O Leão fez seu ensaio de rua no último sábado!!!

No animado sábado de prévias e ensaios de rua da nossa cidade, várias agremiações “ganharam” as ruas do circuito oficial da folia. Dentre as quais, destacamos o Clube Abanadores “ O Leão”.

Após um longo período sem se apresentar no reinado de momo, “ O Leão”, esse ano sob a presidência de Paulo Roberto, abrilhantará o carnaval da terra de José Marques de Senna.

Ainda no Pátio da Matriz, por ocasião do seu ensaio, registramos os primeiro movimentos. Pela tradição de quase uma dúzia de décadas, evidentemente, o Leão será um dos destaques do carnaval vitoriense 2019.

Sorteio de kits da Saudade bate novo recordo em participação !!!

Na manhã de hoje recebemos na redação do Blog do Pilako os internautas ganhadores dos SORTEIOS DA SAUDADE – Facebook e Instagran. Os “sortudos”, por assim dizer, foram conhecidos na noite da sexta (15),  através de uma live,  realizada pela página oficial da agremiação.

Como “termômetro” do interesse pelo “Kit” –  uma espécie de passaporte da alegria –  batemos novo recorde em participação. Juntando as participações nas duas redes sociais chegamos ao fantástico numero de quase 8.000 pessoas. E.como diz o regulamento, os ganhadores seriam “obrigados” a comparecerem juntos para receberem os prêmios – um kit por pessoa.

No facebook, as ganhadoras foram: Deyse, Gerlandia e Alberica.

Já no Instragran os contemplados foram: Gabriella e Pedro.

Até o fim dessa semana estaremos avaliando à possibilidade de lançarmos outros nas nossas páginas oficiais, tanto no facebook quanto no Instagaran. Desde já, agradecemos a todos aqueles que participaram e confiaram na nossa promoção.

Origem da palavra FREVO – por Sosígenes Bittencourt

A palavra vem de “ferver”. Por corruptela “frever”, dando, naturalmente, “frevo”, palavra já consagrada no “Dicionário dos Brasileirismos”, de Rodolfo Garcia.

Fernando Wanderley observa que nada é mais comum numa terra canavieira do que a “frevura” – fervura dos tachos de mel, nos engenhos de açúcar, fervura lenta, bem quente, etc. A primeira referência na imprensa à palavra “frevo” está registrada no dia 12 de fevereiro de 1908, no “Jornal Pequeno”, órgão que marcou época na história da imprensa de Pernambuco. Já em 1909, o dito do ano era “Olha o frevo!”, conforme se lê no mesmo jornal de 22 de fevereiro. A palavra caiu no gosto da população e daí passou aos livros mais responsáveis. Designa, ao mesmo tempo, a música típica do carnaval recifense e os esfregados da massa em plena folia.

Obs: Corruptela – modo errado de escrever ou pronunciar uma palavra ou locução.

Sosígenes Bittencourt

Secretário Municipal Marcos Rocha participou da Reunião da ABTV.

Visando o bom andamento do carnaval vitoriense 2019, a ABTV – Associação dos Blocos de Trio da Vitória – promoveu uma reunião especial em sua sede, localizada no bairro do Livramento, na qual contou a participação do secretário de Turismo, Cultura e Esporte, o senhor Marcos Rocha assim como de representantes da AGTRAN e da Guarda Municipal.

Na ocasião os diretores dos blocos filiados a ABTV colocaram em discussão questões relacionadas ao trânsito, sobretudo ao que se refere ao início das festividades – sábado de Zé Pereira.

Assunto como fiação, incremento na iluminação e reparos nas vias que diz respeito ao  o percurso oficial do carnaval foram discutidos.  No que se refere ao repasse de verbas do Poder Público Municipal o secretário,  Marcos Rocha,  não “bateu o martelo” com relação a valores.

O RAPAZ DO KARMAN GUIA – por Lucivanio Jatobá.

Lembro bem do carro, mas confesso-lhes que não da cor do mesmo. Era o carro dos meus sonhos ingênuos infantis: um Karmann Ghia, talvez modelo 1965. Parecia mais um carrinho de brinquedo que ganhávamos na véspera de Natal, presente de um velhinho que deixava sobre os nossos chinelos, mas que nunca aparecia para agradecermos emocionados. Lembrava o Porche 550, do nosso ídolo James Dean.
Vitória de Santo Antão tinha também o seu “James Dean”, que fora meu colega de escola, na década de 1960. Toinho Ferrer , naqueles anos 1960, começou a circular pelas ruas da cidade, montado no seu Karmann Ghia, em alta velocidade para aquela época. Dizia-se que ele corria da Praça da Matriz, passando pela rua Rui Barbosa, até o bairro do Cemitério desenvolvendo 60km/hora!!!! Aquelas histórias introjetavam em nós fantasias impressionantes. ( Como eu queria um dia ter um Karman Ghia para ir até a Serra das Russas , sentindo o atrito do vento sobre a minha face, fazendo meus cabelos perderem o penteado com a brilhantina Glostora. Sentir-me- ia, também, como o James Dean das tardes do Cinema Braga e teria mil garotas a me paquerar…)
Toinho, quase sempre chegava à “toda velocidade”, dava um freada barulhenta e parava na Cascatinha da Praça do Livramento… Quando ele me via, dizia algo como: “Tudo legal?” A nossa diferença de idade acabava impedindo um diálogo. A minha admiração pela irreverência dele e pela maravilha de carro que possuía era indescritível. Aproximava-me do carro e observava a marcha , o painel com o indicador de velocidade, as cadeiras reclinadas e a capota móvel. Um carro mágico, bem diferente do Jeep pé duro que meu pai possuía.


Toinho tomava uma “lapada de Pitu”, dizia uma gracinha com o dono do bar e saía em disparada, em companhia de um amigo, do qual não lembro o nome. Eu olhava o carro descendo a ladeira da praça do Anjo, em direção à “Estação do Trem”. Acompanhava atento o carro “diminuindo” de dimensões até sumir da minha perspectiva.
Mudei-me para o Recife, naquele ano de 1965. Guardei sempre na memória o Karmann Ghia e o rapaz que o pilotava. Passei muitos anos, décadas, sem notícia deste. Há uns três anos, num paroxismo de saudade, fui visitar o Instituto Histórico. Ao descer pela rua Imperial em direção a Feira, vi o Rapaz do Karmann Ghia, sentado numa calçada com uns amigos. Não resisti à tentação: perdi a vergonha e me aproximei dele. Dei boa tarde, perguntei-lhe como ía e ainda disse-lhe que havíamos sido colegas de escola na década de 1960.
Não houve diálogo… Não fui reconhecido. O tempo havia metamorfoseado a minha face. Já não era mais o adolescente que venerava o Karmann Ghia. Continuei a caminhada para comprar algo de camelô… Na verdade, digerir uma crise de melancolia.

Lucivanio Jatobá.