Arquivo do Autor: Cristiano Pilako
Tempo Voa Vídeo: Adroaldo Barros, Antônio Freitas, Claudio Rocha e “Seu” Brás.
No Tempo Voa Vídeo de hoje, reviveremos o desfile da Agremiação Carnavalesca “O COELHO” em 1991. Na ocasião, o carnavalesco Antônio Freitas revela não existir crise para carnaval. Na sequência, o saudoso carnavalesco Adroaldo Barros fala um pouco da animação do carnaval e lamenta o “seu Leão” não hacer saído. Claudio Rocha, em sua participação, fala da fortaleza que é o carnaval da Vitória. Seu Brás fala do seu LP e exalta os clubes da cidade. Veja o vídeo.
Momento Vitória Park Shopping.
O Tempo Voa Carnaval: criançada na folia – 1960
Momento Grau Técnico Vitória.
NÃO RIA SE PUDER – por Sosígenes Bittencourt.
(Na fila do banco)
Falar a verdade sempre foi minha salvação e minha danação. Outro dia, eu estava numa agência bancária, e uma funcionária me orientou: – Cidadão, a fila de idosos é aqui.
Aí, eu: – Minha filha, eu não devo ficar no lugar de um idoso. Eu ainda danço forró até 4 horas da madrugada.
Sosígenes Bittencourt
Frevo na Rua do Cajá
Ouça a música Frevo na Rua do Cajá, composta por José Marques de Sena, com a orquestra do Maestro Correa de Castro.
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Aldenisio Tavares
8ª Feijoada da ABTV – sábado – 02 – 11h – Gamela de Ouro.
Na qualidade de entidade carnavalesca antonese – com mais de duas décadas de serviços prestados ao nosso entrudo – a ABTV procura, na medida do possível, homenagear pessoas, agremiações, artistas e tudo que, de certa forma está ligado com a história do nosso carnaval.
No próximo sábado, dia 02, a referida entidade estará realizando cinco reconhecimentos.
José Varela – fundador do Clube dos Motoristas (70 anos), Dona Birina – Clube Urso Branco (95 anos), a Girafa (70 anos), José Edalvo – Jornal da Vitória (40 anos) e e uma homenagem póstuma ao carnavalesco e folião, recentemente falecido, João Potó.
Para participar, basta comprar a pulseira/ingresso ao custo de R$ 20,00 (direito ao almoço), com os diretores do blocos associados ou pelo zap – 9.8456.4281 – Restaurante Gamela de Ouro – 11h.
ANO NOVO NA PRAÇA DA MATRIZ – por Lucivânio Jatobá
Meu pai chegava em casa, toda véspera de Ano Novo, com uma lata de queijo do reino Borboleta. Tinha um prazer enorme de abrir com uma espécie de chave atípica cinza aquela lata avermelhada. Eu abominava queijo do reino… Preferia o saboroso queijo de manteiga, que era vendido bem baratinho no mercado da feira de Vitória de Santo Antão. Ano Novo exigia, na concepção do meu pai, queijo do reino. Ponto final!
À noite nos dirigíamos à Praça da Matriz. Era ali onde se reuniam os vitorienses para sentir a “passagem de Ano”. O ambiente era mágico para minha ótica de menino. Imperavam a diversão, a ludicidade, a fantasia. O cachorro quente de Mané Poças, sempre presente nas festas do Livramento, estava lá, naquela barraquinha que exibia cordas de cebolas e pimentões pendurados. Eu e meus irmãos comíamos aquela delícia de cachorro quente até não aguentar mais. Havia também o caranguejo, aquele crustáceo estranho e avermelhado. Meu pai adorava… Eu tinha preguiça de partir as patas para comer insignificantes parcelas de uma carne branca. Talvez preferisse as piabinhas do Tapacurá bem torradas…
Preferia mesmo era fazer a pescaria na Barraca da Sorte ou ver meu pai atirar (e errar), com espingarda de ar comprimido, nas carteiras de cigarros Astória e Minister. Tinha também as barcaças. Passava dez minutos indo pra lá e pra ca´, numa repetição monótona, até o labirinto protestar, impondo-me uma náusea e certa tontura. Restavam-me, ainda, umas voltas na Roda Gigante, que me permitiam enxergar tudo e todos menores. Sentia-me gigante, onipotente, quando a roda gigante parava e eu ficava lá em cima apreciando o meu mundo… Como era vasto o mundo.
De repente, Meia-Noite. Apagavam-se, por segundos intermináveis, todas as luzes da cidade. Foguetões pipocavam. Um novo ano tinha início. Novo tempo. Novas esperanças. Alguns amigos do meu pai já estavam visivelmente embriagados. Pessoas se abraçavam. Outras choravam. Ouvia-se sempre de um e de outro: Feliz Ano Novo, seu Emídio! Feliz Ano Novo!
No dia seguinte, a cidade mergulhava numa melancolia indescritível. O que antes era alegria, vida, mais lembrava um cenário de cidade arrasada. Na Praça da Matriz, os resíduos deixados pelas pessoas eram visíveis: restos de guardanapos de papel, copos quebrados, garrafas de champanhe espalhadas junto ao meio fio, o Clube Leão com as portas fechadas e os brinquedos, que tanto me divertiram na noite anterior, parados e amarrados com grossas correntes eram parte de um cenário triste.
Sentido precocemente aquilo que depois passei a conhecer- a depressão-, entregava-me ao jogo de bolinhas de gude na praça do Livramento, com alguns poucos amigos, numa fuga inconsciente da tristeza do primeiro dia do ano.
Na Cascatinha- o bar da Praça do Livramento, alguns bêbados retardatários, com a voz pastosa, comiam pé de galinha, ingeriam doses razoáveis de aguardente com Crush e cantavam desafinados um tango famoso que Nelson Gonçalves eternizara num disco de 78rpm, mais ou menos assim:
“Antigamente nos meus tempos de ventura
Quando eu voltava do trabalho para o lar
Deste bar alguém gritava com ironia:
“Entra mano, o fulano vai pagar”
Havia sempre alguém pagando um trago
Pelo simples direito de falar
Havia sempre uma tragédia entre dois copos
Nas gargalhadas de um infeliz a soluçar…”
Lucivânio Jatobá
Momento Pitú: Viva a Resenha!!
O Tempo Voa em Vídeo: Desfile do “O Camelo” – Carnaval de 1990
Momento Vitória Park Shopping
O Tempo Voa Carnaval: Praça Futebol Clube na Folia – 1980
Momento Grau Técnico Vitória.
Trio e Frevo – por Sosígenes Bittencourt.
Bom salientar, pessoal, que a história do TRIO ELÉTRICO começa em Salvador, em 1951, quando DODÓ e OSMAR contratam outro músico, formando um trio, e saem em cima de uma FUBICA tocando FREVO PERNAMBUCANO. Era uma homenagem ao que aconteceu no ano anterior, 1950, quando um bloco de Recife parou o Carnaval Baiano com um show de execução de FREVO. Com a palavra MORAES MOREIRA: E o frevo que é pernambucano, ui, ui, ui, ui / Sofreu ao chegar na Bahia, ai, ai, ai, ai / Um toque, um sotaque baiano, ui, ui, ui, ui / Pintou uma nova energia, ai, ai, ai, ai
Agora, se hoje nós tocamos AXÉ, e eles não tocam nosso FREVO, isso é problema nosso.
Sosígenes Bittencourt
Super Oara ao vivo no Bloco da Saudade.
Ouça a Orquestra Super Oara ao vivo, no Bloco da Saudade, em 2010.
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Gostou da música? – Baixe a MP3
Aldenisio Tavares
Corriola da Matriz: missão especial na casa de Paulinho Lima…
Em missão extraordinária, em função de uma duvida, no que diz respeito ao sistema de uma antiga espingarda, a ‘Corriola de Matriz”, na manhã do sábado (26), plantou-se no terraço da casa do amigo Paulinho Lima. Regado a “comes e bebes” e com a “solução armamentista” à mesa, o bate-papo correu solto, rumo ao tema livre.
Na ocasião também gravamos um vídeo para marcar o encontro no qual falaram o anfitrião, o professor Pedro Ferrer e o presidente da corriola, Jurandir Soares. Veja o vídeo.
Ao final do encontro fizemos um registro fotográfico em que o amigo Paulinho Lima dizia: “continuo de braços abertos para receber todos vocês novamente”.
Clube de Leitores foi lançado pelo Lions Clube Vitória Centenário.
Pela iniciativa do amigo Ismael Feitosa aconteceu na noite da sexta (25), na sede do Lions Clube Vitória Centenário, o lançamento do “Clube de Leitores”. O projeto cultural, por assim dizer, entre outros objetivos, se propõe a reunir pessoas, sobretudo jovens, em torno do hábito da leitura.
Ainda em fase de formação, o projeto também vai procurar disponibilizar troca de livros para estimular a leitura, assim como promover debates em tornos dos respectivos conteúdos. Para uma plateia atenta e seleta, o professor Darlindo Ferreira, nesse primeiro encontro, proferiu palestra realçando a “leitura do mundo”, uma espécie de visão panorâmica das muitas leituras que devemos fazer da vida, que aliás vai muito mais além daquilo do que está escrito nos livros
Assim sendo, nós que fazemos o blog do Pilako, parabenizamos o amigo Ismael Feitosa pela brilhante iniciativa e desejamos, desde já, sucesso nessa empreitada cultural.
Lucivânio Jatobá: “adoro o seu Blog. Causa-me excelentes emoções”
Na qualidade de antonense da “gema” o eminente professor Lucivânio Jatobá, ao assistir um dos nossos vídeos carnavalescos, em que recordamos um “cacete na Praça Duque de Caxias”, assim se colocou:
“ERA SEMPRE ASSIM NO CARNAVAL DE MINHA PÁTRIA, VITÓRIA DE SANTO ANTÃO: NO MELHOR DA FOLIA, O CACETE COMIA.
Na minha infância, na década de 1960, “adorava” ver o “pau cantar” na apertada Rua Rui Barbosa, quando passava o Leão ou o Camelo. Ficava com meus familiares da janela da casa de minha tia sentindo o”odor” da massa e vendo as brigas… Era bom demais!
Minha tia dizia pra gente: “Ô povo fedorento e brabo!”
E ainda acrescentou: ” Pilako, adoro o seu Blog. Causa-me excelentes emoções”
Lucivânio Jatobá




















