Antônio Cícero e a tragédia grega clássica – por Marcus Prado.

“Só há um problema filosófico verdadeiramente sério: é o suicídio” (Albert Camus)

A morte da italiana Eluana Englaro, que estava em coma havia 17 anos, em fevereiro de 2009, a morte da poetisa pernambucana Tereza Tenório, Musa da Geração 65, que esteve em coma durante mais de 5 anos (dizem que a sua respiração era quase inaudível); a morte assistida do escritor e acadêmico da ABL, Antônio Cícero deixando o país consternado, é um assunto que conduz à antiga polêmica sobre a prática de morte assistida do paciente em estado terminal.

Nos países essencialmente católicos existe uma crença onde se diz que Deus determina o nascimento, a vida e a morte, e que uma pessoa não terá o direito de interromper esse fluxo natural.

O método é proibido na maioria dos países, assim como tem inspirado numerosos debates nos meios acadêmicos e jurídicos do mundo inteiro. Muitas situações que, no passado, eram tipificadas como ilícitos penais, hoje já não o são mais. No Brasil, essa prática não é tipificada, apenas aludida no Código Penal como crime de assassinato com pena de reclusão.

Santo Agostinho no seu livro “Cidade de Deus” argumenta que o suicídio é simplesmente outra forma de homicídio e que, portanto, também é proibido.

Na Antiguidade, antes do surgimento do Cristianismo, ajudar alguém a ter uma ‘morte boa’ era algo permitido e até corriqueiro. Na “Comédia”, do divino Dante Alighieri, os suicidas são punidos no sétimo círculo do Inferno.

Segundo Shai Joshua Lavi escreve no livro “The Modern Art of Dying” (“A Moderna arte de morrer”), “a palavra eutanásia passa a não mais significar apenas ‘boa morte’, mas sim o que os médicos poderiam fazer para assegurar uma boa morte. […] A lei do leito de morte mudou da religião para a medicina”. O ato de pôr termo à própria vida, no sentido de provocar a morte de alguém para o libertar de uma doença incurável, extremamente dolorosa, debilitadora e irreversível, foi referido pelo professor Martinho Soares na sua erudita tese de doutorado “Eutanásia e suicídio na cultura clássica greco-romana” (Universidade Católica Portuguesa – Porto. Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos da Universidade de Coimbra).

Ele cita a “Ilíada”, de Homero, sobejamente conhecida. “Efetivamente, não é o além-túmulo que atrai heróis da Ilíada, mas antes uma boa morte como apogeu de uma boa vida e a fama subsequente. Daí a importância de um funeral condigno, que perpetuasse a gloriosa memória do herói”. Do mais antigo dos tragediógrafos, Ésquilo, chega-nos pela boca de uma das personagens de “Prometeu Acorrentado”, tragédia inspirada na mitologia grega, a sentença: «Mais vale morrer de uma só vez do que ser infeliz todos os dias».

Marcus Prado – jornalista

MOMENTO NA PIZZARIA CHAPLIN – Sosígenes Bittencourt.

(Há 12 anos)
Um dia, me perguntaram o que eu achava do FUTURO. Ao que respondi: – Só há um remédio para o futuro: a esperança.
– E o PASSADO, professor: – O passado pertence à memória, passado é sinônimo de lembrança.
– E o PRESENTE, amado mestre?
– O presente deve ser confeccionado com cuidado, para não termos que sofrer com sua recordação.
(A Pizzaria Chaplin era de propriedade de Maria Selma de Lima, a menina de Tracunhaém.)
Sosígenes Bittencourt

Título de Cidadão Vitoriense: fui condecorado!!!

Por  iniciativa  do vereador Doutor Saulo, com aprovação do plenário da Casa Diogo de Braga, na próxima sexta-feira, às 19h, estarei sendo condecorado com o Titulo de Cidadão Vitoriense (Antonense).

Na ocasião, no espaço que terei para fazer os devidos agradecimentos, estarei justificando  os motivos pelos quais,  meus irmãos e eu, não nascemos em Vitória, bem como, através de pesquisa,   revelando nossas raízes (ancestralidade) antonenses.

Sintam-se todos convidados!!!

Serviço:

Evento: Título de Cidadão Vitoriense.

Local: Câmara de Vereadores da Vitória.

Dia e Hora: sexta-feira, 08/11 – às 19h.

1ª Corrida de rua promovida pelo Centro Hospitalar Santa Maria.

No sentido de celebrar as campanhas nacionais  de prevenção de saúde, referente ao mês rosa e o novembro azul,  câncer de mama e próstata, respectivamente, o Centro Hospitalar Santa Maria promoveu, na manhã do feriado do sábado (02), uma corrida e caminhada de rua.

O evento congregou  atletas amadores e “iniciantes” na atividade física, além de vários  profissionais da área. Com concentração no pátio do estacionamento da referida unidade de saúde, a  concentração teve inicio às  5h, e a largada às 6h. Eis ai, portanto, uma boa iniciativa da direção do hospital.

A Menina Sem Nome – por @historia_em_retalhos.

23 de junho de 1970, Praia do Pina, Recife, Pernambuco.

Há 54 anos, o corpo de uma menina de aproximadamente oito anos era encontrado com o rosto coberto de areia e as mãos amarradas para trás.

Cruelmente assassinada, nunca se soube absolutamente nada sobre ela.

Nem pai, nem mãe, nenhum parente ou amigo apresentou-se ou procurou pela menina.

Por mais que a polícia tenha buscado informações, encontrou culpados, mas jamais desvendou a identidade da vítima.

Em 29 de junho, foi encontrado um suspeito, a pessoa em situação de rua Geraldo Magno de Oliveira, que confessou o crime.

Mais tarde, Geraldo negou e disse que foi forçado a confessar, após ser torturado pela polícia, que teria esmagado os seus órgãos genitais.

O detalhe é que os exames constaram que não houve violação sexual.

A menina foi enterrada no Cemitério de Santo Amaro, em 3 de julho de 1970, e milhares de pessoas foram até o local acompanhar o seu enterro.

Desde então, pessoas dos mais diversos lugares passaram a considerá-la uma santa, realizadora de milagres.

Passaram a atribuí-la graças alcançadas, como cura de doenças e conquistas materiais (compra de uma casa, por exemplo), de forma que a sua sepultura recebe milhares de devotos, sendo uma das mais visitadas da cidade do Recife no dia de finados.

A Menina Sem Nome passou a ser uma espécie de “santa-não-canônica” devido aos pedidos feitos pelo povo em seu túmulo, um tipo de santificação popular.

Também é comum os devotos deixarem doces, brinquedos e outras lembranças em seu túmulo.

Incrivelmente, o Cemitério de Santo Amaro (maior do Recife) tem quase 30 mil sepulturas, mas o da menina é o mais visitado.

A quem interessar, recomendo o documentário “Menina Sem Nome”, de Adriano Portela (2007).

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Pacto nacional contra o crime organizado: antes tarde do que nunca…….

Na qualidade de morador de uma das cidades mais violenta do País e a segunda do Estado de Pernambuco – Vitória de Santo Antão -,  segundo indicadores oficiais, recebo, com alegria e esperança, a notícia de que o presidente Luís Inácio da Silva  convocou autoridades para promover um “mutirão” pela segurança nacional, com foco no combate ao crime organizado.

Melhor assim! Vale lembrar que para enfrentar problemas complexos não existe solução fácil. Há quem pense que violência urbana se controla apenas estimulando a polícia a “abrir fogo”  na direção dos bandidos.

Outra coisa importante, que podemos inferir desse “movimento” do governo,  é que existe uma convergência contra a qual nenhuma autoridades graduada desse País poderá  mais fugir: o crime organizado no Brasil é uma realidade viva, mutante e atuante.

Com efeito, o presidente e os governadores  deveriam começar pedindo desculpas à população pelo fracasso momentaneamente, por haver perdido essa batalha e  também pelo  recuo  em muitos combates, sobretudo no sentido da ausência de políticas púbicas básicas em algumas áreas, essas, assumidas e conduzidas pelo “braço social” dos traficantes e milicianos.

Espero que esse “pacto nacional” não seja mais um “balão midiático”, para inviabilizar  o ingresso de outros atores políticos no cenário nacional, visando 2026,  tendo como plataforma o combate à violência: lembremos que até pouco tempo existia aspirante ao cargo de  governante que falava  de maneira convicta: vamos  “atirar na cabecinha”.

Para encerrar, após ler algumas matérias na imprensa sobre a iniciativa nacional, que elencou vários eixos de atuação, chamou minha atenção à ausência da palavra “presídios”, pois,  é lá, como já se sabe, que acontece a graduação e a pós-graduação no mundo do crime organizado. A Esperança é chama que não se apaga!!!

Dom Severino Vieira de Melo – por Pedro Ferrer

A imprensa de Teresina, capital do Piauí, no dia 23 de novembro de 2011 noticiava: “Foi exumado o corpo de Dom Severino Vieira de Melo do altar da Catedral de Nossa Senhora das Dores. O Arcebispo foi o primeiro de Teresina e foi responsável pela reforma na Igreja Matriz. A exumação, que aconteceu na noite da última quinta-feira (17), teve início às 19h e se estendeu durante boa parte da noite. Junto com os restos mortais de Dom Severino, foram encontrados uma cruz e um pergaminho que provavelmente seria sua carta mortuária. No dia seguinte foi celebrada uma missa solene na Igreja Catedral, presidida pelo Administrador Diocesano, Pe. Tony Batista, e logo após os restos mortais de Dom Severino foram transferidos para a nova Capela Mortuária dos Bispos localizada dentro da Catedral”. Dom Severino era um sacerdote amado e admirado pelas suas virtudes.

Esse renomado antonense chegou ao Piauí em fevereiro de 1924 para assumir a diocese de Teresina. Era o terceiro bispo da cidade. Em 1952, a Santa Sé elevou aquela comunidade católica à arquidiocese, tendo dom Severino assumido sua administração. Assim ocorrendo, dom Severino tornou-se o primeiro arcebispo de Teresina. Permaneceu à frente daquela arquidiocese até maio de 1955. Foram 31 anos de fecundo e fervoroso apostolado reconhecido e aplaudido por suas ovelhas.

Sobre ele assim escreveu dom Paulo Libório seu discípulo e sucessor: “Ministro da palavra de Deus, e dispensador da graça pelos sacramentos, o antigo pároco de Caruaru e reitor do seminário de Olinda transforma-se em autêntico bispo catequista e missionário, perlustrando, várias vezes, a diocese em todas as direções, em visitas pastorais que se tornaram célebres pela doutrinação evangélica, pela intensidade do trabalho pastoral e pelos incômodos e sacrifícios a que, generosamente, se expunha o pastor, a fim de proporcionar a toda a sua grei espiritual, o pábulo da doutrina cristã, instruindo os ignorantes e os rudes, pelo exemplo e pela palavra, consolando os aflitos, estimulando os bons e catequizando os maus, corrigindo erros e extirpando abusos, ao mesmo tempo que por sobre todos aspergia as bênçãos do seu grande coração de apóstolo”.

Filho de Manoel do Carmo Vieira de Melo e de Rosa Vieira de Melo, nasceu dom Severino, no dia 5 de junho de 1880, na cidade da Vitória de Santo Antão. Ingressou no seminário de Olinda com a idade de 18 anos. No dia 14 de janeiro de 1903 foi ordenado padre. Até 1906 ocupou o cargo de vice-reitor do seminário de Olinda e Recife, de onde saiu para dirigir sucessivamente as paróquias de Gameleira, Glória do Goitá e Caruaru. Após 17 anos de vida apostólica, nessas paróquias, já experiente e bem amadurecido, foi chamado pelo arcebispo de Olinda e Recife, dom Miguel de Lima Valverde, para dirigir o seminário arquidiocesano. Estava em pleno exercício do cargo quando foi eleito bispo de Teresina. Sua sagração teve

lugar em Olinda, no dia 25 de novembro de 1923. Ele foi o primeiro antonense sagrado príncipe da Igreja Católica.

Como dileto filho da Vitória, fez questão de celebrar sua primeira missa pontifical na matriz de Santo Antão. A cerimônia, bastante concorrida, aconteceu no dia 30 daquele ano.

“O Lidador”, de 19 de janeiro de 1924, assim descreveu, pela verve do jornalista Jorge Campelo, a calorosa recepção dos antonenses ao seu dileto filho: “A nossa Vitória no que diz respeito às suas tradições, tem sempre sabido se manter a altura do grau de expectativa dos seus filhos.

O modo porque foi recebido o seu ilustre filho dom Severino Vieira de Melo, veio atestar vibrantemente esta narrativa. O eminente religioso chegou a esta cidade no dia 28 de dezembro, sendo recebido na gare pelos poderes representativos do município, grande número de famílias e uma compacta massa popular.

Em seguida foi feita uma passeata em demanda da residência do rvdm. vigário padre Américo Vasco, onde sua excia. rvdm. foi saudado pelo dr. Lauro Câmera, promotor público que apresentou boas vindas em nome da cidade. O ilustre patrício agradeceu comovido aquela manifestação dos seus conterrâneos. No dia 29, pelas 19 horas, as associações religiosas existentes na cidade fizeram uma manifestação de apreço a dom Severino Vieira, servindo de interprete a inteligente senhorita Corina de Holanda. Sua excelência agradeceu em breve palavras, mostrando a alegria que sentia no momento e incentivando aquelas associações congregadas a seguirem na mesma senda até agora traçada.

No domingo 30, pelas 11 horas, foi solenemente cantada a primeira missa pontifical de dom Severino Vieira, perante um grande número de fieis e o que Vitória possue de mais representativo. Após, foi efetuado o banquete no salão do “Grêmio Paroquial”.

Dom Severino Vieira de Melo faleceu em Teresina, no dia 27 de maio de 1955. Sua vida foi um legado de virtude e apostolado pela causa evangélica.

Transladação dos restos mortais de dom Severino Vieira de Melo para a capela mortuária dos bispos, localizada no interior da Catedral Nossa Senhora das Dores, em Teresina, no dia 18 de novembro de 2011.

Pedro Ferrer 

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Vida Passada… – Luiz Delfino – por Célio Meira

Na velha Desterro, de Santa Catarina, ao tempo da monarquia, e que é, hoje, a formosa e moça Florianópolis, na República, nasceu, no ano de 1834, Luiz Delfino dos Santos. Era menino, quando Alvares de Azevedo, Casimiro de Abreu e Junqueira Freire, escreve um escritor baiano, andavam descuidado, em latitudes diferentes, na mesma quadra, risonha e alegre, da primeira infância. E, aos 17 anos e idade, ingressou, Luiz Delfino, na Faculdade de Medicina, no Rio de Janeiro, conquistando, em 1857, a carta de doutor. Coube-lhe  a honra de dizer, aos mestres, e aos companheiros, no dia da colação de grau, palavras de reconhecimento, de fé, de alegria, e de saudade.

Diplomado, começou a vida áspera da clínica. Não morreu, felizmente no médico ilustrado, o famoso poeta brasileiro, para quem o coração de ritmo excelente, aritmico, era, sempre, “um pássaro que salta, que não repousa, que não dorme noite e dia”. Foi, na verdade, Luiz Delfino, um sonetista primoroso. Tinha, informa Heitor Moniz, no dizer de José Veríssimo, o “requinte da expressão”, e “vôos épicos”, no alto julgamento do mestre Coelho Neto.

Alheios às agitações políticas que procedera a apopéia da República, surgiu, Luiz delgado, empunhando o termômentro e a lira, ao lado de Antônio Justiniano Esteves Junior e de Raulino Hora, na cadeira de senador, por Santa Catarina, na Constituição de 1890. Assinou, narra um biógrafo, a Carta Magna em 24 de fevereiro de 91. E quando se extinguiu, ao fim de três anos, o mandato do povo, Luiz Delfino, indiferentes às lutas partidárias, regressou, de alma feliz e de coração em festa, ao consultório, e ao Parnaso, onde corre, e canta rumorejante, a eterna fonte de Castália.

Não quis pertencer, afirmam historiadores, o mavioso poeta do “Algas e Musgos”, o cantor do “Angustia do Infinito” e do “Atlante Esmagado”, à companhia amável dos 40 da Casa de Machado de Assis. Tinha horror à imortalidade, na terra. Contentava-se com a imortalidade verdadeira, no além-túmulo.  Assistiu, tranquilo, na torre de marfim de seu lirismo, que enternece, à evolução natural das escolas literárias, e viveu encantado, com o andar do tempo, romântico e parnasiano, os encantos da vida, e as belezas do mundo.

E morreu velhinho, e sereno, aos 76 anos de idade, no dia 31 de janeiro de 1910. Adormeceu, nesse dia, no maravilhoso sono de todas as renuncias coberto de rosas vermelhas, o fulgurante cantor do “Rosas Negras”.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica. Setembro de 1939 – Célio Meira.

CASO DE NÃO SE CASAR – por Sosígenes Bittencourt.

Por que o senhor não se casou ainda?
Medo de ter que fazer feira e levar menino pra parque de diversão.

Por que o senhor não se casou ainda?
Porque só caso por amor.
E o senhor nunca amou?
Amei.
E por que não se casou?
Amei pouco.

Por que o senhor não se casou ainda?
Por ouvir conselho de quem se casou.

Por que o senhor não se casou ainda?
Porque já estou ficando velho.
E por que não se casou quando estava novo?
Era muito novo naquela época.

Por que o senhor não se casou ainda?
Por causa das outras.
Que outras?
Caso com uma? E as outras?

Sosígenes Bittencourt

AVLAC comemorou a passagem dos seus 19 anos de fundação.

Na tarde do sábado (26) a AVLAC – Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência – promoveu reunião festiva para a passagem dos 19 anos de fundação da instituição. O evento ocorreu no Teatro Silogeu José Aragão Bezerra Cavalcanti.

Na programação, além da posse de 3  novos acadêmicos e apresentações musicais, a acadêmica Valdinete Moura proferiu palestra no contexto  do Centenário do ilustre antonense Osman Lins. Veja o vídeo.

O tradicional corte do bolo e o “parabéns pra você”, logo após o ato solene, ocorreu nas dependências do Instituto Histórico. Ao final do evento o presidente da AVLAC, professor Serafim Lemos, parabenizou a participação dos membros e agradeceu  aos convidados a presença.

PITACO ESPORTIVO – Sosígenes Bittencourt.

O Sport pisou na bola contra o América Mineiro. Deveria ter ingressado com todo o quadro titular disponível. Tanto que, só fez um gol quando os melhores vieram do banco para dar maior eficiência ao ataque, porém já era tarde.
O Sport está levando gol no contrapé, porque parte para cima com todo o elenco, deixando a defesa desguarnecida. O sistema já está manjado. Lisca, embora cheio de macaquice, não é tão inocente e aproveitou a vitória, para mangar da torcida rubro-negra presente e demonstrar a raiva que nutre pela passagem que teve, rápida e fracassada, pela Ilha do Retiro.
Sosígenes Bittencourt

ANOITECERES – SOSÍGENES BITTENCOURT.

ANOITECE EM VITÓRIA. Anoiteço em Vitória. Sou figura noturnal, viajante do ocaso, sonhador como o crepúsculo vespertino, morto de saudade como o final. De olhos vendados, conheço o cheiro dos bairros, dos becos, do meio do mato de minha cidade natal. O cheiro de fumaça, de mingau, de chuva. Sou todo olfato e lembrança. Conheço os trejeitos do meu lugar, os cabelos perfumados, os enxerimentos, o flerte e o gozo. Minha cidade é todinha uma mulher. Chamar-se-ia Vitória das Marias, Maria das Vitórias, tal como é.

ANOITECE EM VITÓRIA. Anoiteço em Vitória. Saio para passear, impregnado dos prazeres noturnos, das eras do meu tempo, que me viciam e me saciam. Minha cidade muda todo dia, mas não muda o meu sentimento, o fascínio elaborado pela memória, como quem ama o que odeia e odeia o que ama, num jogo de perde e ganha.

ANOITECE EM VITÓRIA. Sobretudo, anoiteço em Vitória. Enlouqueço em Vitória. Porque ninguém entende o que em nós nem conseguimos explicar. Vitória, meu berço e minha tumba. Minha alma noctívaga vai enredando sua história. O acaso me espreita, a surpresa me seduz, sua bruma, sua luz. Alucinações e desejos, rimas em ‘ina’, adrenalina, serotonina, dopamina. Ah! Vitória, dos meus idos e vindas de menino, minha menina!

SOSÍGENES BITTENCOURT

“Coração-de-estudante” – por @historia_em_retalhos.

Poucas pessoas sabem, mas o título do clássico “Coração-de-estudante” de Milton Nascimento e Wagner Tiso é uma referência à flor Ceropegia woodii, popularmente conhecida como coração-de-estudante ou coração-de-mãe, nativa da África do Sul.

O nome da planta vem do fato de que em cada nó, ou em cada região de brotação, há duas folhas em formato de coração (foto).

Com profunda sensibilidade e inspiração, Milton e Wagner lançaram a canção em 1983, com uma letra que evoca a liberdade e a fé na juventude.

Tudo começou quando Wagner Tiso criara a sua melodia para o documentário Jango, que narrava a trajetória política do ex-presidente João Goulart.

Após o lançamento do filme, Bituca escreveu a letra inspirado nas lembranças do velório do estudante Edson de Lima, morto pelos militares em 1968.

Pronto.

Daí em diante, rapidamente, a música difundiu-se pelo país e foi abraçada pelos jovens que lutavam pelo fim da ditadura, tornando-se o “hino da redemocratização”.

“Mas renova-se a esperança
Nova aurora a cada dia
E há que se cuidar do broto
Pra que a vida nos dê
Flor, flor e fruto”

“Coração de estudante
Há que se cuidar da vida
Há que se cuidar do mundo”

“Alegria e muito sonho
Espalhados no caminho
Verdes, planta e sentimento
Folhas, coração, juventude e fé”, canta Milton Nascimento.

Em sua apresentação mais inesquecível, milhares de pessoas entoaram a canção em coro no Rio de Janeiro, no auge do “Diretas Já”, marcando toda uma geração.

O mesmo aconteceu durante o clima de comoção que tomou conta do país após a morte de Tancredo Neves.

Hoje, 26.10.2024, este monstro da MPB @miltonbitucanascimento chega aos 82 anos.

Folhas, coração, juventude e fé.

Muita luz na tua estrada @miltonbitucanascimento!
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PITÚ amplia presença no mercado internacional exportando para o Paraguai.

Cachaçaria pernambucana é líder na exportação de cachaça

A PITÚ, indústria de aguardente genuína do município de Vitória de Santo Antão, Zona da Mata de Pernambuco, e que tem presença em países de todos os continentes do mundo, expande ainda mais o alcance no mercado internacional exportando a tradicional cachaça branca, a PITÚ Gold e a PITÚ Mel para o Paraguai. Hoje, a PITÚ produz e comercializa cerca de 100 milhões de litros de cachaça por ano e parte desse montante é destinado ao mercado externo. Os números a consagram como líder em exportação do produto.

A meta da cachaçaria pernambucana, que se mantém entre as 20 marcas de bebidas destiladas mais produzidas no mundo, é alavancar as vendas fora do Brasil apresentando ao novo mercado do Paraguai as mais diversas formas de se consumir cachaça.

“A cultura do Brasil no geral é muito consumida no Paraguai e isso se reflete também quando o assunto é cachaça. Estamos animados com a nova parceria de distribuição no país, que vem acompanhada por algumas ações de fortalecimento da marca no mercado paraguaio”, ressalta Maria Eduarda Ferrer, gerente de marketing da PITÚ.

Na Europa, a PITÚ comanda o mercado e tem a Alemanha como o país líder em consumo. Outros países do Velho Continente, também importantes para a marca, são: Áustria, Grécia, Espanha, Suíça e Bélgica. Nos demais continentes a PITÚ também está presente em alguns países, como: Canadá, África do Sul, Estados Unidos e México.

Sobre a PITÚ – A Engarrafamento PITÚ, fundada em 1938 por Joel Cândido Carneiro, Severino Ferrer de Moraes e José Ferrer de Moraes, é referência nacional quando o assunto é cachaça. Sendo uma das maiores indústrias de aguardente do Brasil e com 85 anos de história, é a cachaça mais consumida nas regiões Norte e Nordeste, e a vice-líder do País. A fábrica da PITÚ está localizada no município de Vitória de Santo Antão (PE), na Avenida Áurea Ferrer de Moraes S/N, onde é possível também conhecer um pouco da trajetória da empresa por meio do acervo do seu Centro de Visitação, que reúne histórias e relíquias da marca genuinamente pernambucana.

A PITÚ está em sua quarta geração de gestores e mantém investimentos contínuos em inovação tecnológica, programas de sustentabilidade e ações de marketing, que garantem a qualidade do produto e refletem no posicionamento da marca diante do segmento.

Características do produto – A PITÚ é uma aguardente de cana pura, transparente, de sabor marcante e teor alcoólico de 40%. O produto é comercializado em garrafas retornáveis de 600 ml, garrafas de 965 ml e latas de alumínio com 350 ml, 473 ml, 710 ml. Os mais recentes lançamentos que, assim como a branquinha, já tomam conta do País, são a PITÚ Mel e Limão, a PITÚ Amarelinha e a PITÚ Remix – linha ice com teo alcóolico mais baixo que traz os sabores limão, abacaxi com coco e a PITÚ Cola, comercializados em latas de 269ml. Também faz parte do portfólio da PITÚ as envelhecidas Premium – a PITÚ Gold e Extra Premium – a Vitoriosa. A PITÚ tem, ainda, a bebida mista de cachaça com limão – PITÚ Limão, a bebida alcoólica mista à base de noz de cola – PITÚ Cola e a vodka Bolvana.