4ª Festa da Saudade: contagem regressiva – faltam 05 (cinco) sábados!!!

Conforme prometido, vamos manter a contagem regressiva para a chegada da 4ª Festa da Saudade. A partir de hoje (19), faltam 05  (cinco) SÁBADOS PARA O MELHOR ENCONTRO DANÇANTE DA CIDADE (20 – 27 – 03 – 10  e 17).  Os contatos continuam,  para as devidas reservas de mesa e camarotes.

O evento acontecerá no Clube Abanadores “ O Leão”,  no dia 24 de agosto,  e terá como atrações musicas a Banda Made In Recife e a Orquestra Super Oara. Os interessados devem entrar em contato pelo zap 9.8333.5890.

SERVIÇO:

Evento: 4ª FESTA DA SAUDADE – Local: O LEÃO – Dia: 24 DE AGOSTO -Horário: 22 HORAS – Atrações Musicais: BANDA MADE IN RECIFE E ORQUESTRA SUPER OARA – Mesa para 4 pessoas R$ 280,00 –  Camarotes para 8 pessoas R$ 450,00.

Mais uma obra do artista Luis Ferrer “encontrada” pelo professor Ferrer.

Bem agasalhado por conta do frio, o professor Pedro Ferrer – meu repórter itinerante – mandou o seu  último roteiro – tá andado mais do que má notícia.

 

Amigo Pilako. De São Borja –  seu repórter mais bem remunerado.

Visitei o Museu Getulio Vargas. Pequeno,  porém organizado e com rico acervo.

Emoção: encontrei exposto um busto confeccionado por meu tio, Luis Ferrer.

Não há placa identificando a autoria. Fiz a sugestão já que outras peças carregam a identificação.

Atravessando a ponte da INTEGRAÇÃO, dei um pulinho até a Argentina. Breve estarei regressando. Abraço!!

Pedro Ferrer

Momento Cultural: SAUDADE APAIXONANTE – por Heitor Luiz Carneiro Acioli.

Que tempo bom foi o que passou quando estava sempre ao seu lado você ao meu. Quando éramos unidos até o fim da nossa chama de amor, a qual nem após nossa morte se apagaria. Mas, isso só até aquele 15 de março, quando discutimos e terminamos. Entretanto, minha querida, nunca me esqueci de você nem dos maravilhosos momentos que passamos juntos e é por isso que quanto mais saudade eu sinto mais a quero e para você, este texto escrevi devido a saudade apaixonante.

(Meu Jeito – em Versos e Prosas – Heitor Luiz Carneiro Acioli – pág. 01)

CRISTO E MALUF – por Sosígenes Bittencourt.

História engraçada conta o jornalista pernambucano Aldo Paes Barreto, em seu livro Causos & Casos, que acontecera em Nova Jerusalém.

Durante um espetáculo, em plena Campanha pela Presidência, Paulo Maluf está na plateia. No palco, braços abertos, Pilatos indaga a multidão diante do Palácio do representante romano:

– Povo de Jerusalém, não quero ser culpado pelo sangue de um inocente. Vós julgueis. O poder romano permite que eu solte um dos acusados. Solto Cristo ou Barrabás?
No meio da plateia, uma voz soou mais alto:

– Solta os dois e prende Maluf.

Sosígenes Bittencourt

Eleições 2020: o candidato do grupo amarelo será o deputado Joaquim Lira.

Por ocasião de uma agenda em comum, ocorrida no último domingo (14), acabei “esbarrando” com o ex-prefeito Elias Lira e o deputado Joaquim Lira. Após os cordiais cumprimentos, mais adiante, acabamos dialogando sobre política. Uma espécie de 360 graus – Assembleia, Paulo Câmara e, evidentemente, o cenário local e eleitoral para 2020.

Diante da inevitável pergunta  – quem será dos dois o  candidato a prefeito ? – Elias fez de conta que não escutou e saiu de “fininho”. Já o deputado Joaquim arrematou: “é para publicar ou não?” Respondi: você é quem sabe, mas, independente da sua resposta, eu já tenho uma avaliação própria e lhe digo agora: O CANDIDATO SERÁ VOCÊ!!

A resposta dele sobre à possível candidatura não irei reproduzir,  por não achar clara e objetiva, no entanto, abaixo, irei reproduzir alguns dos  meus argumentos que apontam na direção da sua candidatura a prefeito da Vitória em 2020. Aliás, tudo isso e muito mais eu disse a ele –  de viva voz –  nessa oportunidade.

Primeiro: Elias já passou dos 80 anos (descendo ladeira ) e o  Joaquim, na flor da idade, algo em torno dos  trinta e poucos anos. Ou seja: ladeira à cima.  Em uma avaliação simples e pragmática, todo  investimento eleitoral  em Elias Lias é de altíssimo risco.

Segundo: Joaquim está no meio do mandato de deputado estadual. Se não vencer a disputa (2020), continua exercendo a mesma função até 2022,  sem nenhum problema. isto é:  prejuízo zero, até porque, na atual conjuntura eleitoral, o dinheiro para se fazer campanha vem do chamado “fundão” que, diga-se de passagem, para o próximo pleito o Congresso articula dobrar o valor anterior – calcula-se algo na casa dos três bilhões de reais.

Terceiro: para dar seguimento ao capital político do pai, Joaquim precisa, daqui pra frente,  rivalizar com o grupo oponente em todas as situações possíveis, assim como fez o Elias Lira desde quando sentou-se na cadeira de deputado,  pela primeira vez, lá em 1999. Isto é: Elias disputou todas as eleições possíveis – 2000, 2002, 2004, 2006, 2008 e 2012 – justamente para não abrir espaço para quem quer que seja no seu grupo. Se em 2016 Elias não disputou e nem apoiou o Joaquim,  na ocasião, foi pelo simples fato de haver um impedimento legal. Alguém tem alguma dúvida nesse sentido?

Pois bem, levando-se em conta o  atual cenário e se não houver  um fato novo (relevante)  até lá (2020), não consigo imaginar, por essas e outras questões,  que o grupo amarelo tenha um candidato que não seja o deputado Joaquim Lira.

Acho até que para o atual prefeito, Aglailson Junior (candidatíssimo à reeleição), o Joaquim Lira seria o melhor dos  oponentes, uma vez que seria deflagrada na cidade – tal qual nas edições anteriores –  uma disputa sem conteúdo e não programática, isto é: uma disputa apenas de estrutura e de promessas vazias!!! Algo que, infelizmente, o eleitorado antonense já se acostumou – até quando?

Ao final da nossa conversa e depois de todos os meus argumentos,  entramos em outros assuntos. Ele nem disse que eu estava certo nem que estava errado. Lembremos então que para os atores políticos locais,  2020 já está na ordem do dia,  no que diz respeito às montagens das chapas  partidárias  e nos primeiros  contatos  e acenos aos eleitores.

Vale salientar também, que além dos tradicionais grupos políticos da cidade – vermelho, amarelo e verde – outras lideranças estão se articulando para tentar quebrar esse clima de flá-flú na nossa província. Quem viver verá……

Momento Cultural: A ILUSÃO – por José Miranda.

Para vivermos nós contentes pela vida
sem essa mágoa que tortura tanto a gente
da culpa de Eva no Édem, um dia nascia.
O Senhor deu-nos a ilusão constantemente.

Quanto seria: a alma por tudo entristecida
e o coração ensimesmado e até doente
se a ilusão fosse deste pélago banida
se não houvesse, não o sonho doce e ingente!

De assalto sem se esperar conta do destino
a ilusão toma para nos dar prazer na dor
para nos fazer o espiamento pequenino.

Da nau de crença a vela enfuna com vigor
e fortifica quando sofre, o coração:
toda beleza está da vida na ilusão.

José Tiago de Miranda, vitoriense, nascido a 9 de junho de 1891 e faleceu a 29 de maio de 1960. Foi professor primário na Vitória, em Moreno e em Limoeiro, exercendo, em todas as cidades, o jornalismo. Foi proprietário e diretor de O LIDADOR a partir de 1932 até sua morte. Cronista, poeta e jornalista de alto valor. Seus filhos (Ceres, Péricles e Lígia) reúnem em volume muitas de suas crônicas e poesias, em livro “Antologia em Prosa e Verso”, comemorando o centenário de seu nascimento, aos 9 de junho de 1991. Do casamento, com D. Herundina Cavalcanti de Miranda, houve ainda um filho, Homero, falecido logo após a morte do Prof. Miranda.

NO BAR DA COCHEIRA – por Sosígenes Bittencourt.

O Bar da Cocheira fica como quem vai para o Matadouro. É uma casa de família. O barzinho é um fundo de quintal, de dona Léo de Zé Pedreiro. Quando bate a tardinha, sobe aquele aroma adocicado de chiqueiro de porco, relembrando a década de sessenta. Zé Pedreiro não diz nadinha, pai das meninas, de mulheres diferentes, todas contentes. A mais velha deve ser Maria de Nazaré, loirinha, meio sofrida por uma paixão que se acabou. Na televisão, toca até Zezo dos Teclados, com aquela gemedeira romântica que faz a mulherada querer beijar na boca. Tem dobradinha, quiabada, sarapatel, tripinha de “pôico”, tudo no estrinque. Chega dá vontade de tomar uma lapada de cachaça e passar a boca na manga da camisa. Todo ser humano tem um maloqueiro dentro do peito. Sobretudo se nasceu no interior, no tempo que fazer sexo era pecado e urinar na rua era falta de educação. Deus me defenda! No tempo que mulher da vida chamava-se rapariga e tinha mais vergonha na cara do que a geração de Malhação. Morreram quase todas. Outro dia, eu vi Maria Guarda-Roupa.

O Bar de dona Léo fica lá na esquina, como quem vai para o Matadouro. As meninas descem da Faculdade e vão beber cerveja. Tem até estudante de Pedagogia. Umas meninas sabidas, falantes, de batom, cabelo na escova e sandália de dedinho. Se não fosse isso, a vida seria muito chata.

Sosígenes Bittencourt