As mentiras mal elaboradas não resistem a um pequeno espaço de tempo.

Como já falei anteriormente, nesta campanha eleitoral (2016), ainda não participei de nenhuma carreata e\ou caminhada política. Estou, na medida do possível,  acompanhando as movimentações através do guia eleitoral televisivo, internet e contatos pessoais. Isso não quer dizer, portanto, que não esteja observando os detalhes do pleito.

Foto: Reprodução/Guia Eleitoral/TV Vitória

Foto: Reprodução/Guia Eleitoral/TV Vitória

Na noite de ontem (27) aconteceu o último grande ato da campanha do candidato Paulo Roberto. Segundo seus vídeos, postados nas redes sociais, o evento foi um sucesso. Sua mídia diz que  foi a maior caminhada política da história do nosso município. “toda cidade desceu para ver e participar”, concluiu o locutor.

Muito bem, não quero aqui, entrar no mérito se foi grande ou pequena, animada ou desanimada,  muito menos se foi  maior ou menor do que os movimentos promovidos pelos outros candidatos. Isso não está me interessando. Chamo apenas à atenção de um ponto:

Num foi o Paulo Roberto e o  Décio Filho, ambos na qualidade de secretário municipal de Turismo e Defesa do Cidadão, respectivamente,  que se utilizaram do argumento que as agremiações carnavalescas animadas por trio elétrico e paredões de som não poderiam contornar o Pátio da Matriz, sob o risco de haver uma depredação na Praça Dom Luis de Brito?

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Fico aqui pensando: Será mesmo que as pessoas que brincam carnaval na nossa cidade,  acompanhando as agremiações que desfilam  com trio elétrico e paredões  de som, são mesmo todas baderneiras?

Na minha modesta opinião, as leis e os argumentos deveriam servir para todos. Será mesmo que a proibição dos desfiles carnavalescos, animados com trio e paredões no Pátio da Matriz tinham como objetivo melhorar o nosso carnaval,  ou ativar o Pátio de Eventos no final da Avenida Mariana Amália,  para só assim se fazer necessário contratações de estruturas milionárias?

Ser gestor de uma cidade é também respeitar sua história e suas tradições e, sobretudo a vontade soberana da maioria das pessoas. Como dizia François de La Rochefoucauld, francês que viveu no século XVII, “A conveniência é a menor de todas as leis, e a mais seguida”.

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