Momento Cultural: Amar – por João do Livramento

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Não afirme o que é o amor

Nada diga e nada fale

Se você ainda vive

É melhor então que cale

 

Se está vivo não sentiu

O perfume da ilusão

Embebido no amor

Exalado na paixão

 

A quem indaga o que é o amor

Não preciso responder

Mostro apenas uma flor

Todas nascem pra morrer

 

Ah, essa morte é enganadora

E de amor tem apelido

Cabelos longos, corpo belo

Escondido num vestido

 

Me enganou o coração

Me enganou o pensamento

Quando achei que estava vivo

Já morrera há muito tempo

 

Mas se nascesse novamente

Ao início eu voltaria

Sem amor não sei viver

E assim amando morreria.

 

João do Livramento.

O Tempo Voa Carnaval

Carnaval de Rua

RUA - carnaval 79 - Acervo João de Barros

Gilson Ferrer, Antônio Lúcio, Alberto Brito, (?), Claúdio, Alcindo, (?), Paulo Freitas e Antônio Freitas. Agachados: Antônio Sales, (?), (?), (?), João de Barros e José Ribeiro. Carnaval de 1979Foto: acervo pessoal de João de Barros.

Carnaval de Clube/Sede

CLUBE - Luciana, Ana, Cristina, Ana (prima) Laura, Alzira, Lúcia, Cristina Moura, Eliane - Clube Vasouras O Camelo. Carnaval de 1978 - Acervo Eliane

Luciana, Ana, Cristina, Ana (prima) Laura, Alzira, Lúcia, Cristina Moura e Eliane. Na frente, sentados: Valéria e Pilako. Foto registrada no Clube Vasouras O Camelo. Carnaval de 1978 – Foto: acervo pessoal de Eliane Cruz Gouveia.

Carnaval de Alegoria

ALEGORIA - Acervo InstitutoAno não registrado.

A SAUDADE TÁ NA RUA


Ouça a música “A SAUDADE TÁ NA RUA”, composta por Cristiano Pilako, com Música e voz de Ery Fã Farra. A música integrou o CD  VITÓRIA MANIA DE  CARNAVAL – Exaltando os compositores vitorienses volume 1 – CD produzido por Aldenisio Tavares e Guilherme Pajé para o carnaval de 2010, uma coletânea de músicas gravadas por blocos e clubes carnavalescos. Sete compositores vitorienses são destaques no livro 100 ANOS DE FREVO, também lançado naquele ano – Aldenisio Tavares, Braz Cândido, Guilherme Pajé, Ivanildo da Requinta, Givaldo Barros, José Marques de Senna e Nestor de Holanda.

[wpaudio url=”http://www.blogdopilako.com.br/wp/wp-content/uploads/saudade.mp3″ text=”A Saudade tá na Rua – na voz de Ery Fã Farra” dl=”http://www.blogdopilako.com.br/wp/wp-content/uploads/saudade.mp3″]

Aldenisio Tavares

O Tempo Voa Carnaval

Carnaval de Rua

Seu Zito Mariano, sendo entrevistado por Otávio.

Carnaval de Clube/Sede

Catita e Geraldo. Carnaval de 1976 -No Clube O Camelo.

Carnaval de Alegoria/Fantasia

Tarciana Cruz, desfilou na alegoria do Clube O Leão, representando a protagonista, cujo tema foi “O Rapto de Prosérpina” – Carnaval de 1987– Foto: Jornal da Vitória -Nº 167.

SANTO ANTÃO

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Foto: Autor desconhecido

A Igreja Católica no decorrer de sua história atravessou sérias crises tanto teológicas, como morais. Em algumas saiu chamuscada. Chamuscada mas vitoriosa. Vitoriosa, por não ser dirigida por homens, mas sim pelo Divino Espírito Santo. E esse mesmo Espírito intervia nas crises através de sua divina pedagogia. Sabiamente utilizava os próprios homens. Fazia deles, com traumas algumas vezes, é bem verdade, instrumentos de seu magnífico plano, sem agredir, o que o homem tem de mais sagrado, sua liberdade.

No início do cristianismo, por influências do judaísmo e dos sábios gregos, surgiram muitas dúvidas doutrinárias que geraram as primeiras grandes heresias. Para combatê-las, o Divino Paráclito, lançou mão de seus doutores, os grandes padres da Igreja. Era a época da Patrística. Entre muitos temos: João Crisóstomo, Basílio, Inácio de Antioquia, Atanásio, Clemente de Alexandria,  Gregório de Nissa,  Jerônimo, Ambrosio,  Agostinho.

Na obscura Idade Média, novamente a Igreja entra em crise, dessa feita, mais moral que teológica. Entretanto o Espírito de Deus vela por ela. E através dos próprios homens, como Francisco de Assis e Catarina de Sena, encontrou-se a solução.

O mundo evoluiu.  Eis que entramos na efervescência do Renascimento e da Reforma. Mais uma vez o Espírito Santo pedagogicamente vai buscar  Inácio de Loiola, Teresa de Jesus (Teresa de Ávila), Erasmo de Rotterdam, Tomás Moro etc. Personagens cultas, formadoras de opinião, expoentes da intelectualidade cristã. O Pai, com seu carinho, vai ajudando o homem a crescer e os obriga a encontrarem as soluções. Após o Renascimento vem o período Barroco e a Contra Reforma. Nele vamos encontrar  Vicente de Paulo, Bossuet e João Batista de La Salle.

Nos dois últimos séculos despontam, Frederico Ozanam, Charles Péguy, Leão XIII, João XXIII, Pedro Casadálgia e Helder Câmara. Poderíamos citar muitos outros, todavia os mencionados são aqueles que primaram em levar a Igreja a trilhar seu caminho mais original e mais autêntico, a caridade.

E o que tem Santo Antão a ver com essa maravilhosa epopeia da Igreja? Retornemos aos primeiros séculos. Santo Antão foi contemporâneo de alguns dos Santos Padres.

Os Santos Padres, é importante frisar, nasceram num marco teológico que foi se originando a partir do Novo Testamento e são os detentores do legado da Igreja apostólica. Legado que tinha como principal opção, os pobres e os oprimidos.

Alguns dos Santos Padres da Igreja, como é o caso de Agostinho, que tinha dois anos de nascido quando Santo Antão morreu, receberam forte influência da carismática figura que era Santo Antão. Sua contagiante personalidade irradiou-se por muitos séculos.  Seu exemplo de fé, de desprendimento, de amor aos pobres marcaram, não só Santo Agostinho, o principal doutor da patrística latina, mas uma multidão de monges. Santo Antão com sua vida contemplativa solidificou e expandiu a prática monástica. Vale registrar a considerável marca que nosso PADROEIRO imprimiu na vida de Atanásio, um dos Santos Padres. Atanásio, quando jovem, atraído pela vida ascética, foi viver ao lado de Santo Antão que levava uma vida austera e contemplativa no deserto. Um dia, Alexandre, o Bispo de Alexandria, cidade egípcia que fica às margens do Mediterrâneo, visitando Santo Antão, conheceu Atanásio. Convidou-o para ir assessorá-lo em Alexandria e o ordenou diácono. Nessa época surgiu o arianismo, heresia que negava a divindade de Jesus Cristo. Essa doutrina causou muitos estragos entre os cristãos da época. Silenciosamente, pedagogicamente, “sem querer, querendo”, o Divino Espírito chamou Atanásio, que se tornou o cruzado da divindade de Jesus Cristo. Assumiu a causa, defendeu bravamente a ortodoxa doutrina, atraindo para si muitos inimigos.

Mais tarde, Atanásio, que foi canonizado após sua morte, enlevado pelo exemplo de Santo Antão, resolveu escrever lhe a biografia. Biografia essa, que tornou Santo Antão mais conhecido, difundindo seu exemplo, colaborando para propagar e solidificar a vida monástica.

Pedro Ferrer