Revivendo o Carnaval: Célio Meira se irrita com chacota.

Célio Meira – escritor e jornalista.

Certa vez, uma irreverente toada fez o nosso querido e saudoso Célio Meira se retirar do tablado. Estávamos na fase aguda da primeira grande guerra e Célio era um francófilo,  capaz de brigar com quem tentasse, nesse particular, combater as suas ideias. Era nosso Ministro do Exterior o dr. Nilo Peçanha. Acontece que a Cambinda para, diante do tablado e ataca:

“O Doutor Nilo Peçanha
Pela Pátria brasileira,
– Mandou chamar Célio Meira
P’ra acabar com a Alemanha”.

Ceciliano não gostou da graça. Essa quadrinha foi atribuída a Samuel Campelo que, no entanto, sempre negou, Teria sido de meu pai, Joaquim de Holanda Cavalcanti. Muitas pessoas o davam como sendo o autor. Não sei…

O que sei é que a “Lagoa do Barro” lembra o Carnaval. Era lá o quartel general da folia, transformada em bosque e, à noite, com sua profusão de luzes, num vasto salão iluminado.

Até 1929, o nosso Carnaval, embora desfigurando-se  cada ano, guardou esse aspecto.

Extraído da REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO – Volume 6º – 1976 – Páginas 102 e 103.

Folia e frevo na virada do ano em Vitória….

Com tradição secular nos festejos do Rei Momo, nossa cidade – Vitória de Santo Antão -, por iniciativa das agremiações carnavalescas “Boi Dela” e “Acorda Corno”, brindou a virada do ano com muito frevo.

 

No dia 31/12, à tarde, os diretores do “Boi Dela” começaram sua já tradicional  prévia carnavalesca. O local escolhido foi o “Lava-Jato” do amigo Roberto Tenório, diretor da referida agremiação. Por lá, o frevo reinou absoluto.

Para começar o Ano Novo com o pé na folia, os diretores do “Acorda Corno” “convocaram” os foliões para um desfile às 6h, saindo da Rua Doutor José Rufino, no bairro do Cajá. Registramos parte da passagem pelo Pátio da Matriz. A turma estava animada!

Vencemos 2023……

Chegou 2024! Com ele, um novo ciclo começa. Mas é bom que se diga que tudo permanecerá do mesmo jeito, se você não tomar a iniciativa em mudar, naquilo que é desejado. Mas também é bom que se diga, indiscutivelmente,  que vencemos mais uma etapa do eterno desafio de nos mantermos vivos,  até (nosso) o final dos tempos. Vamos em frente….

Planejamento para 2024: Corrida da Vitória – 28 de abril….

3ª Corrida e Caminhada da Vitória – 28 de abril de 2024.
Corrida 7km – Caminhada 4km – Concentração às 6h – Largada às 7h.
Troféu – Premiação Geral do 1º ao 5º colocado – masculino e feminino.
Troféu – Premiação Faixa Etária – 1º ao 5º colocado
Primeira faixa etária: até 39 anos.
Segunda faixa: dos 40 anos aos 49 anos.
Terceira faixa: dos 50 anos aos 59 anos.
Quarta faixa etária: dos 60 anos aos 69 anos.
Quinta faixa etária: dos 70 a mais.
OBS: NÃO HAVERÁ PREMIAÇÃO EM DINHEIRO!
Inscrições on-line: www.uptempo.com.br
Inscrições grupos: 81-9.9.9420.9773
Inscrição presencial: Loja Monster Suplementos – Rua Valois Correia – 96 – Matriz – Vitória.
Valor Inscrição:
Kit completo – corrida ou caminhada – R$ 85,00
Kit sem a camisa – corrida ou caminhada – R$ 70,00
1º LOTE ATÉ O DIA 29 DE FEVEREIRO.

Espetáculo nos ares – ontem e hoje…..

Por volta do meio dia de ontem, quinta-feira, 28 de dezembro – última quinta do ano de 2023 – ao deslocar-me, de carro, pelo centro da cidade, com destino ao bairro do Cajá, observei um movimento diferente no trajeto, já que costumeiramente o faço.

Das esquinas, das calçadas e dos portões, pessoas, das mais diversas idades, curiosamente e sincronicamente, levantavam sua visão na direção dos  céus. Aeronaves do tipo helicóptero, intensamente, cruzavam os ares. Só depois, circulou a informação de que se tratava de uma operação policial.

Pois bem, mesmo vivenciando tempos  (atuais) em que as mais extraordinárias imagens da vida moderna estão disponíveis,  24h, através dos celulares, o “mundo ao vivo” sempre será mais convidativo,  ao que poderíamos chamar de “espanto”.

Saindo do tempo presente e viajando ao de outrora, tendo como circunscrição espacial  os céus antonenses,   fiquei imaginando,  mesmo sem haver vivido esse espetáculo,   o alvoroço das pessoas, em solo, por ocasião dos eventos promovidos pelo nosso Aeroclube,  em que contava com várias aeronaves se deslocando,  ao mesmo tempo, em que, também, sincronicamente, paraquedistas saltavam dos aviões.

Lembremos que tudo isso aconteceu em nossas terras por volta da metade do século XX, quando  ainda, na qualidade de cidade, estávamos desfrutando das maravilhas da chegada da energia elétrica e o automóvel  ainda se configurava numa  novidade.

Em registros nos jornais da época, fala-se em público de mais de 10 mil pessoas acompanhando os eventos,  promovidos pelo nosso Aeroclube. Depois de ontem, já mais irei duvidar dessas informações……

2024 – O ano das biografias de grandes autores pernambucanos. Osman Lins será biografado – por Marcus Prado.

O ano de 2024 poderá ser, no Recife, o das biografias e páginas de memória de grandes vultos da nossa literatura, do jornalismo, das artes, da inteligência criativa. Gênero que sempre manifestou ávido interesse do grande público, as biografias e autobiografias, os chamados diários íntimos, podem contribuir não só aos estudos de história e todas as suas vertentes de pesquisa, sendo parte representativa da crônica de um tempo, panorâmica de um povo, seus costumes, sua paisagem, sua cultura.

Cito como amostra exemplar, modelo de escrita biográfica, a obra de Rüdiger Safranski (1945): “Heidegger: Um Mestre da Alemanha entre o bem e o mal”. É superlativamente a melhor biografia do autor de “Ser e Tempo”, talvez a mais importante obra filosófica do seu tempo, pela estrutura e multiplicidade de abrangências em áreas do pensamento, até na teologia. O livro de Rüdiger Safranski é um sucesso mundial que o professor gaúcho Ernildo Stein (1934) – um dos maiores especialistas em Martin Heidegger (1889-1976) na América Latina, foi aluno do biografado – apresenta para o leitor brasileiro, com a tradução da escritora Lya Luft, direto do alemão. Trata-se não só da vida e da obra do mais polemico filósofo do seu tempo, mas de grande painel intelectual da Alemanha do século vinte, no qual o pensamento heideggeriano é confrontado com o de seus contemporâneos, como Max Weber (1864-1920), Karl Jaspers (1883-1969), Edmund Husserl (1859-1938), Max Scheler (1874-1928), Ernst Cassirer (1874-1928), Ernst Jünger (1895-1998), Carl Schmitt (1888-1985), Theodor Adorno (1903-1969), Hannah Arendt (1906-1975), entre outros.

Além de dizer quase tudo (não conheço biografia que diz tudo) e revelações corajosas sobre o homem e o seu tempo, o Heidegger e seus conflitos ideológicos, políticos e amorosos com a genial Hannah Arendt (uma paixão de outono, já casado, com a genial aluna). Sem falar do homem e filósofo diante do caos (des) humano que desembocaria na tomada do poder de Hitler (1889-1945).

Estou sabendo que o sociólogo e antropólogo Roberto Mauro Cortez Motta (1940), acadêmico da APL, está preparando a biografia de Gilberto Freyre (1900-1987), que poderá ser, além de grande desafio, em mais de um volume, uma enriquecedora contribuição à vasta bibliografia do autor de “Casa-Grande & Senzala”. A antropóloga e cronista Fátima Quintas (1942) segue com a intenção de publicar pesquisas sobre fatos biográficos, inéditos, de Gilberto Freyre. A vida, as ideias do dramaturgo e escritor Ariano Suassuna (1927-2014), a sua grandiosa obra literária, base do Movimento Armorial, Ariano pintor, o seu tempo pernambucano, o imortal da ABL, tudo está no projeto do escritor e professor universitário Carlos Newton Junior (1966) para este ano. Quem foi o poeta e escritor César Leal (1924-2013), a amplitude de sua obra ensaística e poética, a influencia sobre os jovens autores do seu tempo, a chamada Geração 65, tudo isso será revelado por sua filha, a professora Virginia Leal, titular do Setor de Linguística do Departamento de Letras/UFPE, doutora em Semiótica e Linguística pela USP/Université Paris X. O escritor e autor teatral Osman Lins, que nasceu há 100 anos (1924-1978), terá biografia escrita por sua filha, a premiada jornalista Leticia Lins. A pintora Tânia Carneiro Leão (1945), terá muito a dizer no seu livro de memórias “ColeTÂNIA”. O livro promete ser a história de uma vida e de um tempo pernambucano, as grandes amizades que ela construiu ao lado do primeiro marido, o poeta Carlos Pena Filho (1928-1960), e do segundo marido, André Carneiro Leão (1927-2022). Era desses raros que tinham o segredo das grandes amizades. A jornalista Zenaide Barbosa (1954) promete revelações sobre a sua experiência profissional, durante mais de duas décadas, no comando da redação do Diario de Pernambuco. Está com a sua autobiografia quase pronta. Saberemos sobre as conquistas e desafios da jornalista líder de uma equipe de mais de 40 grandes profissionais.

Marcus Prado – jornalista. 

ACTV – dupla comemoração!!!

Em ritmo frevo e com muita Pitú, folia e animação, aconteceu, na noite de ontem (27),  na sede da ACTV – Associação dos Carnaval Tradicional da Vitória – uma dupla comemoração: confraternização dos diretores das agremiações afiliadas e os 26 anos da Orquestra Ciclone, comandada pelo Maestro Givaldo Barros. 

Em nossa cidade – Vitória de Santo Antão -, lugar em que corre sangue carnavalesco nas veias dos munícipes, a folia de momo já começou. Vale lembrar que já na virada do ano, dia 31, haverá previa carnavalesca – Acorda Corno – com previsão de amanhecer o dia, na rua, desfilando e pulando e frevo.

Vida Passada… – Manuel Arão – por Célio Meira

Célio Meira – escritor e jornalista

Na velha cidade de Afogados da Ingazeira, abençoada pelo Senhor Bom Jesus dos Remédios, nasceu, no dia 11 de janeiro de 1876, o sertanejo Manuel Arão de Oliveira Campos. Fez o curso primário, na terra natal, não escondendo, desde menino, o amor às letras literárias. Lia e decorava  sonetos celebres, e páginas de pensadores famosos, chegando, e é ele, mais tarde,  quem nos conta, “ a saber quase toda, de memória, “A Noite na Taverna” de Álvares de Azevedo. Deliciava-se em “ouvir os rábulas no júri da terra”, e redigia “ A Pátria”, jornalzinho manuscrito, e primeira tribuna livre do futuro filósofo e romancista.

Trazendo na alma a lembrança do rio Pajeú, chegou, aos 17 anos de idade, à cidade do Recife, onde começou a trabalhar, estudando e ensinando. O magistério, a imprensa e essa Estrada de Ferro, que é, hoje, a Great Western, foram as três oficinas em que Manuel Arão viveu e trabalhou, febrilmente, durante trinta e sete anos, conquistando as inúmeras vitórias do espirito, que lhe deram projeção e renome, na sociedade recifense, na literatura, na história e nas ciências.

A Gazeta da Tarde, ao tempo de Abdizio de Vasconcelos, foi a primeira trincheira de Manuel Arão. E quando, nos últimos anos do século XIX, se processou, no Recife, um grande movimento literário, batalhando, no “Diário de Pernambuco”, entre outros, João Barreto de Menezes e Artur Baia, e na Revista Contemporânea”, Teotônio Freire, França Pereira, Paulo de Arruda e o vitoriense Demóstenes de Olinda, surgiu, numa das cadeiras de redator daquele “Diário”, o jovem dos Afogados da Ingazeira. E, durante oito anos, permaneceu na estacada, aumentando, dia a dia, o brilho de sua pena e a pureza de sua linguagem.

Reuniu no livro “Ínfimas” em 1893, os versos da mocidade e no ano seguinte, com a colaboração de Ernesto de Paula Santos, publicou o “Notas Pessimistas”. Escreveu, em 97, o romance “ A Adúltera”, publicado na Bahia em 98, o “Magda”, editado no Recife. E dez anos mais tarde, entregou as livrarias o “Transfiguração”, romance, impresso em Portugal.

Colaborador efetivo da revista “Heliopolis” , manteve a secção “Notas sem Claves”. Publicou, em 1917, o “ Visão Estética” e “ A Legenda e a História na Maçonaria”, e logo depois, “ O Claustro” , o maior livro desse escritor sertanejo.

Pertenceu à Academia Pernambucana de Letras, ocupando a poltrona nº 2, de frei Antônio de Santa Maria Jaboatão, fundada por Gregório Junior, tendo a honra de sentar-se na cadeira da presidência da Casa de Carneiro Vilela.

Morreu Manuel Arão, aos 54 anos de idade, três dias depois de seu aniversário natalício. Afogados da Ingazeira deve homenagear a memória do seu ilustrado filho, o maior, talvez, no século XIX.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reuno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica. Setembro de 1939 – Célio Meira.

Doutor Rui Ferreira: reconhecimento e condecoração…..

Na noite de ontem (26), em reunião festiva, o Rotary Clube da Vitória, em reconhecimento aos relevantes serviços prestados à comunidade,  homenageou,   com o “Título de Companheiro Paul Harris” – a maior Comenda do Rotary Internacional – o conceituado médico Rui Ferreira.

Especialista em mãos, o doutor Rui –  com a articulação do Rotary Clube da Vitória – já realizou duas missões humanitárias, contemplando as crianças antonenses. Vale destacar, também,  que o doutor Rui já realizou, nos quatro cantos do Mundo, mais de 100 missões humanitárias.

O incêndio mais mortal da história do Brasil – @historia_em_retalhos.

A assombrosa tragédia na Boate Kiss, em 2013, chocou o Brasil quando 242 jovens morreram vítimas de um incêndio.

O que pouco se comenta, porém, é que, cinco décadas antes, um terrível incêndio criminoso causou a morte de 503 pessoas, entre elas, 300 crianças, mais do que o dobro de vítimas da Kiss.

O fato aconteceu em 17 de dezembro de 1961, em Niterói, no Rio de Janeiro.

Naquele mês, o Gran Circus Norte-Americano chegava a Niterói, anunciando ser o maior e mais completo circo da América Latina.

A montagem do equipamento demandava bastante tempo e mão de obra, o que fez com que o dono, Danilo Stevanovich, contratasse cerca de 50 trabalhadores avulsos.

Entre eles, Adílson Marcelino Alves, o “Dequinha”, que tinha antecedentes criminais e apresentava problemas mentais.

Dequinha trabalhou apenas dois dias e foi demitido por Danilo, assim que foram descobertos os seus antecedentes criminais.

Inconformado, porém, passou a rondar as imediações do circo.

No dia da estreia, em 15 de dezembro de 1961, o circo estava lotado e Dequinha tentou entrar no espetáculo sem pagar o ingresso, sendo impedido pelo domador de elefantes Edmilson Juvêncio.

No dia seguinte, 16 de dezembro, Dequinha continuava a perambular pelas imediações e passou a provocar o arrumador Maciel Felizardo, que era apontado como o responsável por sua demissão.

Seguiu-se uma discussão e Felizardo agrediu Dequinha, que reagiu e jurou vingança.

Era a senha da tragédia.

No dia 17 de dezembro, Dequinha reuniu-se com José dos Santos, o “Pardal”, e Walter Rosa dos Santos, o “Bigode”, com o plano de atear fogo no circo.

Chegou a ser advertido, porém estava decidido: queria vingança e dizia que o dono do circo tinha uma dívida para com ele.

Com três mil pessoas na plateia, às 15h:45min, faltando apenas 20 minutos para o espetáculo terminar, começou o incêndio.

Em poucos minutos, o circo foi completamente devorado pelas chamas, porque a lona, que chegou a ser anunciada como sendo de náilon, era, na verdade, de tecido de algodão, revestido de parafina, um material altamente inflamável.

Por uma infeliz coincidência, naquele dia, a classe médica do Rio de Janeiro estava em greve e o maior hospital de Niterói estava fechado.
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Desesperada, a população arrombou as portas do hospital e os médicos foram convocados por meio do rádio.
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O presidente João Goulart deslocou-se imediatamente para Niterói.
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Sem outra alternativa, o Estádio Caio Martins foi transformado em uma oficina provisória para a construção rápida de caixões, com carpinteiros da região trabalhando dia e noite, e, pasmen, sem mais terrenos disponíveis em Niterói, foi necessário solicitar-se uma área no município vizinho de São Gonçalo para enterrar os corpos.
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Dequinha foi preso cinco dias depois, assim como os seus cúmplices “Bigode” e “Pardal”, sendo condenado a 16 anos de prisão e 6 anos de internação em manicômio judiciário.
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Onze anos depois, em 1973, ele fugiu da penitenciária e foi encontrado morto com 13 tiros no alto do morro Boa Vista, também em Niterói.
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Niterói jamais esqueceu dessa tragédia.
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Algumas curiosidades:
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– a fuga da elefanta “Samba”, paradoxalmente, acabou salvando muita gente. Com a sua força, o animal rasgou um buraco na lona, abrindo um caminho para mais pessoas passarem. Outros, porém, com menos sorte, acabaram morrendo ou tendo ossos quebrados pelo animal.
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– o saudoso palhaço Carequinha ajudou no financiamento para a construção de um cemitério em São Gonçalo para enterrar as vítimas do incêndio.
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– o pregador “Profeta Gentileza”, nome pelo qual ficou conhecido José Datrino, motorista de caminhão, afirmou que, no dia da tragédia, recebeu um chamado à vida espiritual, que o mandava abandonar o mundo material e dedicar-se apenas ao plano espiritual, decidindo, a partir daquela data, residir no exato local onde acontecera o incêndio.
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– a quem interessar, recomendo o livro “O Espetáculo Mais Triste da Terra – O incêndio do Gran Circo Norte-Americano”, de Mauro Ventura.
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