Todo dia é dia para mudar…………………

Com o fechamento das cortinas de 2024  e o raiar de 2025, indiscutivelmente, ciclos se fecham e se iniciam. Isso não quer dizer que tudo, daqui para frente,  será diferente. Diz o professor, pensador e poeta antonense, Sosígenes Bittencourt, que há muitas similitudes entre o dezembro do “ano velho” com o janeiro do “ano novo”.

Mas independente das nossas vontades e desejos tudo muda, muda toda dia e o tempo todo.  Precisamos, sempre, exercer o aprendizado chancelado pelas experiências vividas sem abrir mão da imprescindível atualização, propriedade, invariavelmente, pertencente aos mais jovens.

Portanto, aproveite a porta aberta de 2025 para promover as mudanças que julgue necessária. A verdade é que sempre podemos melhorar, hoje, amanhã e em todos os dias do ano novo.  Feliz 2025 para todos!!!

Em 2025, faça diferente: MUDE DE VIDA, VÁ CORRER NA RUA……

4ª Corrida da Vitória – 27 de abril de 2025.
Corrida 7km – Caminhada 3km – Concentração às 6h – Largada às 7h.
PREMIAÇÕES
Troféu – 1º ao 5º colocado – masculino e feminino.
Categorias: Geral – Local e Faixa Etária –
Primeira faixa etária: até 39 anos.
Segunda faixa: dos 40 aos 49 anos.
Terceira faixa: dos 50 aos 59 anos.
Quarta faixa: dos 60 aos 69 anos.
Quinta faixa: dos 70 em diante.
Troféu – Maior equipe (grupo) local e visitante.
OBS: NÃO HAVERÁ PREMIAÇÃO EM DINHEIRO!
Inscrições on-line: www.uptempo.com.br
Inscrições para grupos: 81-9.9420.9773
Inscrição presencial: Loja Monster Suplementos – Rua Valois Correia – 96 – Matriz – Vitória.
Valor da Inscrição no 1º lote
Kit completo – corrida ou caminhada – R$ 95,00
Kit sem a camisa – corrida ou caminhada – R$ 80,00

Corrida Com História: o Centenário do Doutor Ivo Queiroz.

E na última gravação do quadro Corrida Com História do ano de 2024, hoje, realçamos o Centenário de nascimento de um dos maiores lideres politico da nossa cidade: Doutor Ivo Queiroz Costa.

Nascido em 24 de dezembro de 1924, na cidade do Limoeiro, Doutor Ivo fez carreira política em Vitória. Na qualidade de médico, em 1958,   exerceu o  seu primeiro cargo público. Foi eleito vereador. Depois, ao longo da carreira política, foi eleito para vários mandatos de prefeito (Vitória)  e deputado estadual por Pernambuco.

Como líder político, naturalmente, foi amado por uns e odiado por outros. Mas Doutor Ivo conseguiu imprimir na historiografia política local algumas marcas e símbolos. Sua caneta verde, sua “bananeira”, seu populismo com as classes mais humildes, inclusive,  sendo aclamado como uma espécie de “plano de saúde dos pobres”.

Nas questões administrativas municipais, angariou antipatia da classe média e do eleitorado mais esclarecido, justamente,  pelo seu reconhecido  desprezo pelos regramentos  urbanos. Nas partes periféricas da cidade, na qualidade de gestor, abriu e ampliou vários bairros. Um doa mais populoso, atualmente, o do Lídia Queiroz, carrega o nome da senhora sua mãe.

 À título curiosidade, em 1964, chegou acumular, também, a função de prefeito do vizinho município de Pombos, catalogado com o 2º da historia pombense.

Veja o vídeo aqui: https://youtube.com/shorts/TOYuKu-uU5U?si=Dp8Jqh26MLnCTN9s

Pois bem, por tudo isso e muito mais, dedicamos o nosso “Corrida Com História”  de hoje a passagem do Centenário do nascimento do eterno Doutor Ivo. Corrida Com História!

 

Disse-me Carlos Henrique: “Nada Mudou”…….

Em encontro casual com o vereador antonense Carlos Henrique, ocorrido na tarde de ontem (26), aqui, na Vitória de Santo Antão, tivemos tempo  para  abordar vários assuntos, dentre os quais questões políticas paroquianas.

No bojo, emendei uma pergunta sobre comentários que  surgiram nas redes sociais, recentemente, sobre uma possível adesão política sua ao grupo liderado pelo prefeito reeleito Paulo Roberto. Aliás, falavam até que ele já havia “batido o martelo” em comandar a pasta da agricultura municipal.

Sem pestanejar, disse-me ele: “Pilako, isso não é verdade! Aliás, eu até acho que sei de onde partiram esses boatos. Para mim, nada mudou, seguirei o meu trabalho.” Concluiu.

Nós sabemos que a prática adesista é comum, sobretudo quando estamos falando de parlamentares que compõem as câmaras legislativas interioranas. Via de regra, não importa em que palanque ou campo politico o vereador fora eleito. Na verdade o que quase todos desejam  é ser “base”,  para respirar, também,  os “doces ventos do Poder Executivo”.

Pois bem, após a sua resposta, eu até tomei a liberdade de fazer  um complemento: seria até curioso você  – Carlos Henrique – se “abraçar”, daqui para frente,  com o grupo político liderado por  Paulo Roberto que  justamente, todos sabem,  trabalhou até a noite do  sábado –  antes do domingo do pleito –   para “melar” sua reeleição.

E emendei: na próxima legislatura, Carlos, ao que parece, você será a única voz capaz de fazer um contraponto político equilibrado à gestão central,  pela capacitação e também em função da nova composição da Casa. Segue o jogo para 2025…..

Câmara de Vereadores: será que a internet tá funcionando?

Recentemente, postei aqui no blog que a Câmara de Vereadores da nossa cidade, em plenário, rejeitou o projeto (135/2024) em que possibilitaria o uso, de maneira oficial, de um segundo gentílico, ou seja:  o Antonense.

Antes, porém, vale salientar, que o nosso gentílico oficial (vitoriense)  não cumpre com o seu papel plenamente. Infelizmente, não nos define geograficamente de forma conclusiva.

A primazia de ser o autêntico  vitoriense é, de maneira  justa,  dos nativos da  cidade de Vitória, capital do estado do Espirito Santo.

Pois bem, intelectuais e pessoas  gabaritadas  na língua portuguesa, em vários registros,  já ratificaram esse “desajuste” no nosso gentílico. Aliás, isso já  faz tempo.

É lamentável constatar que a esmagadora maioria dos vereadores que formam  o parlamento local, não tem capacidade cognitiva de entender esse “nó” e esse tipo de  “vergonha alheia”,  ou seja: Vitória é uma cidade com 400 anos e não tem um gentílico próprio, original e único, que possa nos definir conclusivamente. 

Alheio à ignorância e despreparo dos nossos ilustres representantes do povo o Google já “matou a charada”,  quando o internauta consulta-lhe sobre o  gentílico da cidade da Vitória de Santo Antão.

É evidente e até compreensivo que os nossos vereadores não sejam  “entendidos de tudo”, mas é razoável questionar aos nobres parlamentares o que eles fazem com os recursos que deveriam ser usados  para a chamada “Assessoria Parlamentar?”

Não quero imaginar que  as vagas desses gabinetes do parlamento local sejam  preenchidos com  pessoas que não contribuem no melhor assessoramento  e esclarecimentos às questões inerentes a um bom desempenho da função do edil. Isso seria uma questão grave!

Com a proximidade de uma nova legislatura, seria salutar, até por uma questão do bom uso e transparência com o dinheiro público, que a nova bancada anunciasse, tão logo definisse,  os nomes dos componentes das respectivas  equipes, até porque, ao que parece, tem gente ganhando salário na câmara sem prestar o devido serviço legal, ou seja: assessorar o parlamentar nos  temas vinculantes ao necessário desempenho da função. Fica a dica!

O último adeus ao professor Enedino Soares….

No dia de ontem, quinta-feira, 26 de dezembro, foi velado e sepultado o corpo do professor Enedino Soares. Por ser membro atuante, há vários anos,  da direção do Instituto Histórico local, na qualidade de secretario, recebeu as últimas homenagens no Salão Nobre da “Casa”.

Em vida, interagiu com a sociedade antonense em vários espaços: na administração pública, no magistério, na política partidária e sindical. Sempre  trilhou pelo caminho da decência e correção.

Na qualidade de pessoa amiga, não economizava em atenção e sempre estava disponível para contribuir com sua quota pessoal. Por ocasião da sua candidatura ao cargo de vereador da Vitória, em 2020, produzimos, aqui pelo blog, uma live em que contou um pouco da sua vida e dos seus projetos. Veja o vídeo:

https://www.youtube.com/live/OQZPn7n7ng0?si=DeR_YqIE0_SCLcF6

Ontem, em ato de despedida, também registramos as palavras do presidente do Instituto Histórico, professor Pedro Ferrer,  sobre sua relação com a cidade da Vitória: veja os vídeos:

 

Duas homenagens antonenses ao Senhor Jesus Cristo.

Construído para marcar a virada do século (XIX/XX),  o monumento que se popularizou como a “Pirâmide da Matriz” foi uma obra  dos católicos antonenses  para homenagear Jesus Cristo.

Sob a liderança do Cônego Bernardo, do Juiz de Direito, Primitivo de Miranda e do então prefeito José Xavier Cavalcanti Wanderley, exatamente no dia 28 de julho de 1901,  o povo da cidade festejou entusiasmadamente.

O tempo passou e a paisagem do local, aos poucos, foi ganhando outros contornos. Se antes o obelisco se destacava pela altura,  hoje, construções mais alta,  em seu derredor,  acabaram, de certa maneira,  ofuscando o seu visual. Mas nada que “abale” a  sua essência, sua cristalina intensão e o seu ideal.

Em data oportuna, certa vez, revelei que havia pelo menos um elo de ligação entre o meu nome e o referido monumento. E por hoje ser mais um dia 26 de dezembro, vivido por mim, tomei a liberdade de relembrar.

O fato primário dessa história, por assim dizer, ocorreu exatamente em dezembro de 1967. Estava eu,  recém chegado a esse mundo, quando meus pais – Zito e Anita -, juntos, resolveram, por motivo do 11º filho haver nascido em pleno Natal, registra-lo  pelo nome de “Natalício”.

Naquela ocasião, em visita à maternidade, meu avô materno, doutor Célio Meira, entre outras questões,  perguntou: “minha filha, como vai se chamar a criação?” Ao que ela respondeu: “Natalício” .

Com delicadeza e educação, disse ele: “posso fazer uma sugestão? Já que vocês querem homenagear o Natal, porque não homenageia o verdadeiro símbolo do Natal, que é Cristo. Porque num  colocar o nome dele  Cristiano?” E assim se fez!

Portanto, a “Pirâmide da Matriz” e eu, definitivamente,  se configuram, na prática, em homenagens direta ao Senhor Jesus Cristo.

Hoje, 26 de dezembro, estou relembrando esses acontecimentos porque  estou completando 57 anos de vida. Valendo lembrar: esse tempo (57 anos)  foi o  que tive até hoje.  Quanto tempo mais terei, só o Senhor Jesus Cristo poderá dizer……

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Natal dos meus tenros anos – Por Fausto Agnelo (pseudônimo do Prof. José Aragão) – 1939

A ação impiedosa do tempo destrói todas as obras humanas de modo tão sutil que nós mesmos somos, sem o pressentirmos, os agentes e pacientes dessas informações.

Dir-se-ia que no campo espiritual existem sedimentos iguais às que se verificam no terreno material.

As gerações sucedem-se deixando camadas sobre camadas de ideias e sentimentos que se concretizam em atos e costumes e marcam a mentalidade de cada época do espírito humano.

Os povos de formação definida, já chegados à maioridade racial, evoluem lentamente, são, por índole, conservadores, de modo que, entre eles, os costumes e as tradições nacionais sobrevivem às gerações.

Nos países novos, etnicamente em gestação, pontos de convergência das migrações de outros povos, é o próprio movimento da população que produz a renovação contínua, incessante e rápida dos costumes com a introdução de usos estranhos e a imitação dos figurinos estrangeiros.

É o que sucede com o Brasil, notadamente depois que os modernos inventos encurtaram as distâncias e nos fizeram vizinhos dos Estados Unidos e da Europa.

Só assim se explica a metamorfose da vida brasileira, hoje com aspectos e modalidades bem diferentes, quando não opostos aos de 20 ou 30 anos atrás.

* * * *

Vieram-me à mente essas lucubrações ao meditar sobre o Natal que conheci nos meus tenros anos, cheio de encanto e suavidade.

O Natal do lares enfeitados, onde se reuniam famílias e se formava ambiente de intensa alegria, vivendo os moços, os velhos e as crianças momentos de verdadeira felicidade, ao som do harmônio e da flauta, à mesa frugal, ou nos salões onde se achava o presépio armado e adrede preparado para receber a visita do pastoril elegante.

O Natal dos carros de bois rangendo saudosamente pelas estradas, conduzindo as famílias dos engenhos que vinham “à rua” para ouvir a Missa do Galo.

O Natal das barraquinhas aristocráticas, cercadas de cadeiras para as famílias, donde mocinhas feiticeiras trocavam olhares discretos com os moços janotas da cidade, que se desmanchavam em amabilidades e tudo faziam para enviar uma prenda à sua predileta.

O Natal em que se ouvia o canto pausado do Glória a Deus nas alturas, por ocasião da missa tradicional, a que o povo assistia com o máximo respeito e silêncio religioso.

Natal dos fandangos, das lapinhas vistosas, dos presépios animados.

* * * *

Hoje, o Natal está desfigurado.

Sente-se que desapareceram o misticismo, a poesia, a beleza mágica de outrora.

É um Natal frio, vário, sem o encanto de outras eras.

É que as aspirações, os sentimentos, as ideias de hoje são bem diferentes dos que formavam o ambiente de nossa infância.

Tudo passa sobre a Terra.

Prof. José Aragão
Sob o pseudônimo de Fausto Agnelo.
Texto publicado no Jornal O Vitoriense, 31 de dezembro de 1939.

Claudia Leitte e o racismo religioso – por @historia_em_retalhos.

De forma até agora inexplicável, a cantora Claudia Leitte passou a modificar a letra da canção “Caranguejo” quando está nos palcos diante de seu público.

Convertida ao neopentecostalismo desde 2014, surpreendentemente, a cantora não tem mais pronunciado o nome de Iemanjá, a orixá das águas.

Em vídeos que viralizaram na internet, ao invés de cantar “Saudando a rainha Iemanjá”, letra original da canção, a artista aparece cantando “Só louvo meu rei Yeshua” (Jesus em hebraico).

Cada um tem a sua crença e o Estado brasileiro consagra a liberdade religiosa plena, que deve ser sempre respeitada, porém alguns questionamentos são inevitáveis.

Sinceramente, o que seria hoje de Claudia Leitte se não fosse a cultura afro-brasileira que a projetou como artista?

Esqueceu-se a cantora de que o Axé, ritmo que lhe deu fama e muito dinheiro, tem a sua origem nos rituais das religiões de matriz africana?

É justo apagar e desconsiderar os fundamentos da Axé Music e, principalmente, a força espiritual dos orixás, após deles apropriar-se culturalmente, durante tantos anos, fazendo sucesso e fortuna?

Por que no Brasil tudo que é de origem negra e africana é silenciado?

Importantíssimo centro da cultura afro-brasileira, Salvador já foi chamada até de “Roma Negra”, “Roma Africana” e “Meca da Negritude”.

Até hoje, apesar da enorme repercussão, a cantora não deu uma única declaração sobre o tema e diz que manterá a agenda regular de shows.

“Caranguejo” é uma composição de Alan Moraes, Durval Luz e Luciano Pinto, que também estão sendo desrespeitados na medida em que estão tendo a sua obra modificada sem autorização.

Em verdade, Claudia Leitte desonra o gênero musical que a fez conhecida.

Para quem não lembra, em 2022, ela postou um vídeo em que aparecia um abajur em forma de arma e uma bíblia.
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Pluralidade e diversidade das revistas culturais.

Entre os meus hábitos de leitura há um interesse pelas revistas culturais, quase todas de livre acesso em suas mediações virtuais. Não é de hoje que tenho compartilhado a importância dessas publicações.

Escolho as revistas que trazem contribuições culturais claramente definidas para o cenário artístico, literário e intelectual, além de frequência e constância em sua publicação, que promovem vitalidade, visibilidade e diversidade temática. Começo pela Colóquio/Letras, da Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa).

De caráter ensaístico e admitindo pluralidade de pontos de vista, quer artigos de investigação, quer leituras críticas da atualidade editorial, a Colóquio publica inéditos de poesia e ficção de autores contemporâneos, consagrados e jovens.

Elogio a escolha do escritor Arnaldo Saraiva (Universidade do Porto), ao analisar autores pernambucanos. Juntos, os seus escritos nessa revista (e no famoso “Jornal de Letras”/Lisboa), dariam um bom conjunto de artigos em livro impresso.

O poeta e escritor português radicado em Olinda, José Rodrigues de Paiva, ex-professor da UFPE, tem publicado desde 1986 artigos de sua autoria nessa revista, que, por sua atualidade, deveriam ser reunidos em livro.

Nos 100 anos do Manifesto do Surrealismo de André Breton, a revista, na sua mais recente edição, publica um conjunto de artigos sobre o movimento na França e em Portugal. ((())) Art In America (NY) é elogiada por trazer extenso noticiário, fartamente ilustrado, sobre o que há de mais contemporâneo nos EUA nas artes plásticas. A revista é editada por curadores de museus, críticos de arte de boa formação acadêmica, historiadores de arte. A Revista de Estudos Culturais e a Revista Literatura e Sociedade, ambas da Universidade de São Paulo, são talvez as indicações mais acadêmicas de todas.

A Revista Caderno de Letras, publicação do Centro de Letras e Comunicação e do Programa de Pós-graduação em Letras da Universidade Federal de Pelotas-UFPel, está entre as que recomendo. ((())) No site da Fundação Guggenheim (NY/Bilbao), o leitor terá acesso a publicações mensais que apresentam obras de artistas famosos, que revolucionaram a história da arte. ((())) Julgamentos qualitativos são difíceis de fazer, mas julgo The Poetry Review (Londres), a melhor trimestral de poesia do mundo.

Desde que foi fundada em 1912, tem sido espaço tanto de poetas renomados internacionalmente, quanto emergentes e novatos. ((())) Zum é a melhor revista brasileira dedicada à Fotografia. Traz o selo de qualidade do Instinto Moreira Sales (RJ) e é nacionalmente reconhecida pela qualidade de seu conteúdo. ((())) Nouvelle Revue Française (Paris) foi mensal por muitos anos, mas atualmente é trimestral. Os textos que a compõem têm valor pela sua qualidade literária, independentemente do gênero – ficção, ensaio, reportagem. ((())) As Revistas Continente e Pernambuco (Cepe) têm sido reconhecidas pelo que evidenciam sobre a pluralidade da cultura e das artes não só pernambucanas. ((())) Por fim, “Ciência & Trópico, da Fundaj, destaca-se pelo que contribui para a divulgação de pesquisa nas áreas de Ciências Humanas e Ciências Sociais.

Marcus Prado – jornalista. 

Pitú transforma latinhas em “calendário da resenha” para 2025.

A PITÚ já começa o ano com resenha, fazendo contagem regressiva para os feriados, feriadões e sextas-feiras de 2025. É celebrando o que estar por vir, que a embalagem da sua tradicional lata de cachaça silver de 350 ml, a famosa “branquinha”, estampa o “calendário da resenha”, mostrando que 2025 promete. Serão 52 sextas-feiras, 09 feriados em dias úteis e 5 feriadões pra ninguém reclamar de garganta seca.

Os consumidores da cachaça e os colecionadores das já tradicionais latinhas temáticas se liguem, porque as gôndolas dos mercados nos principais pontos de venda do produto em todo Brasil, começam a receber as três milhões de unidades das latas com as embalagens especiais de Réveillon. Quem assina a criação das artes é a agência Ampla Comunicação.

A “brincadeira” deste final de ano estampada nas latinhas é um estímulo para que as confraternizações não se limitem a esse período. A ideia da PITÚ é proporcionar momentos de alegria, descontração e leveza entre amigos e familiares nas viradas de ciclo, sempre com muito bom-humor e resenha. Com um lembrete desses em cada latinha que abrir, não tem pituzeiro que não cole essa agenda na parede de casa e na mente.

Todos os anos a PITÚ aposta na criação de embalagens personalizadas, e de campanhas e ações de entretenimento que têm o grande diferencial de cativar, fidelizar e estreitar o relacionamento com os apreciadores da cachaça. Então, já é tradição. O brinde da virada será com responsabilidade, otimismo e as resenhas da Pitú espalhadas por todo o País.

A 4º Corrida e Caminhada da Vitória homenageia a passagem dos 120 anos do Anjo da Vitória.

4ª Corrida da Vitória – 27 de abril de 2025.
Corrida 7km – Caminhada 3km – Concentração às 6h – Largada às 7h.
PREMIAÇÕES
Troféu – 1º ao 5º colocado – masculino e feminino.
Categorias: Geral – Local e Faixa Etária –
Primeira faixa etária: até 39 anos.
Segunda faixa: dos 40 aos 49 anos.
Terceira faixa: dos 50 aos 59 anos.
Quarta faixa: dos 60 aos 69 anos.
Quinta faixa: dos 70 em diante.
Troféu – Maior equipe (grupo) local e visitante.
OBS: NÃO HAVERÁ PREMIAÇÃO EM DINHEIRO!
Inscrições on-line: www.uptempo.com.br
Inscrições para grupos: 81-9.9420.9773
Inscrição presencial: Loja Monster Suplementos – Rua Valois Correia – 96 – Matriz – Vitória.
Valor da Inscrição no 1º lote
Kit completo – corrida ou caminhada – R$ 95,00
Kit sem a camisa – corrida ou caminhada – R$ 80,00

Papai Noel – por @historia_em_retalhos.

Por que Papai Noel tornou-se o protagonista de uma data que não é dele?

A história explica.

A figura de Papai Noel foi inspirada no bispo Nicolau, que viveu na Turquia, no século IV.

Nicolau costumava ajudar quem estivesse em dificuldades financeiras, colocando um saco com moedas nas chaminés das casas.

A sua transformação em símbolo natalino, porém, espalhou-se pelo mundo, quando se percebeu que a tradição do velhinho entregando presentes potencializaria o comércio durante o mês de dezembro, cabendo ao cartunista Thomas Nast, no ano de 1881, criar a “marca” Papai Noel.

Em verdade, o bispo Nicolau foi visto como uma peça de marketing, com nítidos propósitos mercadológicos.

Essa opção puramente comercial foi, paulatinamente, ofuscando a figura de Jesus Cristo, o real protagonista do dia 25 de dezembro.

Filho de imigrantes perseguidos, nascido em meio aos animais, amigo dos leprosos, das prostitutas e dos mendigos, e com um discurso que incomodou os poderosos do seu tempo, Jesus passou a não atender aos interesses do capitalismo ocidental, por uma razão muito simples: o revolucionário homem de Nazaré propunha a divisão com os pobres.

Nada mais na contramão de um mundo egocêntrico, consumista e desigual.

Devolver a Cristo a condição de protagonista do dia de seu próprio nascimento parece-nos ser a melhor trilha para equilibrar a relação entre os povos e difundir a paz.

Mais Cristo e menos Papai Noel é o que desejo a todos vocês.

Um feliz Natal, gente!
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PROCRASTINAÇÃO – por Sosígenes Bittencourt.

O que levaria um juiz a amolegar um Processo de um miserável, anos a fio, à espera de um advogado cujo réu não pode contratar?

Eu testemunhei o sofrimento de um ajudante de pedreiro que foi preso, espancado e comeu dois anos de cadeia, acusado de participar do roubo de uma moto, comprovadamente, inocente. Depois que foi solto por uma advogada que se compadeceu do seu lamentável estado, a vítima da (in)Justiça teve receio de entrar com pedido de indenização, acreditando que iria ser executado. Uma imoralidade!

O filosofo grego Platão afirmava que “O Processo é a mais excelente das tragédias.” Ou seja, porque se dedica mais às formalidades do que aos aspectos substantivos, promovendo a infame longevidade.
Procrastinado abraço!

Sosígenes Bittencourt

Vida Passada… – Frei Paulo de Santa Catarina – por Célio Meira

Em 1574, através da informação do erudito historiador Elísio de Carvalho, na selvagem Marins dos Tabajaras, ou na silenciosa Olinda, ao amanhecer do século XVII, ao dizer de Sebastião Galvão, nasceu d. Paulo de Moura,  filho de s. Felipe, capitão-mór e governador de Pernambuco. Nobre e poderoso,  casou-se d. Paulo com a prima Brites de Melo, formosa olindense. E dêsse matrimônio,  nasceu Maria, encantadora flôr de Olinda, que tivera, órfã de mãe, meninice triste, sem carinho, e mocidade feliz, em Portugal, onde se educou e casou com  p “Fidalgo de Mendonça Furtado, alcaide-mór  de Mourão, comendador da Vila Franca de Xira e governador Mazagão”.

Viúvo, quando não fazia, ainda, três anos de casado, sentira, o nobre d Paulo de Moura, que se apagara, na vida mundana a estrêla de sua jornada. Procurou apagar, então, na solidão do claustro, na oração da penitência e no silêncio, a lembrança amável da inditosa companheira. E amortalhou-se, jovem e forte, renunciando a glória das armas e a riqueza das cortes europeias, num hábito de frade da ordem de São Francisco de Assis.

Devotado ao serviço de Deus, deixou a terra natal, a Olinda, de sua Brites e sua Maria pequenina, e atravessou o Atlântico, para viver, sofrer e morrer, na terra portuguesa. Foi guardião de seu convento, e, mais trade, dirigiu uma província franciscana.

E Maria, a filha única daquele que, no século, se chamou D. Paulo de Moura, foi a bisavó de Sebastião José de Carvalho e Melo, o famoso Marquês de Pombal, em cujas veias correu, impetuoso, sangue brasileiro, sangue pernambucano, sangue olindense. E no alto posto de provincial, morreu, esse frade bondoso, a 3 de fevereiro de 1693, ou aos 119, se veiu, ao 84 anos de idade, se nasceu em 1574, e de quem se conhece, apenas pelas notas históricas, o famoso “Sermão das Chagas de Cristo”, pregado no Mosteiro de Lorvão.

Teve, na terra, frei Paulo, vida tranquila. A dor que feriu, em Olinda, o peito do potentado, se transformou, na lama do frade, à luz radiosa do santuário, numa graça do céu.

Frei Paulo de Santa Catarina é uma figura abençoada por deus, na história famosa da Ordem dos Franciscanos.

Célio Meira – escritor e jornalista. 

LIVRO VIDA PASSADA…, secção diária, de notas biográficas, iniciada no dia 14 de julho de 1938, na “Folha da Manhã”, do Recife, edição das 16 horas. Reúno, neste 1º volume, as notas publicadas, no período de Janeiro a Junho deste ano. Escrevi-as, usando o pseudônimo – Lio – em estilo simples, destinada ao povo. Representam, antes de tudo, trabalho modesto de divulgação histórica. Setembro de 1939 – Célio Meira.