Viva o Glorioso Santo Antão!!!

Em rápida circulada na noite de ontem (09), pelo Pátio da Matriz, acompanhamos os movimentos do segundo dia da tradicional Festa do Glorioso Santo Antão, um das mais antigas do Brasil. Com a chegada do Padre Maurício Diniz o evento ganhou novo fôlego, por assim dizer.

Por alguns instantes, parado num canto, diante do vai e vem das pessoas, danei-me a lembrar dessa mesma festa no meu tempo de criança. Sem entender direito o porquê do evento, não obstante papai (Zito Mariano), em outros tempos,  já haver sido o juiz da festa e ser um atuante devoto do nosso santo,  trazido pelo português Digo de Braga, em 1626,  lá do Arquipélago do Cabo Verde, para mim ela (a festa) era uma espécie de “natal e ano novo” alongado.

Vestia roupa nova. Recebia dinheiro extra para comprar guloseimas e todo tipo de novidade. Além, claro, de se esbaldar no parque de diversão, nos  brinquedos disponíveis da época. Acho que mudei mais do que a festa. Viva o Glorioso Santo Antão!!!

História da fundação da agremiação carnavalesca “A TURMA DA CALCINHA”

A TURMA DA CALCINHA

Criado na década de 80, precisamente em 1983, um dia Sábado, uma semana antes do Sábado de Zé Pereira, uma turma de amigos que trabalhava no comercio, Indústria, Colégio e Bancos, tais como: H. Morais, Aliança de Ouro, Mizura, Casas Pernambucanas, Pitú, Bradesco, Banorte e Banco do Brasil, em uma brincadeira debaixo de um Pé de Fícus, na Trav. São Vicente no bairro do Cajá, inaugurava a Barraca do AMARAL “em memoria”.

Inauguração essa  que  recebeu a  contribuição de todos. Minha participação foi doação do tira gosto, uma caldeirada de 100 guaiamuns de cocô, outros com bebidas etc.

Pois bem, na noite anterior (sexta)  alguns integrantes da comemoração haviam passado a noite no baixo Meretriz e subtraído algumas calcinhas das profissionais do sexo que ali trabalhavam. Depois de umas e outras, alguns componentes, já calibrados, resolveram  pendura as calcinhas furtadas no pé de fícus.

Aquela cena despertou curiosidade em algumas pessoas que por ali passavam,  principalmente quem gostava de toma “água que passarinho não bebe”. Compramos alguns  sacos de maizena e farinha de trigo e começamos o tradicional  mela-mela. Foi um dia inesquecível a inauguração  da “Barraca do Amaral”.

Conclusão:

No sábado posterior, o chamado Sábado de Zé Pereira, alguns amigos que estavam na inauguração da barraca do Amaral, já calibrados, resolveram sair pelas ruas do comércio da Vitória tocando zabumba, triangulo e pandeiro, todos com uma calcinha na cabeça contando músicas carnavalescas. Sendo assim, estava fundado, definitivamente, A TURMA DA CALCINHA, que sobreviveu durante 14 anos com recursos próprios. Em 1991 chegou a grava uma faixa do LP “VITÓRIA, CARNAVAL E FREVO”.

 

Atenciosamente,

SEVERINO ROBERTO SILVA.

Tempo Voa Vídeo Carnaval: entrevista com “Seu” Adroaldo – 1988

No Tempo Voa Vídeo Carnaval de hoje, relembramos a entrevista de “Seu” Adroaldo, então diretor do Clube Abanadores “O Leão”, em 1988.  Na ocasião ele ressaltou o tema o carro alegórico – 100 Anos da Abolição. Com relação ao orçamento, ele diz” em torno de hum a dois milhões”. Veja o vídeo:

 

Minha fantasia – por Sosigenes Bittencourt.

A minha fantasia é original e não me custa um tostão.
Estou fantasiado de coroa, e o alfaiate é o tempo.
Embora, sem neto, posso ser o avô das meninas,
sobretudo das solteironas casadoiras e das separadas esperançosas.
A música que canto, nos ambientes por onde passo,
é a modinha de finado Capiba, MODELOS DE VERÃO.

Quanta mulher bonita
tem aqui neste salão
parece até desfile
de modelos de verão
até as viuvinhas
do artista James Dean
vieram incorporadas
hoje a noite está pra mim!

Eu daqui não saio,
eu não vou embora,
tanta mulher bonita
e minha mãe sem nora.

Sosigenes Bittencourt.

Pablo e Cleiton: dois talentos “made in Vitória”……..

Num tem como deixar de comemorar!! Assistir dois jovens artistas talentosos da nossa cidade, protagonizando uma peça publicitária veiculada na Rede Globo, é gratificante. Não tem como não parabenizar o Grupo Veneza, por apostar nas “pratas da casa”, concedendo-lhes uma espetacular oportunidade.

Aos dois amigos, Pablo e Cleiton, desejo muito sucesso!! Dois sujeitos que nasceram para viver da arte, encenar e encantar o Mundo. Na qualidade de antonense,  atento aos movimentos culturais da nossa cidade, fico feliz!

Como diz a antiga frase: Vita brevis, ars longa….. Boa Sorte!!!

Confirmado: As Virgens da Vitória com JONATHA CHOCOLATE!!

CONFIRMADO!!

Sábado, 23/Fev, vamos soltar as frangas pelas principais ruas da Vitória curtindo o swing do JONATHA CHOCOLATE e ainda mais, com premiações que vão deixar vocês de boca aberta. São 36 anos que ninguém cooome e não vai ser dessa vez que vamos deixar,  né? Adquira já o seu abadá ou crachá com os nossos revendedores autorizados.

 

Carnaval em Vitória de Santo Antão – por Sosígenes Bittencourt.

Tenho lido muitas críticas ao Carnaval de Vitória e queria dar um pitaco.

De início, Vitória de Santo Antão precisa implantar uma safena administrativa no coração da cidade. A Praça da Bandeira é uma artéria infartada de barracas de alvenaria, loteada pelos prefeitos, num total desrespeito ao que é público e não poderia jamais ser privatizado.

Depois, a meninada que nasceu equilibrando-se sobre a Boquinha da Garrafa e saracoteando que nem a Eguinha Pocotó não pode apreciar Beethoven nem reconhecer o FREVO como a única música genuinamente nacional, nascido ali, entre as cidades gemelares de Olinda e Recife.

Nossa música, nosso ritmo só está preservado, intacto, em nossos corações. E não tem essa de ser homem, é de fazer chorar. É o sistema límbico de nosso cérebro, responsável pela MEMÓRIA EMOCIONAL.

Sosígenes Bittencourt

Com aumento de 39% das exportações em 2018, cachaçaria pernambucana agora quer aumentar a presença nos Estados Unidos

Alavancar as vendas fora do país conquistando, inclusive, novos mercados. Esta é uma das metas da Pitú para 2019. No ano que acaba de chegar ao fim, as exportações da cachaçaria pernambucana cresceram 39% em volume e 55% em faturamento. A marca se tornou líder na exportação de cachaça, dominando o mercado europeu, sendo a Alemanha o país de maior consumo. Pelo menos 70% do total exportado pela empresa tem como destino a Alemanha. Para o ano que se inicia a aposta será outra: o foco estará nos Estados Unidos.

“Na Alemanha fizemos uma estratégia de colocar promotores no destino e divulgar melhor o nosso produto. Será essa a estratégia que levaremos para os Estados Unidos. Já estamos com promotores no local testando o mercado, mas não investimos pesado neste ano. Em outubro eu estive lá pessoalmente e traçamos um plano conjunto de investimento e ações que iremos realizar para esta praça”, conta a sócia-diretora de Exportações e Relações Institucionais da Pitú, Maria das Vitórias Cavalcanti.

De acordo com Maria das Vitórias, estratégia também será aplicada na Índia. “A diferença é que, diferente dos EUA, na Índia, nossa base ainda é pequena. Porém, é um mercado muito potencial e que estamos trabalhando já há dois anos, conhecendo e estudando o mercado. É um país onde se bebe muito. O desafio é fazer com que eles bebem Pitú pura, que é como eles tomam as bebidas alcoólicas por lá”, detalha. No ranking dos maiores destinos de exportação estão a Alemanha, México e as mais de 40 lojas duty-free espalhadas pelo mundo.

Por ano, a Pitú comercializa no exterior 1,7 milhão de litros, dos quais 1,5 milhão é destinado para o continente Europeu, que desde 1970 engarrafa o produto em Wilthen (Alemanha) e distribui a bebida para todo o continente. Além do velho continente, a indústria também está presente em outros países (Estados Unidos, Canadá, México, Chile, China, Japão, Índia, Israel, Emirados Árabes, Tailândia, Austrália, África do Sul, Angola, Guiana Francesa, Peru, Argentina) e em mais de 40 lojas duty-free espalhadas por todo o mundo.

Os resultados colocam a companhia entre as 20 marcas de bebidas destiladas mais produzidas do mundo, comercializando, em média, 95 milhões de litros de cachaça por ano, dos quais 2% representam as vendas no exterior. “O resultado positivo das exportações em 2018 também foi consequência do câmbio. Nos favoreceu. Somos um produto com uma tendência positiva e de valor agregado”, diz Maria das Vitórias.

Nacional

No Brasil, a Pitú é a aguardente mais consumida nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, a segunda no mercado nacional. Desde o ano passado, a empresa iniciou um projeto de expansão de mercado no Sudeste do país, que tem um grande potencial de consumo mas ainda um mercado pouco explorado pela marca. Em média, a participação do Sudeste é de 3%. Entre os principais desafios para crescimento no Sudeste está o transporte e distribuição do produto, cuja produção acontece em Vitória de Santo Antão.

Oito décadas de investimentos

Por ano, a Pitú comercializa, em média 98 milhões de litros de cachaça. Há oito décadas em funcionamento no município de Vitória de Santo Antão, a empresa continua em busca de novos mercados e de melhoramentos no processo produtivo. No ano passado, a empresa anunciou o investimento de R$ 15 milhões na instalação de três tanques de aço inox com capacidade para armazenar 21 milhões de litros de cachaça. Além disso, R$ 1 milhão foi destinado a equalização de tratamento de efluentes em novos equipamentos de maior eficiência e com uma melhor reciclagem de resíduos líquidos e sólidos.

“Antes a fábrica era no centro da cidade e como o produto foi ganhando mercado, a unidade ficou pequena e nos mudamos para o terreno onde atuamos atualmente. O mercado e a produção cresceram e hoje somos líder nas regiões Norte e Nordeste e segundo lugar no país”, detalha Alexandre Ferrer, que assumiu a presidência da empresa em 2017.

O grupo, inclusive, está na terceira geração de gestores. A empresa começou a operação em 1938 por Joel Cândido Carneiro, Severino Ferrer de Moraes e José Ferrer de Moraes. Inicialmente, a empresa trabalhava com a fabricação de vinagre, bebidas à base de maracujá e jenipapo, além de engarrafar aguardente de cana fornecida por engenhos locais.

Atualmente, a indústria, que ficou conhecida com o slogan “mania de brasileiro” gera mais de 500 empregos, entre contratados e terceirizados, com uma produção em dois turnos, cinco dias por semana.

Diário de Pernambuco.