DUDA DA PASSIRA – São João 2012 – homenageando o Rei do Baião -de Luiz Gonzaga e João Silva, canta Pagode Russo – participação de Bruna Kelly. Duda da Passira se encontra com Joquinha Gonzaga, sobrinho de “seu” Lula e neto do famoso Januário. Ouça:
Arquivo do Autor: Cristiano Pilako
Agende a data: 24 de agosto acontecerá a 4ª Festa da Saudade com a Orquestra Super Oara!!
O mês de junho é consagrado aos festejos juninos. Nós, na qualidade de nordestinos, não podemos deixar essa tradição ruir, afinal, em se tratando de Brasil, esse patrimônio é todo nosso. Por falar em manter tradição, hoje, em primeira mão, anunciamos a data da 4ª festa da Saudade evento que, entre outros, tem como objetivo reviver as grandes festas e os grandes bailes dançantes ocorridos na nossa cidade.
Assim sendo a 4ª Festa da Saudade acontecerá no dia 24 de agosto e terá como palco festivo o Clube Abanadores “O Leão”. No mesmo formato das edições anteriores, esse ano, o encontro dançante terá duas atrações musicais. Abrindo a noite, tocará a Banda Made In Recife – repertório eclético dos anos 80 (1980).
Na qualidade de principal atração da noite, mais uma vez, a Orquestra Super Oara e entusiasmado Elaque Amaral colocarão todos pra dançar, durante a noite toda!!!
Portanto, reserve a data: 24 DE AGOSTO A NOITE É TODA SUA!! É A FESTA DA SAUDADE COM A ORQUESTRA SUPER OARA!!!! Veja o vídeo da evento, ocorrido no ano passado…
Instituto Histórico recebeu o Eminentíssimo Metropolita Inácio, Bispo da igreja ortodoxa-russa.
O Instituto Histórico e Geográfico da Vitória de Santo Antão teve a honra de receber em suas dependências o Eminentíssimo Metropolita Inácio, Bispo da igreja ortodoxa-russa, para Argentina, Brasil e América do Sul. O ilustre prelado russo reside atualmente em Buenos Aires.
Antes de narrarmos a visita, derivo um pouco para a vida e importância do Metropolita Inácio, que nasceu em Irkutsk em 1956. Seu nome de registro é Sergei Gennadievitch Pologrudov. Graduou-se em Física pela Universidade Russa de sua cidade natal. No exército chegou a primeiro-tenente. Ao deixar a vida militar passou a trabalhar como engenheiro no centro de computação do Instituto de energia Siberiano Oriental.
Mas, falemos do religioso. Deixemos sua vida laical, secular. Recebeu o batismo aos 32 anos, em 1988. Dois anos depois tornou-se noviço e logo em seguida diácono. Recebeu a tonsura monástica em abril de 1992, adotando o nome de Santo Inácio. Em maio do mesmo ano foi ordenado sacerdote. Seis anos depois vamos encontrá-lo arcebispo em Petropavlovsk. Em 2011 foi elevado a METROPOLITA. No ano de 2016 foi indicado bispo para América do Sul.
Conhecedores da vida mística do nosso visitante, vamos à visita ao museu. O Metropolita Inácio veio acompanhado de três sacerdotes. Uma comissão de recepção o aguardava na entrada do Instituto. Feitas as apresentações, o presidente, professor Pedro Ferrer, deu as boas-vindas aos ilustres religiosos.
Durante a visita um dos sacerdotes, conhecedor do russo, atuou como intérprete. Chamou-lhe a atenção nosso museu sacro. Interessou-se pela hecatombe e pela vitrine dos ex-votos, da qual tirou fotos. Na sala de imprensa mirou demoradamente nosso antigo prelo (1880) e nossa coleção de máquinas datilográficas. No setor dos engenhos foi lhe explicado a técnica de obtenção de açúcar a partir do caldo de cana. No setor antropológico, ele se deteve mais detalhadamente nos artefatos de barro (quartinhas, potes, chaleiras, panelas e bonecos). No setor do carnaval, criado recentemente, ele se deliciou. Fez questão de tirar fotos ao lado do monge, do Galo do Cajá, da Girafa, especialmente do Camelo.
E qual o principal objetivo desta visita?
Sabendo da sua vinda a Pernambuco em missão pastoral, o dr. Manoel Carlos entrou em contato com a paróquia ortodoxa-russa do Recife e formulou um convite para o Metropolita Inácio vir conhecer nossa querida cidade.
Sua visita foi encerrada com uma singela cerimônia religiosa: benção de um ícone representando a SANTÍSSIMA TRINDADE.
O ícone de origem russa foi um presente da igreja ortodoxa russa para nosso Instituto. O presidente do Instituto e o dr. Manoel Carlos, em pé, diante do Metropolita sustentavam os ícones. Em eslavo, acompanhado pelos sacerdotes, ele abençoou os ícones. Encerrada a benção ele dependurou o quadro na parede, não sem antes recomendar, que deveríamos diariamente fazer preces diante do ícone pedindo a proteção do Deus todo poderoso e que o Instituto estaria, mais que nunca, a partir daquele instante sob a proteção divina.
Afinal, foi uma visita ardorosa e comovente, deixando-nos, Sua Eminência, uma excelente impressão, demonstrando grande interesse pelo nosso acervo. Na despedida fez um rápido comentário, decorrente de uma observação feita pelo professor Pedro Ferrer ao falar dos riquíssimos museus da cidade de São Petersburgo na Rússia, afirmando que São Petersburgo era sim, riquíssima em museus, mas o nosso era ótimo e bem diferente do que por lá se encontra.
Portanto, eis aí, caros internautas, um espaço privado da nossa cidade que tem na sua gênese representar o conjunto da nossa coletividade, preservando a história e educando as novas gerações.
“Dileto amigo Cristiano Pilako” – por Manoel Carlos.
Dileto amigo Cristiano Pilako tivemos o prazer receber em nossa residência uma comissão da Igreja Ortodoxa Russa. De forma gentil o senhor Bispo Metropolita Inacius junto aos padres Mateus (Recife), Francisco (Brasília), Anatole (Rio Grande do Sul) visitaram e vieram a um almoço na residência de nossa matriarca Dona Edite.
Sentimo-nos abençoados com a visita dos mesmos, onde nos foram presenteados vários Santos ícones – um deles de São Jorge -, e cremos que serão, para todos nós, sinais de bênçãos dos Céus!
A vinda do metropolita Russo é histórica para nossa Cidade, pois nunca um bispo da igreja Ortodoxa Russa esteve na nossa Urbi. Um dos ícones, inclusive, foi benzido no idioma eslavo religioso antigo, idioma multi secular.
Em tudo para nossa família foi prazeroso receber homens de fé, e que buscam amar Jesus Cristo com toda dedicação! Meu irmão o professor Marcos Paulo presenteou o senhor Bispo Inatius com um livro de sua lavra.
Manoel Carlos
1º FORRÓ DO ETESÃO – 08 DE JUNHO – ESPAÇO DE OURO.
Clube de Leitores – é hoje!!
Momento Cultural: Martha de Holanda.
Espasmo… Vertigem do sétimo sentido do sol,
nos braços da terra…
Espasmo… O silêncio desvirginizando o tempo
no leito das horas…
Espasmo… A orgia da vida, na bacanal da morte…
Meu amor! Espasmo…
O meu beijo na tua boca…
Meu amor! Espasmo…
O teu beijo na minha boca…
Espasmo… A noite estava, com as estrelas,
arrumando o céu, para receber o dia.
O luar veraneava, longe, levando a sua bagagem de luz
E as ventanias passavam, correndo, para assistir ao
parto prematuro da primeira aurora.
E eu me desfiz dentro de mim…
Espasmo… A natureza parecia enxugar o seu vestido
cor de ouro debruado de azul, hemoptise do poente.
As nuvens voltavam, cansadas do trabalho das trajetórias,
a tomavam a rua das trevas.
Os pássaros acabavam de dar o seu último concerto do dia
na ribalta dos espaços, e recolhiam-se felizes nos bastidores
das folhas.
E eu me procurei em ti…
Espasmo… As raízes entregavam-se à terra,
para a eterna renovação dela mesma.
Os elementos tocavam-se na confusão das origens,
O éter, na elasticidade, dobrava-se
volatizando-se por todo o universo.
E, eu, te senti em mim.
Martha de Holanda, vitoriense, filha de Nestor de Holanda Cavalcanti e de Matilde de Holanda Cavalcanti, nasceu a 20.III.1909 e faleceu no Recife a 24.VI.1950. Casou-se com o poeta Teixeira de Albuquerque aos 8.XII.1928.
Momento Vitória Park Shopping
O Tempo Voa: Monte das Tabocas
Momento Pitú: Viva a Resenha!!
São Pedro – por Sosígenes Bittencourt.
São Pedro, segundo a tradição, teria morrido em cerca de 67 d.C., e foi um dos doze Apóstolos de Jesus.
O seu nome original não era Pedro, mas Simão. Cristo apelidou-o de Petros – Pedro, nome grego, masculino, derivado da palavra “petra”, que significa “pedra” ou “rocha”.
Jesus ter-lhe-ia dito: Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e o poder da morte não poderá mais vencê-la.
Pedro tem uma importância central na teologia católico-romana. É considerado o príncipe dos apóstolos e o fundador, junto com São Paulo, da Igreja de Roma (a Santa Sé), sendo-lhe reconhecido ainda o título de primeiro Papa.
PAPA quer dizer: Pedro Apóstolo, Príncipe dos Apóstolos.
Sosígenes Bittencourt
Ricardo Rico canta “Paciência” – composta por Lima.
A música “PACIÊNCIA“, composta pelo vitoriense Lima da prefeitura, na voz de Ricardo Rico (foto).
Aldenisio Tavares
Apelidos Vitorienses: RATINHO.
No ramo da comunicação desde a juventude, primeiro trabalhando em carro de som e depois comandando a parte técnica das rádios locais, o amigo Edvaldo Ferreira de Melo também é um antonense, entre tantos, que tornou-se mais conhecido pelo apelido do que pelo próprio nome.
Por ocasião de uma mídia específica, visando as festividades natalinas, veiculada pela Rádio Vitória FM, empresa na qual o amigo Edvaldo trabalha há mais de duas décadas, tive a oportunidade de saber o seu nome de batismo. Até então, assim como toda cidade, minha referência era apenas o seu apelido, ou seja: “ Ratinho”.
Contou-nos o “Ratinho” que seu apelido surgiu numa observação de um colega de trabalho (José Antonio Neto). Por possuir uma cabeleira cheia, o “Ratinho” sempre gostou de usar cabelo cumpridos. Certa vez, ainda quando trabalhava na Rádio Cultural AM, lá pelos anos 90 (1990) foi obrigado a enfrentar um temporal para cumprir o horário de trabalho. Ao adentrar no ambiente, em tom de brincadeira, disse o colega : “olha pra li…Tá parecendo um rato molhado”. Desse dia em diante, o apelido pegou.
Até esse inusitado acontecimento, confidenciou o “Ratinho”, todos os amigos e familiares lhe chamavam pelo primeiro nome (Edvaldo). Eis aí, portanto, a revelação da origem de mais um nossos “apelibiografado”, que convive numa boa com o seu nome social, ou seja: Ratinho.
Livro “Cristais Fissurados” pelo poeta e escritor Stephem Beltrão
Sou suspeito em falar sobre o livro do Professor Pedro Ferrer, por ser seu amigo e admirador. Porém, tenho orgulho de ter comprado um exemplar do livro deste ilustre conterrâneo, e minha esposa, também amiga e admiradora dele, comprou seu exemplar. Não vou me ater a falar sobre o livro porque até agora só o li uma vez. Após outras leituras arriscarei me arriscar a comentá-lo. Mas, adianto uma coisa, quer ler um livro curioso, criativo, inteligente,engraçado, histórico? Recomendo ler “Cristais Fissurados”!
Abraços a todos,
Stephem Beltrão
EDUCAÇÃO MUSICAL – A importância dos graus contidos na escala musical. (PARTE 4).
Para que possamos fixar o estudo dos graus (notas) na escala musical, e, desta forma, nos ajudar na construção das demais escalas existentes, vamos analisar cada grau e seus particulares nomes. A princípio todo trabalho está sendo realizado com a escala modelo de DÓ Maior ( C ), pois através dela, podemos trabalhar as demais existentes. O primeiro grau I ( C ) DÓ, é a Tônica, o segundo grau II ( D ), RÉ, é a Supertônica, o terceiro grau III ( E ) MI, é a Mediante, o quarto grau IV ( F ), FÁ, é a Subdominante, o quinto grau V ( G ) SOL, é a Dominante, o sexto grau VI ( A ) LÁ, é a Subdominante/Superdominante, o sétimo grau VII ( B ) SI, é a Sensível, pois conforme observamos o movimento seqüencial da escala em sua subida, o VII grau suplica ao I grau oitavado, um momento de repouso ao VIII grau, onde se transformará no I grau da segunda escala de DÓ Maior ( C ).
Todo este trabalho seqüencial colocando movimento ascendente na escala de DÓ Maior ( C ), tem uma finalidade benéfica, no que diz respeito, ao aprendizado da escala, fixação dos graus, a prática da pronúncia dos demais graus existentes, a execução destes graus com algum instrumento musical, a análise do estudo passo a passo de cada grau, adquirir a calma para o estudo dos graus, hábito para a partir de qualquer grau perceber o desejo de construir uma nova escala. Na escala de DÓ Maior ( C ), do I grau ao II, temos 1 tom, do II grau ao III, temos 1 tom, do III grau ao IV, temos meio tom, do IV grau ao V, temos 1 tom, do V grau ao VI, temos 1 tom, do VI grau ao VII, temos 1 tom, do VII grau ao VIII, temos meio tom, do VIII grau VII grau descendo a escala de DÓ Maior ( C ), temos meio tom, do VII grau ao VI, temos 1 tom, do VI grau ao V, temos 1 tom, do V grau ao IV, temos 1 tom, do IV grau ao III, temos meio tom, do III grau II, temos 1 tom, do II grau ao I, temos 1 tom. Ao observarmos esta fórmula matemática contida no estudo das escalas musicais, as portas do conhecimento começarão a abrir e, nos dará confiança e calma, para o amplo campo existente nesta pesquisa. Mesmo sabendo que, tudo é particular e individual de cada ser humano, no entanto, as orientações referentes as pesquisas, nos deixa livres para produção pedagógica, prática e intelectual de cada ser humano.
Bosco do Carmo
E-mail: bcarmo45.bcm@gmail.com
ACADEMIA OU ÂNSIA DE IMORTALIDADE? Escreveu: Ronaldo Sotero

As origens das academias remontam ao jardim de Academus, onde Platão dava aulas, na Antiguidade. Séculos se passaram até o surgimento da primeira academia na França, em 1634 , pelo cardeal Richelieu e oficializada por Luís 13. No Brasil, a Academia Brasileira de Letras foi fundada em 1896, no Rio de Janeiro, formada por 40 membros, com o objetivo de se dedicar “a cultura da língua é da literatura nacional “. Segundo Millôr Fernandes, a “Academia Brasileira de Letras se compõe de 39 membros e um morto rotativo “.
Em ” O que é literatura?”, Raul Castagnino destaca entre cinco funções da Literatura uma das mais importantes, “a ânsia de imortalidade”, desejo da maioria acadêmica.
Ignorando esses devaneios, cinco nomes de invulgar talento nas letras, recusaram a “IMORTALIDADE “, em não aceitarem fazer parte dos quadros da Academia Brasileira de Letras: Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector, Graciliano Ramos, Mário Quintana e Paulo Leminski. Cada um desses consagrados autores estão acima de várias academias reunidas.
Ronaldo Sotero
MOMENTO CULTURAL: A Origem da Saudade – por ALBERTINA MACIEL DE LAGOS.
– Eis a minha lenda!… Foi assim:
– Lá, no Eden, de um dia já no fim,
quando fora, pelo Eterno, prometido
um Salvador ao mundo já perdido…
de Adão, sulcando o rosto, deslizaram
duas lágrimas que, dos olhos lhe brotaram.
Nisto um Anjo de extrema formosura,
condoído da triste criatura
e, por ela resolvendo interceder,
a lágrima tenta, lesto, recolher!
Mas… eis que, do Anjo, a taça recusando,
as lágrimas tremendo, tremendo, gotejando…
caiem! e… se infiltrando, na terra, lentamente,
em flores, transformaram-se de repente!!!
E quando a Aurora o Céu, vinha dourando,
As florinhas foram se multiplicando
roxas uma, outras tinha a alvura
das almas trescalantes de candura.
– Foi assim, a Saudade originada
da primeira lágrima derramada!
(SILENTE QUIETUDE – ALBERTINA MACIEL DE LAGOS – pág. 39).

Pagode Russo – Duda da Passira e Bruna Kelly






















