“Valeu Senhor” na voz de Joelma Mota

Ouça a música “Valeu Senhor“, composta por Aldenisio Tavares e na interpretação de Joelma Mota. A canção é  integrante do CD “O Amor de Deus nos uniu”, lançado pelo compositor Aldenisio Tavares especialmente para o Natal.

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Aldenisio Tavares

Momento Vitória Park Shopping

Notícia boa a gente espalha. A Ripe Café está com uma promoção de Dia das Mães que dará um voucher no valor de R$ 50,00 para as melhores frases publicadas em sua página no Facebook.

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Quem sabe você não é um dos sortudos e garante aquele cafezinho especial que só a Ripe tem no Dia das Mães.

Momento Cultural: Conta à História- por João do Livramento.

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Por Eva veio a desgraça

E a expulsão do paraíso,

Adão nem bebia cachaça

Ô homem velho sem juízo!

E David que era um grande rei

Além de ungido pelo senhor,

Mas quando viu Bate-Seba nua,

Na hora o cabra endoidou

Achando pouco a traição,

Mandou Urias pra morte

Bem na frente do pelotão,

Entregue a própria sorte

“Ti amo Sansão” dizia Dalila,

E o segredo o besta contou

Pois foi quando ele dormia,

Que seus cabelos ela cortou

Os olhos chegaram a furar,

Foi bom pra ele aprender

A em mulher não confiar,

Que o resultado é padecer

Pois se eu quiser continuar

E nos dias de hoje chegar,

Tem tanta, mais tenta história

Que Papel e tinta sei vai faltar,

Pois quem ler e tiver mãe,

Trate logo de desse fogo tirar.

João do Livramento

MENTIRAS ESPETACULARES

A minha geração sempre foi alvo de duas mentiras espetaculares: O Brasil é o país do futuro, e o mundo vai se acabar. O “futuro” seria a “prosperidade”, e o mundo iria ser engolido por uma coivara de fogo, ou inundado por um gigantesco maremoto. O futuro não chegou, o mundo não se acabou, e a gente se acabando.

Sosígenes Bittencourt 

“Forró da Juliana” de Recreio do Rojão.


FORRÓ DA JULIANA, composição e interpretação do nosso incansável RECREIO DO ROJÃO.

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Aldenisio Tavares

Trabalhadores participam de corrida pelo centro do Recife

Vencedores Corrida1

Cerca de mil pessoas, dentre elas vários moradores da Zona da Mata, participaram da segunda edição da Corrida Sesi Dia do Trabalhador, pelas ruas do Recife Antigo. Mais da metade dos participantes eram trabalhadores da indústria do Estado e o número de inscrições superou em 20% as do ano passado.

O primeiro lugar da categoria geral feminina, nos 10 Km, ficou com a experiente atleta Marili dos Santos, que já corre profissionalmente há 17 anos, e está aguardando o resultado das seletivas para as Olimpíadas do Rio de Janeiro, em agosto. O primeiro lugar masculino ficou com o atleta Ubiratan dos Santos, que já se prepara paras as maratonas do Rio e Santos (SP), no segundo semestre. Ambos ganharam troféu e o valor de R$ 2 mil cada.

Na modalidade trabalhador da indústria, Daniela Onofre, 31 anos, da Bombril, venceu a prova com facilidade. A analista de qualidade ganhou o mesmo lugar no pódio na Corrida do Trabalhador do ano passado, e tem várias medalhas nos Jogos Industriais do Sesi. Paulo Machado dos Santos, da Shupps Indústria e Comércio de Congelados, conquistou o primeiro lugar.

Nos cinco quilômetros, categoria geral, venceram Haziel Batista, e Adriana Figueiredo. Os industriários vencedores foram Rosildo Silva, da Alcoa, e Tereza Fernandes, do Lafepe.

MOMENTO CULTURAL: Os Medos da Paixão (conto) – Por Valdinete Moura

Não era assim que queria. Não assim: estômago embrulhado, boca amargando, cabeça rodando. Não assim. Bêbada. Difícil acreditar. Sempre tão certinha, comportada e agora, bêbada. Bêbada como uma qualquer. Qualquer Fulana dos becos e ruas da lama que existem por aí. Sou bêbada chique, conseqüência do uísque escocês do mais puro, moro em um apartamento luxuoso em Copacabana. Nem por isso menos bêbada, menos enjoada… Enjoada de mim, da vida, do mundo… Esse mundo é uma porra! Pronto, disse. Uma bêbada é o que você é e, além de bêbada, pornográfica. Não se envergonha? Jamais pensei que um dia, minha filha… Meu Deus, só falta me chamar de puta. Não, mamãe, não diga assim… Se soubesse, chamaria, talvez até não quisesse mais me ver. Não fale assim, mamãe, eu estou sofrendo. A verdade é que estou bêbada. Nunca fiquei assim antes… só uma pequena dose, socialmente. Pro diabo com o social, estou bêbada e sozinha, ninguém viu quando roubei a garrafa. Quando meu irmão descobrir… na sua festa. Ora, que se fodam todos: meu irmão, minha mãe, todo mundo, o mundo também. E eu de quebra. Que está acontecendo comigo? Nunca usei essas palavras. Mentirosa! Usar, usou, só não falou. Se peca por pensamentos, palavras e ações. Se pensou, pecou. Porra para vocês também. Todos os que enfiaram essas coisas na minha cabeça. Não quero chorar; não, meu Deus, que papel ridículo estou fazendo: bêbada e toda desalinhada. A roupa nova que custou os olhos da cara naquela butique nova, como é mesmo que se chama? A tal butique? Sei lá, qualquer uma chique da Zona Sul. Que se dana a tal butique junto com todo o bairro. O Rio de Janeiro todo. A maquiagem deve estar toda borrada. Não quero… não quero chorar, ficar horrível: bêbada… chorona… bobona… meu Deus, que coisa feia. Feia, coisa nenhuma, feio é o que fiz. Como fui fazer aquilo? Deve-se fugir da ocasião de pecado. Como, se o pecado é tão atraente. O diabo toma formas atraentes para tentar. Para o inferno com o demônio… não acredito em demônio, nem em inferno… inferno é agora… o meu. Merda, estou chorando, estou horrível, não quero, felizmente ninguém me vê. Como pode ver, se fugi, enganei todo mundo, queria ficar só, roubei o uísque. Mentira, não quero ficar só, quero colo, alguém para me consolar, quero meu irmão, ele pode. Quero esquecer, foi tão bom e durou pouco, tão pouco… parecia tanto, tão bom, divino. Por que digo assim? Não devia. É sacrilégio usar o nome de Deus em vão. Ainda mais se tratando de coisa assim. Foi divino, sim. Divino ser puta?  Assim que me chamava, sua putinha. Que vergonha, meu Deus. Era tão bom, tão bonito, ficava tão feliz! Menos quando me chamava de putinha, mesmo assim, com carinho, fiquei não sei como, humilhada, ofendida, não sei. Não disse nada, sentia vergonha. Igual às mulheres da rua da Lama  que passavam em frente à casa de vovó, lá no interior. Mamãe não falava com elas, nem vovó, nem as senhoras de respeito, se falavam, usavam um tom de superioridade para mostrar o lugar de cada uma. E agora eu me sinto tão mal, tonta. Tonta e chorando, não consigo parar de chorar. Deus, queria gritar, preciso. Queria morrer. Aí, acabava tudo. Mamãe não ia saber de nada e o povo ia dizer coitadinha! Morreu tão nova! Bebeu demais, não tinha costume. Ninguém, ia ficar sabendo de nada. Ninguém sabe; só eu e ele. Ela, será que sabe? Sabe nada! Ele não ia dizer a mulher que ele… que nós… ai, que vergonha! Vergonha, você nesse estado. Não conhece seu lugar? Uma moça de família, mamãe, não mudou nada… quer dizer, quase nada. Ai, meu Deus, não quero pensar, não quero lembrar; ele com ela como se não me conhecesse, tão seguro, como se nós não… Não posso esquecer os dois daquele jeito. Tão apaixonados e eu… pensei que ia morrer, cair ali mesmo e ele tão seguro. Não quero lembrar, não quero. Se ao menos eu dormisse antes que alguém chegasse aqui, era como se morresse. Mamãe ia ficar assustada. Que me importa, só me importa eu agora, o resto que se dane, se foda, se qualquer-coisa-de-horroroso, qualquer coisa. Eu quero dormir, esquecer, passar a ressaca. Não quero morrer, ninguém morre disso, tão bom… apesar… sua putinha. Ninguém ficou sabendo, isso passa. E se souber? Merda pra todo mundo, merda pra elite carioca. Bom falar assim. Pensar. Livre. Vou dormir… respiro fundo, isso passa, amanhã é outro dia, respiro fundo, durmo, não estou mais chorando, só com a cabeça doendo… respiro fundo, passa, durmo, respiro… durmo… passa… merda pra…  ZZZZZZZZzzzzzzzzzz…………….

* Conto integrante do livro “Mulheres na Chuva” pela Ilumine Editorial.
** Ilustração de Jack SoulFly, artista vitoriense.


Valdinete Moura
 é escritora e poetisa,
membro da Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência.

CONVERSA COM ELEITORA

Quando eu vejo essa arenga para botar Dilma para fora da Presidência da República, cuja raiva e ambição parecem comprometer a boa intenção, eu só me lembro de uma eleitora que me disse que nunca mais votaria em ninguém.

Indagada por que, respondeu: – Eu nunca acertei um voto. Toda vez que votei, votei errado. Porque nenhum candidato que ganhou, prestou, e todos que perderam não prestavam.

Facultativo Abraço!

Sosígenes Bittencourt

Forró de Severina – Nordestinos do Forró

Ouça a música FORRÓ DE SEVERINA, composta por Aldenisio Tavares e Samuka Voice, na voz de “Nordestinos do Forró”.

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Aldenisio Tavares

Momento Cultural: A Carta – Stephem Beltrao

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Sobre a folha branca
A caneta voa de leve e escreve
Apenas o seu adorado nome.
Deito-me, desligo o abajur
Durmo e sonho com você.

A carta que não escrevi
Chegou ao seu destino
Lançou-se nas autopistas dos sonhos
Do meu amor ingênuo e divino.

Por que fiz essa loucura?
Será que ela desvendou meu segredo?
Anseio que ao acordar
Ela me olhe com desejo.