MANHÃ DE SÁBADO

Manhã de sábado. O celular toca: 
– Está onde, professor?
– Viajando, minha filha.
– Viajando onde?
– Em minha casa.
– E sua casa anda?
– Não, estou lendo Manuel Bandeira. 
– E o senhor viaja, quando lê, é?
– Tem gente que viaja cheirando loló.
– Então leia pra mim.
– Veja essa, por exemplo:
BRISA
Vamos viver no Nordeste, Anarina.
Deixarei aqui meus amigos, meus livros, minhas riquezas, minha vergonha.
Deixarás aqui tua filha, tua avó, teu marido, teu amante.
Aqui faz muito calor.
No Nordeste faz calor também.
Mas lá tem brisa:
Vamos viver de brisa, Anarina.
Forte abraço!
Sosígenes Bittencourt

Zezé do Forró canta “Não sou Vaqueiro” de Sirano e Sirino


Do novo CD de Zezé do Forró, ouça a música NÃO SOU VAQUEIRO, de autoria Sirano e Sirino.

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Aldenisio Tavares

MOMENTO CARTÓRIO MAIS

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Quer saber se possui ou não débitos no SPC (Serviço de Proteção ao Crédito)?

Venha na Cartório Mais e solicite uma consulta. Traga seus documentos de identificação (RG, CNH, CPF, etc.)

Visando dar a população maior acessibilidade às informações sobre pendências financeiras em seu nome, a Cartório Mais fornece esta consulta, em parceria com o CDL Vitória.

SEU NOME é o seu primeiro bem, e o mais importante que você tem!

CARTÓRIO MAIS Vitória de Santo Antão.

Rua Imperial, 100 – Matriz

Tel.: 81-3145.2479

Momento Cultural: Arrepios – por GUSTAVO FERRER CARNEIRO

Gustavo Ferrer Carneiro

Despercebidos

E inocentes

Lá vem os arrepios

Mexer com a alma da gente

Outra vez as sensações

A vontade de um carinho

Mais profundo

De um beijo guardado

De saudade do mundo

Que vivemos conscientemente

E que fica para sempre em nossas lembranças

Entre sussurros, recordo momentos

E não me arrependo

De atos ou fatos vividos

Mesmo que loucos ou transgredidos

Pois meu corpo em sintonia

Agradece ao teu em constante harmonia

E talvez por pura teimosia

Não paro de te amar

E de sentir tua falta

Não tenho pressa

Tenho calma

Quero conhecer não só teu corpo

Mas tua alma

Para isso, te imploro,

Me beija, teu beijo é um presente

Que adoro

E o teu abraço

Deixa meu corpo ardente

Te amando sem cansaço

Um beijo amado

Que vai subindo e vai descendo

Desliza no meio das nádegas

Sobe pelas costas

Até encontrar tua nuca

Teus cabelos afastando

Tuas orelhas volteando

Arrepiando e buscando

Teus lábios entreabertos

Com essa sede de viver

Aguenta, coração

Experimenta a sedução

Tenta e atenta

Nessa total imensidão

Abusa

Elambuza

Tiro a roupa

Te deixo louca

Sua

Suor salgado

Sal impregnado

Tua pele na minha

Minha carne na tua

Em meus lábios

Me matas a sede

Na fonte dos teus prazeres

Sede de meu tesão

Pura transgressão

Teu sexo

No meu sexo

Infringindo preconceitos

Ou regras

Braços e abraços

Bocas e línguas

Desejos hostis

Deixa correr

Deixa rolar

Na cama ou na lama

Na vontade de te amar

Vamos

Agora a sempre

Amar pensando no mundo

Um você e eu, juntos

Um gozo que seja profundo

No amor em um corpo único…

(MOSAICO DE REFLEXÕES – GUSTAVO FERRER CARNEIRO – pág. 19).

Prof. Clícia Roberta comenta no blog

Comentário postado na matéria “Último Adeus ao Maestro Aderaldo.“.

O maestro se foi,mas seu legado permanecerá!!!! Essa foi uma das frases que postei em emu face,para falar de “Seu Aderaldo”,que para mim era muito mais que o maestro: era meu sogro,por quem eu tinha muito carinho e respeito,avô de minhas duas filhas e alguém com quem eu muito gostava de conversar. Deixa muitas saudades,mas não tristeza!!!! Obrigada por essa homenagem prestada a ele,em seu blog.Que diga-se de passagem merecida!!!! Descanse em paz MAESTRO ADERALDO AVELINO DA SILVA!!!!!!! USE SUA BATUTA COMO NUNCA,EM UMA NOVA E QUIÇÁ MELHOR DIMENSÃO DO QUE A NOSSA!!!!!

Clícia Roberta

NO TEMPO DE EU MENINO

(O primeiro suicídio)

Um dia, eu era menino, vi uma prostituta pegando fogo. Foi na ladeira da Zona de Baixo Meretrício, no tempo de Núbia Lafayette cantando “Lama” – música que, em desabafo, se vingava: Hoje, quem me difama, viveu na lama também. 

À noite, quando Núbia cantava, eu via a prostituta pegando fogo, a sua pele queimando, e o seu peito ondeando, sufocado. Desesperada, saíra correndo da casa, aos gritos, e caíra, no meio da rua, emudecida. Foi o meu primeiro suicídio. 

À sombra da muralha de adultos que se comprimia, eu olhava pela brecha, olhava… E, pálido, meio magro, desintoxicado, em solilóquio, indagava: Cadê Deus?
Passei uns dias sem comer direito, com a boca amarga, pelos cantos de parede, com vontade de chorar. Não podia ouvir Núbia cantar.

Mas, fui crescendo, crescendo, e fiquei sabendo que foi por causa de amor. O que é o amor? – eu me punha a perguntar. 

Um dia, já menino grande, eu comecei a me explicar. O amor não tem explicação, o amor é só amar. O amor arde, o amor queima, pode até incendiar.

Sosígenes Bittencourt

Palinha do Léo dos Monges: Marcha da Quarta feira de Cinzas

Marcha da Quarta feira de Cinzas
Toquinho e Vinícios.
Autor: vinicios de mores e carlos lyra

https://www.youtube.com/watch?v=Yq73YPbTVG4

Acabou nosso carnaval
Ninguém ouve cantar canções
Ninguém passa mais
Brincando feliz
E nos corações
Saudades e cinzas
Foi o que restou

Pelas ruas o que se vê
É uma gente que nem se vê
Que nem se sorri
Se beija e se abraça
E sai caminhando
Dançando e cantando
Cantigas de amor

E no entanto é preciso cantar
Mais que nunca é preciso cantar
É preciso cantar e alegrar a cidade

A tristeza que a gente tem
Qualquer dia vai se acabar
Todos vão sorrir
Voltou a esperança
É o povo que dança
Contente da vida
Feliz a cantar

Porque são tantas coisas azuis
E há tão grandes promessas de luz
Tanto amor para amar de que a gente nem sabe

Quem me dera viver pra ver
E brincar outros carnavais
Com a beleza
Dos velhos carnavais
Que marchas tão lindas
E o povo cantando
Seu canto de paz
Seu canto de paz

Momento Vitória Park Shopping

Filmaço estreiando aqui nos cinemas do Vitória Park Shopping. Do visionário diretor de “Eu, Robô” e “O Corvo”, o filme Deuses do Egito está imperdível. Uma guerra que separou todos pela eternidade, e apenas um deus poderá reverter a situação em uma batalha pela existência da humanidade.

Quem vem? Confira a programação completa em nosso site www.vitoriaparkshopping.com.br

O Tempo Voa: Formatura do Curso Comercial – Turma de 1970

Foto registrada durante a formatura do Curso Comercial  Turma de 1970, realizada no “O Camelo”.

Em cima: José Walter, Paulo Fernando, Deusanéia, Nivaldo Varela, José Gomes, Edileusa Mendonça, Marcílio Campos, Mário, Manoel Lourenço, José Luís Ferrer, Hildebrando.

Em baixo: Valdinete Moura*, Ubiratan Carneiro*, Marliete, Adroaldo (Diretor), Anísio Lopes*, Aloísio Campelo*, Lourdinha Cajueiro, Olavo Holanda*, Waldemiro, Josué Tavares.

Os assinalados são os professores. Foto registrada no dia 12 de Dezembro de 1970. A foto é do acervo pessoal da Professora Valdinete Moura.

Momento Cultural: PARABÉNS AOS PEDREIROS – por Severina Moura

severina moura

Aos pedreiros construtores do progresso
Que debaixo de sol e chuvas vão
Ao trabalho da obra do universo
Para ganhar cada dia o seu pão
Pão dos filhos, da esposa, da família
Que alegres o recebem em união.

Suas mãos calejadas pela pá
Construindo ângulos e paralelas
Dos esquadros as perpendiculares
Retas, curvas e inclinadas.
Dos transferidores sem mazelas.
Calculando volumes matemáticos
Das portas, áreas e janelas.

Esses homens que nem sabem quanto valem
Seus serviços, se bem feitos valem ouro
Se uma aresta não for bem construída
É um desastre, no final um desadoro
E o dono da obra sai perdendo,
Dinheiro, sossego e decoro.

Parabéns a vocês, caros pedreiros,
Que para o dono fazem essa construção
Se orgulhem de tudo o que fazem
Com dosagem certa, e com paixão
Quem ama o que faz, não se arrepende
Porque Deus lhe dá sempre proteção.

Profª Severina Andrade de Moura, nasceu em Vitória de Santo Antão. Foram seus pais: José Elias dos Santos e Doralice Andrade dos Santos. Viúva de Severino Gonçalves de Moura, com quem se casou em 1962. Fez o curso Pedagógico no Colégio N. S. da Graça. Lecionou em Glória do Goitá e Carpina. Concluiu Licenciatura Plena em Letras em Caruaru (1976). Pós-graduação em Língua Portuguesa na Univ. Católica (1982). Ensinou em várias escolas estaduais e municipais na Vitória e ensina atualmente na Escola Agrotécnica e na Faculdade de Formação da Vitória de Santo Antão. Poetisa por vocação. Colabora na imprensa local.