Momento Cultural: Velhice – por Aloísio Xavier.

Desafiei o tempo e triunfei.
Há mais de meio século resisto.
Sofrendo, embora, por aqui fiquei,
da vida não me canso e não desisto.

Espectro de gente me tornei.
O padecer me faz quase outro Cristo.
Morreram-me os entes que amei.
Ao meu desmoronar eu mesmo assisto.

Doente está meu corpo alquebrado
E esgotada tenho a pobre mente.
É triste, muito triste hoje o meu fado.

Meu ser, enfim, se encontra aniquilado.
Porém de todas essas aflições
mais me afligem as recordações.

Aloísio de Melo Xavier, vitoriense nascido aos 6 de junho de 1918. Professor da Faculdade de Direito de Caruaru, da Universidade Católica e da Faculdade de Direito da Universidade Federal.

O Cabaré do meu tempo – por Sosígenes Bittencourt.

Eu estava na mocidade. O cabaré tinha muito o que nos ensinar. Foi no tempo em que um beijo engatava o sentimento amoroso. As prostitutas eram versadas na arte de enganar. Dava-nos a impressão de que nos amavam. Aquelas eram as virtuais prostitutas. Acertavam o Kama Sutra, entre goles de bebidas e boa música, e mereciam ser remuneradas. Remunerá-las era LEI. Ninguém poderia passar “seixo”. “Seixo” seria como praticar um crime, cuja punição era ficar no gelo. Dona Zefinha Menezes punia severamente. Vi-a abanar a mão no focinho de um ladrão, porque não pagara o aluguel do “amor” a uma de suas moradoras. A Zona de Baixo Meretrício dava aula de boa conduta. Requiescat in pace!

Sosígenes Bittencourt

Apelidos Vitorienses: Chico Dentista.

Desde que se entende por gente as pessoas o chamava por Francisco de Assis (escola). Mais adiante,  na juventude,  o Francisco virou Chico e, após a abraçar como ofício a odontologia o amigo recebeu a simpática alcunha de  “Chico Dentista”. Aliás, devido à informalidade do apelido,  o tão usual “DR” –  antes do nome dos profissionais da saúde –  parece não mais combinar.

Foi assim que o amigo Francisco de Assis Lima Junior, conceituado dentista da nossa cidade, conseguiu, no exercício da sua profissão, estabelecer com os seus pacientes um ambiente mais relaxado. Disse-nos o Doutor Francisco que logo depois do primeiro contato com um novo paciente ele já vai logo dispensando  formalidades e se apresentando  como “Chico”.

Não obstante ainda ser uma pessoa jovem o Doutor Francisco de Assis Lima Junior já exerce sua profissão há trinta, ou seja: formou-se em  1988. Portanto, o nosso amigo Chico Dentista, dentre tantos,  também ficará catalogado na nossa cidade, através do projeto “Apelidos Vitorienses”,  como um antonense que é  mais conhecido pelo apelido do que pelo próprio nome.

Vai fazer festa ou se casar?

 

Em recente evento ocorrido no Vitória Park Shopping, voltado ao seguimento de festas, casamento, aniversário e eventos, dividiram o mesmo espaço, na qualidade de expositoras, as empresas  “Toque divino”  e“Soraya e Chris”.

As empreendedoras Taciana Duarte representou a “Toque divino”- Bolos e Suspiros – e Soraya Barros e Christianne Brito a “Soraya e Chris”- Doces Finos. As referidas empresas já são consolidadas no mercado.

Contatos:

“Toque divino”: 9.8869.6176

“Soraya e Chris”: 9.9643.7725 – 9.9192.5178

Corriola da Matriz: mais uma “Missão Cultural”

No último sábado, dia 10, a “Corriola da Matriz” promoveu mais uma Missão Cultural. Dessa vez, ao som do autêntico forró, o destino escolhido, mais uma vez,  foi o emblemático Mercado da Encruzilhada, localizado no bairro do meu nome na Capital Pernambucana. Além dos “comes e bebes” bom espaço para convivência e assimilação das nossas raízes nordestinas.

CASO DE NÃO SE CASAR – por Sosígenes Bittencourt.

Por que o senhor não se casou ainda?

– Medo de ter que fazer feira e levar menino

pra parque de diversão.

– Por que o senhor não se casou ainda?

– Porque só caso por amor.

– E o senhor nunca amou?

– Amei.

– E por que não se casou?

– Amei pouco.

– Por que o senhor não se casou ainda?

– Por ouvir conselho de quem se casou.

– Por que o senhor não se casou ainda?

– Porque já estou ficando velho.

– E por que não se casou quando estava novo?

– Era muito novo naquela época.

– Por que o senhor não se casou ainda?

– Por causa das outras.

– Que outras?

– Caso com uma? E as outras?

Sosígenes Bittencourt