 37ª ABAD em São Paulo
A Pitú estará com estande na 37ª Convenção ABAD do Canal Indireto: Indústria, Agente de Distribuição e Varejo – Encontro Nacional da Cadeia do Abastecimento (ENACAB), entre os dias 07 e 09 de agosto, no espaço Expo Exhibittion & Convention Center, em São Paulo. Para a marca pernambucana de cachaça, que comercializa anualmente 95 milhões de litros e é líder no mercado de aguardente do Norte/Nordeste, o objetivo de participar da feira é estreitar o relacionamento com clientes de diversos estados do Brasil e fechar novos negócios.
Super Oara: Segunda Festa da Saudade, dia 16 de setembro.
República – Manoel Carlos

A “res-publica” coisa do povo alardeada pelo amigo pedro Ferrer pode até ter surgido nestas terras, porem, é algo de muito malgrado posto os desdobramentos políticos e ideológicos da mesma (falamos no sistema politico, meramente) redundaram pe tragedias inomináveis a este velho Brasil. Golpes de estado, corrupção endêmica, salvadores da pátria, e toda sorte de porcarias advinda do golpe de estado que destituiu nosso Imperador Dom Pedro II…
Hoje poderíamos dizer como Rui Barbosa a republica gerou o fracasso.
Ruy Barbosa é considerado um dos mais eminentes juristas e políticos que a república do Brasil já viu nascer… foi um dos articuladores do golpe de 15 de Novembro e ajudou a derrubar a Coroa e instaurar aquilo que ele acreditava ser, sabe-se lá o porquê, um regime melhor para o nosso país.
Pouco tempo depois fez um “mea culpa” da tribuna do Senado… Eis o pronunciamento:
“A falta de justiça, Senhores Senadores, é o grande mal da nossa terra, o mal dos males, a origem de todas as nossas infelicidades, a fonte de todo nosso descrédito, é a miséria suprema desta pobre nação.
A sua grande vergonha diante do estrangeiro, é aquilo que nos afasta os homens, os auxílios, os capitais.
A injustiça, Senhores, desanima o trabalho, a honestidade, o bem; cresta em flor os espíritos dos moços, semeia no coração das gerações que vêm nascendo a semente da podridão, habitua os homens a não acreditar senão na estrela, na fortuna, no acaso, na loteria da sorte, promove a desonestidade, promove a venalidade, promove a relaxação, insufla a cortesania, a baixeza, sob todas as suas formas.
De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.
Essa foi a obra da República nos últimos anos. No outro regime (na Monarquia), o homem que tinha certa nódoa em sua vida era um homem perdido para todo o sempre, as carreiras políticas lhe estavam fechadas.
Havia uma sentinela vigilante, de cuja severidade todos se temiam e que, acesa no alto (o Imperador, graças principalmente a deter o Poder Moderador), guardava a redondeza, como um farol que não se apaga, em proveito da honra, da justiça e da moralidade”.
Viva o Rei, Viva a Republica que só funciona no Brasil se for coroada.!
Manoel Carlos
Livro Apelidos Vitorienses II – Gongué
Primeira Feira de Agosto: por força da tradição, ainda continua viva!!
No sábado (05) aconteceu, no Parque Joaquim Rodrigues de Lira, mais uma edição da afamada Primeira Feira de Agosto. Esse evento, aos olhos dos que conhecem um pouco da história da nossa cidade, Vitória de Santo Antão, configura-se num dos maiores Patrimônios Imaterial da Terra de Diogo de Braga.
Ainda na qualidade de Vila de Santo Antão, início do século XIX, os primeiros sábados de agosto e setembro se tornaram, do ponto de vista comercial da região, a data mais importante para os chamados apontamentos dos engenhos. Aqui, convergia toda elite açucareira e agropastoril para negociar de tudo, inclusive escravos.
Com o passar dos tempos, por motivos diversos, deu-se, de maneira gradual, a desidratação da monocultura canavieira. Porém, contudo, o tradicional encontro foi mantido. Mais adiante, no entanto, o “carro chefe” da feira virou o cavalo de cela.
Ao encontrar o amigo e secretário municipal da pasta da agricultura e atual coordenador do aludido evento, não pude deixar de transmitir meu descontentamento com relação à descaracterização das raízes do evento, ao passo que, entre outras coisas, a própria prefeitura, de maneira equivocada, divulga o evento chamando-o de “tradicional feira de animais”, ao invés do nome que lhe deu fama: PRIMEIRA FEIRA DE AGOSTO.
O evento deste ano praticamente se manteve no modelo que vinha sendo desenvolvido pela gestão anterior, ou seja: “se arrastando!”. De sorte que o clima, nos últimos dias deu uma estiada e melhorou o “astral” do encontro.
Aliás, não custa nada dizer: Este evento, se bem planejado e trabalhado, não custaria nenhum centavo aos cofres públicos. Muito pelo contrário: daria visibilidade aos gestores, dentro e fora da cidade, preservava-se o patrimônio, incrementava os negócios do campo e ainda seria um forte fio condutor para a chamada economia criativa, proporcionado a verdadeira distribuição de renda, através do comércio ambulante.
Mas, alheio a tudo isso e por força da tradição, os criadores da região marcaram presença. Alguns para negociar seus animais e outros para comprar. Já outros tantos, em grupos, para bebericar e se divertir ao som da sanfona, do zabumba e do triângulo. Veja o vídeo:
Esperamos, porém, que nos próximos anos, ainda sob a coordenação dessa gestão, novas rotas sejam traçadas, com planejamento e interesse, para dá força a esse evento tradicional da nossa cidade que, no passado, tanto promoveu nosso torrão e que, de certa forma, ajudou a nos transforma na Capital da Zona da Mata.
























