Estão abertas as inscrições de curtas-metragens para a Segunda Mostra de Cinema da Vitória de Santo Antão

 

A Segunda Mostra de Cinema da Vitória de Santo Antão (MCVSA) vai acontecer entre os dias 20 e 26 de agosto em Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata, pelo qual se encontra com inscrições abertas para curtas-metragens até o dia 19 de julho.

A 2ª Mostra de Cinema da Vitória é um projeto aprovado no 10º Edital do Programa de Desenvolvimento da Produção Audiovisual de Pernambuco (Funcultura 2016 – 2017). O foco principal é a exibição audiovisual de curtas e longas-metragens dos mais variados gêneros e temáticas, que estão fora ou com pouco espaço no cinema convencional, a fim de incentivar a formação e o debate sobre a linguagem, interiorizando o acesso e democratizando as obras.

A MCVSA nasceu do Cineclube Avalovara, que existe desde 2013 e, embora tímido no começo, acabou despertando o fazer audiovisual em várias pessoas da cidade. Agora, o Cineclube Avalovara está bem consolidado, funcionando também com incentivo do Funcultura, e a MCVSA está indo para a sua segunda edição (a primeira aconteceu em 2016).

“É um espaço pelo qual zelamos e nos orgulhamos muito, justamente por mobilizar e abrir janelas – outrora quase nem imaginadas – no interior do Estado de Pernambuco”, sublinhou Claudia, uma das coordenadoras do projeto.
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Regulamento com link para o formulário podem ser acessados:

Regulamento: https://tinyurl.com/edital2018mcvsa
Formulário: https://tinyurl.com/forminsc2018mcvsa

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Página no Facebook: facebook.com/mostravitoria

Momento Cultural: Cérebro – por Henrique de Holanda.

Na mocidade,

a razão quase sempre se encandeia,

tornando a vida uma mera ingenuidade.

O cérebro da humana criatura

– quem é moço concebe

ser uma taça de ilusões bem cheia

que o coração segura e a alma bebe.

Mas, a velhice vem

fermentando a bebida outrora pura…

e o coração, que forças já não tem,

vendo a alma fugir, derrama a taça,

que ao se precipitar de grande altura

no chão se despedaça…

(Muitas rosas sobre o chão – Henrique de Holanda – pág. 25).

Não ria se puder – Sosígenes Bittencourt

De tanto me dedicar aos dramas humanos, me esqueci de apreciar os bichos. Talvez, tivesse me decepcionado menos.

Um dia, meu menino me perguntou:
– Painho, o que é que aqueles porcos estão fazendo no meio da rua?
– Porcaria, meu filho.
– E por que aqueles cavalos estão soltos?
– Porque os seus donos são burros.

Aliás, quando chamamos um cidadão de BURRO, estamos desconsiderando o quadrúpede. Eu nunca vi um burro fumando nem tomando cachaça.

Sosígenes Bittencourt

“Javalis Selvagens”: esse é o time campeão do Mundo!!!

O drama dos “meninos da caverna” – como assim ficaram conhecidos –,  felizmente,  chegou ao fim. Os doze garotos e o técnico da equipe de futebol  – “Javalis Selvagens” –  passam bem e seguem sendo monitorados por médicos e psicólogos. Os desdobramentos dessa vivência são imprevisíveis.

Na exitosa operação de resgate trabalharam diretamente noventa mergulhadores (50 especialistas internacionais e 40 experientes tailandeses) e trinta equipes médicas. A mobilização foi grande e a torcida em todo planta foi maior ainda. Esse é o tipo de acontecimento que mexe com o emocional daqueles que são seres humanos de verdade.

Mesmo distante me envolvi com essa operação. Para cada resgate uma alegria. Aliás, dias atrás, disse aqui:  na qualidade de civilização, de nada adiantaria termos tecnologia para visitar a lua e fazer turismo em marte, se fracassássemos nesse evento.

De sorte que estamos cantando vitória!!! Espero, contudo, que no próximo domingo, por ocasião da final da Copa do Mundo,  na Rússia, o time do “Javalis Selvagens” seja a mais festejada, afinal, entendo, esse ser o melhor momento para eles dizerem ao mundo que são os verdadeiros campeões…….

O dia em que o teto da Igreja do Livramento desabou.

Revirando nossos arquivos encontramos uma matéria publicada no jornal “O LIDADOR”,  de 1907, realçando o dia em que o teto da Igreja do Livramento desabou. Desse fato, contudo, deu-se  às comemorações  com a Festa da Cumieira.

 “O Lidador” –  edição de 3 de Agosto de 1907 publicava:

DESABAMENTO:

É um grande perigo entrar-se atualmente na Igreja do Livramento. As tesouras do tecto estão todas deterioradas; um dos oitões, desamarrado e penso, sendo inevitável o seu completo desmoronamento, a menos que se tome, já, rigorosa providência. Os poderes públicos fariam um grande bem, proibindo a sua abertura.”

Efetivamente, três meses e três dias após esse sombrio prognóstico, realizava-se ele, sendo assim noticiado pelo mesmo jornal na edição de 23 de novembro de 1907:

“Pelas 8 horas e meia da noite de 16 do corrente, ecoou em toda cidade o estrondo do desabamento do tecto da Igreja do Livramento. Pressagiámos o fato há três meses. De então para cá deixou de realizar-se ali certa devoção habitual nas noites de sábado, Não houve danos, além do material.”

À  sete de dezembro anunciava o mencionado jornal um “consta” de que o cônego Bernardo,  pároco de Santo Antão, iria apelar aos paroquianos a fim de reconstruir a Igreja, e sugeria a realização de uma quermesse, iniciativa que se confirma no Jornal “O Popular”,  de 15 de fevereiro de 1908:

“O nosso venerando e ilustre Vigário,  no louvável intuito de reconstruir a Igreja do Livramento, tem-se dirigido aos católicos da freguesia, pedindo auxílios de todos quantos amam de coração a religião do Nazareno.”

Já valetudinário, nada mais pôde fazer o virtuoso sacerdote, pois, a 31 de agosto, falecia, após quase vinte anos de relevantes serviços prestados a Igreja na paróquia de Santo Antão.

O seu sucessor, Monsenhor Laurino Justiniano Douetts, empossado a 27 de setembro do mesmo ano,  na Matriz de Santo Antão,  em maio de 1910, voltava sua atenção para a Igreja do Livramento, iniciando  uma campanha para a sua reconstrução. A mesma  foi iniciada em julho, dizendo o Jornal  “O Popular”, em  27 de agosto do mesmo ano:

“estivemos nas obras de reconstrução e verificamos quanto se precisa despender para seu acabamento, pois, pode-se dizer, trata-se de uma quase completa reedificação.”

A proprietária do engenho São João novo doara todo o madeiramento e os trabalhos continuavam normalmente, sendo interrompidos com o falecimento do Monsenhor  Douetts, em 24 de julho de 1911.

O novo vigário, padre Américo Vasco, preocupou-se de imediato com reparos  no teto e melhoramentos internos na Matriz de Santo Antão, realizados no 2º semestre de 1911.

Logos nos primeiros meses de 1912 reiniciou-se o serviço de restauração da Igreja do Livramento, onde, em 11 de março, era celebrada a “Festa da Cumieira.”

(REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO – Volume 5º – 1973 – pág 78 a 79).

Momento Cultural: A Balsa – por Stephem Beltrão

Lembro-me, pequeno passageiro,
a primeira travessia.
Na minha pequena cabeça,
O cabo de aço, a balsa
não suportaria.

Passei pelo antigo trapiche
da velha fábrica de gelo.
Meus desesperos se afastavam
do barco, junto com um banzeiro.

Prestava bem atenção
na espuma deixada pela chalana
amarrada atrás da balsa.
Girava como minha imaginação,
tal qual, o cabo na roldana.

A outra margem do rio
parecia o outro mundo.
Achava que nunca conseguiria
completar aquela
travessia.

Ao chegar, enfim, a margem,
um marinheiro a corda jogou,
amarrando a balsa ao cais,
dando fim à viagem.
E, como um sonho,
a travessia acabou!

Stephem Beltrão  

UM CERTO DOMINGO – Sosígenes Bittencourt.

Um certo domingo, corria o ano de 2010, eu assistia a uma reprise do Conexão Internacional, quando apareceu o jornalista e escritor carioca Carlos Heitor Cony, sendo entrevistado por Roberto D’Ávila.

Engraçado, disse simpatizar os cínicos, desde Sócrates a Machado de Assis e Jean-Paul Sartre. Disse que há uma diferença entre o escritor e o cronista. O escritor vive no fundo do mar, e o cronista, no aquário. O escritor tem de traçar seu caminho para ser notado, o cronista vive na vitrine. E acabou citando uma frase de Rabelais: “Não tenho nada, devo muito, o resto dou pros pobres.”

Ainda vi, neste programa, o físico Marcelo Gleiser dizer que “A terra pode ficar perfeitamente feliz sem a gente, mas a gente não vive sem a terra.”

Dá para esquecer semelhante domingo há 17 anos?

Dominical abraço!

Sosígenes Bittencourt

Academia Vitoriense de Letras: GALERIA DOS PATRONOS.

Com  reunião festiva, na manhã do domingo (08), aconteceu no histórico prédio do “Sobradinho” – Rua Imperial 81 – a inauguração da Galeria dos Patronos da AVLAC – Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência.

Sob a coordenação do seu presidente – professor Serafim Lemos – o encontro cultural, por assim dizer, congregou  acadêmicos e convidados para exaltar a obra dos vinte e cinco santonenses que configuram-se  em objetos de estudos e pesquisas, no que se refere à vida e ao conjunto de conhecimento por eles legados às gerações vindouras.

Na ocasião, após o simbólico corte da fita inaugural, o acadêmico Pedro Ferrer usou da palavra para um breve histórico dos patronos. Veja os vídeos.

Com pouco mais de uma década de atuação na nossa cidade a AVLAC, entre outras coisas, se propõe a promover conhecimento e cultura na cidade de Diogo de Braga. Aqui e alhures não é tarefa das mais fáceis congregar pessoas que se propõe investir seu tempo e seus sempre curtos recursos financeiros em promoções culturais coletivas. Nesse contexto, porém, aos poucos e de maneira consistente, a AVLAC segue ganhando “corpo” e se materializando,  naquilo que imaginou o seu principal pensante e construtor: MELCHISEDEC.

Como nem sempre selecionar as melhores “cabeças” da cidade é possível, em função das distâncias naturais entre o mundo utópico e o mundo real,  algo próprio de quem pensa fora da caixa, a entidade, genuinamente vitoriense, segue na sua missão e na sua marcha. Afinal,  o tempo nunca esperou por aqueles que apenas viveu e vive no campo das ideias. Quando as ideias dialogam em sintonia com o agir o fato nasce ecologicamente, a vida floresce e o fruto – pouco ou muito –  alimenta a coletividade.

 

 

A Matriz e o Arco-íris……..

Por alguns minutos, ontem (08), à tarde, os que circularam pelo Pátio da Matriz tiveram a oportunidade de contemplar paisagem única. Desde sempre o arco-íris é um fenômeno enigmático, por mais que existam suas explicações cientificas.

Aos olhos do passante, contempla-lo é sempre a melhor opção. Há, também, aquele que  não consegue enxerga além das suas cores. Falta-lhe sensibilidade e sobra pressa. Por mais que seja comum vê-lo, vivo e repentinamente, o mesmo provoca múltiplas interpretações.