MORTE DE SUSANNAH MUSHATT JONES

Gostar de viver foi a norte-americana Susannah Mushatt Jones. Dada à luz aos 6 dias de julho de 1899, desapareceu quinta-feira, dia 12 de maio, tendo habitado a Terra, fazendo parte da humanidade em três séculos: XIX, XX e XXI.

Apesar de haver sofrido escravidão e sido vítima de racismo, haver passado apenas 5 anos casada e comer toucinho defumado com ovos diariamente, Susannah não foi um ser humano poliqueixoso nem perdeu o gosto pela vida. Encantada com os estudos, ávida por conhecimento, dedicada às crianças e lutando por causas nobres, a supercentenária pugnou pelo voto das mulheres e direitos civis em geral.

Susannah não teve o amor de um homem durante sua longa existência, não teve riqueza e foi discriminada por sua origem e cor da pele. Contudo, não tinha vícios, nunca intoxicou o seu corpo com drogas recreativas, e amava incondicionalmente, o que tornou sua vida um exemplo de que “o essencial para a nossa felicidade é a nossa condição íntima, e, desta, somos nós os senhores” – como bem o dissera o filósofo latino Epicuro de Samos, nascido 341 anos antes de Cristo.

Requiescat in pace!

Sosígenes Bittencourt

Toni Amorim: 50 anos de composições

Homenageamos o compositor vitoriense Toni Amorim, disponibilizando a música “CIÚME, TEMPERO DO AMOR” de sua autoria, interpretada pelo também vitoriense Ricardo Rico. A música é integrante do álbum Toni Amorim: 50 anos de composições.

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Aldenisio Tavares

Lourinaldo Júnior parabeniza Cristiano Pilako pelo lançamento do seu livro: Apelidos Vitorienses.

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Amigo Pilako, gostaria de parabenizá-lo pela iniciativa literária com o lançamento do livro Apelidos Vitorienses, o qual foi redigido de maneira sublime abordando uma linguagem popular. A obra convida o público a conhecer a origem dos curiosos apelidos de alguns cidadãos vitorienses, conhecidos mais pelos seus apelidos do que pelos próprios nome. Além disso, o livro apresenta uma ideia inovadora, que brevemente será adotada em outras literaturas, o QR CODE, que possibilita acompanhar através do smartphone a mídia digital relacionada ao conteúdo. Também não posso deixar de citar o evento realizado no Vitoria Park Shopping, onde estiveram presentes a maioria dos homenageados e pessoas de todos os gêneros. Parabéns, amigo! Estou na espera do “Apelidos Vitorienses-Volume 2”. Um grande abraço.

Momento Cultural: Faceirice Precoce – por ALBERTINA MACIEL DE LAGOS

Profª Albertina Maciel de Lagos

– Escutem: (mostrando cinco dedos)

Hoje completo cinco aninhos!…

E o meu nome?… todos o conhecem.

Vou pronunciá-lo: – Daciana!…

Lindo!… que melodia dimana!

E quanto a minha pequena – grande personalidade,

Vou (modéstia à parte), descrevê-la:

– Tenho a beleza da flor

e já, de imponente sultana

é o meu todo encantador!

Tenho uma boa mãezinha,

um painho carinhoso,

manos, avós, tiazinhas…

quanto o meu lar é ditoso!

– Duas estrelas, os meus olhos,

dois mundos, dois paraísos…

Da vida, entre os abrolhos,

fulguram os meus sorrisos (olhando o próprio tamanho):

Reparem como estou crescendo!…

No colégio vou entrar

para ir logo aprendendo

a ler, escrever e contar!

Passem bem

Tchau!

(SILENTE QUIETUDE – ALBERTINA MACIEL DE LAGOS – pág. 52).

Combustível do Amor

BRENO RAMOS  – A PÉROLA NEGRA DA RÁDIO PERNAMBUCANO – COM 35 ANOS DE COMUNICAÇÃO – trazendo sua coletânea de 18 Sucessos do Rádio 2011 – na voz do cantor vitoriense Jhonata Santos e a música é COMBUSTÍVEL DO AMOR, composição de Aldenisio Tavares.

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Aldenisio Tavares

III Simpósio Temático, 13 de Maio: Novos Olhares

Abolição pronto

Com o tema: Ressignificação, reconhecimento e conhecimento o IHGVSA, realizará próximos dias 12 e 13 de maio Simpósio Temático em prol da educação das relações étnico raciais. Trata-se de uma série de atividades relacionadas à valorização da História e Cultura dos africanos e de seus descendentes. Após um longo período de omissão e perpetuação do racismo, mecanismos de lutas foram criados, um destes, podemos citar é a lei 10.639/03 a mesma prevê novas perspectivas no ensino da História do negro no Brasil, “Nem Zumbi, nem pai João”, o que propõe a lei é que repensemos a formação histórica do nosso país como tendo sido fruto da luta de várias pessoas, ricas e brancas, negras e pobres. O que durante muito tempo foi desconsiderado. Este evento tem por tanto, a pretensão de trazer à questão racial para o centro dos debates para depois desconstruí-la. É, o envolvimento máximo desta Instituição com questões fundamentais no âmbito social. Por isso vale salientar, que não trata-se de uma comemoração a data magna do 13 de maio, trata-se de compreendermos o que de fato ela foi, e quais suas consequências 127 anos depois.

Abolição programação4

Momento Cultural: Vitória de Santo Antão – Da Geografia – por Darlan Delage

Ondulada, um Caos de formas, deformada…
Grama de esverdeada secura, porém bela
Terra potente de belas gramíneas aéreas.
Fertilizada por passagens de águas juninas.

Nessa terra onde o massapê é mais extenso,
Nasceu d’um parto genérico outras especies
que hoje dispersa-se de sua mãe, desapropriadas
aqui, a terra é farta, em vegetações bem aproveitada.

(inacabado)

Darlan Delage – Poeta vitoriense.

MÊS DE MAIO – NO TEMPO DE EU MENINO

O mês de Maio sempre foi um mês dedicado à mulher. Mês de Maria, de se celebrar o namoro e o noivado, místico período entre os prazeres da carne e o sacrifício do espírito, o desregramento e a temperança, a fornicação e a castidade. Mês de se respeitar a mãe e desobedecer-lhe. Recebido com ovação, o Papa veio condenar tudo que é vontade do corpo e seduz o cérebro. Lembra-me O Êxtase de Santa Teresa D’Ávila, trespassada pela seta de um anjo, magnificamente burilada por Bernini, no século XVI.

Quem danado agüentava, em Vitória de Santo Antão, embora calma, sem os agitos nem a desobediência reinante de hoje, controlar-se, com a popularização da minissaia? De repente, quando não se podia ver um tornozelo, lá estavam os joelhos das meninas do Colégio Municipal e do Colégio das Freiras à mostra. Naquele tempo, o desejo vinha embalado pelas músicas de Roberto Carlos, Renato e seus Blue Caps e The Fevers, o que emoldurava o apetite com uma vaga sensação de amor. Ninguém sabia exatamente o que estava acontecendo, porque a Medicina ainda não mapeara o cérebro e a endocrinologia cabia em algumas folhas de caderno. Mas, só Deus sabe o quanto a enxurrada de hormônios fustigava a pele da adolescência de tanta emoção. Os namoros eram na calçada, fiscalizados, com hora marcada. Cinema, só com acompanhante, geralmente um irmãozinho bobo, comedor de bombom, mas fuxiqueiro, cujo perigo residia em contrariá-lo. Os cinemas eram o calorento Cine Braga e o inesquecível Cine Iracema, espaçoso, onde se podia procurar um lugar mais reservado para beijar. Todo mundo ficava tomado, neste mês de maio, de uma expectativa de noivado, casamento e maternidade. Festejava-se a mãe, a namorada e se fazia plano para o futuro. Chegávamos a imaginar como seriam nossos filhos. Se pareceria com a mãe ou seria uma escultórica mistura dos olhos de um com o nariz do outro. Eita, mundo velho!

Sosígenes Bittencourt

Imbiziga – Zezé do Forró

Do novo CD de Zezé do Forró, ouça a música IMBIZIGA, de autoria dos vitorienses Aldenisio Tavares e Samuka Voice.

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Aldenisio Tavares