Eleições 2020: se as eleições forem adiadas para 2022 quem ganha e quem perde no xadrez eleitoral vitoriense?

Em tempos de pandemia do coronavirus, em terras tupiniquins, existe um segmento que anda tão agitado que mais parece linha de produção do álcool gel. Iniciando a última semana para o prazo final das chamadas filiações partidárias – aos que desejam disputar em 2020 – o mercado da política, nos mais de cinco mil municípios brasileiros, através das siglas partidárias até a próxima sexta (03), deverá fechar mais essa etapa do calendário eleitoral.  Na República da Cachaça – Vitória de Santo Antão – os bastidores de reunião políticas, até lá,  certamente não irão cumprir as determinações numéricas para aglomeração de pessoas,  conforme decretos estadual e municipal em voga.

Para colocar mais dúvidas no já pantanoso terreno do “mercado futuro eleitoral”, existe um debate posto na imprensa e no Congresso Nacional propondo um adiamento das eleições municipais que seriam realizadas no primeiro domingo de outubro (2020).

Sem querer adentrar na parte técnica/jurídica da questão em tela (adiamento das eleições municipais), até porque não é um troço tão simples como descascar uma banana madura, apenas para exercitarmos nossos sentidos,  nesse marasmo de quarentena, imaginemos que o pleito de 2020 sejam realmente realizado conjuntamente em 2022, quando já teríamos, então, eleições para presidente, governadores, senadores, deputados federal e estadual e também, acrescentaríamos,  prefeitos e vereadores.

Pois bem, daqui para frente estamos  apenas criando um cenário hipotético. Algo que ainda não foi decidido. Para tanto se isso realmente acontecer – eleições gerais em 2022 – os atuais mandatos de prefeitos, vice-prefeitos e vereadores teriam que ser obrigatoriamente prorrogados por mais dois anos. Imagino que, após prorrogação,  prefeito com 10 ou 6 anos consecutivos, sentados na cadeira,  não teriam direito a disputar o mesmo cargo novamente.

Trazendo para o caso concreto da Vitória de Santo Antão o prefeito Aglailson Junior não poderiam disputar nem indicar um parente (esposa, filho, irmão e etc). Mas ele poderia disputar um mandato para deputado federal – já que o filho seria estadual. Para tanto, o mesmo (Junior) teria que obrigatoriamente se desincompatibilizar do cargo.  Nesse contexto, assumiria a prefeitura, por alguns meses, o vice, Doutor Saulo. Dúvida: Saulo poderia ou não disputar um mandato de prefeito, já que o referido cargo ele não disputou?

Dentro desse mesmo raciocínio (hipotético), pelo lado “amarelo” o deputado Joaquim Lira estaria mais maduro e certamente seria ungido pelo pai para a disputa majoritária. Para “segurar” o assento da Assembleia Estadual, certamente, o próprio Elias Lira, já com 83 anos, cumpriria essa missão. Certamente como o Aglailson Junior colocaria um candidato “meia-boca” para disputar,  o vice de Joaquim  poderia ser Ozias Valentin  ou mesmo o Paulo Roberto. Nesse caso, o federal do grupo, com toda certeza,  voltaria ser o “titular da posição”, ou seja: André de Paula.

 

Pelo grupo “verde”, por assim dizer, imagino que o atual deputado estadual, Henrique Filho tentaria a reeleição, e o seu irmão, Carlos Henrique,  disputaria uma vaga na Casa Diogo de Braga. O velho Queiroz, nesse cenário,  perderia, mais uma vez, a possibilidade de disputar a prefeitura local com reais condições de vitória, já que o primo aliado, o atual prefeito, não iria dá a devida carga nele para não acabar “agasalhar” uma cobra para lhe morder depois – é assim que os políticos raciocinam…

No que se refere ao futuro político do jovem André Carvalho, o adiamento do pleito de 2020, inicialmente, poderia encurtar suas opções. Mas ao longo do processo, com a hipótese do mandato de prefeito ser de cinco anos sem direito à reeleição, o mesmo teria espaço e tempo para crescimento e ascensão plena no xadrez político local já que –  por esse  novo cenário – não haveria a possibilidade dos políticos com assentos no parlamento disputarem a majoritária sem rico de perder  “seu lugares” nas assembleias legislativas.

Para os atuais dezenove vereadores da Casa Diogo de Braga,  com  a prorrogação dos mandatos até 2022,  seria mesmo que um presente “gordo” de Papai Noel. Mais dois anos de “mão beijada”, ou seja metade de um mandato com zero de investimento. Já para os candidatos sem mandatos e com chances de “chegar”,  não haveria outra opção. Teriam que desmontar o “circo” e esperar dois anos por trás das cortinas  para só depois subir ao picadeiro novamente, na tentativa de animar a plateia cansada das mesmas piadas sem graças.

Evidentemente que tudo isso se fixa no campo da hipótese. Mas enquanto o jogo atual segue “vivo” até a próxima sexta (03), com os atos de filiações partidárias, o melhor  mesmo é correr, para poder não partir para a atual disputa – eleições municipais 2020 – em desvantagens reais!!

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