Momento Cultural: Meu pecado – Henrique de Holanda

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Eu não posso saber qual o pecado
que, irrefletido, cometi; suponho
seja, talvez, porque te fosse dado
meu coração, – a essência do meu sonho..

Se amar é crime, eu vou ser condenado
e toda culpa, em tuas mãos, eu ponho.
– Quem já te pode ver sem ter amado?!…
Quanto é lindo o pecado a que me exponho!

Se tens alma e tens sangue, como eu tenho;
se acreditas em Deus, dizer-te venho,
– Que pecas, tens amor, és sonhadora…

Deus deu a todos coração igual.
Se eu amo, sofres desse mesmo mal.
– O teu pecado é o meu, – és pecadora!

(Muitas rosas sobre o chão – Henrique de Holanda – pág. 22).

Zezé do Forró em Pot Pourri

Do novo CD de Zezé do Forró, ouça o Pot Pourri  ESQUENTA MORENINHA e Cair na Brincadeira, de autoria Assisão, Genaro e Evaldo Lima, respectivamente.

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Aldenisio Tavares

Momento Cultural: A ILUSÃO – por José Miranda

Jos+® Tiago de Miranda

Para vivermos nós contentes pela vida
sem essa mágoa que tortura tanto a gente
da culpa de Eva no Édem, um dia nascia.
O Senhor deu-nos a ilusão constantemente.

Quanto seria: a alma por tudo entristecida
e o coração ensimesmado e até doente
se a ilusão fosse deste pélago banida
se não houvesse, não o sonho doce e ingente!

De assalto sem se esperar conta do destino
a ilusão toma para nos dar prazer na dor
para nos fazer o espiamento pequenino.

Da nau de crença a vela enfuna com vigor
e fortifica quando sofre, o coração:
toda beleza está da vida na ilusão.

José Tiago de Miranda, vitoriense, nascido a 9 de junho de 1891 e faleceu a 29 de maio de 1960. Foi professor primário na Vitória, em Moreno e em Limoeiro, exercendo, em todas as cidades, o jornalismo. Foi proprietário e diretor de O LIDADOR a partir de 1932 até sua morte. Cronista, poeta e jornalista de alto valor. Seus filhos (Ceres, Péricles e Lígia) reúnem em volume muitas de suas crônicas e poesias, em livro “Antologia em Prosa e Verso”, comemorando o centenário de seu nascimento, aos 9 de junho de 1991. Do casamento, com D. Herundina Cavalcanti de Miranda, houve ainda um filho, Homero, falecido logo após a morte do Prof. Miranda.

TALENTO E ARTE

Todo domingo, eu me lembro que sou um compulsivo colecionador de recortes de jornal desde menino, quando meu pai comprava o “Diario de Pernambuco”, e eu me punha a recortar as matérias e colecioná-las por assunto. Era danado pra ler Mauro Mota, Gilberto Freire, Selênio Homem de Siqueira, Ariano Suassuna, José Lourenço de Lima, Renato Carneiro Campos, etcétera. Outro dia, numa de minhas elucubrações, remexendo papéis de madrugada, encontrei um recorte já alaranjado pelos domingos, onde o poeta Marcus Accioly, numa entrevista, termina por dissertar sobre a diferença entre “talento e arte”. A pergunta era a seguinte:

DP – Não há forma para ser um bom poeta. Mas, existirão aquelas para não se fazer uma má poesia?Aí, Marcus Accioly – Perguntaram a um poeta espanhol o que era necessário para se fazer um poema. Ele respondeu que seria “começar por uma letra maiúscula e terminar com rima”. Perguntaram novamente: “E no meio?” O poeta respondeu: “Hay que poner talento.” Sabemos hoje que o poema não precisa começar com letra maiúscula nem terminar com rima, mas de talento ele continua precisando. Contudo, que não se confunda “talento” (que é um dom) com “arte” (que é uma técnica). Contam que Miguel Ângelo encontrou, ao acaso, uma pedra de mármore e ficou estático olhando a pedra. Alguém duvidou dele: “Você está vendo uma pedra?” O artista respondeu: “Não, estou vendo um anjo sentado.” O talento viu, intuiu o anjo sentado, mas a arte é quem retira da pedra o anjo de pedra. O poeta Sílvio Roberto de Oliveira me contou a história, quase estória, de um escultor popular que fazia ursos de madeira. Indagado como conseguia realizar tal tarefa, respondeu: “É fácil. Eu tiro da madeira tudo que não é urso, e só fica o urso.” Portanto, a única forma para não se fazer um mau poema é (re)tirar do poema tudo o que não é poesia. Assim – como disse Mallarmé – “restará arte ou quase nada”.

Sosígenes Bittencourt

Professor de Direito Constitucional analisa as denúncias contra Lula no Ponto a Ponto

Foto - Jornal GGN

O professor de Direito Constitucional da PUC-SP Pedro Serrano será o entrevistado deste sábado (12) do Ponto a Ponto da Band News, à meia-noite. O assunto do semanal são as denúncias contra o ex-presidente Lula por ocultação de patrimônio, uma configuração dos crimes de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica na Operação Lava Jato. A entrevista é mediada pela jornalista Mônica Bergamo e pelo cientista político Antonio Lavareda.

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De acordo com pesquisa do Datafolha, realizada entre os dias 24 e 25 de fevereiro deste ano, com amostragem de 2.768 entrevistas, 62% responderam que Lula foi beneficiado por construtoras no caso de reforma do apartamento no Guarajá; 13% disseram que Lula não foi beneficiado, enquanto 25% não sabem. Sobre a culpa de Lula pela corrupção na Operação Lava Jato, 70,3% disseram que ele é sim culpado, 22,4% disseram que não e, por último, 7,3% não souberam ou não opinaram, em pesquisa da CNT-MDA, também realizada em fevereiro, com 2.002 entrevistas.

O Ponto a Ponto será reprisado no domingo (13), às 17h30, e terça-feira (15) e quinta-feira (17), às 3h da madrugada.

MANIFESTAÇÕES – O cientista político Antonio Lavareda também participa do programa Canal Livre, na Band, às 0h do domingo (13). No talk-show jornalístico, irá fazer análises sobre as manifestações políticas em todo o Brasil. Além de Lavareda, a bancada será divida com os jornalistas Ricardo Boechat e Mônica Bergamo.

Com informações da assessoria de imprensa.

Momento Cultural: Oração – Por Corina de Holanda

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(Adaptação)

Ó São João Bosco, “que da juventude
Sóis Pai e Mestre” e tanto trabalhastes,
Para levá-la à trilha da Virtude…
E que com tanto zelo batalhastes

Na luta pelo bem das almas, rude
Foi o labor a que vos entregastes,
Possuído dessa fé que não ilude,
E pela qual, montanhas derrubestes

Erguidos pelo mal… vinde ajudar-nos
A vencer as paixões, a respeitar-nos
Com o desassombro próprio de um cristão.

Ensinai-nos a amar a Eucaristia,
A merecer o auxílio de Maria
E a respeitar do papa a orientação.

1972

(Entre o céu e a Terra – Corina de Holanda – 1972 – pág. 27)