Ataque de tubarão: quem vai tomar uma atitude, o governo do estado ou ministério público estadual?

Aconteceu mais um ataque de tubarão em Pernambuco. Após o trauma e o devido atendimento,  a vitima faleceu – um jovem de 18 anos. Desde o inicio do monitoramento já são 64 casos. As cenas gravadas pelos banhistas mostram a perplexidade das pessoas. Não há  absolutamente nada que se possa ser feito ou dito para  aliviar a dor dos pais desse garoto.

Eis aí uma equação de difícil solução. As praias pernambucanas, sobretudo as que ficam na Região Metropolitana do Recife, lamentavelmente, são alcunhadas pejorativamente pelo resto da Brasil,  em função do banho de praia arriscado e, infelizmente,  com roteiro incerto,  face ao terror iminente.

No “mundo livre” das redes sócias “especialistas” de todos os segmentos escrevem  seus  respectivos “pareceres” com a maior naturalidade. Alguns, certamente, no afã da originalidade e alguns clicks a mais  até acharam que o “tubarão agiu em legítima defesa”- coisas da internet.

Numa discussão ampla, produtiva e há muito necessária, algo  que possa atender os múltiplos interesses envolvidos  nesse contexto,  que vão muito além dos econômicos da rede hoteleira e das empresas de turismo, as autoridades do nosso estado estão precisando tomar um chá de bússola – se orientarem!!

Vale , então, algumas  perguntas: quanto mais pessoas deverão morrer,  para que alguma atitude  séria seja tomada?

Deverão os banhistas serem atacados pelos tubarões na faixa de areia,  para só assim os governantes e o ministério público começarem a tratar o problema com a devida atenção?

Das três, uma:

Ou orienta a população com fortes campanhas educativas e esclarecedoras,  dos perigos do banho de mar…….

 Ou se cria artifícios para contrariar a natureza violenta dos tubarões na faixa da praia….

Ou simplesmente, por força de decreto,  interdita-se, ao banho,  as praias pernambucanas…..

Na qualidade de população,  não devemos aceitar que se continue  empurrando esse grave  problema  “com a barriga”, esperando que uma solução apareça dos céus ou do fundo do mar!!

Nesse caso dos ataques dos tubarões, não  esperemos soluções ecológicas. Não há como se fazer omelete sem se quebrar os ovos!!!

Não tem como proteger a população sem “incomodar” os violentos  tubarões e sem contrariar os “barões” da industria hoteleira e turística do estado……….

Aos que ainda não choraram a morte de um parente ou amigo,  nessa verdadeira trilha macabra, resta apenas cobrar das autoridades ação, até porque a próxima vítima poderá ser você ou seu filho…..

Doutor Aloísio de Melo Xavier: comemoração do centenário do seu nascimento – depoimento dos filhos.

Por ocasião da comemoração do centenário de nascimento do santonense Aloísio de Melo Xavier, estamos postando  trechos de uma  entrevistas dele,  concedida ao jornalista João Álvares e  publicada no Jornal da Vitória.

Doutor Aloísio de Melo Xavier – Pai Herói

– Assim se expressou seus amados filhos “na orelha” do livro PANORAMA, de autoria do notável mestre Aloísio Xavier:

“Afirmo sempre que minha existência é uma oração de agradecimento. Dentre tantas outras dádivas recebidas, pelo pai que tenho. Desde cedo, com o seu exemplo, aprendi três lições fundamentais, que sintetiza no seguinte: necessidade de conhecimento técnico, obrigatoriedade do cumprimento dos preceitos éticos e presença permanente do amor na vida” (Aluísio José).

Cineclube Avalovara exibe LENINGRADO e ERA O HOTEL CAMBRIDGE.

Ainda nem deu tempo se recuperar da sessão de maio, e a gente já tem data mais que marcada para próxima sessão: será dia 10 de junho, com exibição dos filmes LENINGRADO, LINHA 41 (Dênia Cruz, 2017, 20min) e ERA O HOTEL CAMBRIDGE (Eliane Caffé, 2016, 1h33min), numa proposta de debate sobre a crise habitacional e a luta por moradia no nosso país. Ambos os filmes foram gentilmente cedidos pelas diretoras.

O Cineclube Avalovara é um projeto aprovado no 10º Edital do Programa de Desenvolvimento da Produção Audiovisual de Pernambuco (Funcultura 2016 – 2017), e tem apoio do Instituto Histórico e Geográfico de Vitória de Santo Antão (IHGVSA) e da Federação Pernambucana de Cineclubes (Fepec).

SINOPSE “LENINGRADO, LINHA 41”

O filme relata a história do assentamento Leningrado, Natal (RN), cuja comunidade ainda luta por serviços básicos como escola, saúde, segurança e lazer, sendo sua única ligação com a cidade a Linha 41, que precisa ser ampliada.

SINOPSE “ERA O HOTEL CAMBRIDGE”

A trajetória de refugiados recém-chegados ao Brasil que, junto com trabalhadores sem-teto, ocupam um velho edifício abandonado no centro de São Paulo. Em meio à tensão diária da ameaça do despejo, revelam-se dramas, situações cômicas e diferentes visões de mundo. ​

SERVIÇO

Cineclube Avalovara exibe LENINGRADO e ERA O HOTEL CAMBRIDGE

Classificação indicativa: Livre

Data e hora: 10/06/2018 (dom), às 17h

Local: Silogeu do IHGVSA

Entrada Franca

Momento Cultural: INERTIA – por ADJANE COSTA DUTRA.

Nas imagens dos sons inertes…

Inertia, inactivity, sloth.

Inércia dos sonhos coloridos…

Nas folhas brancas ao léu…

Momentos perdidos,

inércia desse vento nas paragens do tempo

de INTERROGAÇÕES ???????

Pára-tempo, tempo-pára.

Para, pára, o que não paro.

Inércia nos sons, nos sonhos coloridos,

Nas paragens desse tempo inertemente perdido…

(TAPETE CÓSMICO – ADJANE COSTA DUTRA – 1995 – pág. 25).

NATAL E NASCIMENTO DE JESUS.

No primeiro século d.C., o nascimento de Jesus era comemorado no mês ADAR (fevereiro e março).

O dia 25 do mês TIVET (dezembro), do calendário hebraico e babilônico, dia comemorado com festas oriundas da Grécia e de Roma, onde todo o povo participava, era o “Dies Natalis Invictis”, comemoração do Solistício de Inverno, O Nascimento do Sol.

No ano 343 d.C., o papa Júlio I, no Concílio de Serdica, transformou a festa do “Dies Natalis Invictis” em festa da cristandade, para comemorar o nascimento de Jesus.

Papai Noel foi um bispo holandês de nome Nicolau, que, na noite fria de 25 de dezembro, em Amsterdan, saía do palácio episcopal, levando às costas um saco cheio de brinquedos, batendo às portas das residências, para distribuí-los com as crianças, em comemoração ao nascimento de Jesus.

A Árvore de Natal é de origem germânica, adotada pela primeira vez por São Bonifácio.

O Presépio de Natal foi introduzido na vida dos cristãos, no século XII, por São Francisco de Assis.

Sosígenes Bittencourt

Doutor Aloísio de Melo Xavier: comemoração do centenário do seu nascimento – depoimento dos filhos.

Por ocasião da comemoração do centenário de nascimento do santonense Aloísio de Melo Xavier, estamos postando  trechos de uma  entrevistas dele,  concedida ao jornalista João Álvares e  publicada no Jornal da Vitória.

Doutor Aloísio de Melo Xavier – Pai Herói

– Assim se expressou seus amados filhos “na orelha” do livro PANORAMA, de autoria do notável mestre Aloísio Xavier:

“Mais do que qualquer outra coisa, representa este livro uma história de amor. Do autor, Aloísio, graças a Deus meu pai, pois refazemos com estes escritos sua trajetória cristã, em todas as facetas da vida. De sua companheira, Eunice, graças a Deus minha mãe, que carinhosamente colecionou tudo e é a grande responsável por esta publicação” (Maria Eunice).

 

Momento Cultural: A Alvorada – POR GUSTAVO FERRER CARNEIRO.

O sol se descortinava na praia
Brilhando em meus olhos
Caminho só
Ar imóvel, quente
Vento assobiando ardente
Com o som da minha respiração
Um monte de pensamentos
Um toque agudo sibilante
Suspirando com prazer
O nascer de um novo dia
Uma alvorada arredia
De momentos de introspecção

Um aroma gostoso de terra molhada
Ou maresia,
Um delicada lua ornamentando o amanhecer
Em uma fantasmagórica poesia,
Plenitude
O vento zunindo
Um sentimento de dignidade
Uma visão do encanto
Insondável graça no rosto
No perplexo momento
Da percepção da vida.

O que ele diz
estará dentro do seu peito
Todo tempo
Para sempre…

Seja longe, seja perto
Não sabemos o exato, o correto
Para tudo tem um tempo

Mas quando será esse tempo certo?

(MOSAICO DE REFLEXÕES – GUSTAVO FERRER CARNEIRO – pág. 14).

E por falar em tristeza.

Eu sou meio ruim de tristeza. Pelo contrário, carrego uma certa alegria n’alma que, muitas vezes, confundem com falta de seriedade. Porque o importante não é a tristeza que você sente, mas o que você pode fazer com a tristeza que sente. Tristeza longa, duradoura é depressão. É caso clínico. Eu prefiro a tristeza que é caso cínico. Dizia, o dramaturgo Nelson Rodrigues, que “não se faz literatura, política e futebol com bons sentimentos.”

Por exemplo, a tristeza, para mim, é motivo de literatura. Eu recebi um grande conselho do poeta alemão Wolfgang Goethe: Faz da tua dor um poema, e ela será suavizada.

Sosígenes Bittencourt