Momento Cultural: A DANÇA DO VENTO – Por Valdinete Moura

A dança do vento frenética não pára. E nessa
alucinação me envolve o corpo que treme e se
arrepia. Me desmancha os cabelos que entram
pelos olhos e penetram em minha boca, buscando
beijos úmidos de amor.

E o vento louco passa levando tudo para longe.
Tudo menos essa ânsia imensa, esse desejo
Insano de carícias e afeto.

O vento passa e leva tudo. Tudo mas deixa em
meu corpo a certeza da saudade e a imensidão
do desejo.

“Voz Interior”

Maria Valdinete de Moura Lima, filha de Manoel Severino de Lima e de Lindalva de Moura Lima, nasceu em Vitória de Santo Antão. Bacharela e Licenciada em Letras. Professora de Português da Faculdade de Formação de Professores da Vitória de Santo Antão. Poetisa e contista, tem um livro publicado VOZ INTERIOR – 1986. Tem vários prêmios, entre os quais: José Cândido de Carvalho, contos: Jeová Bittencourt, contos, menção honrosa (Araguari, MG). Concursos promovidos pelo “Timbaúba Jornal”, contos e poesia. É membro da Academia Vitoriense de Letras, Artes e Ciência.

BIG BROTHER BRASÍLIA

Brasília é uma casa sem telhado. A culpa é da internet e da curiosidade dos homens. Você pode até não viver DA Rede, mas, inescapavelmente, viverá EM Rede, ou seja, enredado na teia da Rede. O risco é que você não poderá se policiar 24 horas no ar, porque ninguém é imune a fazer tolices, dizer besteira, cometer despautérios. E se a besteira for estrambótica, estapafúrdia, os homens da lei poderão pedir para quebrar o seu sigilo eletrônico. Aliás, há homens da lei também investigados. São humanos.

Urge que se aprenda a mentir com lógica e a memorizar a mentira. Porque o castigo do mentiroso é ter de se lembrar da mentira para não gaguejar e entrar em contradição.

O Big Brother Brasília dá prejuízo ao Big Brother Brasil, quebrando-lhe índices de audiência. São as audiências da Delação Premiada que transformam o Big Brother Brasil em menor entretenimento e menor piada. Não há personagem mais curioso, ao natural, do que um Dulcídio enfurecido resolvendo falar a verdade. E se todos os delatores estiverem falando a verdade, e se tudo for apurado e comprovado, todos estarão envolvidos por ação, ou omissão, o que redundaria em coletiva condenação.

Por enquanto, aos eleitores a teleaudiência das audiências do Big Brother Brasília, para reconhecer que a culpa não é só dos delatados, porque os delatados foram votados, e os eleitores são os mesmos telespectadores.

Big Abraço Brasil!

Sosígenes Bittencourt

EDUCAÇÃO MUSICAL – Abordagem referente a atuação do Regente diante da orquestra.

Ao pararmos para analisar em um concerto, onde os espectadores estão reunidos prestando bastante atenção as execuções musicais, e, como também, os gestos aplicados pela figura do Regente, se olharmos para aqueles movimentos gestuais, podem parecer que não significam nada, não tem nenhuma importância, ou, valor algum, mas é onde está o segredo de toda temática referente aos naipes instrumentais. Quando um Regente sai de sua residência para ensaiar ou, apresentar-se com  sua orquestra em um concerto, todo trabalho realizado, no que diz respeito,  a preparação dos arranjos, das partituras escritas por outros compositores, as adaptações em diversos gêneros e estilos musicais, as correções em peças que precisam de um aproveitamento melhor, as escolhas das músicas, análises e verificações com os copistas da orquestra, a organização do arquivo com o arquivista, o cuidado das vozes instrumentais para no momento da apresentação não faltar alguma peça musical e na execução ocorrer uma desarmonia em razão da falta de uma das peças, por exemplo: primeiro Trombone, segundo Trombone, Trombone Baixo, observamos que está faltando o terceiro Trombone.

Se por acaso, isso ocorrer em um ensaio, tudo bem, é possível providenciar escreve-la para o próximo ensaio, no entanto, se acontecer no momento da apresentação e, a música executada para o naipe dos Trombones existirem um fraseado, onde o primeiro Trombone pergunta ao segundo e, o segundo ao terceiro e,  o terceiro ao Trombone Baixo, não vai ser possível, pois ocorrerá um espaço vazio e, tanto os espectadores, quanto os próprios músicos, não entenderão nada neste momento da execução musical. Onde poderá ocorrer um desequilíbrio entre os músicos, será uma confusão total, pois o impacto é abrangente de modo geral, no que diz respeito, ao processo melódico, harmônico e rítmico. Podemos dizer, que o Regente ao sair da sua residência para apresentar-se, já está regendo sua orquestra, pois o concerto é o produto final de meses de ensaios exaustivos. Apesar de todos procedimentos que foram apresentados, está escondido através de cada gesto, a preservação sentimental dos compositores que escreveram as peças musicais, a época, a consideração por todo trabalho apresentado em cada compasso da peça musical, e, o compromisso com as obras musicais. Os gestos de cada Regente, traz  consigo uma bagagem musical, sentimental e histórica.

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João Bosco do Carmo

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