UMA SUGESTÃO PARA A CÂMARA DE VEREADORES

Caro amigo Pilako,

Na cidade de Platina que fica no norte do Paraná, a partir de janeiro de 2017 os vereadores terão como pagamento por seus serviços a importância de R$ 970,00 e o do prefeito que teria seu salário reajustado, também sofreu redução. Neste momento existem mais 27 municípios no Paraná com ações para redução de salários de vereadores e já existem também algumas cidades no Estado de São Paulo com este mesmo recurso.

Mas tivemos recentemente um exemplo negativo próximo aqui a nossa Cidade, foram os vereadores de Caruaru que na calada da noite elevaram seus salários em 60%, matéria inclusive divulgada em outros meios de comunicação.

Espero eu que nossos amigos vereadores de Vitória de Santo Antão, caso já não tenham feito isso na calada da noite não estejam se preparando para tal finalidade, na verdade, seria bom mesmo que eles votassem uma redução em seus vencimentos tendo como exemplo algumas Cidades que já obtiveram este resultado, temos hoje uma realidade totalmente diferente no Brasil, uma crise interminável, e a população ganhando uma miséria, além de tudo isso vendo seu poder de compra reduzido a cada dia, então fica a dica para nossos legisladores.

Já que eles não fizeram nada no atual mandato e principalmente os que se perpetuam a 2, 3ou mais mandatos, seria muito bom vê nas manchetes Vitória de Santo Antão dando este exemplo ao País. Está aí uma sugestão se vocês querem entrar para a história do município, por que se depender de serviços prestados fica difícil alguém lembrar de vocês.

Fiquem atentos ao silêncio de nossos vereadores.

LEITOR DO BLOG

Momento Cultural: Saudação a Recife – por ALBERTINA MACIEL DE LAGOS

Profª Albertina Maciel de Lagos

Composta, especialmente, num preito de homenagem a nossa querida e decantada “Veneza Brasileira” na passagem dos seus 350 anos de fundação.

Século XVI…

Ano de 1630

Na ilha do Mosteiro de Santo Antonio!

Qual rico é precioso patrimônio

invadida foste, Recife, por Nassau,

quando, havias surgido para a luz da vida,

te escravizaram, nova “Terra Prometida”,

enquanto o nome teu – suave melopeia

trocou, o holandês, pelo o de “Mauricéia”!

Salve, Recife, “Veneza Brasileira”

Nesga do Brasil, Norte Oriental!

em ti, eis que, Duarte Coelho Pereira

concretizou, feliz, o seu Ideal!

            Eu te saúdo, Recife,

no murmurar sonoro dos teus rios:

– O Capibaribe e o Beberibe a cantar,

ou revoltos, em forte assobios,

até que se vão, no Oceano, desaguar!

            Amo e venero, Recife:

de teus filhos, o Valor e o Heroísmo

em lições eloquentes de Civismo

que, ciosos, os Museus sabem arquivar

e à posteridade ser dado consultar!

            Amo-te, Recife, porque

a tua História bonita me fascina

e empolgar, afaz, a minhalma de menina!

            Licença, Recife!…

Transporto-me, agora, a “Marim dos Caetés”,

onde a vaga espumante, vem beijar-lhe os pés!…

dela, enamorado, e, distante, ainda,

Duarte Coelho exclamou: – “Ó linda”!…

antes, fora capital, rica, potentada,

pelos holandeses, depois, incendiada!…

– Que ouço, Recife? – A repercussão de um eco…

Ah! Já sei, muito bem, do que se trata,

– um feito que me enleva e arrebata:

– Bernardo Vieira, dando, no Velho Senado,

da Liberdade, na América, o primeiro brado!

Logo, o teu gênio indomável se reflete

na brava “Revolução de Dezessete”,

surgindo a “Confederação do Equador”

contra a Constituição e o Imperador,

entre outros, com Frei Caneca fuzilado

que, da Pátria, torna o amor mais acendrado!

E, na tela do meu cérebro sonhador,

de Nunes Machado, a figura altaneira,

veio tombar na “Revolução Praeira”!

Em Maria de Souza, Recife, eu te saúdo,

a mãe, que, a Pátria os filhos dando, deu-lhe tudo!

            Amo-te Recife:

na “Insurreição Pernambucana”

que provocar fez, a luta insana

que extinguiu, no Brasil, do ousado invasor,

de vinte e quatro anos, o jugo opressor!

Amo-te, no “Clube do Cupim”, organizado,

para, na escravidão, dar o golpe planejado!

Amo-te, Recife, na Figura imortal

do teu grande Bispo – o heroico, D. Vital!

            Sim, amo-te:

– Filha primogênita do “Leão do Norte”

que, rompante, a rugir, saber enfrentar a morte

se, as suas fronteiras vem transpor

o perigoso e ousado invasor!

            Es bela, Recife,

no areial das tuas praias, contrastando

com os esguios coqueiros farfalhando!

            E, ainda,

co’as velas brancas, ao vento, enfunadas,

dos pescadores, rústicas jangadas!

És bela, quando, em noite de luar,

num abraço, a Lua, se envolve ao mar!

– Amo-te, Recife, na voz altiloquente

dos teus monumentos que, ao coração da gente

desvenda todo um Passado, cuja Glória

foi registrada nos Anais da História!

E agora?… Ouço, um chiar de rodetas…

Ah! já sei!…

Vem do teu primeiro engenho aparelhado,

Pela “Senhora da Ajuda” patrocinado!

Em cada recanto teu, deparo, orgulhosa,

ora com um “marco” ou “fortaleza” gloriosa!

            Eis que, Recife,

de “Massangana”, engenho de Pernambuco,

para a vida, surgiu, Joaquim Nabuco,

que, um dia, do imperial palácio, no gradil,

declarou: – “não há mais escravos no Brasil”!

– Outrora, Recife, (quanto romantismo)!…

dos jovens estudantes, à doce amada,

as “serenatas” ao luar da madrugada!…

– Ouço, Recife, que melodia!

das torres dos teus Tempos, a apontar os Céus

os sinos convidando a bendizer a Deus!

            Admiro, Recife:

os teus palácios suntuosos,

teus edifícios na vertigem das alturas

contrastando com a miséria e as agruras

            dos mocambos infecciosos!

– Admiro as tuas moças tão bonitas,

nos passeios, se expondo tão “catitas”!

– De joelhos, admiro os teus artistas,

sejam poetas, músicos ou pintores

que, da Glória, te levam aos esplendores

em tão sublimes e imortais conquistas!

            Amo, Recife:

As tuas Forças Militares que mourejam

em terra firme ou singrando os mares

ou, mais ainda, devassando as ares

que, para nos defender, bravas pelejam!

            Recife, querido:

És um rubi mimoso

fulgente, esplendoroso

sangue irisado

– sublime Legado

a uma forte raça,

a brilhar sem jaça,

assim, engastado

entre valores mil,

na coroa real

cintilante, imortal

deste caro, Brasil!

Recife, decantada,

            admirada

na estrutura mágica das tuas pontes…

– Recife, toda enfática, a dançar o “charchado”

típico, sertanejo,

Recife, do folclore mais insinuante do Nordeste

Brasileiro e, porque não dizer? do mundo inteiro!

            Recife, de brisas cariciantes,

            de coqueiros farfalhantes

            a enfeitar as praias brancas

                        arenosas,

                           deliciosas!

– Recife exaltada, civicamente, através do ritmo

cadenciado dos passos dos nossos Soldados e colegiais na

Data Magna da Pátria Brasileira.

– Recife, Relicário sagrado de mártires e de heróis, escuta:

            – Aqui, no peito, cessou o meu épico cantar

            porque agora, deve a Lira silenciar!

(SILENTE QUIETUDE – ALBERTINA MACIEL DE LAGOS – pág. 28 a 31)

NUA

Uma menina trabalhava, num barzinho, praticamente nua. Via-se-lhe toda fronteira das coisas proibidas. A bichinha era mesmo fraca depudor. Tinha até um risinho enviesado no canto da boca, como se sugerisse uma safadeza carnal. Só não andava completamente nua, porque a Polícia não consentia.

E eu, namorador, frequentava o local sempre com uma menina diferente, de amigas a namoradas. Naquele tempo, todo amostrado, levava uma carteira de cigarro no bolso e bebia Brahma Chopp. Fazia pantomima, erguendo o copo e dando baforada, querendo ser oHamphrey Bogart, mas parecendo um Don Juan de feira de mangalho.

Um dia, a atrevida veio-me e saiu-se com essa: – Êi, mestre, o senhor gosta tanto de namorar, admira tanto mulher e nunca disse nada comigo…

Aí, eu justifiquei: – Minha filha, se você andasse composta, ocultando as partes mais desejadas, talvez me despertasse mais apetite, me fustigasse a curiosidade. Mas, o que perguntaria, eu, sobre seu corpo, se está tudo à mostra, se suas carnes estão estendidas nos tabuleiros dos bares, na maior leviandade, aos olhos pidões da freguesia? 

Sosígenes Bittencourt

Paulo Nascimento e a Banda Real

Paulo Nascimento e a BANDA REAL no CD “Me Faz Feliz“, com a composição deJoão Caverna, a música COCO DA CABRA, com a interpretação de Alcir Damião, Nici e Paulo Nascimento.

[wpaudio url=”http://www.blogdopilako.com.br/wp/wp-content/uploads/bandareal.mp3″ text=”Banda Real – Coco da Caba” dl=”http://www.blogdopilako.com.br/wp/wp-content/uploads/bandareal.mp3″]

Aldenisio Tavares

Palinha do Leo: Juizo Final (Clara Nunes)

Juizo Final (Clara Nunes)
Compositor: Nelson Cavaquinho.


O Sol há de brilhar mais uma vez
A luz há de chegar aos corações
Do mal será queimada a semente
O amor será eterno novamente

É o juízo final
A história do bem e do mal
Quero ter olhos pra ver
A maldade desaparecer

O Sol há de brilhar mais uma vez
A luz há de chegar aos corações
Do mal será queimada a semente
O amor será eterno novamente

leo

Leo dos Monges

Botão RSB

Aluno do SESI/PE é selecionado para estudar na Stanford, nos Estados Unidos

ALUNO DO SESI APROVADO NA STANFORD
Boas notas no boletim, trabalhos extraclasse, voluntariado. Com esse currículo, o aluno Cleyson Duarte, 16 anos, estudante do 3º ano do Ensino Médio do programa Educação Básica articulada com Educação Profissional (Ebep), no SESI Paulista, garantiu a aprovação na segunda melhor universidade do mundo, a Stanford, na Califórnia, nos Estados Unidos.

Em julho, o jovem viaja para estudar em um curso de verão na área de ciências. Apaixonado pelo universo e a natureza ao nosso redor, Cleyson tem o grande sonho de se tornar um cientista e trabalhar em pesquisas para ajudar as pessoas. “Sou grato pelo cuidado e proximidade que os professores do Ebep têm comigo, sempre me apoiando e envolvendo em projetos. Noto a diferença e evolução que tive após estudar ao longo desses anos no SESI e SENAI”, afirma o aluno.

“Cleyson é um exemplo e orgulho para todos nós, alunos e professores. Além de um aluno dedicado em sala de aula, principalmente nas disciplinas de Física, Química e Biologia, ele ainda é monitor voluntário do observatório astronômico da Torre Malakoff, no Recife Antigo, e voluntário do Museu de Ciência, no Espaço Ciência, em Olinda. Estamos na torcida para dar tudo certo”, diz a supervisora pedagógica, Maxcelândia Nascimento. Ela lembra ainda que outro fator que facilitou a aprovação do aluno no curso da Stanford foram os conhecimentos da língua inglesa, que Cleyson adquiriu no programa Conexão Mundo, de ensino interativo do idioma com monitores americanos, também oferecido em parceria pelo SESI e SENAI.

CAMPANHA – A universidade ofereceu uma bolsa de 70% do valor do curso, mas o aluno precisa arrecadar ainda a quantia de R$ 7 mil até o final de março, além de dinheiro para alimentação, hospedagem e passagem aérea. Para ajudar nos custos dos estudos, o estudante criou uma campanha na internet, no site realize.me. Quem quiser ajudar, basta clicar na seção “Rumo à Stanford”, e doar o valor que quiser.

MOMENTO CULTURAL: CONTRADIÇÃO – por Aluísio José de Vasconcelos Xavier

Aluízio José

Na cidade, a iluminação frenética
do Salvador, a chegada anunciava
e contrastando com tal paisagem estética
na calçada um pobre negro agonizava.

Era a figura doente de uma criança
filha de um erro, fruto de um pecado
e nos olhos tristes de seu corpo nu, gelado
não se via nenhum fio de esperança.

Aproxima-se dele um maltrapilho.
Toma-o nos braços como a um filho
retirando-o daquele leito de cimento.

Meia-noite, então, anuncia o sino.
E nesta hora exata do Nascimento
morreu, à míngua, mais um Jesus-Menino.

Aluísio José de Vasconcelos Xavier, filho de Aloísio de Melo Xavier e de Eunice de Vasconcelos Xavier, nasceu no dia 7 de agosto de 1948. Formado em Direito, exerce sua profissão no Foro do Recife onde reside. Foi Secretário para Assuntos Jurídicos da Prefeitura do Recife. Professor universitário. Poeta de grandes méritos

Orgânicos

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Com o crescimento da demanda de produtos orgânicos, muitos agricultores familiares estão buscando novas informações sobre a realidade da implantação de um projeto orgânico. Pois com todos os problemas de saúde conhecidos pela população, devido ao uso de agrotóxicos, o levantamento mais recente revela um crescimento médio anual do mercado de 20%.

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Levamos o amigo técnico, breve engenheiro, agrônomo Severino (Biu) que apresentou para os agricultores os incentivos financeiros ofertados pelo Governo Federal através de programas. Mostrou também o mercado de orgânicos e a rentabilidade causada. Alguns agricultores do local já tinham efetuado esse tipo de agricultura e comentaram das dificuldades geradas pela falta de união entre os membros, pois se a comunidade quer mudar o tipo de cultura é preciso incentivo e companheirismo, só assim poderão compartilhar conhecimentos e construir um futuro sem agrotóxicos.

Lourinaldo Jr.