COM A FEB NA ITÁLIA – por Ronaldo Sotero


Composta por 25.300 soldados que lutaram junto às forças aliadas, durante a Segunda Grande Guerra.O lema da tropa era :” a cobra está fumando”, resposta àqueles que diziam ser mais fácil uma cobra fumar do que o Brasil entrar na guerra. A Força Expedicionária Brasileira -FEB desembarcou na Itália em julho de 1944 e iniciou os combates em setembro, no Vale do Rio Serchio, ao Norte da cidade de Pisa. Entre setembro daquele ano e maio de 1945, durante 239 dias durou a campanha italiana. Morreram 456 militares brasileiros e 2.722 feridos. Foram capturados 14.779 soldados inimigos. A FEB venceu oito batalhas.
No momento em que tantos se voltam contra os militares em gesto anti-patriótico, jamais deve ser esquecido o sentimento de bravura do soldado brasileiro, sempre atento em rechaçar as ameaças ao nosso solo, seja qual for o inimigo.

 Ronaldo Sotero: HISTÓRIA ABERTA – com Ronaldo SOTERO – exclusivo para o Blog do Pilako.

Momento Cultural: Postal Litúrgico – por Corina de Holanda.

Terra:
Parcela das Maravilhas
Que a Deus aprouve criar,
Mais que os outros astros brilhas,
Como eucarístico altar.

Cruz:
Quando em meus dias sombrios,
Enche a taça de amargor,
Corro a teus braços vazios,
Mesmo assim, flor de bonança –
À Dor lanço desafios
E digo com todo amor:
“Ave, única esperança!”

Eucaristia:
…Fora de Vós tudo é tristeza e treva
Por vossa graça, o pecador se eleva
E com os Anjos se põe em harmonia…
Tudo quanto fizeste me enternece,
Mas, ó Jesus, aos olhos me aparece,
Mais sublime que tudo, a Eucaristia!

1970

(Entre o céu e a Terra – Corina de Holanda – 1972 – pág. 26)

A televisão na minha visão – por Sosígenes Bittencourt

A televisão é uma concessão de serviço público. No Brasil, não cumpre sua finalidade primordialmente educativa, que é obrigação, busca apenas o lucro. Qualquer fiscalização no intuito de coibir baixaria é logo tachada de “CENSURA”. O Estado se omite, e a mídia fica totalmente ao bel-prazer de empresas privadas. O escritor norte-americano Roger Shattuck (1923-2005) resumiu o descaso: Evitar que a pornografia chegue às crianças pela TV não é limitar a liberdade de expressão, é cuidar da saúde pública e da educação.

A televisão sexualiza a adolescência e escandaliza com a consequência. A meninada se cria assistindo a beijos de desentupir pia, vendo gente se escanchando ao meio-dia, quando faz neném, a própria televisão deita sensacionalismo em cima. Quer dizer, ganha dos dois lados. Tanto na teleaudiência da influência quanto na teleaudiência da consequência. Manchete: Menino de 13 anos engravida menina de 12 anos que dá à luz bebê de 7 meses.

Depois da Internet, a Televisão virou um radinho de pilha para mim. Sobretudo porque a Internet disponibiliza todo acervo cultural da humanidade para todo mortal. E eu não sou nenhum abestalhado para gastar todo o meu tempo ocupado com fuleiragem. Se você resolver endoidar, a internet o ajudará, mas se você quiser virar santo, ou sábio, a internet também o ajudará. Na Internet está o Bem e o Mal, só depende de sua formação educacional.

Sosígenes Bittencourt

Suprema Corte: se o leão precisasse de louvação não seria ele o Rei das Selvas!!

Toda a unanimidade é burra. Quem pensa com a unanimidade não precisa pensar” A frase que dá título a este post é atribuída a Nelson Rodrigues. Gosto das sacadas do referido pensador pernambucano.

Assim sendo, daqui do meu torrão, Vitória de Santo Antão, quero hipotecar minha solidariedade ao díssono pensamento do Ministro do STF, Marcos Aurélio, quando ele diz que “o Supremo não precisa de desagravo”.

 

Explico: é que entidades das mais diversas matrizes subscreveram um manifesto para “louvar” a Suprema Corte por a mesma estar sendo vítimas de ataques nas redes sociais. A cena,  seria mais ou menos, no sentido figurado,   assistir o leão – Rei das Selvas – sendo aplaudidos e ovacionado pelos outros  mamíferos de menor porte, pelos répteis, aves e etc. Ora!! Se precisasse dos outros para reafirmar que ele é o Rei das Selvas, não seria o leão, então,  o Rei das Selvas…..

É a mesma coisa do camarada que é católico fiel aos princípios cristãs, temente a Deus e devoto da mãe de cristo,  necessitar do padre da esquina, para fazer  uma avaliação e atesta a sua fé. Ou então, do sujeito que milita na doutrina protestante, admirador da coragem de Lutero, ser obrigado a pedir licença ao pastor e aos irmãos da igreja  para se comunicar com Deus….

Repeitar as instituições e as pessoas – com pensamentos iguais ou diferentes –  em todas as situações,  se configura num dos pilares de qualquer democracia. Setores da população – instrumentalizada ou não – que estão se manifestando contrárias, nesse momento,  acredito,  não ser exatamente  contra a Corte,  ou mesmo  conta a Justiça Brasileira. É,  sim, imagino,  impugnando a maioria dos atos de oficio de suas excelências, sejam eles monocraticamente ou colegiado….

Curiosamente, nesse mesmo lapso temporal, magistrados como Sérgio Mouro (no período que  atuou como juiz) e  Marcelo Bretas são alvos e receptores dos mais rasgados elogios  por parte da esmagadora maioria da população brasileira.

Para concluir, reafirmo minha sintonia com o quê expressou o Ministro Marcos Aurélio,  no que tange ao assunto em tela….A Suprema Corte não precisa de desagravo. Precisa sim!  Entender que o mundo mudou e que as novas ferramentas de comunicação são, indiscutivelmente,  o mais poderoso instrumento do cidadão. Ou seja: saber sem maquiagem e falar com responsabilidade!!

ATRASO CULTURAL – por Ronaldo Sotero.

A edição em inglês do livro do historiador britânico Anthony Beevor, 72 anos, D-Day (The Battle for Normandy), 592 págs. em janeiro de 2010( foto) estava disponível na Livraria Cultura por R $38,97. A edição brasileira foi lançada em março deste ano por R $ 129,90. (foto)
Passaram-se quase dez anos para esse imprescindível livro chegar à mesa do brasileiro que ainda lê. Em que pese os recursos virtuais, a muralha chinesa em termo de distância do conhecimento do Primeiro ao Terceiro mundo, aliado ao desinteresse pela leitura do brasileiro, é imensa.

HISTÓRIA ABERTA – com Ronaldo SOTERO – exclusivo para o Blog do Pilako.

Momento Cultural: Criança – por João do Livramento.

Se a vida fosse

Sorriso de criança

Haveria amor

Haveria esperança

Da criança tenho mel

Dos adultos só o fel

Não mente a criança

Do adulto é herança

Da criança saudade

Do adulto maldade

No mundo a esperança

Provém da criança

Eterno ABC

Que enorme saber

Criança pra sempre

Se queres ser gente

Me deixem a lembrança

Me deixem a criança

Não quero crescer

Não quero sofrer!


João do Livramento.

Inveja e Sucesso – por Sosígenes Bittencourt.

Não há sentimento bom nem ruim, mas o resultado daquilo que você faz com o sentimento. Por exemplo, INVEJA é um sentimento positivo quando invejamos o BELO e buscamos reproduzir. Muita gente fez sucesso na vida imitando. O ser humano é um animal que imita desde o nascimento até a morte. Agora, SUCESSO é um detalhe. Tem traficante que é um SUCESSO. Dribla a Justiça, faz fortuna, costurando boas amizades, sem dar um tiro. Quem quer imitar?

A AGRESSIVIDADE, por exemplo, é o combustível da AÇÃO. Se você tem gasolina nas mãos e incendeia seu semelhante, poderá matá-lo. Mas, se você põe numa ambulância e socorre um acidentado, poderá salvá-lo. Quer dizer, nós não estamos preocupados com a AGRESSIVIDADE, mas com o que os meliantes estão fazendo com a AGRESSIVIDADE nas grandes cidades. Agora, SUCESSO é um detalhe. Quem quer ser um SUCESSO, trocando soco em campeonato de luta de box?

Sosígenes Bittencourt

Último adeus ao “Homem do Frevo” – Guilherme Pajé.

Na tarde de  ontem (02) aconteceu o sepultamento do carnavalesco, comunicador, religioso e   compositor Guilherme Pajé. Na qualidade de referência do genuíno ritmo musical pernambucano, o FREVO, Pajé levou com ele um conjunto de informações sistematizadas. Estudioso sobre o tema, ao ser consultado, ele estava sempre pronto para  ensinar.

Curiosamente, como bem afirmou o também carnavalesco, Léo dos Monges, que Guilherme “cobrava”,  aos mais próximos,  que durante o seu cortejo fúnebre uma orquestra de frevo se fizesse presente. E assim foi feito, ontem!

Tanto no Clube Abanadores “O Leão”, local em que o seu corpo foi velado, quando nas ruas, até o cemitério local,  a música serviu de consolo, aos parentes e amigos. Além do carro de som, estandartes e dava um tom carnavalesco ao cortejo.

Pajé foi um homem de fé. Grupos religiosos marcaram presença para conceder-lhes toda orações necessárias. Pajé foi uma pessoa do bem e deixou, entre outros, um valioso  legado ao frevo pernambucano e, sobretudo, ao carnaval antonense.

Com placa comemorativa o Instituto Histórico homenageou o ex-prefeito Manoel de Holanda.

No último domingo (31), o Instituto Histórico e Geográfico da Vitória, sob a presidência do professor Pedro Ferrer, com o apoio dos familiares do Tabelião e ex-prefeito Manoel de Holanda, inaugurou mais placa indicativa de rua. Por questão óbvia, sua aplicação na via que “carrega” o nome do pai da doutora Diva Holanda.

Na ocasião, o vereador Mano Holanda, neto do homenageado – Manoel de Holanda – usou da palavra para agradecer ao Instituto, dizendo: “fico muito feliz. Mesmo de depois mesmo depois de 41 anos de enterrado, continua sendo lembrado pelo Instituto Histórico, entidade que tinha orgulho de ter sido presidente”.

Literatura Aberta – Escreveu: Ronaldo Sotero – OSMAN LINS: O Vitoriense “Estrangeiro”

No momento em que auspiciosas notícias sopram da Vitória de Santo Antão a respeito de lançamento dia 24 de abril próximo, de livro “Imprevistos de Arribação: Publicações de Osman Lins nos Jornais Recifenses, organização de Ana Luiza Andrade, Rafael Dias e Cristiano Moreira, nada mais procedente que sugerir a criação do Dia Osman Lins, através da Câmara Municipal do município.
Esse vitoriense nascido na Rua do Rosário em 5/7/1924 e falecido em São Paulo em 8/ 7/1978 ,vencido por longa enfermidade, aos 54 anos, até hoje não foi superado em sua terra natal por qualquer outro nome na literatura, com sua extensa obra traduzida para vários idiomas.
Coube ao americano Gregory Rabassa, ex-professor da Faculdade do Queens e da Universidade de Nova York, falecido aos 94 anos, o grande “estouro” de autores latino-americanos no mercado internacional, incluindo Osman, de quem foi tradutor. Segundo Rabassa, tradutor também de Machado de Assis, Jorge Amado, Guimarães Rosa, além de mais de 40 títulos para o português e espanhol, incluindo o peruano Mario Vargas Llosa, Osman Lins é considerado um dos três maiores nomes do romance latino-americano, ao lado do Prêmio Nobel, o colombiano Gabriel Garcia Márquez, autor de” Cem Anos de Solidão”, e do argentino Júlio Cortázar, “O Jogo da Amarelinha”.

O romance Avalovara, de 1973, traduzido para o inglês, foi do professor Gregory Rabassa, que chegou morar durante dois anos, no Rio de Janeiro nos anos 60, depois de receber uma bolsa de estudos culturais da Universidade de Columbia. Ele foi ainda oficial de inteligência e criptógrafo durante a Segunda Guerra Mundial.
Osman cultivou praticamente os principais gêneros literários, passando pelo romance, conto, narrativa, teatro, a exemplo de “Lisbela e o Prisioneiro”, de 1961, levado ao cinema. A peça também foi adotada no vestibular da Unicamp, na prova de literatura do Vestibular.
A Universidade de Brasília criou o Grupo de Estudos Osmanianos, com destaque ao livro ”O Nó dos Laços”, de 2013, reunião de ensaios sobre o vitoriense, com vários professores daquela instituição”.
De origem humilde como Machado, Lima Barreto, Osman Lins superou seus limites na construção de uma obra universal, a partir de um refinado emprego da palavra, da ideia, do sentimento, no inesgotável mundo da ficção.
Devo externar a gratidão a esse prolífico autor, por despertar meu interesse aos estudos literários e pela continuidade em acompanhar seus livros, dos conservo todos, inclusive as obras em língua estrangeira.
Em dezembro de 2018, o jornal O Estado de São Paulo, no caderno “Aliás, Literatura”, dedicou página inteira sobre o relançamento pela Editora UFPE, de “Problemas Inculturais Brasileiros”, em dois livros, organização Fábio Andrade, que impressionam pela atualização dos temas, apesar de escrito entre 1977 e 1979.
Para o jornal paulista, cinco livros são essenciais na obra de Osman Lins: O Fiel e a Pedra (1955); Avalovara (1973), Lima Barreto e o Espaço Romanesco (1976); A Rainha dos Cárceres da Grécia (1976) Do Ideal e da Glória (1977).
A máxima de que “santo de casa não faz milagres”, em Osman Lins não prosperou. Ele fez milagres em sua terra natal e alhures, mediante a habilidade na construção da palavra no mundo da literatura.

 

Ronaldo Sotero

Momento Cultural: Perto do mar, anoitecia… por Célio Meira.

Perto do mar, anoitecia…

Corria o mês de novembro,

– Era Dia da Bandeira,

fomos ver a lua cheia,

ao lado da ribanceira.

Depois, descemos. Na praia,

ficamos a reparar:

– Havia esteira de prata,

nas águas mansas do mar.

Ali, olhando o mar, a lua,

recebemos a lição:

– Jesus Cristo está presente,

na glória da criação.

(migalhas de poesia – Célio Meira – pág. 25).