Leilão da Vida: uma praga no meio da pandemia!!!

Em tempos de confinamento social o mundo parece mudar de tamanho – vale lembrar “que cada cabeça é um mundo”. Na hipotética rota traçada e pavimentada por você mesmo, através dos pensamentos, pode-se ir, em 10 segundo, de zero a cem por mares nunca antes navegados ou mesmo engrenar marcha à ré e transitar pelo emaranhado de teias de aranhas localizado justamente nas encruzilhadas da vida que muitas vezes deixamos para trás sem nunca trata-las como deveríamos, ou seja: uma espécie de gripe mal curada…

De uns dias para cá, nesse reboliço que o mundo se enfiou, estamos todos virando doutores, epidemiologistas, infectologistas e tudo mais no que se refere a essa “tal” curva que deverá ser “achatada” para que se possa mais adiante atenuar o contágio de um vírus letal ou não, até porque existe outra legião de “entendidos” que atestam ser apenas uma “gripezinha”, sobretudo aos que tem um histórico de atleta, mas que mesmo assim continua-se a falar nesse tal de “ventilador” –  algo  imprescindível nesse contexto –  para  ser  colocado  num sem números de leitos de uma “invenção” que atende pelo nome de “hospital de campanha” construídos nos lugares nunca antes imaginados e, diga-se de passagem:  numa velocidade de pensamentos, algo também inimaginável nas terras comandadas  justamente por um “chefe do mal” que atende pelo nome de  aedes aegypti que certamente não está nada satisfeito com o seu isolamento no circuito desse  grande debate.

Num vacilo qualquer, num simples piscar de olhos temos a certeza que tudo isso não passa de um sonho ou mesmo um pesadelo. No sonho, somos impulsionados à sala escura de um cinema qualquer –  Cine Iracema ou Braga.  Nela,  todos estão  aflitos, pensando no fim dos tempos. Eis que bem pertinho da trama acabar, mais ou menos aos 43 minutos do segundo tempo, ejetam do derrotismo o Capitão América e o Homem de Ferro para aniquilarem o mal que nos afligia –  não  completamente pois a pomposa bilheteria não pode cessar nunca, muito menos ceifar aquilo que os estudiosos cravaram, lá na longínqua metade do século XX,  como “industria cultural”.

Na outra ponta, por assim dizer, acordamos no meio do pesadelo real em que o noticiário do dia nos dá conta que o todo poderoso “guardião das galáxias”, detentores de todos os poderes universais e dono do maior PIB terráqueo, numa ação invertida, em meio aos caos que atende pelo nome de CORONAVIRUS, tornou-se  o maior vilão do planeta pois começou a surrupiar e confiscar das nações amigas/irmãs máscaras,  equipamentos e respiradores,   como se a vida dos norte americanos fossem mais valiosas que as demais. Ao pagar mais caro pelo material –uma espécie de leilão da vida –  no meio do furacão da calamidade planetária,  os EUA se despem do imaginário das telas cinematográfica para tornarem-se “o lobo mal das selvas”. Lamentável. Esses super-heróis nunca me enganaram mesmo….

Agora eu pergunto: e desse mal,  quem poderá nos salvar?

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