Paulo Câmara, “ruim das penas”, poderá perder aliados em Vitória de Santo Antão.

No domingo (02) o Jornal do Commercio publicou um levantamento cujos dados foram colhidos em todas as regiões de Pernambuco. A sondagem foi realizada pelo Instituto de Pesquisa Uninassau. Normalmente esse tipo de divulgação, em veículos de grande circulação, entre outros, tem como objetivo abastecer o noticiário político.

A dinâmica do “mundo político” tem agenda própria. Com vistas às eleições  de 2018, particularmente em Pernambuco, o start público foi acionado logo após os estandartes carnavalescos serem recolhidos. Isso não quer dizer, contudo, que os atores mais influentes, antes,   não tenham promovido ações pontuais, visando o pleito que se avizinha.

Muito bem, política não coisa para amador. À condução de uma gestão governamental estadual, sobretudo numa província com características próprias, como a nossa, não é algo simples. O ex “donatário” Eduardo Campos, falecido precocemente em um desastre aéreo, sabia como poucos mexer no tabuleiro político\administrativo\eleitoral\partidário.

Na qualidade de político, com dimensão nacional, monitorava o estado sem perder de vista o Brasil, olhando-o de maneira holística. Sabia  – o “coronel de olhos azuis” –  que para dobrar as “onças” políticas, primeiro,  não  podia deixa-las “cantar de galo” no seu terreiro, teria que ter, obrigatoriamente, respaldo popular. Tanto que, em duas eleições seguidas elegeu dois “postes políticos”, trazendo para debaixo das suas asas “gregos e troianos”.

Neófito no jogo político, cujas regras foge o entendimento das pessoas normais, o atual governador de Pernambuco, Paulo Câmara, perdeu o taming político. Governar com muitos “aliados” é tarefa para poucos. Frágil como estrategista, passou, então, a ser um alvo para ser abatido, no então “ninho de cobra” que se meteu, pelas mãos do padrinho e protetor políticos, Eduardo Campos.  Seus opositores são os declarados e os que estão dentro do seu próprio partido (PSB), no chamado: fogo amigo.

Se não bastasse o investimento dos partidos de oposição, na agenda da segurança – comemorando cada assassinato como se fosse um gol, em final de campeonato – um dos seus  aliados de peso, assim como, hoje,  um dos políticos pernambucanos com mais cacife em Brasília, o senador Fernando Bezerra Coelho, segundo informações de várias fontes, trabalha na surdina para liderar a chapa em 2018 pelo mesmo campo político do atual governante. O prefeito reeleito do Recife, Gerado Júlio, também em silêncio, tenta buscar “musculatura” para se colocar como opção ao cargo do governador, já em 2018. Inclusive, dizem as más línguas: sonha de olhos abertos  com o  Palácio do Campo das Princesas.

Aliás, rareia os políticos da base do governador Paulo Câmara que estão saindo em sua defesa, na qualidade de aliado. Com a popularidades em baixa, prefeitos e deputados preferem ficar esperando, para ver que “bicho vai dá”.

Na nossa cidade, Vitória de Santo Antão, aonde os três maiores grupos políticos foram  eleitos no conjunto partidário do governador, não se houve “um pio”, em defesa do seu líder ou do seu governo. Muito pelo contrário, estão preferindo ficar distantes. Pelo andor da carruagem, se assim permanecer o cenário, os atuais deputados, eleitos por nossa cidade deverão  tomar outro rumo e abandonar o barco. Desculpas não tão lhes faltarão, até porque, na nossa cidade, o governo de Paulo Câmara é invisível mesmo……..

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