Apelidos Vitorienses: TERNURINHA

Foi  ainda na sua terra natal (Palmares) que o Carlos Ferreira da Silva, à época com quinze anos (1983),  resolveu vestir-se de palhaço para animar uma festinha de aniversário que o seu apelido começou a ser construído. Até então o mesmo trabalhava como artesão e era chamado apenas por Carlinhos.

Morando em Vitória há décadas e também onde encontrou sua cara metade – Dayse – o amigo Carlos Ferreira encontrou solo fértil para desenvolver seu ofício  de palhaço, ganhando assim  ainda mais projeção e fama artística.

Seu apelido “Ternurinha” – como assim é conhecido na Vitória de Santo Antão –  foi fruto da sua sensibilidade, após ler o livro “Pingo de Luz”,  da escritora  Clara Machado. Nele,  o “pingo de luz”, que acompanha o personagem principal,  chamava-se Ternurinha. Ele gostou e se auto intitulou  “Palhaço Ternurinha”.

Na atualidade, exercendo o ativismo artístico e fomentador de negócios, “Ternurinha” também se apresenta como Carlinhos Brasil. Portanto, eis aí mais um,  que é mais conhecido na cidade pelo apelido – Ternurinha – do que pelo próprio nome – Carlos Ferreira da Silva.

Assim, no grito, todos perderão……….

 

No atual momento nacional não sei se é mais difícil a escolha –  voto para presidente –   para quem tem maior ou menor grau de instrução. Ao que parece,  o que menos estar importando e interessando para parcela expressiva do eleitorado brasileiro, nesses dias que antecede o pleito,  é a avaliação do conjunto, ou seja: motivos, efeitos, causas e consequência para cada escolha.

Vez por outra fico com a impressão de que não existe saída: “se correr o bicho pega. Se ficar o bicho come e se esconder o bicho acha!! É uma espiral sem fim. Parece faltar-nos capacidade coletiva de entendimento. Aliás, a democracia, mesmo imperfeita, nos permite buscar alternativas diferentes e caminhos diversos para um processo de correção constante, mas, os erros também são cíclicos e podem surgir a qualquer tempo.

Entendo perfeitamente que o desânimo, a decepção e à falta de perspectivas, muitas vezes, são indutores ao precipício. No caso em tela, estamos todos num mesmo barco, afinal, em algum momento da nossa história, lutamos para ser um país independente. Passamos por várias experiências negativas de comando assim como por surtos de de euforia,  entendimento e crescimento, mas ao invés de amadurecermos com sabedoria, na qualidade de nação,  parte do eleitorado para que quer brincar com fogo, novamente. Resumo da ópera: possivelmente sairemos todos feridos e muitos não terão a mesma “sorte”…..

Felicidade – por Sosígenes Bittencourt.

 

Um cidadão, aqui na rua, amanheceu botando Roberto Carlos pra tocar. Imagine a música que você quiser do repertório do Rei e o palco do evento. O dia amanhecendo, o céu nublado e os passarinhos alvoroçados e cantantes, saltitando sobre o telhado dos escombros da fábrica de bolacha. E imagine que ainda tem gente esperando a felicidade chegar.

Sosígenes Bittencourt

“Um Passeio no Tempo” é o livro do antonense Erasmo Almeida.

Conforme anunciado, na noite da sexta (14), aconteceu mais um evento para apresentar o  livro – UM PASSEIO NO TEMPO – do eminente antonense,  Erasmo Almeida. Filho da terra, o professor Erasmo deixou a cidade, ainda jovem, para estudar no Recife e seguiu a vida sem nunca haver desatado os laços com o seu torrão.

Foi com dedicação aos estudos e com muita perseverança que ele ascendeu na profissão de engenheiro civil e professor da UFPE. Ocupou, também, importantes cargos públicos na esfera estadual e federal. Por onde passou, fez amigos e deixou a marca das suas digitais – honradez e eficiência. “Erasmo é uma cordilheira. E nos cumes, onde esteve, manteve sempre o olhar sereno dos abnegados”, afirmou o Luiz Otávio Cavalcanti,  ex presidente da fundação Joaquim Nabuco.

Sobre sua infância e até parte da juventude, a Rua da Paz é a sua referência maior. Mesmo após as mais de nove décadas vividas, grafou em detalhes acontecimentos festivos, religiosos e futebolísticos ocorridos na Vitória de Santo Antão do tempo pretérito. Do Campo do Dique, por exemplo,  fala como se estivesse se preparando para entrar  em campo,  para mais uma partida.

O livro “Um Passeio no Tempo” é uma celebração à memória dos bons vitorienses. Desde sempre fui estimulado a admirar o autor – Erasmo Almeida -, meu pai, Zito Mariano, foi amigo e admirador. Aliás, com o meu tio, Luiz Mariano,  o mesmo dividiu um quarto numa  pensão,  na Rua da Conceição (Recife), ainda na primeira metade do século XX. Nesse contexto, porém, seu livro é mais um  documento importante para todos aqueles que, de certa forma, estão ligados às boas causas da terra de Santo Antão que foi desbravadas pelo português Diogo de Braga. Boa leitura…….

Obs: os livros estão à venda no Instituto Histórico da Vitória, ao preço de R$ 50,00

8ª edição da “Caminhada da Família” lotou as ruas da Vitória.

 

Durante a tarde/noite do domingo (16) aconteceu a 8ª Caminhada da Família. O evento religioso, que teve como tema “Sal da Terra e Luz do Mundo” foi promoção do Vicariato Vitória. Vestidos com camisas padronizadas e animados por músicas e hinos católicos, o grupo desfilou pelas principais ruas da cidade.  Por ocasião da passagem pelo Pátio da Matriz, fizemos alguns registros:

Reunião da AVLAC – a preservação do sobradinho em debate.

Na manhã do domingo (16) aconteceu mais uma reunião ordinária da AVLAC – Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência. Com uma pauta diversificada,  entre atos administrativos e planejamentos com vista aos próximos eventos, o encontro manteve o espaço do “momento acadêmico”.

Na ocasião, usei da palavra para realçar o abandono em se encontra o prédio que pertence ao governo pernambucano, localizado no Cabo de Santo Agostinho, que  serviu ao então governador do estado, o antonense José Rufino Bezerra – filho ilustre que foi governador  entre dezembro de 1919 até  março de 1922.

Na qualidade de visitante a estudante de Arquitetura e Urbanismo da UniFavip, Allana Ferraz, apresentou aos acadêmicos um trabalho técnico referente ao Sobradinho Mourisco – sede da AVLAC e único prédio remanescente da Vila de Santo Antão. O mesmo será apreciado e, em momento oportuno, será apresentado aos órgãos de preservação competentes.

Momento Cultural: LEI DE JUSTIÇA – por MELCHISEDEC.

No transcurso das existências, o Ser Humano desenvolve muitas qualidades boas e más. As boas são registradas no Corpo Causal, as más são gravadas nos veículos inferiores. A Lei da Justiça dá como herança cada Ser Humano, o fruto das suas próprias ações. Os efeitos das más ações se esgotam necessariamente nos planos inferiores, porque suas vibrações pertencem a matéria desses planos e não podem ser registradas no Corpo Causal. Por conseguinte, sua energia se atualiza por completo em seu próprio nível e se relaciona com a vida astral e física do Ser Humano, o que ocorre na presente existência ou nas vindouras.

Uma boa ação ou um bom pensamento produz também efeitos benéficos nos planos inferiores, porém, é no Corpo Causal que seu efeito se torna permanente e elevado, com poderosa influência na evolução do Ser Humano.

Toda vez que o Ego reencarna, encontra-se frente ao mal, até que consiga vencê-lo, eliminando dos seus corpos inferiores todos os resquícios do mal.

(VERDADES FUNDAMENTAIS – MELCHISEDEC – pág. 14).

ABESTALHADO COM A VIDA – por Sosígenes Bittencourt

Desde menino que eu sou abestalhado com a vida. A vida é uma loucura. Vivemos como se não fôssemos apodrecer, solitariamente, um dia. Nutrimos a esperança de sair voando para o céu, em forma de alma, alvos como um capucho de nuvem, para sentar num jardim paradisíaco, onde não há agrotóxico e todas as frutas são doces.

Mas, por que tanto espanto em pensar que tudo isso pode ser verdade? Walt Disney sonhou fazendo um desenho caminhar e o fez. Sobretudo, para deixarem de chamá-lo de doido. Aliás, o próprio animador de desenho resumiu sua façanha: If you can dream it, you can do it – Se você pode sonhar, você pode realizar.

Por que aquilo que pensamos não pode ser verdade? Por que nossas ilusões não podem se concretizar um dia? Afinal, o homem já sonhou voando e inventou o avião. Não satisfeito, porque queria ser um pássaro, montou uma asa delta e foi dar uma voltinha, atirou-se no precipício, com cara de pássaro, fazendo munganga de pássaro.

Melhor estar iludido do que desiludido. A desilusão é a maior dor. A desilusão é uma depressão, como acocorar-se ante o Portal do Inferno de Dante: Lasciate ogni speranza, voi che entrate – Perdei toda esperança, vós que entrais.

Sosígenes Bittencourt