19 de novembro – Dia da Bandeira

19 de novembro – Dia da Bandeira


Vista da Rua Marques do Herval (Sobrado do Coronel Trajano) e da Rua Rui Barbosa. Ano não registrado.
Se tiver Pitú Cola, pode me chamar que eu vou. A mistura já vem pronta na latinha, dá pra levar pra todo canto e gela rapidinho. Ou seja, só vantagem.


Navegava pelo Facebook, quando vi uma postagem que curti e comentei. A pergunta era a seguinte: Hoje no Brasil, qual a profissão mais promissora?
Responderam de tudo: parlamentar, beneficiário do Bolsa-Família, vereador, traficante, locutor, técnico do Sport Club do Recife, ladrão, coveiro, o diabo a quatro…
Ao que respondi: A profissão mais promissora é toda aquela que lhe conceda o sossego de dormir em paz. É melhor comer pão com manteiga sem tornozeleira eletrônica do que desfilar a bordo de camburão com dinheiro bloqueado nas Ilhas Cayman.
Sosígenes Bittencourt

“SÃO JOÃO NA VILA”, composição de Benedito de Cachoeirinha, na voz de Nildo Ventura e Ricardo Rico. Na foto o encontro do maestro Wendell Nogueira com esses dois interpretes vitorienses.
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Gostou da música? – Baixe a MP3
Aldenisio Tavares

O 3º Encontro do Vinil, ocorrido na tarde do domingo (17), na Loja “Grão de Ouro”, é o tipo de movimento que deveria ocorrer com mais frequência. A nossa cidade, paradoxalmente, tão rica e tão pobre, aparentemente, encontra dificuldade para reunir pessoas diferentes, mas unidas por gosto mais refinados.

Além da “Expo Beatles”, com peças do particular acervo do roqueiro Raphael Oliveira, vendas, troca e sorteio de produtos a decoração do ambiente – Loja Grão de Ouro –, que nos remete aos mais diferentes cenários do tempo pretérito, cria uma atmosfera favorável ao bom lazer.
No palco improvisado, a Banda antonense “Sexto Ato” envolveu e convidou os participantes numa viagem musical das mais saudáveis. Um brinde ao bom gosto!!!!

Não tenho sorte com os apelos femininos de pontualidade. Acabo de perder uma importante amizade virtual, uma bela e inteligente mulher, residente na Italia, porque não tive como cumprir o prazo de 10 (dez!!!) minutos, dados por ela, para responder se eu aceitaria ou não rezar na igreja dela, os mesmos salmos, a mesma liturgia eucarística, as mesmas ladainhas, o mesmo badalo dos sinos. Eu estava na aula matinal de esgrima, concentrado, quando recebi essa sentença. Eu não podia desviar a minha atenção para o pedido dessa mulher.
Mais uma vez, comprovei que minha sorte é limitada para os prazos femininos. Certo dia, por causa de uns breves minutos, perdi um encontro marcado, na Califórnia, com a neta por afinidade da mulher que muito amei: a pintora Geórgia O`Keeff. (Quando a conheci, por retrato, ela tinha 80 anos). Tornei-me fascinado por sua arte. Francisco Brennand tornou-se igual a mim, nesse fascínio pessoal por Geórgia.
Por causa da minha impontualidade (não voluntária), perdi um encontro com outra mulher que sempre amei ( eu e talvez você, caro leitor): a fadista portuguesa Amália Rodrigues, na casa onde ela morava, na Rua lisboeta de São Bento. Já doente, sofrendo de incurável insônia, ela só podia dispor de breves minutos para receber durante o dia.

Marcus Prado – jornalista


O tesão, Ave Maria, não marca hora pra chegar!
Não escolhe dia, nem lugar e dana a incomodar.
Trazido pelo vento, por um pensamento ou não.
Talvez animado e revivido por certa situação…
Esse bicho não espera: ou ele murcha ou explode.
Ficar parado? Não tolera. Cutuca, puxa, sacode…
Ele vai e vem, entra e sai, sem avisar.
Não vê hora e nem a quem vai provocar.
Oh, bicho treloso, atrevido, inconveniente!
Que só sossega quando fisga a gente.
Quando instiga, espeta, futuca, judia…
Santo Deus, assim é muita covardia!
Sem querer nem saber se o outro pode.
E fica cochichando no juízo: fode, fode!
Vixe, que nem reza nem santo consegue acalmar!
E só mesmo esse encanto a gente vem quebrar,
Quando encontra outro na frente do mesmo mal atacado.
E haja carinho pra acabar com tanto desejo acumulado!

Rosângela Martins – escritora.
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Encontro de amigos nos bares da vida – “Adega do Gilvan” – final da década de 1970 – entre outros: Quinho, Gilvan, Zé Maria, Célio e Geraldo.
Minha #NaçãoPituzeira, Wesley Safadão já mandou o recado, viu? Manda aí pra teu parceiro que vai pegar essa responsa hoje…..


Uma vez minha mãe disse a minha irmã que comida de rua era porcaria. Quando o doce japonês passou na porta de casa, minha irmã pediu a minha mãe: – Mamãe, compra porcaria pra mim.
Comi muito as cocadas de dona Isabel, algodão de açúcar, pirulito, cavaco, chupei picolé de mangaba. Eu comia essas guloseimas populares, escondido, porque mamãe não queria que eu degustasse comida de rua. Foi quando aprendi que tudo que dá medo e é proibido excita o desejo.
Hoje, porcaria que eu conheço é comida industrializada e preservada na base do conservante. Tá ligado?
Sosígenes Bittencourt

Lulinha no seu “ARQUIVO DO BREGA 1″ – música de autoria de Odair José, A NOITE MAIS LINDA DO MUNDO.

A noite mais linda do mundo – Arquivo do Brega
Aldenisio Tavares

Através de uma publicação pela internet (facebook), messes atrás, tomei conhecimento da data ( 30 de novembro) do lançamento do livro “ A Vitória do Rock” – as gerações – 1983/2017 – por Cícero Santos. Sem conhecer o autor pessoalmente, até então, de imediato fiz contato para manifestar minha vontade em comprar o opúsculo. Curiosidades pontuais: interesse na história local de um tema (rock) pouco – ou quase nada – explorado na historiografia antonense.
Assim sendo, dias atrás, o próprio autor – Cícero Santos – esteve na redação do blog para concluirmos a operação. Não me canso de repetir: lançar livro numa cidade em que não tem sequer uma livraria, configura-se em tarefa hercúlea. Na ocasião, disse-lhe que iria ler e, oportunamente, registraria nas páginas do nosso jornal eletrônico uma pequena resenha.
Como todo roqueiro que se preza o escritor, Cícero Santos, através das páginas do seu livro – A Vitória de Rock – transpira sentimento pela causa. Mesmo de maneira simples e objetiva, Cícero dialoga na linguagem universal do rock roll fazendo, em certos momentos, comparações curiosas entre os difíceis momentos vividos pelos grupos locais com cenas dos primeiros passos das bandas que viraram verdadeiras lendas mundiais, o que demonstra amplo conhecimento da matéria.
No que se refere à cronologia dos fatos e grupos antonenses que abraçaram a causa do rock – surgimento, encerramento, participação de eventos e etc – ele situa o leitor no tempo, dividindo a narrativa em “três gerações” e, ao mesmo tempo, assumindo o papel de comentarista dos fatos que, de certa forma, influenciaram tais movimentos.
Sintonizado com as mudanças tecnológicas planetárias o rock, na terra de Santo Antão, ao longo dessas quatro décadas de atuação, na visão do Cícero, é frontalmente impactado com as mudanças no acesso às informações, antes restritas. No que se refere à pesquisa propriamente dita dificilmente o autor teria êxito se não fosse um deles (roqueiro e artista da cena).

Portanto, para todos aqueles que se interessam pelo gênero musical sem fronteira (rock roll) recomendo o livro do amigo Cícero Santos, até porque, em muitos momentos do livro o leitor haverá de “se encontrar” em alguns momentos por ele cravado como importantes no surgimento do Rock Roll na Vitória de Santo Antão. Parabéns, mais uma vez, ao Cícero Santos!!!!

Amigos “das antigas”, Rivaldo e Cornelio, comemoram data natalícia no mesmo dia, isto é: 10 de novembro. Até o último domingo, eu não sabia. Nos dois encontramos pelo uma coisa igual e uma tremenda diferença: convergem na paixão pelo carnaval, mas quando o assunto é futebol pernambucano se colocam diametralmente opostos. Um é torcedor do Tricolor do Arruda e o outro do Leão da Ilha!!


Espasmo… Vertigem do sétimo sentido do sol,
nos braços da terra…
Espasmo… O silêncio desvirginizando o tempo
no leito das horas…
Espasmo… A orgia da vida, na bacanal da morte…
Meu amor! Espasmo…
O meu beijo na tua boca…
Meu amor! Espasmo…
O teu beijo na minha boca…
Espasmo… A noite estava, com as estrelas,
arrumando o céu, para receber o dia.
O luar veraneava, longe, levando a sua bagagem de luz
E as ventanias passavam, correndo, para assistir ao
parto prematuro da primeira aurora.
E eu me desfiz dentro de mim…
Espasmo… A natureza parecia enxugar o seu vestido
cor de ouro debruado de azul, hemoptise do poente.
As nuvens voltavam, cansadas do trabalho das trajectórias,
a tomavam a rua das trevas.
Os pássaros acabavam de dar o seu último concerto do dia
na ribalta dos espaços, e recolhiam-se felizes nos bastidores
das folhas.
E eu me procurei em ti…
Espasmo… As raízes entregavam-se à terra,
para a eterna renovação dela mesma.
Os elementos tocavam-se na confusão das origens,
O éter, na elasticidade, dobrava-se
volatizando-se por todo o universo.
E, eu, te senti em mim.
Martha de Holanda
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Praça Duque de Caxias – inauguração do monumento comemorativo pelo primeiro centenário de elevação à categoria de cidade – 1843/1943.