HARRO SCHACHT: O ALEMÃO QUE MUDOU O BRASIL – por RONALDO SOTERO


Em um dia como hoje, 13 de janeiro, há 78 anos, o capitão de corveta da marinha alemã, 36 anos, Harro Schacht , comandante do submarino U-507, com seus 54 tripulantes, sofria afundamento após ter sido localizado e sofrer bombardeio de um avião-patrulha dos Estados Unidos, modelo Catalina, do Esquadrão VP 83, no litoral do Rio Grande do Norte. Das 4 missões que comandou, no período de 224 dias, no Atlântico Sul, o jovem oficial afundou 19 navios, inclusive 6 embarcações brasileiras, com 607 mortos, a maioria civis.
Embora não seja unanimidade entre pesquisadores, esse fato pode ter sido decisivo para entrada do Brasil na 2a Guerra.

A passagem dessa arma de guerra , de grande poder de destruição, foi a belonave que causou maior prejuízo a frota mercante brasileira e, por ironia, teve seu fim em nosso litoral, a noroeste de Natal, naquele começo de 1943. No naufrágio, morreram também 3 oficiais ingleses, presos pelos alemães, durante afundamento de uma embarcação da marinha da Inglaterra, resgatados pelo comandante, levados para interrogatório na Alemanha.

Há registros de diários de bordo que, por pouco, o porto do Recife não foi bombardeado pelo U-507. O submarino chegou próximo para o ataque, mas uma mudança devido a um possível eclipse naquela noite, mudou os planos de Harro Schacht. Considerado o serviço silencioso, a melhor definição sobre essa arma devastadora foi dada pelo oficial submarinista mais condecorado da marinha dos Estados Unidos, Dick O’ Kane: ” Não há margem para erros em submarinos, ou você está vivo, ou morto “.
TUDO É HISTÓRIA!

Ronaldo Sotero. 

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