A disputa presidencial (2026), desde o processo da redemocratização, nunca ofereceu aos eleitores brasileiros um pleito tão desanimado.
Marcado por atores que não conseguem empolgar nem o eleitor que vai exercer o seu primeiro voto e com duas postulações polarizando e liderando as pesquisas em função das suas respectivas rejeições, convenhamos, não poderia ser diferente. O tema central do pleito é o ódio ao oposto. Isso, ao invés de atrair, repele…..
Não podemos, de maneira alguma, naturalizar o cancelamento do debate que deveria ter ocorrido na noite de ontem (01), no principal canal de televisão do país. O conjunto de justificativas emitidas por todos os envolvidos, apenas revela o fracasso do momento.
O curioso, é que todas as postulações reafirmam seu compromisso com a democracia, sobretudo o presidente e candidato à reeleição, o Lula da Silva, que vive dizendo que só é candidato mais uma vez para não possibilitar à volta do autoritarismo. Tudo bravata. Onde fica o eleitor, no seu direito à informação?
A instrumentalização do Poder Judiciário nesse momento político da vida brasileira é uma ferida que não se fecha por decreto. Envolvimentos precisão ser explicados, apurados e punidos exemplarmente. Não se poder exercer democracia plena sem a devida confiança na justiça. Balizador final de todas relações sociais….
Ao final, pagará a conta, mais uma vez, o povo brasileiro. Não porque vota errado ou é incapaz de escolher o melhor. Mas por falta de uma opção capaz de conduzir o País para um lugar seguro e equilibrado. Desse pleito, sairemos menores e mancos de uma perna, seja lá de que lado for……

