Tiro de Guerra – Solenidade de Matrícula – turma 2023!!!

Na presença de autoridades (civil e militar) e com a devida atenção dos pais e familiares, na noite de ontem (15), 90 jovens  antonenses foram matriculados no nosso Tiro de Guerra (07-004)  dando, assim, a formatação definitiva da turma de 2023. A solenidade aconteceu na sede do próprio Tiro de Guerra, localizado no Alto do Reservatório.

Comandada pelo S Tem  Wagner Pereira – atual chefe da instrução – o evento foi marcado pela organização e também pela vibração dos atiradores. No conjunto dos convidados o sentimento reinante foi o da emoção.

Doravante esses jovens receberão os melhores ensinamentos teóricos e práticos da vida militar com destaque à disciplina sob todos os pontos de vista. Na qualidade de convidado, nas últimas décadas, sempre participei dos eventos do Tiro de Guerra. Mas a turma de ontem (2023), por assim dizer, teve um gosto especial. Meu filho, Gabriel, foi um dos 90 jovens matriculados na turma em tela.

Assim sendo, da nossa parte, desejamos a todos muito sucesso e aprendizado nessa nova missão cívica. Boa Sorte!

Os políticos locais já estão na vantagem novamente…..

Consagrada numa eleição marcada pelo ineditismo, após tomar posse e sentar na cadeira mais importante do Palácio do Campo das Princesas, a atual governadora,  Raquel Lyra, nesses primeiros 75 dias de gestão,  ainda não conseguiu alimentar a chamada “agenda positiva”.

Até o presente momento, suas ações, em praticamente todas as áreas, segundo as mais variadas fontes da imprensa da capital, não agradou a maioria dos pernambucanos. Lembremos que ex-prefeita de Caruaru ascendeu ao cargo máximo do executivo estadual, entre outros fatores,   justamente pela impopularidade da gestão comandada pelo PSB (16 anos),  capitaneada nos últimos 8 anos pelo ex-governador Paulo Câmara.

Evidentemente que ainda é muito cedo para qualquer prognóstico mais equilibrado. Mas, ao que parece,  o conjunto político antonense,  diga-se os três grupos que estão no poder, tal qual como ocorreu com a gestão do governador Paulo Câmara, parece que já estão se encaixando debaixo das “asas” da gestão comandada pela governadora. Isso é ruim para Vitória –  para não dizer péssimo.

Aos olhos dos leigos em política “ficar na base de apoio do governo”   até parece uma coisa boa para cidade. Mas na prática – e a gente já sentiu isso na pele – quando todos os grupos políticos  – que se declaram inimigos no plano local –   ficaram no “pacote” do  governo Paulo Câmara  a cidade inteira “perdeu a voz” da cobrança, tão necessária para o contínuo melhoramento dos serviços estaduais na circunscrição municipal.  Já para suas excelências e seus familiares as vantagens ” dessa operação” são inúmeras.  É esperar e acompanhar os próximos capítulos desse filme, com cheiro de reprise….

“Adriana Bombom” – por @historia_em_retalhos.

Esta é Adriana Soares, a “Adriana Bombom”, dançarina e assistente de palco do programa da Xuxa por 7 (sete) anos.

De origem pobre, Adriana viveu em um orfanato durante a infância, tendo trabalhado como babá, empregada doméstica e balconista, antes de passar a integrar a equipe de Marlene Mattos.

Diante das telas, com a Xuxa, Bombom era carismática, tinha presença de palco e fazia tudo o que uma paquita oficial realizava, porém jamais foi uma.

Nunca foi convidada e sequer foi cogitada a possibilidade de ela integrar o time das paquitas da Xuxa, que fez muito sucesso no Brasil dos anos 90.

Qual a razão da distinção?

Em várias entrevistas, Bombom afirmou que o motivo devia-se ao fato de ser negra.

“Não tinha paquita negra, eram todas loiras (…). Passava geração, mas nunca entrava uma negra”.

A toda poderosa Marlene Mattos não aceitava.

Essa circunstância foi confirmada pela própria Xuxa, no programa Altas Horas, que foi ao ar no último dia 11.03.2023.

Questionada se já sofreu ataque racista, Bombom declarou:

“Quem não? Tudo magoa, a falta de oportunidade, o desmerecimento da sua cor, do seu cabelo, tudo é muito grave (…)”.

Convenhamos, Bombom é um típico caso do racismo “a brasileira”.

Ela era “como se fosse” uma paquita, mas jamais seria oficialmente, sendo-lhe reservado um espaço secundário, de inferioridade.

A verdade é que a linha invisível que separa brancos e pretos neste país nunca deixou de existir.

Se considerarmos os 523 anos do Brasil, desde o seu “descobrimento”, apenas 135 anos, ou seja, 25% do tempo total, foram livres da chaga perversa da escravidão.

3/4 (três quartos) da nossa “história” foram oficialmente pautados na concepção de que a pele negra e o cabelo crespo significavam inferioridade.

Até quando?

Para a nossa reflexão.

Uma boa quarta-feira a todos!
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“Árvore da vida” – por Siga: @historia_em_retalhos.

Desde o dia em que ganhei de meu amigo André Luiz uma muda de baobá, fiquei com uma inquietação: gostaria de que essa planta crescesse em um espaço coletivo, onde as pessoas pudessem conhecer melhor o seu significado.

Essa árvore foi mundialmente divulgada no clássico “O Pequeno Príncipe”, do escritor francês Antoine de Saint-Exupery, e, para nós, é um símbolo muito importante da nossa ancestralidade africana.

Muitos a chamam de “árvore da vida”!

Foi quando procurei o urbanista social e militante da causa da cidadania Murilo Cavalcanti, propondo-lhe a doação da muda, em nome do Núcleo do Patrimônio Cultural do MPPE, a alguma unidade da Rede Compaz.

Murilo topou e ontem nos proporcionou uma manhã maravilhosa!

Não sei se todos sabem, mas Murilo e a Rede Compaz buscaram inspiração nos avanços sociais de Medellín, na Colômbia, tendo essa parceria gerado um trabalho de inclusão social e cidadania que dá gosto de ver.

Antes do plantio, porém, decidi realizar uma enquete para batizar a muda.

Após uma disputa apertada com Naná Vasconcelos, venceu o nome “Princesa Aqualtune”.

Sim, venceu a opção por uma mulher preta e guerreira.

Arrancada de sua terra natal para ser escravizada no Brasil, a princesa congolesa Aqualtune é uma figura lendária, que reverbera no imaginário da mulher afro-brasileira como um símbolo muito forte de resistência e luta.

De princesa africana a escravizada no Brasil, com seus conhecimentos políticos, organizacionais e de estratégia de guerra, Aqualtune, efetivamente, pode ter sido fundamental na consolidação do Quilombo dos Palmares, principal foco da resistência negra no Brasil.

Só tenho a agradecer a todos os que se envolveram comigo nessa ideia!

Vida longa ao baobá Princesa Aqualtune!

Vida longa ao Compaz!

Obrigado à minha esposa @carlafmaciel, à minha filha, à querida amiga @alinearroxelas, a Bebel e aos amigos @murilo.compaz e @eli_masceno1973 pelo dia de ontem!
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O istmo que separou as cidades-irmãs – por @historia_em_retalhos.

Neste exato ponto circulado em vermelho, ficava a estreita porção de terra que ligava as cidades-irmãs de Olinda e Recife, aniversariantes de hoje.

O deslocamento dava-se do Recife em direção a Olinda, em razão da fartura de água potável na vila olindense, algo muito comum nos processos de ocupação.

Essa estreita faixa de terra (aproximadamente 80m de largura) existiu até o comecinho do século 20.

Em 1909, iniciaram-se as obras no Porto do Recife, com a construção do molhe de Olinda, na altura, mais ou menos, da fortaleza edificada pelos holandeses para proteger o istmo (Forte do Buraco).

A construção do molhe de Olinda alterou as correntes marinhas, causando a ruptura do istmo, em meados de 1912.

Abriu-se, então, uma fenda (foto), que separou Olinda do Recife, transformando o Bairro do Recife, definitivamente, na ilha que ele é hoje, e não mais na península que ele já foi um dia.

É por isso que dizem que o rompimento do istmo foi um “efeito colateral” das obras de reforma do porto e que o Bairro do Recife é uma ilha “por acidente”.

Uma coisa, porém, é certa: apesar do rompimento do istmo, há 488 e 486 anos, respectivamente, Olinda e Recife seguem irmanadas fazendo história.

A primeira, Marim; a segunda, Maurícia.

A primeira, lusitana; a segunda, holandesa.

A primeira, das colinas; a segunda, dos rios.

Parabéns às cidades-irmãs, Olinda e Recife, aniversariantes do dia de hoje! .

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Instituto Histórico: reunião ordinária.

Retornando com boas e necessárias reuniões ordinárias, na manhã do domingo (12) – no prédio que hospedou o Imperador Pedro II –  a diretoria do Instituto Histórico e demais sócios reuniram-se para tratar de assuntos de interesse da referida instituição.

No encontro, comandado pelo presidente Pedro Ferrer, além de questões administrativas tratou-se da pauta do próximo evento do Instituto atinente às comemorações do dia 06 de maio – Elevação da então Vila de Santo Antão à categoria de Cidade.

A história de Pata Seca – por @historia_em_retalhos.

A história de Pata Seca, o escravo que teria tido mais de 200 filhos.

Uma das facetas mais tristes do fenômeno perverso da escravidão era a equiparação dos escravos a coisas ou animais.

Naqueles tempos, ter um escravo tido como “reprodutor” era algo desejado pelos senhores, porque os seus frutos seriam mão de obra para os trabalhos forçados no campo.

Esse foi o caso de Roque José Florêncio, que entrou para a história como o escravo que teria tido mais de 200 filhos e morrido aos 130 anos.

Roque ganhou o apelido de “Pata Seca”, porque tinha as mãos longas e finas e foi declarado “escravo reprodutor”, em razão de sua altura de 2,18 metros, atendendo ao mito que existia na época de que homens que eram altos e com as canelas finas tinham maior tendência de gerarem filhos do sexo masculino.

Nascido na primeira metade do século 19, foi comprado pelo latifundiário Francisco da Cunha Bueno e viveu nos arredores da cidade de São Carlos, interior de São Paulo.

Ele era obrigado a visitar as senzalas regularmente para violar as mulheres que lá estavam, em um processo extremamente violento, especulando-se que seja o antecessor direto de aproximadamente 30% da população do distrito de Santa Eudóxia.

Pata Seca não trabalhava na lavoura, nem vivia na senzala.

Tinha boas relações com o seu proprietário e era responsável por percorrer todos os dias, a cavalo, os 35 quilômetros que separavam a fazenda da cidade de São Carlos para buscar as correspondências, além de cuidar dos demais animais de transporte da propriedade.

Faleceu em 1958 e, até hoje, pesquisadores tentam descobrir mais sobre a sua vida, inclusive se viveu realmente até os 130 anos, como está registrado em sua certidão de óbito.

O documento emitido aponta que o escravo morreu de insuficiência cardíaca, miocardite, esclerose e senilidade.

Marinaldo Fernando de Souza, doutor em educação pela UNESP, escreveu uma tese baseada na vida de Pata Seca, explicando que a falta de mais registros sobre a sua história está na desvalorização da memória negra.

“A história oficial tende a forçar o esquecimento da memória negra”, afirma.
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Banana Mix – ano 01 – o bloco do vereador Carlos Henrique.

Com o sugestivo nome de “Banana Mix”, algo que endossa suas raízes políticas ao tempo que sugere uma “mistura” nos ritmos musicais executados na folia, o bloco carnavalesco articulado e representado pelo vereador Carlos Henrique se propôs a festejar a “ressaca do carnaval 2023”. O evento ocorreu no Espaço de Ouro, na noite do último sábado (04).

Entre outras programações, o “Banana Mix” condecorou algumas agremiações que desfilaram no carnaval antonense 2023, cada qual na sua categoria. Na ocasião, juntamente com outros integrantes da diretoria da SAUDADE,   subimos ao palco para receber o prêmio na categoria “Melhor Bloco de Trio Elétrico”.

Assim sendo, na qualidade de diretor presidente da SAUDADE, agradeço pela lembrança, desejando vida longa à Agremiação Carnavalesca Banana Mix.

“Ratos e Urubus, Larguem Minha Fantasia”- por @historia_em_retalhos.

Em 1989, a Beija-Flor realizava aquele que é considerado o desfile mais ousado e impactante da história do carnaval carioca.

Até hoje, esse desfile é citado e estudado.

Impressionantemente, o carnavalesco Joãosinho Trinta desnudou para o mundo o contraste entre o luxo das elites brasileiras e a pobreza daqueles que vivem no meio do lixo, em um dos países mais desiguais do planeta.

Logo na abertura, o carro abre-alas traria um Cristo Redentor em meio aos mendigos e vestido como eles.

Porém, a Arquidiocese do RJ conseguiu uma ordem judicial para proibir a apresentação da alegoria.

Joãosinho não se deu por vencido e cobriu o Cristo com um plástico preto, acrescentando a frase “Mesmo proibido, olhai por nós!”.

A polêmica gerada em torno da censura acabou dando à alegoria um impacto ainda maior.

“Atenção mendigos, desocupados, pivetes (…) esfomeados e povo da rua… Tirem dos lixos deste imenso país restos de luxo e façam a sua fantasia (…)”.

Com esses dizeres, a escola convidava para a grande confraternização: o luxo seria retirado do lixo!

Um detalhe de muita simbologia: os diretores da escola usavam uniformes iguais aos dos profissionais da limpeza.

O resultado disso foi que os garis que vinham atrás do desfile, limpando a avenida, sentiram-se contagiados, visibilizados e parte integrante da festa!

Ao fim, Beija-Flor e Imperatriz Leopoldinense (que exaltou a proclamação da República) terminaram empatadas, com 210 pontos.

Por um capricho do destino, o desempate ocorreu em uma nota originariamente descartada, no quesito samba-enredo, e a Beija-Flor amargou o segundo lugar.

Anos depois, o jurado Cláudio Cunha, que tirou um ponto da Beija-Flor no quesito evolução, disse que havia se arrependido de não ter dado a nota 10 que faria a escola de Nilópolis campeã.

Mesmo não levantando a taça, porém, o desfile emblemático entrou para a história.

Jamais uma escola de samba realizou uma crítica social tão profunda, expondo às vísceras os contrastes de um país desigual, em que a extrema pobreza e a extrema riqueza convivem dentro de uma permanente tensão.
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Demócrito César de Souza Filho – por @historia_em_retalhos.

Em 3 de março de 1945, há 78 anos, era assassinado o estudante de Direito Demócrito César de Souza Filho, líder e mártir do movimento estudantil brasileiro.

Demócrito foi morto pela polícia política do Estado Novo, durante concentração popular na Praça da Independência, área central do Recife, a favor da candidatura do brigadeiro Eduardo Gomes à presidência.

Um disparo o atingiu, fazendo-o cair baleado da sacada do prédio do Diário de Pernambuco, durante o discurso de Gilberto Freyre.

Foi socorrido, mas morreu às 20h50min, no antigo Hospital do Pronto Socorro do Recife.

Outro tiro matou o operário Manoel Elias dos Santos, conhecido como “Manoel Carvoeiro”.

O fato gerou um inquérito, que não levou à punição de nenhum integrante da polícia, alegando-se “crime de multidão”.

Durante a cerimônia pela passagem dos 30 dias de sua morte, o professor Soriano Neto proferiu a famosa frase:

“Destroem-se vidas, mas não se assassinam ideias”.

Para alguns, a morte de Demócrito selou o fim da ditadura de Getúlio Vargas.

Honrosamente, o Diretório Acadêmico da histórica Faculdade de Direito do Recife recebeu o seu nome.
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Na UFPE: 50 anos do 1º Seminário Brasileiro de Crítica e Teoria Literária – por Marcus Prado.

Depois do 1° Congresso Brasileiro de Crítica e História Literária do Recife, da UFPE (1960), organizado pelo reitor João Alfredo da Costa Lima, com a participação de Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir, Clarice Lispector, Lygia Fagundes Teles, Elysio Condé, entre outros, quase nada de marcante no gênero aconteceria na cidade.  Até quando, em março de 1973, há exatos 50 anos, os meios acadêmicos e literários, não só da capital, tiveram a oportunidade de participar de um evento que marcaria época e ficaria nos anais dos cursos literários de Pernambuco: o Iº Seminário Brasileiro de Crítica e Teoria Literária, promovido pelo Instituto de Letras da UFPE (1973), reunindo, durante 5 dias, um conjunto de especialistas dos mais representativos no Brasil naquela época.

Era notório o interesse de professores, pesquisadores, estudantes e estudiosos de áreas afins, além do Recife, vindos de lugares distantes, tendo em vista o temário previamente construído, que privilegiava o diálogo com grandes temas literários da época e que ainda hoje são atuais.

Foi seu idealizador o poeta, professor, ensaísta e crítico literário César Leal, ele que seria o “pai da Geração 65”, de quem me tornei amigo e parceiro durante muitos anos na edição semanal do Suplemento Literário do Diario de Pernambuco, na época, influente caderno de 8 páginas. Para cumprir o objetivo do seminário, César Leal escolheu uma comissão organizadora, da qual tive a honra participar, ao lado dos professores Leônidas Câmara, Piedade Sá, Edileusa Dourado, Marcus Accioly. Foram palestrantes: Afrânio Coutinho, na época, o mais influente crítico literário do Brasil, acadêmico da ABL e professor universitário, que falou sobre Literatura, métodos e objetivos, sobre a sua experiência acadêmica nos EUA e como teórico do New Criticism; (as ideias da Nova Crítica, muito em voga naqueles anos, um movimento da teoria literária surgido nos anos 20 nos Estados Unidos, que tinha como foco a separação do texto e do autor a fim de que o texto fosse objeto em si mesmo); Benedito Nunes, que se destacava pela sua intensa atividade acadêmica, como crítico literário e ensaísta, professor e conferencista internacional, que discorreu sobre a Estrutura da Obra Literária;  João Alexandre Barbosa, que nos trouxe um longo texto sobre a importância da metáfora no processo da criação literária; Lourival Vilanova, um estudioso de muitos saberes e erudição, sobre As aproximações da Literatura com o Cinema – Esboço Fenomenológico; Maria  Luiza Ramos, professora universitária de grande influência nos estudos avançados de literatura comparada e crítica literária, sobre  Fenomenologia da obra literária; Wilson Guarany, professor, crítico literário,  criador do  Programa de Pós-Graduação em Letras,  da PUCRS, sobre A estrutura do Texto Literário; Bernard Lubié, da Universidade de Sorbonne (Paris),  encerrou o evento com uma palestra sobre as correntes da Crítica Literária  da França.

Vencendo desafios e dificuldades, (foi pontual o apoio do reitor Marcionilo Lins), esse seminário teve por finalidade, na sua essência, a interpretação da obra literária como expressão artística, o lugar da teoria da literatura e da crítica de formação acadêmica, disciplinas cuja mais importante sistematização do século 20 pode ser localizada na clássica Theory of Literature (1949), de René Wellek e Austin Warren, autores de maior foco nos intervalos do evento. Também, a intenção do seminário era propiciar a troca de conhecimentos em áreas multidisciplinares, em especial Literatura, Teoria da Literatura, Crítica Literária e Criação Literária, com a finalidade de levar não só aos professores universitários como também aos mestrandos, doutorandos e alunos dos cursos de graduação um conjunto de propostas teóricas atualizadas nas áreas de estudos abrangidas pelo evento.

Marcus Prado – jornalista.