RECÍFILIS – A Venérea Brasileira – por Sosígenes Bittencourt.

Antigamente, corria a década de 60, nenhum namorado podia manter concurso carnal ou congresso sexual com a namorada.
O namoro era na calçada da casa, 3 vezes por semana, das 19 às 21 horas, empertigados e, impecavelmente, vestidos.
E, não raro, com um irmãozinho pidão, chupando caramelo ao lado.
Quando o pai da donzela arrastava os pés na sala, ou pigarreava, era hora do mancebo se mancar.
Se o adolescente quisesse treinar a cópula, teria de ir à Zona de Baixo Metetrício, fazê-lo com uma mulher da vida fácil.
Quando contraía doença venérea, fuxicava ao pai, para ir à Farmácia, comprar antibiótico.
Porém, quando apanhava chato- um minúsculo inseto – no jardim pubiano – ia comprar mercúrio em pó, ou Detefon, para expulsar o intruso.
Se demorasse, ia lidar com o cricri e o goli-goli, que apareciam pendurados no chato, promovendo uma chateação danada.
Chateado abraço!

Sosígenes Bittencourt

 

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