
Foto registrada em dezembro de 1973, durante a inauguração da
iluminação e ornamentação de Natal da nossa cidade.


Foto registrada em dezembro de 1973, durante a inauguração da
iluminação e ornamentação de Natal da nossa cidade.


(Casal pintando bolinha entre Brasil e Catar)
No Catar, mulher só vai ao futebol, com autorização do marido.
No Brasil, homem só vai ao futebol, com autorização da mulher.
Contudo, prefiro morar aqui.
É melhor uma mulher pensando que manda em você, do que você pensando que manda numa mulher.
Sosígenes Bittencourt


O ano era 1978.
Naquele momento, havia uma campanha por parte do regime militar para popularizar o nome do general João Baptista Figueiredo à sucessão de Geisel, chamando-o de “João do Povo”.
Ex-chefe do Serviço Nacional de Informações (SNI), Figueiredo foi abordado por um jornalista no interior de São Paulo no dia 21 de agosto daquele ano.
O rapaz indagou ao general se ele estava gostando do “cheiro do povo”, após ser escolhido pela cúpula militar como o candidato oficial da Arena.
Truculento e sem nenhuma preocupação com a repercussão das suas palavras, Figueiredo soltou a seguinte frase:
“Prefiro o cheiro dos cavalos ao cheiro do povo”.
A colocação reverberou bastante no país inteiro, dando ensejo a uma resposta muito inteligente e bem humorada por parte da oposição à ditadura em Olinda/PE.
A juventude reuniu-se e criou no Clube Atlântico (foto) o “Forró Cheiro do Povo”, em uma sátira à afirmação de Figueiredo, sendo um sucesso de público nas noites olindenses.
Era casa cheia!
Convenhamos: nada melhor do que o bom humor para combater a prepotência.
#ditaduranuncamais.
Uma semana abençoada a todos!
Ps.: em outubro daquele ano, Figueiredo “disputou” a eleição indireta no Congresso Nacional e “venceu” a chapa do MDB, encabeçada por Euler Bentes e Paulo Brossard.
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4ª Corrida da Vitória – 27 de abril de 2025.
Corrida 7km – Caminhada 3km – Concentração às 6h – Largada às 7h.
PREMIAÇÕES
Troféu – 1º ao 5º colocado – masculino e feminino.
Categorias: Geral – Local e Faixa Etária –
Primeira faixa etária: até 39 anos.
Segunda faixa: dos 40 aos 49 anos.
Terceira faixa: dos 50 aos 59 anos.
Quarta faixa: dos 60 aos 69 anos.
Quinta faixa: dos 70 em diante.
Troféu – Maior equipe (grupo) local e visitante.
OBS: NÃO HAVERÁ PREMIAÇÃO EM DINHEIRO!
Inscrições on-line: www.uptempo.com.br
Inscrições para grupos: 81-9.9420.9773
Inscrição presencial: Loja Monster Suplementos – Rua Valois Correia – 96 – Matriz – Vitória.
Valor da Inscrição no 1º lote
Kit completo – corrida ou caminhada – R$ 95,00
Kit sem a camisa – corrida ou caminhada – R$ 80,00



Com encontro marcado para o sábado, 1º de março de 2025, a Agremiação Carnavalesca “Etsão” já segue anunciando mais uma grandiosa apresentação em nossa festa maior.

Carregado de alegria e entusiasmo o “Etsão” renderá uma homenagem para lá de simbólica. Elmo Carneiro Filho, mais conhecido por Elminho, principal figura da agremiação, desde a sua fundação, receberá as melhores energias do espaço sideral, trazidas pelo seu ET afetivo.
Não se avexe, não se iluda: o CARANAVAL 2025 TÁ CEHGANDO!!!

Quando a resenha é elegante e refinada, tem que ter uma Pitú Vitoriosa, afinal, com ela cada brinde entra pra história. Levante seu copo e brinde ao seu sucesso com requinte.


Por entender que o nosso gentílico (vitoriense) não contempla sua finalidade, isto é: não nos identifica geograficamente de maneira única, resolvi, em minha passagem pela tribuna da Câmara da Vitória, por ocasião do recebimento da honrosa condecoração (Título de Cidadão), deixar como sugestão à Casa, a adoção de um segundo gentílico, ou seja: “antonense”.

Aliás, é bom que se deixe bem claro: eu não inventei nada! Apenas, na qualidade de estudioso e pesquisador da história local, encontrei nos livros, revistas e jornais da nossa cidade autores – proeminentes da nossa terra – explicando os motivos pelos quais devemos ser identificados como antoenses. Dentre os quais, destaco o nome do Nestor de Holanda. Uma espécie de “embaixador das artes” da Vitória de Santo Antão. Nestor foi série “A” em tudo: na música, na literatura, na prosa, no jornalismo e, sobretudo, na melhor imagem dos “Holanda” da nossa terra.

Pois bem, em ato contínuo, o vereador Doutor Saulo confeccionou um projeto (135/2024) e submeteu-o aos pares, no sentido da sua aprovação. Antes, porém, o referido edil, achando-me capaz, pediu-me para comparecer à Câmara, no sentido de explanar sobre o projeto. E assim eu fiz, na Sessão do dia 04 de dezembro. .
Com efeito, na tarde de ontem (11), após um novo convite do Doutor Saulo, juntamente com o presidente do Instituto Histórico e o diretor de patrimônio, Pedro Ferrer e Fernando Nascimento, respectivamente, acompanhei a votação do tal projeto (135/2024), no Plenário da Câmara. Saldo geral: Projeto Reprovado!
Como todos sabem, o vereador André de Bau continua hospitalizado e se recuperando de enfermidade. Os vereadores Carlos Henrique, Marcone da Charque, Gold do Pneu e Romero Queralvares não compareceram à Sessão de ontem (11). Lourinado Junior, na qualidade de presidente interino, só votaria em caso de empate.

Pois bem, dos 19 vereadores, apenas 13 se manifestaram em plenário, sobre o referido projeto que, sem prejuízo ao gentílico já existente (vitoriense), se aprovado, possibilitaria, também, o uso do gentílico “antonense” de maneira oficial.
Dois vereadores votaram pela aprovação do Projeto: Doutor Saulo e André Carvalho. Três, sem manifestação oral, optaram pela abstenção. Foram eles: Novo da Banca, Beto de Bigode e Felipe Cezar. Sobre suas respectivas atitudes – participação passiva – só os mesmos poderão emitir algum juízo de valor, até porque, como já falei, eles não se pronunciaram, elencando os motivos pelos quais não deram suas respectivas opiniões.
Dos oito vereadores que votaram contra o projeto, em que, se aprovado, oportunizava os conterrâneos a escolherem qual gentílico gostaria de usar, seis não se pronunciaram. Apenas apertaram o play no botão do “não”. Foram eles: Edmilson de Várzea Grande, Josias da Militina, Celso Bezerra, Jota Domingos, Biu de Genário e David Frutas. Filosoficamente falando, é bom que se diga, em debates, em todo silêncio há sempre um ato de inteligência. Ou seja: quando calamos para não dialogar com os tolos ou quando estamos cientes de que não temos preparo para discutir sobre a matéria em tela. No último exemplo, o “sim” ou o “não” é o que menos importa.
Já os outros dois parlamentares que votaram pelo “não”, mas que se pronunciaram pelos microfones – Marcos da Prestação e Mano Holanda –, através dos seus argumentos, tecnicamente falando, posso dizer que não acrescentaram absolutamente nada de proveitoso ou enriquecedor ao debate proposto. Falas que se configuraram numa espécie de “conjunto vazio”.
Com relação às argumentações do vereador Marcos da Prestação, com quem tenho uma relação respeitosa, ficou difícil de aferir o seu confuso entendimento, pois o mesmo disse que o projeto “não traz mudança e ao mesmo tempo traz”. Disse, entre outras coisas, haver se aconselhado pela internet, com os seus seguidores para abalizar o seu voto. Aliás, isso é algo importante para todo político. Mas vale lembrar, também, que nas redes sociais existe “entendido” para tudo: de parto de raposa à efeito colateral de vacina. E certamente, há de ter, também, entre os seguidores do vereador Marcos da Prestação, “entendido” para assuntos relacionados a gentílico e filologia.

Já o vereador Mano Holanda, na sua fala, em defesa do “não”, entre outros argumentos, se socorreu do fato de nunca haver tido algum problema em ser vitoriense de Pernambuco. É possível, então, que ele tenha viajado pouco para fora do nosso estado, diferentemente do do seu parente ilustre, Nestor de Holanda.

Esse, nativo da terra de Santo Antão, mas que circulava com desenvoltura pelo Rio de Janeiro, “dialogava” com o Brasil e o mundo e estava sempre conhecendo pessoas cultas de todo território nacional, foi uma das figuras de destaque que mais defendeu, nos seus diversos espaços de comunicação, à adoção do gentílico antonense. É possível, inclusive, que o vereador Mano Holanda não tenha herdado dos “Holanda” o salutar hábito da leitura, pois o mesmo, aparentemente, desconhece até a obra do seu mais ilustrado parente.

Nas imagens acima, apenas para ilustrar, seguem algumas citações, entre tantas emitidas pelo versátil Nestor de Holanda, que insistentemente pugnavam pelo gentílico antonense, justamente por compreender que o “vitoriense” não nos contemplava, o que ocorre até os dias atuais. Na mesma direção, mas com outra sugestão e entendimento, também emitiu parecer o sempre respeitado editor do jornal “O Lidador”, José Miranda, quando sugeria o “santonese”.
Portanto, para encerrar esse relato em que de maneira despretensiosa, desinteressada e abreviada contribui para o melhor entendimento da história da nossa cidade, com a minha sugestão e explicação, quero acreditar que o “sim” ou o “não” da Câmara, nesse momento, em nada muda à essência dos fatos. Na qualidade de comunidade, continuamos capengas no que se refere ao nosso gentílico oficial. Quem sabe, numa outra legislatura, com parlamentares mais preparados e afeiçoados à leitura, não tenhamos um novo gentílico (antonense), ou mesmo a própria população, através do “costume da língua falada” num proclame o “antonense”, para sermos, definitivamente, identificados de maneira única e exclusiva. Isto é: Antonense das terras da Vitória de Santo Antão!!!”
Veja a Sessão completa aqui:https://www.youtube.com/live/tOA4lOz8OOA?si=JCo_R1vhXjpPhUof

Posse deste blogueiro, como membro efetivo do Instituto Histórico e Geográfico da Vitória de Santo Antão que teve, como padrinho, “Seu” Zito Mariano (pai do mesmo). Ao fundo, Aldenisio Tavares, na mesma condição, tendo como padrinho o empresário Carlos Freire. Foto registrada no dia 03 de agosto de 2004.


Linda Blair foi a menina mais bonita que eu vi no cinema. Transformaram-na na menina mais feia que eu vi no cinema.
Passei noites me acordando, mais impressionado com a sua beleza do que com a feiura da personagem.
Linda foi a mais linda assombração que me assustou.
Esta é a atriz de cinema Linda Blair. De tão linda, eu a desejaria até endemoniada.
Meu Deus me perdoe!
Sosígenes Bittencourt


Jorge Luiz Souza Lima, o Jorge Lafond, foi um comediante e bailarino, com estilo próprio, talento e muita presença de palco.
Decidiu adotar o sobrenome artístico “Lafond” em homenagem à atriz Monique Lafond, de quem era fã.
Preto, pobre e homossexual, precisou aprender cedo a enfrentar as barreiras do preconceito.
Aos 6 anos, já tinha a consciência de que era homossexual, escondendo dos pais essa condição.
Movido pelo sonho, estudou balé e, depois, teatro na UERJ.
Foi como bailarino que o artista começou a engrenar na carreira.
Fez parte do corpo de bailarinos do Fantástico, para, depois, estourar no Jô Soares, nos Trapalhões e na “A Praça é Nossa”.
Seu personagem principal era quase uma caricatura de si mesmo: Vera Verão.
Consolidado e com o trabalho reconhecido, Jorge talvez já não esperasse sentir de forma tão forte o impacto da indiferença e da crueldade das pessoas.
Mas isso aconteceu e foi no programa de Gugu Liberato.
No dia 10.11.2002, participava de uma competição integrando o time feminino.
Como de costume, a competição seria interrompida para dar lugar a uma atração musical e seria retomada depois.
Era normal que as equipes permanecessem no palco e até dançassem ao lado do convidado.
Porém, o convidado do dia, o padre Marcelo Rossi, fez uma exigência inusitada, com a conivência de Gugu: Lafond teria que ser retirado do palco.
Supostamente, o padre não queria estar no mesmo ambiente do comediante.
Sem reação, Lafond recebeu a orientação para retirar-se, enquanto o religioso apresentava-se.
Assim que o padre saiu, a produção tentou convencê-lo a voltar, mas ele não quis.
Já não dava mais.
Humilhado, voltou para casa.
O impacto foi muito grande, porque, além de tudo, ele era admirador do padre.
Coincidência ou não, uma semana depois, ele foi internado com complicações cardíacas.
Em 11.01.2003, após o agravamento do quadro, o comediante morreu, aos 50 anos, vítima de um infarto.
Nunca se saberá o grau de relação entre essa atitude do religioso e a morte de Lafond.
Porém, uma coisa é certa: mesmo que causada por outras razões, a sua morte foi, no mínimo, precipitada pelo preconceito.
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Escola Profissional de Pacas – Padre Pedro e internos – Vitória de Santo Antão, 1971.


Poeta Mauro Mota, juiz de direito José Albino de Aguiar, Osman Lins, Professor Aragão – foto: Raminho Fotógrafo.
“Não é a própria realidade o resultado de uma interpretação?” (Hans-Georg Gadamer/Verdade e Método, volume 2, pág. 391)
O tema que inspirou a exposição “O Retábulo de Lins” (Museu do Estado de Pernambuco – 10 de dezembro de 2024 a 12 de janeiro de 2025), a dimensão estética da sua construção, teve como ponto de partida o conto “Retábulo de Santa Joana Carolina” integrante do livro “Nove, Novena”, de Osman Lins, publicado pela editora Companhia das Letras (1966).
A curadora da exposição, professora Elizabeth Hazin (UnB), mestra em Literatura Comparada, por muitos considerada uma das melhores estudiosas da obra desse autor, diz que a exposição faz conexões entre o texto literário e outras áreas artísticas, “a partir de uma abordagem transdisciplinar”.
Doze artistas plásticos pernambucanos “aliados a possíveis caminhos para as particularidades do texto” carregado de alta densidade poética foram convidados a traduzir em telas os doze “mistérios” que compõem o “retábulo” da personagem Joana Carolina. Os artistas escolhidos: Antônio Henrique Wanderley, Álvaro Caldas, Clerston de Andrade, Fabíola Pimentel, Jessica Martins, Maurício Arraes, Rikia Amaral, Roberto Ploeg, Romero de Andrade Lima, Tereza Perman, Timóteo, Vânia Notaro. Cada obra deveria ser executada em idênticos suportes de tela/painel, nas medidas de 1,20, por 0,80, no sentido vertical, não podendo ser abstrata, sendo obrigatório um conteúdo religioso, “para justificar a união dos doze trabalhos em um único retábulo”.
O primeiro da lista, Antônio Henrique Wanderley, escolheu o sétimo “Mistério”, talvez o mais desafiador do conjunto. “Os meus elementos estavam todos ali: Na parede do fundo, como elemento decorativo, um quadro oval emoldurado com um vidro frontal. A imagem, provavelmente uma estampa religiosa, extraída de algum cartaz da igreja, ou mesmo de uma “folhinha”, como se chamam os calendários pendurados nas paredes como enfeite, apresenta uma comovente cena doméstica de uma Madona sentada junto ao leito da filha, a quem vela e cuida de uma enfermidade, medicando-a com elixires caseiros, xaropes, emplastros e clisteres, preparados com as ervas e plantas do pequeno quintal”. O detalhe da folhinha do segundo plano, citado por Henrique Wanderley, me faz lembrar o quadro do genial pintor flamengo Jan van Eyck, “O Casal Arnolfini”, pintado em 1434: os detalhes de objetos simbólicos na parede de fundo, que se valorizam em amplitude e enigmas. A obra exibe o casamento do então rico comerciante Giovanni Arnolfini com Giovanna Cenami. (Galeria Nacional, Londres).
Do programa da exposição, no dia da abertura, consta uma apresentação da Orquestra de Câmera Criança Cidadã e um desfile de moda de Eliane Mello, estilista de Vitória de Santo Antão, com uma coleção inspirada em Osman Lins.
Marcus Prado – jornalista


Em sua primeira edição, aconteceu, na manhã do domingo (08) a Corrida de Rua PVSA, promovida pela Polícia Penal, vinculada ao Presídio da Vitória de Santo Antão.
O evento teve como ponto de concentração, partida e chegada o Pátio da Matriz. Em 6km de trajeto, o conjunto de atletas percorreu várias ruas centrais da cidade. Ao final, frutas foram servidas a todos participantes. Aos que chegaram nas 3 primeiras colocações – masculino e feminino – troféus foram ofertados. Uma Boa Promoção!!!

Na manhã do domingo (08), em sua sede, no “Sobradinho”, localizado no bairro da Matriz, a AVLAC – Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência – promoveu seu último encontro ordinário de 2024.

Na ocasião, além da pauta, o presidente, professor Serafim Lemos, anunciou a programação do entidade para o ano vindouro. Em ato contínuo parte do grupo – “Imortais” – seguiu para o Restaurante Carnes & Galetos, para um almoço de confraternização de fim de ano.



Eu sou meio ruim de tristeza. Pelo contrário, carrego uma certa alegria n’alma que, muitas vezes, confundem com falta de seriedade. Porque o importante não é a tristeza que você sente, mas o que você pode fazer com a tristeza que sente. Tristeza longa, duradoura é depressão. É caso clínico. Eu prefiro a tristeza que é caso cínico. Dizia, o dramaturgo Nelson Rodrigues, que “não se faz literatura, política e futebol com bons sentimentos.”
Por exemplo, a tristeza, para mim, é motivo de literatura. Eu recebi um grande conselho do poeta alemão Wolfgang Goethe: Faz da tua dor um poema, e ela será suavizada.
Sosígenes Bittencourt


Este é o ex-padre Reginaldo Veloso, símbolo da luta contra o autoritarismo durante a ditadura militar brasileira.
Altivo, sempre lutou contra a ortodoxia da igreja conservadora, ligada às estruturas de poder, aos senhores de engenho, aos políticos e aos militares.
Entendia que a igreja deveria abraçar pensamentos mais voltados para os pobres, para os camponeses e para as comunidades, defendendo que os trabalhadores não deveriam apenas obedecer, mas serem também agentes de transformação.
Após a publicação pela CNBB do documento “Eu ouvi os clamores do povo”, o regime militar passou a perseguir de maneira mais contundente os religiosos ligados à Arquidiocese de Olinda e Recife comandada por Dom Hélder Câmara.
Em 16 de junho de 1973, militares realizaram uma incursão na paróquia da Macaxeira e sequestraram o padre Reginaldo Veloso, que teve os seus olhos vendados e foi deixado apenas de cueca em uma jaula de dois metros quadrados.
Ao longo daquele dia, Dom Hélder e Dom José Lamartine rodaram os hospitais e foram até o IML, procurando pelo colega, que acabou solto ao final do dia.
Em 1978, Reginaldo tornou-se pároco da Paróquia Nossa Senhora do Morro da Conceição, passando a viver no morro.
Ali, aprofundou a sua atuação por uma igreja mais voltada para o povo: organizou associações comunitárias, liderou o movimento Terra de Ninguém, aproximou a Igreja Católica das religiões de matriz africana e até das pessoas sem religião.
Isso incomodou os conservadores.
Com a renúncia de Dom Hélder, em razão da idade, em 1985, a igreja mandou para o Recife o novo arcebispo, Dom José Cardoso Sobrinho.
Poucos lembram, mas, na eleição para governador de 1986, o novo arcebispo, seguindo a linha da ala conservadora da Igreja, manifestou apoio ao candidato José Múcio, desejando fazer uma clara contraposição à Ação Católica Operária (ACO), que declarara abertamente apoio ao ex-exilado político Miguel Arraes.
Após fechar o Seminário Regional Nordeste 2 e o Instituto de Teologia, Cardoso passou a expulsar padres engajados nas comunidades eclesiais de base e nas pastorais sociais.
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Logo após a Festa do Morro do ano de 1989, expulsou padre Reginaldo da paróquia e suspendeu a sua ordenação de padre, fazendo-o perder a batina.
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Após isso, vários embates sucederam-se entre a comunidade do morro e o arcebispado, tendo o seu ápice acontecido em outubro do ano de 1990.
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Naquela ocasião, a comunidade realizou uma ciranda, afirmando que não entregaria a chave da Igreja.
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De repente, o mais improvável: balões de gás hélio surgem no céu com a chave da igreja amarrada.
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Foi uma cena muito bonita e simbólica, que até hoje é lembrada pela comunidade do morro.
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A polícia acabou por arrombar o templo e processar o padre Reginaldo, além dos fiéis Helena Lopes e Josenildo Sinésio.
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Padre Reginaldo Veloso morreu no ano de 2022, mas a sua luta e a sua história jamais foram esquecidos no Morro da Conceição.
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Monumento apreciado pelo gosto popular da nossa cidade, o Anjo da Vitória chegará em 2025 comemorando os seus 120 anos de surgimento. Inaugurado em 27 de janeiro de 1905, o mesmo é uma perene homenagem à vitória alcançada, em 03 de agosto de 1645, no Monte das Tabocas, em cima dos invasores holandeses.
Em décadas passadas, a cidade nutria o argumento de que no dia em ele tocasse sua trombeta o mundo se acabaria. Muitas crianças, do tempo pretérito, o temia mais dos que os castigos reais…..

Pois bem, quando maloqueiro, apesar de haver sido criado pelas bandas da Matriz, também andei “incomodando” o Anjo. Vez por outra, subia na sua base de cimento e tijolo.
Ao lado do meu pai, Zito Mariano, e de outras figuras importantes do nosso torrão, participei das festividades do seu Centenário, ocorrida em 2005.

Noutra ocasião, o mesmo (Anjo) também foi o tema central do desfile da nossa agremiação carnavalesca. Nessa homenagem, ocorrida em 2015, festejamos, inclusive com música, composta por Aldenisio Tavares, os seus 110 anos.
Uma década se passou e agora, em 2025, a 4ª Edição da Corrida e Caminhada da Vitória, evento por nós promovido, irá celebrar, em suas medalhas e troféus, a passagem dos 120 anos do nosso “Anjo da Vitória”.

Portanto, aos atletas que irão participar da 4ª edição da Corrida da Vitória, na qualidade de corredor ou caminhante, os mesmos terão direito a levarem para casa uma MEDALHA que se configura numa verdadeira JOIA HISTÓRICA.

Para participar, basta se inscrever no site ou presencialmente, na Loja Monster Suplementos. Viva os 120 anos do Anjo da Vitória!!!


Praça do Rosário – Pátio do Rosário – ano não registrado.
