A quem pertence Fernando de Noronha? – por @historia_em_retalhos.

É comum ouvir-se na mídia e nas redes sociais todo tipo de informação sobre o tema.

A maioria, porém, lamentavelmente, revela-se divorciada do fundamental: a análise histórica da questão.

Em verdade, a relação de Noronha com o Estado de Pernambuco remonta a 24 de setembro de 1700.

Naquela ocasião, o arquipélago foi anexado à então capitania por Carta Régia e, desde então, jamais pertenceu a uma outra unidade da federação, partindo do Recife a sua administração.

Tornou-se território federal, transitoriamente, em 4 (quatro) ocasiões, geralmente, por razões militares, sendo a última delas, em 1942, no contexto da 2.ª Guerra Mundial.

Em 29.06.1988, a Assembleia Nacional Constituinte, por 291 votos contra 85, decidiu devolver o arquipélago a Pernambuco, por meio da fusão de emendas dos deputados Nilson Gibson (PMDB) e José Moura (PFL).

Isso mesmo: devolver.

Este é o ponto que precisa ser melhor compreendido: a relação entre o arquipélago e o estado não começou em 1988, mas há mais de 320 anos.

Não foi um “agraciamento”, como alguns sugerem, tampouco uma mera “disputa política”, vencida por Pernambuco, como outros levantam.

Olhar a questão sob este prisma é tratá-la de forma simplista.

Foi, em verdade, uma reparação.

Para não deixar dúvidas, o art. 15 do ADCT (Ato das Disposições Constitucionais Transitórias) estabeleceu, de forma expressa, o seguinte:

“Art. 15. Fica extinto o Território Federal de Fernando de Noronha, sendo sua área REINCORPORADA ao Estado de Pernambuco.” (destaquei)

Soberanamente, o Poder Constituinte originário fez esta opção, devolvendo o Arquipélago de Fernando de Noronha a Pernambuco, em plena consonância com a história.
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AVLAC – Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência.

Nesta sexta feira 25 de março de 2022 a nossa academia realizou um evento no salão nobre do Instituto Histórico e Geográfico da Vitória de Santo Antão com as atividades acadêmicas que ocorreram virtualmente nos anos de 2020 e 2021 devido o período de pandemia.
Houve uma apresentação ao publico do documentário dos 15 anos de sua fundação que ocorreu em 16 de outubro de 2020, lançamento da IV antologia, apresentação do boletim informativo “o acadêmico”, que registra as publicações e artigos que os acadêmicos publicaram em diferentes espaços, entre outros assuntos. E foram apresentados também os nomes de todos os escritores vitorienses (os escritores atuais e os que estão em memoria), que ficaram registrados para futuras pesquisas.
Serafim Lemos do Nascimento – presidente

Monumento à memória de Pedro Jorge de Melo e Silva – por @historia_em_retalhos.

É hoje a inauguração do novo monumento à memória de Pedro Jorge de Melo e Silva, símbolo do Ministério Público brasileiro.

Tive a honra e grande alegria de participar deste projeto.

O novo monumento ganhará morada no canteiro central da Avenida Agamenon Magalhães, em frente ao prédio do Ministério Público Federal, que leva o seu nome.

Aos 35 anos, Pedro Jorge denunciou o maior crime financeiro da história de Pernambuco, pagando com a vida o preço da sua coragem (03.03.1982).

A obra de arte é de autoria do artista plástico Demétrio Albuquerque.

Mártir do dever e um herói de verdade, trazer a lição cívica de Pedro Jorge novamente à superfície está, mais do que nunca, na ordem do dia.
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Silvio Aragão: bom de papo e de memória…..

Semana passada, por acaso, aqui no comércio, encontrei o amigo Ednaldo –  mais conhecido por Ednaldo Seguros. Como sempre fazemos, nas oportunidades em que nos encontramos, paramos para colocar o papo em dia. Dessa vez, disse ele: “ Pilako, quando o doutor Silvio Aragão estiver lá no meu escritório vou te ligar”.

Assim sendo, recentemente, ligou-me o Ednaldo. “Pilako, o homem tá aqui”. Como estava bem petinho do seu escritório cheguei rapidamente, em menos de 10 minutos. Após o cordial bom dia, fui logo dizendo: “ Ednaldo, aqui está o filho do prefeito da Vitória, cognominado “O Demolidor”.

O doutor Silvio Aragão é uma figura agradabilíssima. Envergando oito décadas e meia de vida, exibe uma saúde invejável. Com um bom humor cativante e uma memória intacta, danamos-nos a conversar sobre o tempo pretérito da nossa “aldeia” – Vitória de Santo Antão.

Doutor Silvo Aragão é um dos filhos do saudoso Mestre Aragão, que foi prefeito da nossa cidade (1942/1944) e um dos fundadores e presidente por 37 anos consecutivos do nosso Instituto Histórico e Geográfico. Após um agradável bate papo de meia hora, marcamos um almoço para sua próxima visita à Vitória, claro, com as despesas correndo pelo bolso do amigo Edanaldo Seguros.

Clarice Lispector e a Ucrânia – por Marcus Prado.

O que diria a ucraniana mais brasileira do Brasil, Clarice Lispector, se fosse viva, nos seus 102 anos de idade, ao saber que jovens mulheres do seu país estão vivendo nesta hora a mesma tragédia de guerra experimentada pelas mulheres judias do seu tempo, durante a Guerra Civil Russa (1918-1920)? Quando sua mãe, Mania Krimgold Lispector, morava na Ucrânia, foi estuprada por soldados russos. Eles chegavam, invadiam as casas, destruíam tudo, estupravam e matavam. Estupradores sempre deixaram rastro nas páginas negras da história. No Musée de l’Homme, de Paris, eu vi vasos gregos do período clássico com iconografia de raptos de mulheres, mas os gregos condenavam atitudes como a violência física e sexual contra as mulheres (como nos informa Heródoto). Ao contrário dos soldados do ex-agente da KGB, dono do segundo maior poder de armas destruidoras do mundo.
O que diria essa autora que se considerava brasileira de Pernambuco, mas que nunca negava as suas origens? Qual seria o seu olhar diante das imagens do satélite e do noticiário que dá conta de uma parte da Ucrânia devastada por forças inimigas, sob a ameaça de um pesadelo nuclear? (Isto porque Putim sabe, desde o começo, que, se perder a guerra, perderá a vida).
Clarice nasceu no exílio, com toda família, foi uma refugiada de guerra, não deixou de ter o sangue ucraniano. Além de ser a mais influente escritora de idioma português do seu tempo, Clarice nunca deixou de ser jornalista, sua primeira profissão e uma das cronistas mais lidas na sua fase carioca. Tenho para mim que a jornalista e escritora, criada num ambiente familiar de intenso misticismo, se juntaria nesta hora à alma agônica de meninas e mulheres estupradas, àquelas que perderam seus filhos recentemente, vítimas de ataques de bombas assassinas sobre escolas públicas. Sua obra de ficção está cheia de instigante solidariedade humana, como intérprete dos tempos sombrios, da condição humana à luz das experiências e temores de um mundo pós-Auschwitz, da contemporaneidade. A realidade de ontem é a mesma de hoje, sem nenhum critério moral. (Os termos do Tratado de Limitação de Testes Subterrâneos têm sido uma quimera, uma utopia, caíram no esquecimento). Clarice teria diante do seu olhar que via o inexplicável, (que contrasta com a linha dominante da ficção brasileira) que, apesar de todos os esforços para o desarmamento entre as nações quase nada se conseguiu. Que a guerra continua com a estupidez hedionda dos estupradores, covardes e assassinos. Não sei o que diria a escritora e suas vidências se lhe perguntassem, como a Einstein perguntaram um dia, que armas seriam usadas na eventualidade catastrófica de uma nova guerra mundial. O genial físico (que se tornaria amigo do judeu recifense, o hoje tão esquecido cientista, Mário Shenberg) respondeu que não fazia ideia; mas que numa quarta guerra mundial as únicas armas seriam machados de pedra. Clarice nunca sentiu saudade da Ucrânia, de onde saíra com poucos meses de vida, nunca disse uma só palavra no idioma russo, “(…) que, se fosse obrigada a voltar à Rússia, lá se sentiria irremediavelmente estrangeira, sem amigos, sem profissão, sem esperanças”, mas a Ucrânia dos seus pais e de suas irmãs, esta Ucrânia de hoje, como parte da humanidade, estaria no foco de sua alma solidária, com imenso sentido humano, sobretudo da cronista, ela que foi uma das 5 melhores do seu tempo, que tanto falava da experiência do amor ao próximo e repudiava as coisas absurdas que ultrapassam a nossa compreensão. Não vai demorar, renovado, por iniciativa da Fundação Joaquim Nabuco, sob a inspiração do presidente Antônio Campos, o sobrado recifense de Clarice, que será um centro cultural onde a menina que amava os livros e os enigmas das palavras voltará como o pássaro ao seu ninho.

Marcus Prado – Jornalista

Exposição fotográfica sobre a feira da Vitória de Stº Antão– PE 

 A FEIRA: O MAIOR EVENTO GASTRONÔMICO DA CIDADE, é uma exposição fotográfica com revelação em cianotipia, uma técnica artesanal desenvolvida no ano de 1842. Na técnica, utiliza-se os componentes químicos Citrato de amônio e ferro (III) e ferricianeto de potássio. Exposta à luz do sol, a fotografia ganha tons de azul. 

As fotografias são de Arthur Carvalho, fotógrafo e diretor de fotografia cinematográfica da cidade da Vitória de Santo Antão. A exposição ocorrerá até o dia 29 de março, das 7h às 13h, de segunda à sexta, na SECULTE (Secretaria de Cultura, Turismo e Esporte) que fica localizada na Matriz, perto da praça do Fórum.  

Ficha técnica Direção: Arthur Carvalho (@arthur_cmoura) Fotografia: Arthur Carvalho Revelação: Brenda Silva (@brendabrenda_____) Poesia: Sammia Gonçalves (@sammia_gonçalvess) Esse projeto foi contemplado pelo EDITAL Nº 001/2021 – Prêmio Multicultural das Tabocas – Lei Aldir Blanc

“Kizomba, Festa da Raça” – por @historia_em_retalhos.

Da esquerda para a direita: Martin Luther King (EUA), Samora Machel (Moçambique), Malcom X (EUA), Amílcar Cabral (Guiné-Bissau e Cabo Verde), Winnie Mandela (África do Sul) e Agostinho Neto (Angola).

Registro do histórico desfile da Vila Isabel, em 1988, com o tema: “Kizomba, Festa da Raça”.

Naquele ano, sob a presidência de Lícia Canindé, a Ruça, a escola optou por um desfile crítico, que fosse capaz de transformar a celebração do centenário da Lei Áurea em um grito de luta contra o racismo.

E conseguiu.

Com grande impacto visual, a Vila sagrou-se campeã do carnaval carioca daquele ano.

O enredo foi criado por Martinho da Vila, à época, marido de Ruça.

A palavra “kizomba” é originária do idioma kimbundo (de Angola 🇦🇴) e significa uma confraternização da raça negra. 🙌🏿
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SOBRE GALHA PERPETRADA COM MENDIGO – por Sosígenes Bittencourt.


O cineasta norte-americano Andy Warhol disse que, no futuro, toda a gente será famosa durante 15 minutos. Desta vez, foram 3 de uma vez. Mulher flagrada, transando com um mendigo, deve achar seu marido um lixo. Além de receber um chapéu de bode, o enfeitado deveria ser preso por tentativa de homicídio, posto que deu um pau desgraçado no pobre do mendigo.

O personal trainer parecia um treinador de luta livre, mas despreparado para lidar com a “indigníssima” esposa e preconceituoso com morador de rua.
Já existe internauta, carente de sexo e fama, disfarçado de pedinte, empacotado no chão, esperando sua vez. Mas, pobre é uma tristeza. O ator principal da peça, depois do cacete que tomou, ainda corre o risco de ser acusado de estupro. Pior ainda, por motivo de inveja, ser estuprado na masmorra.

No tripé passional, ninguém quis saber de Pandemia, nem Terceira Guerra Mundial, desperdiçados na ingresia imoral. Enfim, difícil saber quem é mais desmiolado dos três: A mulher que é uma sujeira; o mendigo, um trágico sonhador, ou o traído, um doido varrido.

Cauteloso abraço!

Sosígenes Bittencourt

 

A Batalha do Jenipapo e a Independência do Brasil – por @historia_em_retalhos

Em retalhos passados, comentávamos sobre um certo beneplácito da historiografia oficial com fatos históricos ocorridos no eixo RJ/SP/MG, em prejuízo de outros movimentos importantes, que eclodiram no restante do país.

Um desses, ocorrido no Piauí, será o tema do retalho de hoje: a Batalha do Jenipapo! 🙌🏼

Esta batalha é considerada o episódio mais sangrento de nossa luta pela independência.

É preciso, de uma vez por todas, desconstruir o mito de que as regiões N e NE simplesmente aderiram ao Grito do Ipiranga.

Não é verdade.

A adesão deu-se no Centro-Sul.

Nas demais regiões, ocorreu um sofrido processo de emancipação, marcado por lutas violentas, que, além de consolidar a independência, puseram fim aos planos de Portugal com relação ao norte do BR.

Pois bem.

Com a missão militar e política de manter o PI fiel a Portugal, as cortes de Lisboa enviaram o Major João José da Cunha Fidié.

Quando chegou, Fidié deslocou-se com um efetivo de 1.100 homens para Parnaíba, a primeira vila a aderir ao 07 de setembro, desprotegendo a capital Oeiras.

Aproveitando-se desta situação, em 24.01.1823, Manuel de Sousa proclama a independência em Oeiras, o que obriga Fidié a retornar em direção à capital.

Foi neste regresso que aconteceu o trágico confronto entre brasileiros e lusitanos.

Às margens do Rio Jenipapo, no município de Campo Maior/PI, no dia 13 de março de 1823, sertanejos pobres, armados apenas com foices, machados e peixeiras, decidem enfrentar o forte exército de Fidié.

Em 5 horas de confronto, 200 brasileiros foram mortos, inundando as margens do Rio Jenipapo de sangue.

Apesar da derrota, a batalha efervesceu o irreversível clamor pela independência, compelindo as tropas portuguesas a irem para o MA.

Ao fim, Fidié foi enviado para o RJ e, de lá, para Lisboa.

Nas margens do Jenipapo, o brado “independência ou morte” efetivamente aconteceu, à custa do sangue destes heróis anônimos.

Em 2005, a data 13.03.1823 foi oficialmente estampada na flâmula do Piauí.

Lembremos dos mártires do Jenipapo!
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Encontro com “Dona” Gracinha: um momento especial….

Devido ao grande volume de atividades,  nos últimos dias, resolvi dá expediente no escritório – sábado (19) –  nos dois horários, para atualizar e adiantar demandas diversas. Para não perder tempo, resolvi almoçar no Restaurante Buteco do Camarão, aqui, bem pertinho.

Já perto de terminar minha refeição, aproximou-se uma senhora, perguntando: “é Pilako?” A pergunta foi apenas a “senha” para engrenarmos uma conversa, já que a mesma – depois revelado – já havia se certificado, com sua sobrinha, que a pessoa avistada se tratava  realmente “do PIlako”.

Dona Graciete Nunes, mais conhecida por “Gracinha”, hoje com mais de 80 anos, chegou para morar em Vitória aos 3 anos de idade. Há mais de 50 reside no Recife, sem nunca haver se desligado da sua terra “adotiva”, por assim dizer.

Para minha surpresa, ela, sem meias palavras, disse ser minha fã e que tinha como sonho,  a ser realizado qualquer dia,  me conhecer pessoalmente. Disse também que me acompanha há muito tempo, através das postagens do Blog do Piako, citando nominalmente os mais variados conteúdos e matérias, sobretudo no que se refere ao carnaval e ao projeto “Corrida Com  História”.

Esse tipo de acontecimento, sem marcação prévia ou lugar definido,  diferentemente de “encher meu balão do ego”, me “jogar” ao mundo das reflexões. A vida só tem sentido se a pessoal procurar entender qual o sentido da vida. Obrigado “Dona” Gracinha por me proporcionar um momento tão gratificante.

Cabo Anselmo – por @historia_em_retalhos.

Cabo Anselmo: o agente duplo da ditadura militar brasileira.

Este é José Anselmo dos Santos, um ex-marinheiro, que se tornou o mais conhecido agente infiltrado do regime militar brasileiro.

Finalmente, quem foi este personagem?

A relação de Anselmo com o golpe de 64 teve início ainda quando de sua eclosão.

Dias antes da tomada do poder pelos militares, integrantes da Marinha haviam se rebelado dentro de um sindicato, no RJ.

A Marinha queria a prisão dos rebelados, pela quebra da hierarquia, mas o presidente Jango anistiou os revoltosos.

Anselmo era o presidente da associação dos marinheiros, sendo expulso da corporação e preso.

Nos primeiros anos do regime, integrou a Vanguarda Popular Revolucionária e chegou a receber treinamento em Cuba.

Em 1971, porém, foi preso novamente e decidiu passar a servir ao regime.

O cabo tornou-se informante do Dops, em SP, comandado pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury, um dos mais notórios chefes da repressão.

A partir daí, lamentavelmente, praticamente todos os militantes que se encontraram com Anselmo foram presos ou mortos pela ditadura.

Em janeiro de 1973, o cabo teve participação direta em um dos episódios mais terríveis e cruéis daquele período, que aconteceu em PE, o chamado “Massacre da Granja de São Bento”.

Infiltrado, ele atraiu para PE o maior número possível de militantes, entregando-os para uma emboscada executada por Fleury.

Seis pessoas foram mortas.

Entre as vítimas, estava Soledad Barrett, acreditem, então namorada de Anselmo e grávida de 4 meses.

Ela recebeu quatro tiros na cabeça e foi encontrada nua, dentro de um barril, numa poça de sangue, com o feto em seus pés.

O informe feito pelo cabo sobre a companheira tinha o título de “Relatório de Paquera”.

Em verdade, entre as organizações de esquerda, já circulava a desconfiança de que Anselmo havia mudado de lado, antes mesmo de ser preso, por Fleury, em 1971.

Segundo os cálculos do próprio cabo, em entrevista ao Roda Viva (2011), ele ajudou a ditadura a prender ou a matar cerca de 200 pessoas.

Anselmo morreu no dia 15.03.2022.

Os seus crimes jamais foram punidos.
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