O DNA antonense na Fábrica Tacaruna – por Pedro Ferrer

Quem vai a caminho de Olinda pela avenida Agamenon Magalhães passa forçosamente entre o Shopping Center Tacaruna e um velho prédio soberbo e majestoso que conserva uma chaminé de 75 metros de altura. Naquele prédio abandonado funcionou a antiga Usina Beltrão. A Usina Beltrão, instalada em 21 de julho de 1890, era a mais moderna refinaria de açúcar da América do Sul: COMPANHIA INDUSTRIAL AÇUCAREIRA.

Dificuldades econômicas insuperáveis, consequências da grave crise econômica somadas à má vontade do governo estadual levaram os BELTRÃO a vender todo seu acervo que foi adquirido pelo grande industrial Delmiro Gouveia. Vítima de perseguição política o empresário Delmiro Gouveia não conseguiu reativar e tocar a Usina Beltrão. A usina permaneceu inativa de 1897 a 1924. Em 1925 foi adquirida pelo Grupo Menezes que nela instalou uma fábrica de tecidos administrada pela COMPANHIA MANUFACTORA DE TECIDOS DO NORTE e ficou conhecida como FÁBRICA TACARUNA.

Voltemos ao início da nossa descrição. A USINA BELTRÃO foi fundada e construída por dois antonenses, dr. Pedro da Cunha Beltrão e dr. Antônio Carlos de Arruda Beltrão. Aquele nascido no Engenho Conceição em 5 de julho de 1849; este no Engenho Bento Velho no dia 3 de novembro de 1855. Descendentes de família canavieira. Na sequência publicaremos as biografias desses dois ilustres empreendedores antonenses.

Fica aqui uma observação. Quem entra pela alameda principal do Cemitério São Sebastião observará, antes de chegar à Capela, um mausoléu em forma de pirâmide. Nele se encontram os restos mortais do dr. Pedro da Cunha Beltrão.

Pedro Ferrer – presidente do Instituto Histórico da Vitória. 

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