Vitória de Santo Antão – “A Década dos Extremos” – 1850/1860 – Esse foi o tema do meu trabalho de conclusão do curso de história.

Faltando apenas uma semana para concluir o meu curso de história, iniciado em janeiro de 2015, na noite de ontem (29) apresentei à banca, colegas e convidados o meu trabalho de conclusão de curso – o tão falado TCC. Para variar o meu torrão foi o tema em questão.

Por quase vinte minutos fiz uma sustentação oral do assunto escolhido: Vitoria de Santo Antão – “A Década dos Extremos” – 1850/1860. Com efeito,  narrei os dois mais agudos acontecimentos, diferentes por natureza e conflitantes entre si,  que emolduram o pior e o melhor momento já vivenciados pelos antonenses nesses quase 400 anos de história, isto é: desde a chegada do português Diogo de Braga ao Vale do Tapacurá, em 1626,  até o dia de hoje, até porque a história é dinâmica e tudo pode mudar a qualquer momento!!

Ao professor Ricardo Andrade, meu orientador nessa empreitada acadêmica, agradeço de maneira especial. Aos demais – Acidália Tavares, Aurélio Brito, Júlio Reinaux, José Severino, Marcelo Hermínio, Douglas Batista e etc – meu preito de gratidão pelo compartilhamento dos conhecimentos adquiridos ao longo dessa jornada. Agradecer nunca sairá da moda!!!

Genário Rocha: AGRADECER É PRECISO…..

Gratidão é divida que não prescreve. Assim sendo, na manhã de hoje (30), o amigo Genario Rocha, também conhecido como “ O Menino do Cavalo”, nos procurou para agradecer em função das nossas postagens, nas quais  realçamos sua mais recente postulação política – eleições 2018.

Aproveitou também para gravar um pequeno vídeo para estender aos pernambucanos, em particular aos seus irmãos conterrâneos, pelos votos recebidos. Na ocasião, ao final do vídeo, sobre o seu futuro político, deixou uma dúvida: ainda sabe se sairá candidato para a casa legislativa de Vitória ou se Bezerros. Veja o vídeo.

Momento Cultural: Avarento – por Célio Meira.

O avarento, sem bondade,
vive pobre na riqueza,
e quando chega o seu fim,
morre rico na pobreza.

Se a morte lhe ronda a casa,
não tem mais consolação,
porque não pode levar
o dinheiro no caixão…

* * *

Os que passam pelo mundo,
sem amor, sem alegria,
são fugitivos da Fé,
numa triste romaria.

* * *

Esta simples confidência,
revelo a ti, sem rodeio:
– o perfume que me deste,
é das rosas de teu seio.

(migalhas de poesia – Célio Meira – pág. 28).

Recordar é Viver – por Sosígenes Bittencourt.

Eu quero dedicar esse baú de lembranças às meninas que estão me aperreando por fotografias do tempo da brilhantina.

Eu estudei no Colégio Municipal 3 de Agosto, na década de 60. Fiz Curso de Admissão e fui o orador, por ocasião da entrega dos Diplomas do Curso Ginasial.

No Curso de Admissão, fui aluno das professoras Antonieta de Barros Lima, Zezé Lacerda, Glorinha Tavares e Carminha Monteiro. Eu parecia “gente”, estudioso e falante, tagarelava mais do que o Homem da Cobra. Tinha um medo do Bacharel Mário Bezerra da Silva que me pelava. Isso foi quando o Boletim Escolar era assinado em casa, e o Diretor podia botar menino de castigo, cheirando a parede, detrás da porta.

Sosígenes Bittencourt

Os políticos de maneira geral em estado de alerta máximo!!

Assistir pela TV a “espetacularização” da prisão do governado do estado do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, ocorrida na manhã de hoje (29), nos provoca pelo menos dois sentimentos. Evidentemente que tantas outras leituras devem ser feitas……

A primeira é de vergonha. Um sujeito eleito pelo povo ser arrancado do palácio direto para o presídio. Isso, de certa forma, quebra o sentido do simbolismo que uma autoridade governamental nos passa.

A segunda é de satisfação coletiva. É que o Brasil, após a deflagração da Operação Lava-Jato, mudou!! No meu tempo de juventude esse tipo de situação nunca foi vista. Aliás, diziam alguns, em voz alta e segura: “aqui, só quem vai para cadeia é pobre, preto e prostituta”.

À cada prisão realizada e, consequentemente, um novo acordo de delação premiada estabelecido, uma vez que incorpora-la é a decisão mais racional, se puxa mais um fio,  de mais  um grande novelo de corrupção sistêmica enraizada nos poderes constituídos da republica.

Avante,  Lava-Jato!! O Brasil só será passado a limpo quando o crime não mais compensar. O Rio de Janeiro e a capital federal, Brasília, convenhamos,  são dois emblemáticos pontos de partidas para a chamada assepsia nacional. O caminho é longo e a estrada é tortuosa…….

A primeira vez da “Banda Brasas do Forró” na Vitória de Santo Antão!!

Buscando uma fotografia para realçar um trabalho com outra temática,  eis que me surge, sem mais nem menos, um registro fotográfico de um dos  fenômenos da  musical regional do inicio do século XXI. Trata-se da Banda Brasas do Forró, que até hoje mantém uma regular agenda de shows pelo Nordeste.

Por coincidência ou não, foi exatamente na última semana de novembro do ano 2000 (há 18 anos) que ela (Brasas do Forró) subiu em palcos vitorienses pela primeira vez. Justamente por ocasião da primeira edição da Cavalgada Fest. A referida apresentação ocorreu no extinto Vitória Park Show numa trade/noite de um dia de domingo, algo fora da tradição local que, até hoje, mantém à noite dos sábados como melhor momento para grandes apresentações musicais pagas. Uma boa lembrança. “Puxe o fole Didi!”

Henrique Queiroz: 40 anos de vida parlamentar!!

Registramos o recebimento do convite para a Reunião Solene em comemoração à passagem dos 40 anos de atividade parlamentar do deputado Henrique Queiroz. O autor do requerimento  – 5447/2018 – partiu do deputado Eriberto Medeiros. O evento acontecerá na próxima quarta-feira, 05/12, às 18h, no Museu Palácio Joaquim Nabuco – Recife. Agradeço pelo envio do convite!!

Momento Cultural: O Garoto – por Aliomar Vasconcelos

A praça ainda é a mesma.
A estação ainda é a mesma.
As lembranças são as mesmas.
Entretanto…
O trem não existe mais.
O relógio da estação não existe mais.
O velho chefe da estação não existe mais.
Recordações guardadas nas retinas daquele garoto.
Dez anos de idade…

Olha o amendoim! Olha o amendoim!
Torrado e Cozinhado! Quem vai querer?

Por que as lembranças ficam sempre nas estações?
Chovia muito naquela noite…Parado na estação, o garoto.
Um juvenil sonhador.
Sandálias surradas nos pés e uma camisa remendada a lhe cobrir o corpo franzino.
Uma cesta no braço e a esperança no olhar.
De repente, o apito…o farol…o trem.
Ansiedade? Talvez.
Quantos pacotes venderia naquela noite? E se não vendesse?
Dentro do trem, poucas pessoas compraram seus pacotes de amendoins.
Disputava a freguesia com vendedores de pipocas, rôletes de cana, bolos…
Desespero! O trem partira…
E ainda faltava receber por alguns pacotes que conseguira vender.
O garoto pulou do trem da vida.
Sem a sua cesta, sem as sandálias, sem o dinheiro apurado.
Sentado num banco de praça,
falara baixinho: amanhã será outro dia.
No seu rosto juvenil, uma lágrima se mistura com a chuva.
Era apenas um garoto…

Naquela casa simples (num beco estreito),
uma velha senhora o esperava angustiosa.
De braços abertos e com um coração cheio de amor e de ternura,
ela ficava olhando aquela rua, que parecia não ter fim.
De repente, no final da rua, aperece aquele garoto. Todo molhado.
Agora, estão juntos.

Na calçada, Dona Lola e o garoto se abraçam e choram.
Ele, por ter perdido – a sua cesta, as sandálias, o dinheiro…
Ela, por ver chegar à salvo, aquele garoto que tanto amava.
Hoje, os estrondos dos trovões, já não me assustam mais.
Dona Lola – Minha Mãe – me ensinou como vencê-los.
Não sei explicar o por que, mas hoje, já velho,
quando cai uma chuva torrencial com relâmpagos e trovões,
olho para o céu e vejo uma pequenina estrela brilhando.
Creio que seja Dona Lola me dizendo:

Não tenhas mêdo. Lembra-se de como ti ensinei a vencê-los?
Então, digo baixinho: Bença Mãe. E vou dormir.

Aliomar Vasconcelos é Professor e Escritor vitoriense.

Era do Silêncio – por Sosígenes Bittencourt.

Tudo que há de bom, em mim, é resultado da DISCIPLINA do meu tempo.
Sou da Era do Silêncio, quando tudo podia ser observado e sentido com paciência.
Sou do tempo em que havia tempo de acompanhar a réstia do sol
e contar estrelas.

Sou do tempo em que o coral dos grilos compunham a sonoplastia das estrelas.
Escola não era lugar de DISTRAÇÃO, era lugar de CONCENTRAÇÃO.

Sosígenes Bittencourt